Photographer Andreas Ortner for Numéro Russia with Kristin Drab

Photographer: Andreas Ortner. Styling: Elke Dostal. Hair & Makeup: Uli Wissel. Model: Kristin Drab.

Blackpink | Novo clipe ultrapassa BTS e se torna o vídeo mais visto em 24 horas

“How You Like That” chegou à plataforma na última sexta-feira (26)
GABRIEL AVILA

O clipe de “How You Like That” do Blackpink, se tornou o vídeo mais visto do YouTube em 24 horas. De acordo com o Deadline, o novo single do grupo atingiu a marca de 82 milhões de visualizações em seu primeiro dia na plataforma.

Com isso, o Blackpink quebrou o recorde estabelecido pelo BTS com “Boy With Luv”, clipe de 2019, que teve mais de 74 milhões de visualizações em suas primeiras 24 horas no ar.

Apesar de ter participado da faixa com Lady Gaga, “Sour Candy”, Blackpink não lançava uma faixa nova solo desde abril do ano passado, quando divulgou “Kill This Love”. “How You Like That” mistura o pop característico do grupo com uma sonoridade de hip-hop. 

O Blackpink divulgará ainda mais um single entre julho e agosto antes de lançar o seu primeiro álbum de estúdio com canções inéditas, marcado para setembro. O trabalho ainda não teve seus detalhes revelados. 

Princeton removerá nome do ex-presidente Woodrow Wilson de escola por ‘políticas racistas’

Conselho administrativo da universidade concluiu que pensamento de líder dos EUA durante a Primeira Guerra Mundial era inadequado
Bryan Pietsch, do New York Times

Mural com a foto de Wilson no salão de refeições do Wilson College, em Princeton Foto: MARK MAKELA / NYT

NOVA YORK —  A Universidade de Princeton, uma das mais prestigiosas dos Estados Unidos, anunciou neste sábado que  removerá o nome do ex-presidente americano Woodrow Wilson (1913-1921) de sua escola de políticas públicas e do Wilson College, a primeira faculdade do campus, na qual residem mil alunos.

O conselho administrativo de Princeton concluiu que o “pensamento e as políticas racistas do ex-presidente o tornam um nome inadequado para uma escola ou faculdade cujos pesquisadores, estudantes e ex-alunos devem se posicionar firmemente contra o racismo em todas as suas formas”, disse o presidente da instituição, Christopher L. Eisgruber, em comunicado. Ainda segundo Eisgruber, “o racismo de Wilson foi considerável e teve consequências mesmo para os padrões de seu tempo”.

Em meio à onda de revisão histórica suscitada pelas manifestações contra o racismo e a violência policial que se seguiram à morte de George Floyd, um negro, por policiais brancos, no final de maio, várias instituições americanas estão anunciando a remoção de monumentos a personalidades ligadas à escravidão e à segregação racial.

A Universidade Monmouth, em Nova Jersey, disse na semana passada que removeria o nome de Wilson da fachada de seu edifício, depois que administradores, professores e estudantes argumentaram que o ex-presidente tinha visões abomináveis sobre raça, referindo-se certa vez ao voto negro como “hostil e ignorante”, e restabeleceu a segregação no funcionalismo federal.

Wilson, que pertencia ao Partido Democrata, foi presidente de Princeton entre 1902 e 1910 e governador de Nova Jersey antes de se eleger presidente e liderar o país durante a Primeira Guerra Mundial. Na Presidência, nomeou vários secretários provenientes do Sul ainda segregado, mas que na época era uma forte base democrata.

No exterior, Wilson ficou mais conhecido por ter proposto a criação da Liga das Nações, que foi incorporada ao Tratado de Versalhes pelos vencedores da Primeira Guerra. A iniciativa fracassou quando o Senado americano se recusou a endossar a adesão dos Estados Unidos ao organismo.

Os chamados Quatorze Pontos de Wilson para a paz mundial, que propunham uma comunidade de nações fundada na autodeterminação, no livre mercado e no liberalismo político, tiveram forte influência na corrente dita “internacionalista liberal” da política externa americana. Ele, no entanto, se recusou a aceitar uma proposta japonesa para incluir a igualdade racial entre os fundamentos da Liga das Nações.

A decisão de agora contrasta com uma votação no conselho administrativo da Universidade de Princeton em 2016, quando foi decidido que o nome de Wilson seria mantido nos prédios e programas do campus, apesar de manifestações estudantis pela revisão do legado do ex-presidente.

Agora, o presidente Eisgruber disse que Princeton já planejava aposentar o nome do ex-presidente do Wilson College, mas, em vez de pedir aos alunos que “se identifiquem com o nome de um presidente racista pelos próximos dois anos”, a universidade “acelerará” a aposentadoria do nome.

Antes mesmo dos protestos provocados pela morte de George Floyd, os alunos da Escola de Políticas Públicas e Internacionais Woodrow Wilson já haviam enviado à administração da universidade, em 22 de junho, uma carta pedindo que o nome fosse alterado.

Renomear a escola é “o passo mais básico que a universidade poderia ter dado”, disse o estudante negro Ally McGowen. Segundo ele, o grupo que enviou a carta não foi consultado antes do anúncio deste sábado.

Para McGowen, a questão “vai além de um nome”. Segundo ele, os estudantes pediram que a universidade subscrevesse pesquisas sobre reparações e que o corpo docente e o currículo da escola de políticas públicas fossem diversificados. Os estudantes observaram que suas demandas não são “nada de novo”, tendo sido levantadas em 2015 por integrantes da Liga Negra pela Justiça da universidade.

Glastonbury 2019: Karenn at IICON

Para comemorar o 50º aniversário do Glastonbury Festival e marcar o festival que teria sido cancelado devido à pandemia de coronavírus, apresentamos apresentações gravadas no evento do ano passado que ocorreu como parte da programação do Block9.

Neste vídeo, Blawan e Pariah trazem seu projeto techno pesado de hardware Karenn para o IICON, uma nova adição ao Block9 que combina a escultura de uma cabeça gigantesca com projeções para criar uma impressionante arte audiovisual.

‘É claro que o motivo é a raça’, afirma Naomi Campbell sobre preconceito na moda

‘Jamais esperei conseguir coisas com facilidade’, diz modelo, que fez 50 anos em maio
GUY TREBAY

Naomi Campbell

Há tantas versões de Naomi Campbell que você nunca sabe qual delas vai encontrar. Há a deusa Naomi, cujos superpoderes confirmados (pergunte a qualquer testemunha ocular) incluem abrir caminho em meio a multidões e alterar a carga elétrica de qualquer aposento. Há a garota da capa Naomi, a Naomi das campanhas e a Naomi das passarelas, cujo andar durante os desfiles dificilmente será superado.

Há a Naomi vulnerável, um ser humano inesperadamente tímido que surgiu no panorama das modelos com apenas 15 anos de idade. Há a Naomi ativista, que chamava Nelson Mandela de vovô, e a Naomi sedutora, que porta um cinturão decorado com as cabeças de playboys e oligarcas. Há a Naomi coração de ouro, que não hesitaria em “lhe dar o vestido Prada que está usando”, como uma velha amiga comentou recentemente. E há a Naomi coração de pedra, que recusou ajuda a uma amiga que precisava de dinheiro para um tratamento de reabilitação por vício em heroína.

“Lutando desde que chegou, lutando para sobreviver”, é a descrição da agente de modelos Bethann Hardison Campbell, guia e protetora de Campbell por toda a sua vida, sobre a amiga. E a despeito das dificuldades com as desigualdades raciais que passaram despercebidas por muito tempo no mundo da moda, Campbell não só se manteve em posição de destaque por três décadas –anos-luz no ramo das modelos– como se reinventou, depois de meio século no planeta, como um fenômeno da mídia digital.

Seu programa, “Being Naomi”, é tanto fútil quanto hipnótico, em ritmo quase digno de Andy Warhol, e serve como uma aula magna para qualquer narcisista que aspire a criar uma marca. Campbell, nascida em Londres, recentemente completou 50 anos e se manteve ocupada durante e depois do “lockdown”, na casa de um amigo em Los Angeles.

Ela compartilha seu regime diário de exercícios com Joe Holder, fundador da Ocho Rios, no Instagram, participa de reuniões virtuais de recuperação, tornou-se a primeira porta-voz da linha de maquiagem Pat McGrath Labs, e grava entrevistas “sem filtro” com amigos e colegas como Sharon Stone, Marc Jacobs e Cindy Crawford. Recentemente, ela fez um tutorial de beleza notável pela franqueza no canal de YouTube da revista Vogue.

Em uma conversa por telefone em um começo de noite de sexta-feira, nos primeiros dias de junho, Campbell falou sobre o que é de fato ser Naomi.

O preconceito inconsciente nunca foi inconsciente
“É claro que o motivo é a raça”, disse Campbell sobre o preconceito no mundo da moda, o que complicou a ascensão de criadores negros; segundo Anna Wintour admitiu recentemente, eles não receberam “espaço” suficiente em publicações como a Vogue.

“Mas jamais esperei conseguir as coisas com facilidade”, disse Campbell, uma mulher que o jornalista de moda André Leon Talley certa vez descreveu como “um ciclone de energia, estilo e drama surgido do nada”.

Ela lidou com isso da maneira usual
“Eu sabia que tinha de trabalhar mais que todo mundo, e quando penso sobre isso agora fico agradecida por ter contado com muitas mulheres fortes na minha família, que me mostraram como me manter forte física e mentalmente, se eu desejava sobreviver e prosperar”, disse Campbell. “Sempre fui criada, por minha mãe, por minha avó, pelas maravilhosas e fortes mulheres da minha família, por essas ancestrais fortes, para ter em mente que, o que quer que eu fosse fazer, precisaria dar 110% de mim”.

A linhagem de Campbell é uma combinação entre jamaicanos de origem chinesa e jamaicanos de origem africana. (Sua avó sino-jamaicana se chamava Pearline Ming.)

Mas não a defina como sobrevivente
“É adaptação”, ela disse. “Naquela época, eu me questionava: por que fazer aquilo se não era tratada como minhas colegas. Por que eu não recebia o mesmo pagamento? Por sorte contei com pessoas maravilhosas como Bethann a quem eu consultava e que me explicavam por que era vantajoso continuar trabalhando, e que eu veria os resultados em longo prazo”.

Talvez o melhor termo para ela seja “pragmática”
“Se eu achava que as coisas eram injustas, me sentia compelida a reclamar”, disse Campbell, cujo histórico quanto ao assunto não é assim tão cristalino. É verdade que ela foi uma das fundadoras da Black Girls Coalition, um grupo organizado para enfrentar as desigualdades raciais do mundo da moda. Mas é igualmente verdade que ela um dia tentou bloquear a carreira de uma novata chamada Tyra Banks.

“Isso tem a ver comigo, o que estou dizendo, com a minha carreira”, ela afirmou. “O ponto é tentar tirar o melhor da situação com que você está lidando. Não vejo o que aconteceu como sobreviver. Vejo como viver”.

Ela precisou contar com a caridade de desconhecidos
“Sou afortunada nas pessoas que tive em minha vida, as influências dessas grandes mentes, espíritos e seres”, diz a mulher cujo arquivo de cartões de visita –se as pessoas ainda guardassem essas coisas– precisaria ser transportado em uma carreta.

“Penso em Azzedine Alaïa e Nelson Mandela. Pude conhecê-los, conviver com eles, entendê-los, estar perto deles, considerá-los como parte da família. Você às vezes não percebe, quando as pessoas ainda estão aqui, que seria impossível pensar no planeta sem elas. E quando elas se vão, o pânico se instala repentinamente: o que faço agora? A quem recorro?”

Ela encontrou a espiritualidade, mas só depois de encontrar as drogas
“O que descobri é que surge uma força”, disse Campbell. “Todas as conexões que você fez, tudo que você teve com essas pessoas, retorna de outra forma. Elas ainda estão presentes e te ajudam a avançar. Quando Papa morreu, foi um grande choque”. Alaïa, o estilista tunisiano que serviu de figura paterna para Campbell durante toda sua carreira, morreu em 2017 aos 82 anos. “Fiquei realmente abalada”, ela disse.

“Mas então essa força surgiu de algum lugar, não sei bem, só posso dizer que veio dele. Compreendi que precisava fazer mais, ajudar mais, estar mais presente”.

Ela acredita no segundo A
“Tenho muito orgulho de minha recuperação, e me orgulho de estar em recuperação, e jamais ocultaria o fato”, disse Campbell, cujos acessos de raiva, muito divulgados, podem ter sido causados em parte pela dependência de drogas. Alexander McQueen costumava brincar com amigos que eles deviam esconder seus telefones, quando Campbell chegava para uma visita.

“Não devemos promover a recuperação, mas tampouco vou negar qualquer dessas coisas”, ela disse. “Isso me ajudou muito em outras áreas da minha vida”.

Os passos de um programa de 12 passos são mais que metafóricos
“Sou o tipo de pessoa que precisa de estrutura”, disse Campbell, cujo sentido de tempo é notoriamente peculiar e que, por exemplo, se atrasou duas horas para a sessão de fotos via Zoom para este artigo; um incidente famoso é sua rejeição pelo produtor e diretor Lee Daniels por chegar com três horas de atraso para uma audição (um incidente que resultou em gritaria e um convite para um papel em um filme, e se transformou em amizade duradoura).

Mesmo assim, ela deve ter um despertador gigante, porque conseguiu sair da cama em tempo para posar para as 300 capas de revista que enfeitou com sua imagem. “É assim que funciono melhor”.

Ela é a rainha da rotina
“Mantenho uma rotina durante a quarentena”, ela disse. “Acordo, rezo, tomo banho, me exercito. Em momentos como esse, você precisa daquela sensação de familiaridade e rotina para manter sua mente e espírito em um lugar seguro”. E também precisa, tomando por base o tutorial de Campbell para a Vogue, de um método infalível de produzir seu rosto em 10 minutos, com técnicas refinadas a ponto de causar inveja a Bianca Del Rio.

As autoridades da aviação deveriam contratá-la
“Não fiz aquilo para ganhar circulação viral”, disse Campbell sobre um vídeo de 2019 em que mostra seu ritual de limpeza de seu lugar no avião, e atraiu mais de 2,9 milhões de visitas no YouTube; ainda que as precauções que ela demonstra talvez possam ter parecido extremas, no passado, assistir ao vídeo deveria ser obrigatório para qualquer um que pretenda voltar a viajar de avião.

Campbell começou a usar máscaras rotineiramente no começo do século, em suas viagens de avião. “Eu via todo mundo usando máscara no Japão, e pensei que aquilo fazia sentido”, ela disse. Cerca de 15 anos mais tarde, sua metodologia passa perto de carregar consigo uma máquina esterilizadora (e ela já foi fotografada usando um traje de proteção completo).

“Eu imaginei que seria normal levar meus lenços de papel e limpar o assento todo, sem insulto à companhia de aviação”, ela disse. “Era o que eu precisava fazer para me sentir confortável”.

Ela compreende que onde quer que você esteja, é lá que você está
“O vírus, as vidas que ele tirou, é devastador, mas ficar imóvel, ficar no mesmo lugar, pode ser maravilhoso”, disse Campbell, que já orbitou o planeta mais vezes do que muitos satélites. “Se aprendi uma coisa em minha vida foi que não há como escapar das coisas. Temos de enfrentar nossos medos e viver nossas emoções”.

“Muitas coisas na vida não deram certo, para mim. E tudo bem. Pelo menos tentei. É bom poder se olhar no espelho, sem pressa e sem correria. Eu comigo mesma. No fim do dia, é preciso que você seja capaz de ficar sozinho consigo mesmo, ou não estará vivo”.

THE NEW YORK TIMES
Tradução de Paulo Migliacci

Olga Rubio Dalmau for Vogue Ukraine with Laura Roth

Photographer: Olga Rubio Dalmau. Style: A.Gracia Hair & Makeup: Nieves Elorduy. Model: Laura Roth at Addicted to Models.

Nikos Papadopoulos for Marie Claire Greece with Shanty Papakosta

Photographer: Nikos Papadopoulos. Fashion Editor: Elina Sygareos. Hair Daniel Babek. Makeup: Athina Karakitsou. Model: Shanty Papakosta.

Yossi Michaeli for Hamptons Magazine with Viktoria Jakab

Photographer: Yossi Michaeli. Stylist: Connor Childers. Hair: John Ruidant. Makeup: Georgina Billington. Retouching: Edson Guberovich. Prop Stylists: Hanne Bjelland & Mack Closmore. Producer: Conor McIntyre. Model: Viktoria Jakab at Muse Model Management.

Atores brancos de ‘Os Simpsons’ não vão mais dublar personagens de outras etnias

Produtores da animação seguiram decisão de outras séries após manifestações do Black Lives Matter

O personagem Apu, da animação “Os Simpsons” – Divulgação

Produtores da longeva animação “Os Simpsons” anunciaram esta semana que vão reformular seu elenco de vozes —a partir de agora, atores brancos não serão mais responsáveis por dublar personagens pertencentes a outras etnias.

O anúncio foi feito poucos dias depois de outras séries de animação americanas divulgarem que vão realizar mudanças pensando em ampliar a diversidade. Esse foi o caso de “Family Guy”, “Central Park” e “Big Mouth”, por exemplo.

Um dos personagens mais problemáticos de “Os Simpsons”, Apu Nahasapeemapetilon, que tem ascendência indiana, já havia perdido sua voz há cerca de cinco meses, quando o ator branco Hank Azaria largou o papel. Desde então, ele sumiu dos novos episódios da série.

Agora, além dele, também devem ganhar novos dubladores o médico Dr. Hibbert e Carl Carlson, amigo do protagonista Homer Simpson.

No ar há 30 anos, “Os Simpsons” é uma dos programas de TV mais populares do mundo e seus produtores sempre resistiram a promover mudanças em seu elenco de vozes.

A decisão vem na esteira das manifestações do Black Lives Matter, que tomaram as ruas não apenas dos Estados Unidos, como de vários outros países após o assassinato de George Floyd em Minneapolis, em maio.

Desde então, o mundo do entretenimento tem revisto seus conteúdos a fim de se adequar às demandas do movimento. A HBO, por exemplo, retirou o clássico “… E o Vento Levou” de seu serviço de streaming, e o incluiu novamente dias depois, mas com uma contextualização histórica.