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Curadores pedem que Guggenheim conserte a cultura que ‘permite o racismo’

Em carta, eles pedem ao museu para ‘acabar com a cultura de favoritismos, silenciamentos e represálias’ e também ‘rever as práticas de recrutamento, assegurando a contratação de curadores não-brancos’
Robin Pogrebin, The New York Times

O exterior do Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York, no dia 15 de julho de 2019  Foto: Sara Krulwich/The New York Times

Uma carta assinada pelo Departamento de Curadoria do museu Guggenheim foi enviada na segunda-feira, 22, para a direção da instituição exigindo reformas imediatas e abrangentes no que descreveu como “um ambiente de trabalho desigual que permite o racismo, a supremacia branca e outras práticas discriminatórias”.

“Enviamos esta carta para expressar preocupação com nossa instituição que necessita urgentemente de uma reforma”, diz a carta endereçada a Richard Armstrong, diretor do museu, Elizabeth Duggal, vice-diretora e encarregada do departamento de operações da instituição, a conselheira Sarah G. Austrian e ainda Nancy Spector, diretora artística do museu.

A carta foi enviada num momento em que as instituições culturais vêm sendo acusadas pelos críticos de perpetuarem o racismo estrutural. Em meio aos protestos desencadeados pela morte de George Floyd, os museus começam a analisar mais seriamente questões de equidade no caso das suas contratações, governança, exposições e aquisições de obras de arte.

A carta não traz assinaturas individuais porque os curadores temem retaliações.

Em comunicado, Armstrong confirmou o recebimento da carta em que os curadores “delineiam pedidos de reformas de modo a assegurar que os processos decisórios do departamento sejam mais coletivos, transparentes e responsáveis”.

“Nossa equipe de curadores é essencial para o Guggenheim e a estamos ouvindo”, disse ele em comunicado. “Suas demandas por mudanças constitui uma oportunidade para nos engajarmos num diálogo positivo com o fim de nos tornarmos uma organização diversificada, equânime e acolhedora para todos”, disse ele.

Armstrong já começou a conversar com alguns dos 22 curadores do museu após receber a carta. Segundo a porta-voz Sarah Eaton, a diretora artística Nancy Spector decidiu tirar uma licença de três meses a partir de primeiro de julho, mas não se sabe se sua decisão tem relação com a carta.

No domingo, Troy Conrad Therrien, curador de arquitetura e iniciativas digitais do museu, também enviou carta à direção do museu em que anunciou seus planos de não mais assumir a responsabilidade pelo que qualificou como sua cumplicidade com “uma cultura institucional que tem sistematicamente marginalizado muitas pessoas há muito tempo”.

“Está na hora de muitos de nós, que nos beneficiamos desse sistema falho quando assumimos posições de liderança, abrirmos espaço para aqueles que podem representar de modo mais pleno a equanimidade, o que não é mais algo necessário, mas urgente”, disse ele.

O museu não se manifestou ainda sobre a decisão de Therrien de renunciar ao posto.

Guggenheim, que atrai cerca de 1,2 milhão de visitantes por ano, tem um orçamento de US$ 60 milhões e uma dotação de US$ 90 milhões. Dos 276 funcionários trabalhando em tempo integral, 26 são negros, 24 são latinos e 20 asiáticos. E dos 25 membros do conselho de administração, 23 são brancos.

Em sua carta, os curadores pedem ao museu para “acabar com a cultura de favoritismos, silenciamentos e represálias” e também “rever as práticas de recrutamento, assegurando a contratação de curadores não-brancos, além de corrigir as práticas no tocante às coleções e exposições do museu, focadas em artistas homens e brancos”.

Outra demanda é para o museu encarregar uma investigação independente no caso da exposição no ano passado do pintor Basquiat e a curadora convidada da mostra, a historiadora de arte Chaédria LaBouvier.

A carta acompanha os passos de uma Carta Aberta para as Instituições Culturais da Cidade de Nova York, de 20 de junho, publicada por uma coalizão de funcionários antigos e atuais – e seus apoiadores – do Metropolitan Museum of Art, o Metropolitan Opera, O Museu de Arte Moderna da cidade e outras instituições culturais.

“Não precisamos de mais pesquisas, grupos de afinidade, painéis ou comissões e outras tentativas vazias para ocultar o racismo”, diz a carta. “Escrevemos a vocês para expressar nossa indignação e descontentamento com a exploração constante e o tratamento injusto das pessoas negras e mulatas nessas instituições culturais”.

A carta dos curadores do Guggenheim faz referência ao tratamento de LaBouvier, que é negra e que não foi convidada para participar do painel de discussão sobre Basquiat com outros estudiosos, incluindo alguns que ela, como curadora da mostra, havia selecionado para o catálogo da exposição.

LaBouvier, no entanto, esteve presente no debate e, da plateia, acusou o Guggenheim de esnobá-la e minar seu papel como curadora da exposição Basquiat’s Defacement: The Untold History. Ao The New York Times, ela disse ter sido excluída das tomadas de decisão sobre como a exposição foi apresentada.

Alguns meses depois, o museu contratou Ashley James, a primeira curadora negra trabalhando em tempo integral nos 80 anos de história do Guggenheim.

No início deste mês, LaBouvier postou uma mensagem no Twitter que chamou muita atenção: “Trabalhar no Guggenheim com Nancy Spector e a liderança foi a experiência profissional mais racista em minha vida”, escreveu.

Em um artigo na revista Essence, este mês, o museu respondeu às acusações de LaBouvier. “A exposição foi um dos primeiros esforços programáticos do museu para confrontar seu próprio papel no âmbito das injustiças em nosso país, algo em que continuamos a trabalhar com um exame crítico dos preconceitos inerentes no nosso ambiente de trabalho e em nossa história”.

Mas os membros da curadoria não concordaram com a avaliação. À sua carta publicada na segunda-feira foi anexada uma lista de comentários anônimos reunidos depois de uma mesa redonda dos funcionários realizada este mês pelo departamento de recursos humanos do museu. Vários curadores manifestaram desconforto com o tratamento dado a LaBouvier.

“Embora muitos de nós vimos nossas próprias experiências refletidas no mau tratamento dado a ela, não nos manifestamos e fomos cúmplices em nosso silêncio”, uma pessoa comentou. “Só poderemos avançar com credibilidade quando oferecermos a ela, publicamente, nossas desculpas sinceras”. / Tradução de Terezinha Martino

Conheça o novo escritório eclético da marca de beleza SLG em Cheltenham, Inglaterra

A empresa de marca de beleza SLG contratou a empresa de design Modus para projetar seu novo escritório em Cheltenham, Inglaterra.

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Lobby

“A visão era criar um espaço de escritório ousado, ambicioso e multifacetado. Dividimos o resumo em quatro pilares principais: um design que refletisse e elevasse igualmente a marca SLG na mente dos visitantes e concorrentes; isso conduziria o envolvimento e a satisfação dos funcionários; isso serviria como um espaço funcional e inspirador, estimulando o pensamento e a intenção criativos; e isso traria um pedaço do paraíso para Cheltenham.

Nós imediatamente formamos uma conexão criativa com Miles e sua visão, criando a base para o sucesso. Trabalhamos em estreita colaboração com o SLG para garantir a integridade da visão, dedicando 5 meses para fornecer o melhor design de escritório. Abrangia todos os espaços de trabalho tradicionais necessários para um escritório de trabalho: áreas de descanso, ponto de chá e salas de reuniões, obscureciam as linhas entre esses elementos funcionais com ambientes de lazer inesperados, atraentes, instagramáveis, relaxantes e inspiradores, misturando o criativo com o coeso e o funcional com o inspirador.

Esses elementos inesperados eram escolhas estéticas ousadas incorporadas em todo o escritório, projetadas para estimular e incentivar a criatividade e a inspiração. A sala de reuniões com caixas de vidro laranja, por exemplo, é arrojada, clara e atraente: um espaço estimulante para reuniões de equipe. A equipe de funcionários de contêineres vermelhos acrescenta outro toque dramático de cor que cria um contraste revigorante com os acabamentos circundantes.

A escada que liga a entrada do piso térreo à principal zona de recepção e recepção é de design minimalista. Destacando os elementos brutos do espaço existente, a entrada industrial – com escadas de aço leves e pretas cercadas por tijolos vermelhos – também representava um contraste com o resto do escritório. À medida que os visitantes subiam as escadas, isso criava um momento emocionante de ‘revelação’ quando chegavam ao topo e recebiam o impressionante espaço de trabalho em plano aberto.

A escada de aço é uma área suave de encontro e recepção, que tem uma parede viva biofílica e o letreiro ‘nós somos SLG’ em neon, além de uma infinidade de peças de móveis de cortesia. A tatilidade dos acabamentos foi uma parte importante do design e ajudou a criar zonas diferentes para diferentes estilos de pensamento e trabalho criativos. Apaixonado por refletir o estado original do edifício através do uso de acabamentos brutos, como concreto, aço e tetos expostos; também estávamos interessados ​​em adicionar outros acabamentos mais suaves e tangíveis, como a biofilia, móveis estofados, tapetes, iluminação de recurso e peças de marcenaria elegantes para refletir o lado bonito da marca SLG.

No design do escritório, os banheiros são geralmente negligenciados e puramente funcionais. Na SLG, os banheiros foram projetados como um fator de surpresa, algo que capturaria as pessoas desprevenidas e criaria um ambiente convidativo e envolvente, perfeito para tirar selfies para as mídias sociais. Reforçar o sentimento da marca em todos os cantos do espaço foi fundamental para o sucesso geral do design.
Recursos interessantes e inesperados não se limitaram apenas a opções de acabamento ousadas; ao contrário, esses recursos formaram a espinha dorsal de todo o espaço de trabalho. Uma das principais características que Miles expressou que gostaria em seu novo escritório era uma ‘auto-estrada’ que ele e sua equipe poderiam usar para andar de skate pelo escritório, que atuariam como uma espinha central do edifício, conectando todas as várias zonas de design do local. o chão. O uso do piso OSB deu à estrada uma estética urbana e ousada, criando um contraste contra o piso com efeito concreto. O uso do OSB não foi isento de desafios – o revestimento do OSB é difícil de ser curvado, mantendo o padrão da madeira de cavacos contínuo – mas enfrentamos o desafio e trabalhamos duro para criar uma solução. Miles ficou encantado com o efeito geral que lhe permite andar de skate de seu escritório até o outro extremo do estúdio, enquanto para e cumprimenta os membros de sua equipe em vários pontos do caminho, aprimorando o forte senso de comunidade que permeia o escritório.

Outra área inesperada e envolvente que exigiu muita coordenação com diferentes contratados foi o assento da Bleacher, que incorpora a sala de feijões e a sala de agasalho da Chilli. O mais importante no projeto dessa estrutura foi descobrir como o espaço poderia ser usado. Como o espaço é um prêmio, procuramos maneiras interessantes de implementar o assento em equipe com uma sala de reuniões na parte de trás das arquibancadas, a fim de utilizar efetivamente o espaço. O resultado é um espaço multifuncional que funciona como uma área informal de reuniões nos degraus da arquibancada, uma reunião completa da equipe com tela de apresentação e a justaposição de uma sala calma e introspectiva de grãos de pimenta na parte de trás da estrutura ”, diz Modus.

  • Location: Cheltenham, England
  • Date completed: 2020
  • Size: 30,000 square feet
  • Design: Modus
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Staircase
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Open-plan workspace
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Communal space
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Meeting room
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Communal space
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Lounge
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Lounge zones
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Breakout space
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Breakout space
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Meeting space
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Kitchen / seating area
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Lounge
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Bathroom
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Bathroom
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Staircase

Indústria de jogos é mais rentável do que as de cinema e música juntas; veja comparação

Scott Hawkins, da Nintendo, apresenta dados que indicam oportunidades neste mercado

Estande da Nintendo Switch no China Digital Entertainment Expo and Conference, também chamado de ChinaJoy
Estande da Nintendo Switch no China Digital Entertainment Expo and Conference, também chamado de ChinaJoy – Pei Li – 02.08.2019/Reuters

Scott Hawkins, responsável pelo licenciamento de desenvolvedores para a Nintendo, participou de uma conversa com brasileiros na tarde desta quarta-feira (24), no festival Big Digital, para falar sobre o desenvolvimento de games para Nintendo Switch, e de softwares exclusivos para o Brasil.

Com mais de 55 milhões de unidades vendidas em seis dos sete continentes do mundo, apenas em 2019 –dado apresentado durante a conversa–, o Nintendo Switch representa uma oportunidade de mercado para os desenvolvedores.

“A indústria de jogos é maior do que as de cinema e música combinadas”, afirmou Hawkins durante a conversa, junto a um gráfico que comparava a rentabilidade de cada indústria em 2018. “Ela é a segunda maior no entretenimento, atrás apenas da televisão”.

“O game é uma das formas que as pessoas mais buscam para se divertir”, continuou ele, mostrando uma outra pesquisa que indica que há cerca de 2,6 bilhões de jogadores do mundo.

Palestra - Nintendo Switch - Big Digital
Palestra – Nintendo Switch – Big Digital – Reprodução/Big Digital

Direcionado para os desenvolvedores de games, Hawkins afirma que os jogos que mais interessam a empresa são os voltados exclusivamente para as suas plataformas, ou que funcionem como “vitrine” para os dispositivos.

O game “Mortal Kombat 11”, que permite uma experiência portátil apenas para Nintento Switch, foi dado como exemplo, assim como progresso sincronizado e inventário multiplataforma permitidos pelo “Fortnite”.

Ainda, segundo Hawkins, é importante priorizar a qualidade de suas funcionalidades. Hoje, mais de 250 jogos para Nintendo Swtich tem uma avaliação acima de 80 no Metacritic, site americano que reúne críticas de videogames e é referência nesta indústria.

O Big Digital acontece de 22 a 26 de junho no site oficial do evento, com palestras gratuitas nos dias 24 e 25. Novos games brasileiros também serão apresentados durante o evento, como o Dandy Ace, Alchemist Adventure, Tetragon e outros.

A 8ª edição presencial do Big Festival está mantida, mas foi remarcada para 27 a 31 de janeiro de 2021, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Em virtude disto, as inscrições gratuitas de jogos foram estendidas até 3 de novembro.

Photographer and Model Daniella Midenge Self Portrait Story

Com a ajuda de um tripé, a fotógrafa e modelo Daniella Midenge fotografou todos esses autorretratos enquanto isoladamente em seu estúdio – completamente solo!

É a potência do seu corpo, impulsionando e apoiando você durante seus dias ativos. Entre novos tratamentos de beleza e técnicas de escultura e fortalecimento comprovadas pela ciência, é como dar a seu amor o que ele merece.

The Handmaid’s Tale | Luta de June continua no teaser da 4ª temporada

Episódios inéditos chegam apenas em 2021
ARTHUR ELOI

The Handmaid’s Tale Season 4 Teaser Trailer

Mesmo tendo sido adiada recentemente, a quarta temporada de The Handmaid’s Tale ganhou seu primeiro teaser que mostra que a luta de June (Elisabeth Moss) ainda não acabou.

Originalmente, o streaming previa lançar a temporada neste outono, ou seja, entre setembro e dezembro. Agora, o novo ano só chegará aos Estados Unidos em 2021, sem data definida até o momento.

Baseado no romance de Margaret Atwood, O Conto da Aia, o seriado acompanha a história da distópica Gilead, uma sociedade totalitária no que antes era os Estados Unidos. Enfrentando desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, Gilead é governado por um regime fundamentalista que trata as mulheres como propriedade do Estado.

Sempre lembrada nas principais premiações, The Handmaid’s Tale tem no elenco Elisabeth MossYvonne StrahovskiAnn Dowd e Samira Wiley. As três primeiras temporadas do seriado estão disponíveis no Globoplay.

Michelle Obama quer que você se lembre do impacto do voto

A ex-primeira-dama e co-presidente de Quando Todos Votamos Michelle Obama fala com a escritora e produtora Shonda Rhimes sobre por que a votação é importante – talvez agora mais do que nunca.

Michelle Obama (Photo: MILLER MOBLEY)

SHONDA RHIMES: O tema desta edição do BAZAAR de Harper é esperança, e acho correto dizer que 2020 foi um ano desconfortável. Um que eu achei assustador às vezes, frustrante às vezes, doloroso às vezes e ainda esperançoso às vezes – as marchas pacíficas em todo o mundo após a morte injusta de George Floyd. Foi um ano importante. Quando você olha para o mundo agora, o que lhe dá esperança para o futuro? E há algo que esta experiência pela qual todos estamos vivendo agora tenha revelado a você que o deixa esperançoso?

With Shonda Rhimes, 2018.
LAWRENCE JACKSON IMAGES

MICHELLE OBAMA: Com tudo o que aconteceu nos últimos meses, eu sei que muitas pessoas lá fora ficaram confusas, assustadas ou com raiva, ou simplesmente sobrecarregadas. E tenho que ser honesto, eu me considero um deles. Eu acho que todos nós estivemos lá. Nossa fundação foi abalada – não apenas por uma pandemia que roubou mais de 100.000 de nossos entes queridos e enviou dezenas de milhões ao desemprego, mas também pelo estrondo das antigas linhas de falhas de raça, classe e poder que nosso país foi construído sobre. A mágoa e a frustração que surgiram após as perdas de George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Arbery e tantas outras pessoas fizeram com que muitos de nós lutássemos com a própria essência de quem somos – o tipo de pessoa que queremos ser. Mas mesmo nisso, encontro esperança. Penso muito na geração mais jovem que está crescendo agora, em como eles estão vendo o quão frágil até os melhores planos podem ser. Nesse período tumultuado, eles aprenderam algo que muitas vezes levou gerações anteriores, anos ou décadas, a entender: que a vida pode ser injusta. Pode ser injusto. E mais do que tudo é sempre incerto. Mas se você vive de verdades fundamentais – como honestidade, compaixão, decência – e se canaliza sua frustração em nossa democracia com seu voto e sua voz, pode encontrar seu verdadeiro norte mesmo em tempos de crise. Por causa de toda essa agitação, essa geração está aprendendo essas lições mais rapidamente do que as pessoas da nossa idade. Eles estão aprendendo juntos e fazendo suas vozes serem ouvidas. E eu não poderia estar mais inspirado por muito do que vi. Portanto, mesmo com muita dor por aí, e essa dor ser muito real, isso é algo que me dá esperança – a esperança de que esta geração não apenas aprenda essas lições mais cedo do que as nossas, mas as aplique de maneiras que nunca poderia. Mas deixe-me esclarecer: o progresso nessas questões não está apenas nos ombros dos jovens. Não é apenas para pessoas de cor. Cabe a todos nós, não importa como parecemos ou de onde viemos. Todos nós temos que fazer o trabalho honesto e desconfortável de erradicar o racismo e lutar pela justiça real. Começa com o auto-exame e a escuta daqueles cujas vidas são diferentes da nossa. Espero que todos tenhamos forças para dar o primeiro passo.

Michelle Obama at a When We All Vote rally, Miami, 2018.
JOE RAEDLEGETTY IMAGES

SR: Sim, essa é minha esperança também. O primeiro passo e todos os passos seguintes. Tivemos tantos momentos cruciais na história em que um grande segmento deste país teve que se unir para promover e proteger direitos iguais. O dia 18 de agosto marca o 100º aniversário da ratificação da 19ª Emenda, que garantia às mulheres nos Estados Unidos o direito de voto. Quando você olha para os eventos que levaram à ratificação dessa emenda e à luta para garantir direitos iguais para as mulheres, qual é a importância desse momento? No que você está pensando agora?

MO: Estou pensando em como a história do progresso neste país é escrita pelas pessoas que acreditam que o que deve acontecer realmente pode acontecer. Cem anos atrás, havia muitos opositores que pensavam que conceder às mulheres o direito de votar levaria ao declínio da sociedade. E havia muitos outros que simpatizavam com a causa, mas a descartaram com um “Oh, bem, isso nunca vai acontecer”. Mas a história é feita pelas pessoas que aparecem na luta, mesmo quando sabem que podem não ser totalmente reconhecidas por suas contribuições. Por isso, acho que é tão importante que passemos este aniversário refletindo sobre todas as mulheres que lutaram por nós hoje, mas especialmente mulheres de cor como Sojourner Truth e Frances Ellen Watkins Harper. O movimento sufrágio pode não ter sido totalmente acolhedor para mulheres como elas, mas elas continuaram trabalhando de qualquer maneira. Eles não estavam pensando em si mesmos; eles estavam pensando em suas filhas e netas.

SR: Muitas pessoas parecem sentir que votar ou não votar não as afeta diretamente. O que você acha que os levou a se sentir assim?
MO: Você sabe, algumas pessoas não veem o impacto do voto no dia-a-dia – se os trens ainda circulam, as crianças ainda vão à escola e ainda têm um emprego, que diferença faz voto realmente faz, certo? Quando você coloca famílias inteiras pensando assim, comunidades inteiras, começa a ver como o impacto se multiplica. Mas a pandemia puxou a cortina para trás nessa linha de pensamento. Ele nos mostrou o quão importante é ter líderes competentes no cargo – líderes que priorizam o bem-estar de seus cidadãos sobre seus próprios números de pesquisa. Temos todos os tipos de exemplos agora dessa liderança em ação e seus efeitos em nossas vidas diárias. Então, cada pessoa lá fora precisa se perguntar: eles confiam nas pessoas encarregadas de fazer a ligação certa? Quer se trate de conselhos escolares, estaduais ou de Washington – os interesses do meu bairro estão sendo representados ou são ignorados? São perguntas que devemos fazer todos os anos, em todas as eleições e em todos os níveis do governo. Porque quando ocorre uma crise, não há reveses.

SR: Você e eu conversamos bastante sobre votar ao longo dos anos, e estou aqui para dizer a todos que Michelle Obama explica a importância da votação melhor do que qualquer um que eu conheça. Mas não é tão fácil quando o resto de nós tenta explicar a votação para nossos próprios amigos e familiares. Então, para todos aqui, você pode nos dar alguns pontos de conversa claros e simples que podemos usar sobre por que a votação é tão importante?
MO: Falar sobre questões, nossos deveres como cidadãos, o impacto que nossos votos têm – isso é tudo importante. Mas para mim, quando estou conversando com jovens, gosto de fazer uma pergunta simples: você deixaria sua avó decidir o que vestir em uma noite fora do clube? Você quer que ela escolha o carro que você dirige ou o apartamento em que vive? Muitas pessoas não querem que outra pessoa tome suas decisões por eles, principalmente quando essa pessoa pode não ver o mundo da mesma maneira que vê. É o que acontece quando você não vota: você está dando seu poder a outra pessoa – alguém que não vê o mundo da mesma forma que você. Você está deixando que eles tomem decisões realmente importantes sobre a maneira como você vive. E a verdade é que é exatamente isso que algumas pessoas esperam que você faça. Eles esperam que você fique em casa para que eles possam tomar essas decisões importantes para você.

SR: Lembro-me após a última eleição ouvindo evidências anedóticas de que algumas pessoas não votaram porque não se sentiram “inspiradas” ou “empolgadas” pelas escolhas dos candidatos. O que você acha dessa necessidade de inspiração? Deveria influenciar a participação dos eleitores?
MO: A votação é muito maior que uma eleição, um partido ou um candidato. É ótimo sentir-se inspirado pelos candidatos e pelas visões que eles apresentam, mas não é de forma alguma um pré-requisito para votar. Porque no final do dia, alguém tomará as decisões sobre quanto dinheiro suas escolas recebem e como os impostos são distribuídos. A votação dá a você uma opinião sobre esses assuntos. Também pode ser sua maneira de dizer que se preocupa com sua comunidade e com as pessoas nela, que você continuará aparecendo e fazendo sua voz ser ouvida, mesmo quando os candidatos não atearem fogo no seu coração. Porque se você esperar que isso aconteça, poderá esperar muito tempo. Enquanto isso, o mundo segue em frente sem você. Mas quando todos votamos, em todas as eleições, obtemos o tipo de liderança responsiva que fala por nossas famílias e comunidades.

SR: A pandemia do COVID-19 adicionou outra camada de complexidade ao processo de ir às urnas e votar – e garantir a saúde de todos, independentemente de sua política ou afiliação partidária, é uma preocupação principal. Obviamente, agora existem novos desafios. Como podemos tornar a votação segura e acessível a todos os eleitores nas próximas eleições?
MO: Ninguém deveria ter que escolher entre sua saúde e fazer sua voz ser ouvida. Todos nós merecemos maneiras seguras de se registrar e votar, e é por isso que minha iniciativa apartidária Quando todos votamos está trabalhando horas extras para intensificar os esforços para expandir o acesso ao voto por correio, votação antecipada e registro de eleitores on-line. As pessoas não precisam colocar em risco a si mesmas ou a suas famílias para participar de nossa democracia, especialmente quando os riscos à saúde pública podem ser tão facilmente evitados e as eleições ainda podem ocorrer de maneira tranquila e justa. E, como vimos há anos, opções como votar pelo correio e votação antecipada ajudam a tornar a votação mais fácil para os americanos de todas as esferas da vida.

SR: Tenho três filhas e sempre compartilhei com elas minha paixão pela importância do voto. Na verdade, eu sempre levo meus filhos mais novos para a cabine de votação, assim como minha mãe me levou. Você tem alguma sugestão ou idéia para disseminar os conceitos de votação e cidadania em crianças e pré-adolescentes?
MO: Levá-los para votar com você é tão importante! Seus pré-adolescentes podem não gostar de admitir, mas realmente admiram você – e ver mamãe ou papai indo às urnas sempre que uma eleição acontece é algo que eles não esquecerão. Esse foi certamente o meu caso. Eu também acho que devemos fazer um acordo maior com o registro para votar no seu 18º aniversário. Deve ser um ritual de passagem comemorado como quando você obtém sua carteira de motorista ou vai ao baile. Essa é uma grande parte da idéia por trás do programa “Meus votos na escola”, que oferece aos alunos e educadores as ferramentas necessárias para registrar todos os eleitores elegíveis em sua escola. Porque, enquanto vê o que seus pais fazem é convincente, fazer parte do que seus amigos estão fazendo também é muito convincente. Mais de quatro milhões de jovens completarão 18 anos em 2020, e se pudermos deixar eles e seus amigos animados com a votação no momento, todos poderão começar a construir o voto em suas vidas desde a primeira estaca. Então, esperançosamente, isso se tornará um hábito ao longo da vida.

SR: Nos últimos ciclos eleitorais, vimos muitas mulheres concorrendo a cargos públicos. Quando você vê o campo de candidatos que avançaram e concorrem, como isso se sente?
MO: Primeiro, quero dizer: as mulheres sempre lideraram. Mesmo quando lhes foi negada a posição oficial de poder, eles ainda fizeram o trabalho de manter nossas comunidades unidas e de lutar por um futuro melhor para nossos filhos. Mas é emocionante e diferente o fato de tantas mulheres, especialmente mulheres de cor, estarem correndo e tomando seus devidos lugares no governo. Uma democracia deve realmente parecer com o país que representa, e as mulheres que estão se preparando para liderar estão fazendo muito para ajudar a nos aproximar desse ideal. E as consequências de tudo isso não podem ser subestimadas. Quando você tem uma experiência mais ampla na mesa quando as decisões estão sendo tomadas, você obtém melhores decisões – decisões que levam em conta uma gama maior de pessoas. E isso, no final, é bom para todos.

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ÃO lança nova coleção de inverno 2020 chamada Campo / Field Relief

Foto: Alexandre Furcolin Styling & Modelo: Amanda Hackmann

A designer Marina Dalgalarrondo é a cabeça a alma da ÃO, marca fundada em 2017 que se posiciona como uma marca unissex, focada em produzir pequenas e limitadas quantidades de peças em 100% algodão.

AW20 CAMPO / FIELD RELIEF é a mais nova coleção da marca e apresenta peças com aspecto protetor, totalmente conectada aos tempos atuais.  A coleção é composta de conjuntos pretos e trás significados de luto, anarquia e finalização de uma década.

As modelagens fazem referência à uma alfaiataria contemporânea, com inserções de franzidos (já característicos do trabalho da marca) em peças volumosas e cortes anatômicos de sportswear que conferem às peças tanto sofisticação quanto conforto.

A ÃO fez parte do Projeto Estufa em 2018 e 2019. [FFW]