Um tour pela sede minimalista da ViaBTC em Shenzen, China

A empresa de tecnologia de criptomoedas ViaBTC contratou recentemente a empresa de arquitetura ONEXN Architects para projetar seu novo escritório em Shenzen, China.

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Social gathering area

“A importância da orientação está em seus fortes vínculos com a natureza circundante, que traz luz e pontos de vista, e está longe do controle do designer. O que normalmente acontece com nossos clientes é que eles só têm requisitos conceituais, mas sentem dificuldade em detalhá-los. Nesse caso, nossos clientes solicitam apenas que seu espaço seja localizado no canto noroeste e todos os outros problemas ainda precisam ser alocados por uma estratégia sistemática de design.

Para construir uma circulação prática e dinâmica, além de atender à enorme demanda de locais de trabalho, localizamos as áreas públicas ao longo do lado sul, onde um belo jardim é enfrentado, para que todos possam apreciar a natureza. Todos os departamentos estão localizados no noroeste, onde as pessoas podem desfrutar de uma vista externa desobstruída da cidade. O escritório aberto para desenvolvedores de software está localizado no lado norte, pois eles precisam fechar a persiana para evitar o brilho durante o trabalho, e fomos capazes de evitar o impacto negativo da orientação e o ruído do tráfego externo.

Zona tampão pública
A área pública multifuncional é o lugar para se divertir, incluindo chá da tarde, leitura, fitness e reunião de grupo. É necessário ter áreas de amortecimento, comumente conhecidas como área de serviço público. Ao combinar algumas funcionalidades vivas, como entretenimento, esperamos que nossos clientes desfrutem de uma atmosfera relaxante e comunitária em um espaço refrescante, cheio de luzes naturais.

Para projetar o espaço com um forte senso de comunidade, organizamos as posições de cada peça de mobiliário para formar uma percepção socializada e atender ao uso multiuso ao mesmo tempo, em vez de dividir o espaço com paredes. O que fizemos foi criar o espaço público que transmite a felicidade e a sensação de viver um ritual.

Interseção e seções de fluxo
Nos corredores que cercam o núcleo, inserimos várias zonas-tampão com instalações como caixas coloridas, áreas de lazer com mesas de bar. Nosso design não apenas atrai a atenção das pessoas, mas também se diverte um pouco enquanto as pessoas andam pela área. Mais importante, nosso design quebrou o estereótipo de empresas de TI, que geralmente são desajeitadas e têm uma visão imposta da tecnologia.

Nesse caso, descartamos a maneira passiva de entrar diretamente na sala pelo corredor. Também criamos vários tipos de espaço com diferentes extensões de resiliência e escalas, nas quais a funcionalidade pode ser aplicada, e esses espaços também aumentam a possibilidade de comunicação e socialização dos funcionários ”, disse ONEXN Architects.

  • Location: Pankrac – Prague, Czech Republic
  • Date completed: 2019
  • Size: 13,121 square feet
  • Design: Onexn Architects
  • Photos: Chao Zhang
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Reception
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Reception
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Reading area
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Social gathering area
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Social gathering area
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Social gathering area
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Meeting room
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Boardroom
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Meeting space
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Corridor
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Bar
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Workstations
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Corridor
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Meeting room

Andres Garlujan Exclusively for Fashion Editorials with Cecilia Gomez

Photographer: Andres Garlujan. Photo Assistant: Irati Fonseca. Stylist: José Herrera. Hair & Makeup: Ricardo Calero. Model: Cecilia Gomez at uno models.

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno

Dicas de cores, iluminação e acessórios para deixar o seu ninho ainda mais confortável
POR NÁDIA SIMONELLI

A decoração do quarto é sempre pensada para privilegiar os momentos de descanso. E, com a chegada do inverno, essa demanda aumenta ainda mais. Afinal, nada como garantir um cantinho aconchegante para aquela preguiça gostosa que os dias mais frios trazem. Então, que tal dar uma revisada no ambiente e ver o que pode ser trocado para deixá-lo ainda mais convidativo? Para ajudar, falamos com a arquiteta Cristiane Schiavoni, que deu algumas dicas para essa transformação. Confira abaixo!

Aposte em cores mais fechadas

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: Getty Images)
Neste quarto, os tons terrosos deixam o clima mais acolhedor (Foto: Getty Images)

As cores que lembram a paisagem do inverno são mais fechadas e aí entram os tons terrosos, que trazem sensação de aconchego. Os tons de vinho, azuis mais sóbrios e marrons também são uma boa pedida. Se você não quiser mudar a cor das paredes, aposte em adicionar esses tons em peças menores. “É hora de tirar aquele frescor do verão e buscar cores e texturas que abracem o ambiente. Sugiro tons mais quentes nas colchas, mantas e almofadas”, conta Cristiane.

Troque só os acessórios

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: divulgação )
Mantas e almofadas da marca Magma, à venda na Thirty Seven Trend

E não pense que você precisa fazer uma reforma ou um grande investimento para deixar seu quarto mais aconchegante no inverno. “Não faltam itens decorativos que contribuam para o aconchego dos ambientes”, explica a arquiteta. Agora é hora de usar muitas almofadas, mantas e colchas, por exemplo. “Para todos os elementos de tecido, a escolha deve ser por peças produzidas em malhas, linhos ou lãs, que ajudam a aquecer”, completa. Em resumo: as texturas macias ao toque são importantes nesse quesito, então opte por elas.

Iluminação valoriza o aconchego

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: Carlos Piratininga)
Neste quarto, assinado pela arquiteta Cristiane Schiavoni, a luminária pendente traz iluminação pontual (Foto: Carlos Piratininga)


“Recursos de iluminação mais aconchegantes são mais do que bem-vindos no inverno. E, nesse caso, uma ideia é colocar abajures com luz amarela”, explica Cristiane. A iluminação não pode ficar de fora dos projetos de interiores, principalmente nos quartos. “Ela é capaz de mudar completamente a atmosfera dos ambientes”, completa. Assim, vale investir em lâmpadas com temperatura quente, ou seja, as amareladas. Outro recurso capaz de criar uma atmosfera intimista é a iluminação indireta. Esse efeito pode ser alcançado com abajures, pendentes ao lado da cama ou arandelas.

Coloque um tapete macio

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: URBAN OUTFITTERS)
Um tapete no quarto garante um clima mais quentinho (Foto: Urban Outfitters)

Os tapetes são um ótimo curinga da decoração. Fáceis de trocar, eles são capazes de criar sensações de acochego nos ambientes. No verão, os modelos de fibra natural são ideais. Já no inverno, vale investir em um modelo de textura mais macia, como algodão, por exemplo. Se o piso do ambiente for frio, como pedra ou porcelanato, eles são fundamentais nos meses mais gelados do ano.

Velas criam um clima gostoso

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: Getty Images )
Escolha velas cheirosas e com embalagens bonitas para decorar

Fáceis de incluir na decoração, as velas podem estimular o sentidos, principalmente se forem aromáticas. “Eles têm o poder de criar um clima muito especial no inverno. Se estamos falando de um quarto com banheiro integrado, pode ser uma boa usar as velas durante o banho”, sugere a arquiteta. E você pode escolher modelos com uma embalagem bonita, como estes da foto, porque enquanto elas não estiverem em uso, podem ser um belo elemento de décor.

Roupa de cama com tecidos encorpados

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: Getty Images )
Capriche na escolha da roupa de cama e opte por tecidos mais grossos durante o inverno 

No inverno, vale a pena usar colchas e lençóis com tecidos mais encorpados. E, se você gosta do visual das camas de hotéis, aproveite para combinar cores e estampas e montar uma composição bem aconchegante. “Os cobertores, por exemplo, podem ser combinados com as colchas, dando mais charme e elegância ao conjunto”, explica a arquiteta.

Cortinas

Quartos aconchegantes: veja como preparar o ambiente para o inverno (Foto: Getty Images)
Cortinas de tecido mais encorpado são ideais para o inverno (Foto: Getty Images)

“Enquanto o verão pede cortinas mais finas e fluidas, como as de voal, o inverno requer um tecido de tramas mais fechadas e mais encorpado”, afirma Cristiane. Se as cortinas forem feitas de tecidos muitos finos, o ideal é adicionar uma segunda peça mais grossa e escura para criar um clima mais aconchegante para o inverno.

Lojas com caixa e convicção ficam fechadas

Sem sufoco financeiro, muitas empresas preferem aguardar a queda do contágio e investem nas vendas online
Fernanda Perrin

Uma mulher branca de vestido preto está no plano de fundo da foto, à frente de uma arara de roupas. No primeiro plano, à esquerda, há parte de um manequim com uma roupa verde estampada
A empresária Rebeca Salem decidiu não reabrir sua loja de roupas, Dona Frida, localizada no Brooklin (zona sul de São Paulo) apesar da liberação da prefeitura – Bruno Santos/Folhapress – 18.jun.2020

Alguns comerciantes têm optado por manter as portas fechadas, apesar da autorização para reabertura em vigor desde o dia 10 de junho em São Paulo.

A principal razão é o temor de que o movimento seja precipitado e contribua com a disseminação do novo coronavírus. Entre os dias 10 e 16, o número de casos diários confirmados na cidade passou de 2.431 para 4.228 (os dados para os dias 17 e 18 estão incompletos por uma falha no sistema de notificação do Ministério da Saúde).

No mesmo período, o número de óbitos confirmados pela doença subiu de 159 para 167.

Além da preocupação sanitária, os empresários questionam a vantagem de reabrir considerando as restrições impostas (a liberação é para apenas 4 horas por dia e proíbe o uso de provadores, por exemplo) e uma expectativa de clientela reduzida.

Não menos importante nesse cálculo é a situação financeira razoável dos negócios — não fosse isso, eles admitem que se veriam obrigados a reabrir. Por essa razão, não condenam as lojas que, diferentemente deles, estão reativando seu atendimento presencial.

“O meu negócio é pequeno e eu posso me dar ao luxo de manter fechado, preservando quem eu posso preservar, mas eu entendo que essa não é a realidade de grande parte dos empresários”, afirma Rebeca Salem, 38, proprietária da loja de roupas Dona Frida, localizada no Brooklin.

Segundo a empresária, antes da pandemia 40% de suas vendas vinham da loja física e o resto era feito online. O fechamento da loja levou a uma queda brusca do faturamento em março, mas em abril a marca conseguiu recuperar as vendas só com o ecommerce.

Mesmo que decidisse reabrir agora, ela aponta outro impedimento: as oficinas que fabricam as peças estão com dificuldades e as entregas estão sendo feitas com atraso. “Não adianta eu querer abrir a porta sendo que toda engrenagem está trabalhando num outro ritmo”, diz.

O motoboy da empresa está atualmente afastado com suspeita de covid-19, o que tem acontecido também com costureiras das oficinas. “Agora é o primeiro momento que começo a sentir o vírus mais perto de mim. Eu penso mais do que nunca não é o momento de voltar.”

Alberto Ribeiro, 38, sócio da Livraria Simples, localizada na Bela Vista, faz raciocínio semelhante. O negócio não tinha loja virtual antes da pandemia e precisou montar a operação às pressas, mas no mês de abril já conseguiu alcançar um faturamento melhor do que o obtido no mesmo período do ano passado e em linha com o de fevereiro deste ano.

“Decidimos continuar fechados por conta do número de pessoas que ainda estão morrendo na cidade. Então se para nós é possível nos manter fechados, a gente vai ficar. Mas se a situação financeira tivesse apertada, a gente abriria com certeza”, afirma Ribeiro.

Tanto a decisão de fechar em março, antes mesmo do decreto da prefeitura, quanto a de não reabrir agora tiveram um impacto positivo sobre a imagem da livraria, que recebeu diversos comentários positivos em suas redes sociais, destaca o empresário.

Beto Ribeiro, sócio da Livraria Simples, decidiu manter seu negócio fechado, mesmo com a reabertura liberada em São Paulo – Gabriel Cabral/Folhapress

“Temos um público predominantemente de esquerda, que está muito mais preocupado com a saúde das pessoas do que com a economia. Mesmo que a gente abrisse agora ia demorar para o público retornar”, avalia Ribeiro.

Apesar do posicionamento contrário à reabertura, que julga precipitada, ele afirma não condenar as livrarias que decidiram voltar a funcionar. “O que estamos vivendo não tem precedentes. Talvez eu esteja falando um monte de bobagem e no futuro a gente veja que poderia ter reaberto agora e teria ficado tudo bem. Pelo sim e pelo não, eu prefiro ficar fechado, porque é a única coisa que tem funcionado no combate ao vírus”, diz.

A preocupação com a saúde dos funcionários foi o motivo para Georgia Halal, 36, decidir fechar a loja de roupas que leva seu nome, localizada em Pinheiros, dias antes da determinação municipal.

Acompanhando o noticiário sobre a pandemia, ela já se preparou para a quarentena, reorganizando os estoques, reduzindo despesas e planejando uma nova estratégia comercial. “Mesmo com a loja aberta o movimento já tinha caído muito na semana anterior ao fechamento”, diz.

Agora, a empresária não só decidiu continuar fechada como avalia reestruturar seu modelo de negócios, priorizando o ecommerce em vez da loja física –ela cogita funcionar no futuro apenas com hora marcada ou até mesmo fechar o ponto.

Halal afirma que o faturamento da loja online ainda não alcançou o que ela obtinha com as vendas físicas –boa parte vindo do fluxo de pessoas que trabalham e circulam nas proximidades da Rua dos Pinheiros– mas que vê na internet uma oportunidade para ampliar seu mercado.

Além da aposta no online, a empresária também atribui a decisão de não reabrir agora às limitações ao funcionamento do comércio determinadas pela prefeitura. “A questão do horário reduzido, a pessoa se deslocar até a loja e não poder provar… Acho melhor não reabrir e evitar que as pessoas saiam de casa de forma desnecessária”, avalia.

Halal teme ainda que uma segunda onda de contaminação obrigue o comércio a fechar as portas novamente. “Eu acho que não vale o esforço reabrir agora, tirar o foco do meu online que tá engrenando, para ter que fechar de novo depois.”

Esse foi o caso de Alessandra Barros, 47, proprietária da empresa de locação de bicicletas ARDB Brasil, com sede em Botucatu.

No dia 3 de junho a região foi enquadrada no plano do governo do Estado de combate à pandemia na categoria amarela, na qual é permitido o funcionamento de comércio não essencial, salões de beleza, bares e restaurantes.

Uma semana depois, entretanto, a região foi reclassificada na categoria laranja –a mesma na qual a capital se encontra hoje–, que estabelece regras mais rígidas em face de sinais de retomada do crescimento do número de casos de covid-19.

O reenquadramento levou a uma briga na Justiça. No dia 12, a prefeitura de Botucatu entrou com uma medida cautelar junto ao TJ de São Paulo para voltar à categoria amarela.

Barros afirma que chegou a se preparar para o retorno das atividades, mas com o recuo na abertura determinado pelo governo, teve que voltar atrás.

A empresária pretende usar as bicicletas numa operação de delivery de encomendas, compras no supermercado e produtos para festa em parceria com comerciantes locais.

“Imagina, eu abro a porta hoje, trago os funcionários, me preparo para receber o público e daqui dois ou três dias preciso fechar de novo. É delicado esse abre e fecha. Estamos lidando com muita incerteza”, afirma.

Paul McCartney, Dave Grohl e mais farão live beneficente hoje (20)

Preservation Hall Jazz Band pede doações para auxílio de membros
JULIA SABBAGA

O Preservation Hall, organização de conservação da tradição musical de Nova Orleans, fará um evento beneficente hoje com diversas participações especiais. O evento, que focará em apresentações da Preservation Hall Jazz Band, terá performances ao vivo e gravadas em colaborações com Paul McCartney, Dave Grohl, Beck, Arcade Fire e mais. 

O evento, que terá início às 22h de hoje, dia 20 de junho, pede doações para auxílio de músicos que formam o Preservation Hall Musical Collective

A sessão, chamada de ‘Round Midnight Preserves, pode ser acompanhada através do YouTube do canal (player acima), além do Facebook e Twitch. 

Photographer Dan Martensen and stylist Clare Richardson for WSJ. Magazine’s July Digital Cover

Photographer Dan Martensen and stylist Clare Richardson ziguezaguearam por Londres, capturando os melhores looks da temporada, a menos de um metro e meio de distância. Aqui, os modelos revelam como estão se isolando e o que foi necessário para montar essa sessão para WSJ. Magazine’s July Digital Cover.

Beyoncé surpreende com lançamento de nova faixa, “Black Parade” no Juneteenth, aniversário da Proclamação de Emancipação da escravidão no Texas

Música foi lançada no Juneteenth, aniversário da Proclamação de Emancipação da escravidão no Texas
JULIA SABBAGA

Beyoncé surpreendeu os fãs com o lançamento da faixa “Black Parade” ontem, dia 19 de junho, data que celebra o aniversário da Proclamação de Emancipação da escravidão no Texas, que aconteceu em 1865. Chamado de “Juneteenth”, a data festiva comemora o fim da escravidão de modo geral nos EUA. 

Produzida em parceria com Derek Dixie e escrita ao lado de Jay-Z e outros compositores, “Black Parade” pode ser conferida acima e já está disponível nas plataformas digitais. Ao divulgar a música em seu Instagram, a cantora escreveu:

“Feliz fim de semana de Juneteenth! Eu espero que a gente continue a espalhar alegria e celebrar uns aos outros, mesmo no meio da batalha. Por favor continue a lembrar de nossa beleza, força e poder. “Black Parade” celebra você, sua voz, sua felicidade e auxiliará pequenos negócios de pessoas negras”

Em seu site oficial, Beyoncé divulgou uma longa lista promovendo pequenas empresas de pessoas negras. 

Durante toda a carreira, Beyoncé colecionou mais de 100 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, 23 Grammys e uma apresentação histórica no Coachella, que se tornou a performance mais assistida ao vivo no YouTube. Seu último álbum, Homecoming: The Live Albumlançou oficialmente a gravação de sua performance no festival.

Above & Beyond feat. Zoë Johnston – Reverie (Above & Beyond Club Mix) [Live at #ABGT350 Prague]

Comemorando seu vigésimo aniversário deste ano, o Above & Beyond retira a cortina de seu último single do clube com a colaboradora de longa data Zoë Johnston: ‘Reverie’.

Estreou na O2 Arena, em Praga, em outubro de 2019, durante as celebrações do Group Therapy 350, ‘Reverie’ vê Tony McGuinness, Jono Grant e Paavo Siljamäki se unindo mais uma vez com a voz de hinos como We All All We Need '', Good For Me ‘,’ My Own Hymn ‘.

“É sobre a beleza da memória: você pode reproduzir todos os seus filmes favoritos antigos, quando quiser. Você pode sentar-se no centro e, no final, quando a tela se abrir e o personagem principal entrar na sala, você poderá abraçá-los e dizer: “Até a próxima.” ”- Zoë Johnston.

Video produced by Anjunabeats and NOMOBO.

Como o home office vai mudar a vida nos escritórios

Ambiente de trabalho deve ficar mais vazio e ganhar áreas de convivência para atrair funcionário
Carolina Muniz

Áreas de convivência nos escritórios devem ficar com mais cara de casa
Áreas de convivência nos escritórios devem ficar com mais cara de casa

SÃO PAULO – Ao fim da quarentena, profissionais devem encontrar ambientes de trabalho com menos gente, sem mesas definidas para cada funcionário e com mais áreas de reunião —isso se o escritório ainda continuar lá.

Após meses de home office forçado, 73,8% das empresas pretendem implementar a prática de forma permanente no Brasil, segundo estudo da consultoria Cushman & Wakefield, que ouviu 122 executivos de multinacionais em abril.

“Quanto mais a quarentena durar, mais companhias devem aderir ao modelo. As pessoas vão ficar habituadas, e o diferente será voltar ao escritório”, diz André Miceli, coordenador do MBA de marketing e negócios digitais da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Uma pesquisa conduzida pelo professor em março, no começo do isolamento, concluiu que o trabalho remoto cresceria 30% no país. Hoje, ele acredita que o número mais factível esteja em torno de 80% —considerando a adoção da prática, no mínimo, uma vez por semana.

“A pandemia não criou tendências. A do home office estava em curso, mas sofreu uma intensa aceleração”, diz.

No início do ano, a fabricante de cimento franco-suíça LafargeHolcim já havia estimulado que seus empregados administrativos no Rio de Janeiro trabalhassem ao menos um dia de casa. A ideia era reduzir aos poucos a resistência dos gestores ao sistema remoto.

Com a implantação do modelo nos últimos três meses, a companhia sentiu um aumento da produtividade. Decidiu, então, fechar o escritório na capital fluminense e manter os 150 funcionários em teletrabalho de modo permanente.

“É uma oportunidade boa para o empregado, que poderá ter um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e para a empresa, em termos de custo”, diz a diretora de recursos humanos e comunicação, Juliana Andrigueto.

A estimativa da fabricante é que a medida gere uma economia de R$ 2 milhões por ano.

A companhia planeja ainda adotar de três a quatro dias de home office nos outros escritórios, em São Paulo e Pedro Leopoldo (MG). Com isso, os espaços deverão ser reduzidos e ganhar salas de reunião.

Já a empresa de tecnologia Aktie Now decidiu manter os postos de trabalho dentro de sua sede, em São Caetano do Sul (SP), após uma pesquisa mostrar que quase 60% dos 34 funcionários querem continuar indo ao escritório pelo menos três vezes por semana, quando for seguro voltar.

Mas não haverá mais uma mesa exclusiva para cada empregado. Os lugares agora serão compartilhados, diz o diretor-executivo, Bruno Stuchi. Uma reforma, já prevista antes da pandemia, vai ampliar as áreas de convivência.

Bruno sentado no sofá com o notebook no colo
Bruno Lopes, funcionário da Aktie Now, na sua casa, em Santo André, na Grande São Paulo – Lucas Seixas/Folhapress

Há três anos na Aktie Now, Bruno Lopes, 23, formado em sistemas de informação, é um dos que desejam voltar a trabalhar no escritório.

Durante esta quarentena, ele sofreu com interrupções da mãe no meio de videoconferências e teve dificuldades para executar tarefas que exigiam interação com a equipe.

“Antes, eu achava que o home office seria o mundo perfeito. Agora que vivi essa experiência, tive a percepção de que ele é muito bom em alguns aspectos, mas em outros é preciso estar no escritório.”

Apesar da familiaridade que têm com a internet, os jovens são os que mais se desiludiram com o trabalho remoto, segundo um estudo da consultoria Consumoteca, que ouviu 2.000 brasileiros de diferentes gerações.

Sete em cada dez profissionais com idades entre 18 e 25 anos disseram que preferem não trabalhar de casa em tempo integral após a Covid-19.

Um dos principais motivos é que, justamente no momento de entrada na vida adulta, esses jovens ficaram sob vigilância total dos pais, afirma o antropólogo Michel Alcoforado, sócio da Consumoteca.

“A maioria das pessoas não quer voltar a ir todo dia para a firma, mas também não quer ficar presa dentro de casa”, diz.

Segundo o antropólogo, é importante que os departamentos de RH estejam atentos para evitar que a intensificação do home office acentue ainda mais as desigualdades nas corporações —por exemplo, em relação a empregados que moram em espaços pequenos ou às mulheres, em geral mais sobrecarregadas com as tarefas domésticas.

Para as empresas que adotarem de vez o teletrabalho, também não será fácil manter o mesmo nível de produtividade que têm agora.

“Os profissionais que estão em home office hoje já se conhecem. É difícil gerar confiança e senso de pertencimento em equipes montadas virtualmente”, diz Miceli, da FGV.

Na opinião do professor, deve ganhar força o modelo híbrido, cujo equilíbrio entre casa e escritório será ajustado na prática pelas companhias.

Isso passa por pensar em rodízios entre as equipes, evitando que a empresa fique cheia num dia e vazia em outro.

Se os funcionários não serão mais obrigados a comparecer ao trabalho, o ambiente corporativo terá que ficar mais atraente, diz Ivo Wonhrath, sócio do escritório de arquitetura Athié Wohnrath.

Cresce, assim, a necessidade de haver mais áreas para confraternização. E a estética desses espaços deverá ficar mais parecida com a das casas. “A parte boa do home office é estar em um ambiente mais acolhedor, e o escritório deve ir migrando para isso.”