Yes, God, Yes | Natalia Dyer descobre o sexo no primeiro trailer da comédia

Atriz de Stranger Things interpreta uma adolescente religiosa que entra em conflito ao chegar na adolescência
GABRIEL AVILA

Vertical Entertainment divulgou o primeiro trailer de Yes, God, Yes, a comédia protagonizada por Natalia Dyer (Stranger Things). No filme ela vive Alice, uma garota religiosa que passa a ter medo de ser condenada após descobrir a existência do sexo. Confira a prévia abaixo.

Escrito e dirigido por Karen Maine, o filme é uma adaptação do curta de mesmo nome. Além de Natalia Dyer, o elenco inclui Susan BlackwellMatt LewisAlisha Boe e Wolfgang Novogratz.

Yes, God, Yes ainda não tem data para chegar aos cinemas.

Photographer Alvaro Beamud Cortes for Vogue Spain with Altyn Isabella

Photography: Alvaro Beamud Cortes. Stylist: Vito Castelo. Hair: Lorenzo Barcella. Makeup: Kristi Matamoros. Model: Altyn Isabella.

15 grandes hinos LGBTQ+ da música

De Madonna a Lady Gaga e Pabllo Vittar
JULIA SABBAGA

Madonna – Vogue (Official Music Video)

O mês de junho é o marco do orgulho LGBTQ+, e para celebrar a época vamos relembrar as maiores músicas que se tornaram hinos deste movimento, desde as canções mais clássicas dos anos 80 até os hits das novas gerações. Confira:

“I’M COMING OUT” – DIANA ROSS

Escrita por Bernard Edwards e Nile Rodgers, o hit de Diana Ross de 1980 se tornou uma das canções mais icônicas da cultura LGBTQ+, basicamente, pelo seu título. Apesar da cantora usar a expressão “estou saindo” como um símbolo do fim de seu contrato com a motown, a frase foi identificada como “estou saindo do armário”, que começava a ser popularizada no início dos anos 80.

“TRUE COLORS” – CYNDI LAUPER

A triste canção “True Colors”, de Cindy Lauper, é dedicada pela cantora ao seu amigo Gregory Natal, que faleceu de AIDS pouco antes do lançamento, em 1986. Depois que a faixa se tornou uma música comumente associada ao movimento gay, Lauper também fundou o True Colors Fund, organização que auxilia jovens LGBTQ+ em situação de rua nos EUA.

“DANCING ON MY OWN” – ROBYN

A dançante e triste faixa da Robyn, “Dancing on My Own”, é um dos casos de canção que não tem nem letra nem título em relação ao movimento mas se tornou um símbolo LGBTQ+. A letra fala sobre dançar sozinho em uma balada enquanto o amor não correspondido se envolve com outra, uma história de solidão que muitos se identificaram. Em entrevista à Out, a cantora comentou a associação: “acho que é uma música sobre se expor – muito fisicamente – e se ela parece um hino gay eu aceito isso como um grande elogio”.

“WE EXIST” – ARCADE FIRE

“We Exist”, do Arcade Fire, é uma singela canção que foi aclamada por sua letra e seu clipe, que tratam sobre igualdade e auto-afirmação na comunidade LGBTQ+. “Falando como se não existíssemos, mas nós existimos. Pai, é verdade, sou diferente de você, mas me diga por que eles me tratam desse jeito”, diz a letra. O vídeo traz Andrew Garfield no papel de uma mulher transgênero.

“IT’S RAINING MEN” – THE WEATHER GIRLS

Um dos maiores hits dos anos 80, “It’s Raining Men” é um dos hinos mais memoráveis da comunidade LGBTQ+. Lançada em 1982, o hit foi composto por Paul Jabara e Paul Shaffer e foi oferecido para diversos outros ícones que recusaram a canção, como Diana Ross, Cher e Barbara Streisand. Quem aceitou foi o The Weather Girls, que acabou como uma banda de hit só, mas um hit que acabou se tornando símbolo de um movimento.

“I WANT TO BREAK FREE” – QUEEN

Freddie Mercury é um dos maiores símbolos da causa LGBTQ+, mas surpreendentemente a música do Queen que mais marcou como uma faixa de orgulho gay não é de sua composição. “I Want To Break Free”, lançada no álbum The Works de 1984, foi escrita pelo baixista John Deacon, e se tornou símbolo pela letra, que traz um pedido por libertação. A associação pouco teve a ver com o clipe da música, que traz os integrantes do Queen vestidos de mulheres, em uma paródia do seriado inglês Coronation Street.

“SISSY THAT WALK” – RUPAUL

Já falando sobre a nova geração de hinos, “Sissy That Walk”, da RuPaul, é uma das mais citadas. A faixa de 2014 imortalizou uma das frases mais usadas por RuPaul Charles nas competições de RuPaul’s Drag Race, algo como “remexe esse andar”. A música traz uma letra cheia de mensagens de empoderamento como “sou uma mulher rainha, mãe da casa de nenhuma vergonha” ou “a não ser que estejam pagando suas contas, não se importe com aqueles idiotas”.

“YOU MAKE ME FEEL (MIGHTY REAL)” – SYLVESTER

Continuando na tradição de hits disco, “You Make Me Feel (Mighty Real)”, do Sylvester, lançada em 1978, se tornou um hino em grande parte pelo próprio performer, um ícone gay conhecido por sua aparência andrógena. Sylvester se tornou um símbolo da causa por ser celebrado por sua diferença, e “You Make Me Feel (Mighty Real)”, seu maior hit, chegou a entrar para a história como uma das faixas no Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos EUA.

“GIRLS LIKE GIRLS” – HAYLEY KIYOKO

A americana Hayley Kiyoko é um dos grandes nomes da representatividade LGBTQ+ dos dias de hoje, e uma das suas canções mais significativas é “Girls Like Girls”, de 2015. A música traz uma letra singela sobre garotas que gostam de garotas (“tanto quanto homens”), e o vídeo chamou atenção por uma história delicada de duas garotas que se gostam. Sobre sua importância para a comunidade, Hayley falou à revista Elite Daily: “Fico feliz de colocar minhas histórias para fora porque podem ajudar gerações mais novas. Eu espero que minha música possa ajudar gerações a ganharem confiança e poderem aproveitar mais a vida”.

“GO WEST” – PET SHOP BOYS

A faixa de 1979 do Village People, “Go West”, só se tornou uma frequente presença em listas de hinos LGBTQ+ quando ganhou um cover do Pet Shop Boys, recheado de sintetizadores. A faixa ganhou uma gravação oficial em 1993, depois que o duo apresentou o cover em um show beneficente em Manchester, que arrecadou fundos para vítimas de AIDS. Apesar do título ser uma referência à colonização dos EUA, “Go West” se tornou um símbolo de uma liberação do movimento.

“INDESTRUTÍVEL” – PABLLO VITTAR

Pabllo Vittar é um dos maiores símbolos da causa LGBTQ+ atualmente, mas é sua música mais melancólica que marca a lista de hinos. “Indestrutível”, faixa do seu primeiro álbum, Vai Passar Mal, fala sobre a superação. Em seu clipe, Pabllo aproveitou a oportunidade para denunciar a violência contra jovens LGBTQ+, chamando atenção a casos de bullying e violência nas escolas.

“I WILL SURVIVE” – GLORIA GAYNOR

Lançada em 1978, o lendário hit “I Will Survive”, de Gloria Gaynor, é uma letra bem clara de empoderamento feminino, mas se tornou um símbolo pela causa LGBTQ+ por ser uma história de superação. Frases como “Eu passei tantas noites me sentindo mal por mim mesma, costumava chorar, mas agora eu ergo a cabeça e você me vê como alguém nova” ressoava muito com a comunidade que começava a se expressar mais publicamente na época.

“BORN THIS WAY” – LADY GAGA

Uma escolha bem óbvia na lista é “Born This Way”, faixa título do segundo álbum da Lady Gaga, lançado em 2011. A faixa é um hino dedicado à indivíduos que não se encaixam na norma, que ecoou principalmente na comunidade LGBTQ+ por frases como: “Independente de gay, hétero ou bi, lésbica, ou vida transgênero, eu estou no caminho certo, baby, nasci para sobreviver”. Em entrevista à EW, Elton John chamou “Born This Way” do novo hino LGBTQ+ [via Pride]: “Esta é a nova ‘I Will Survive’. É o novo hino gay”.

“YMCA” – VILLAGE PEOPLE

O Village People não poderia ficar de fora de uma lista de hinos LGBTQ+, afinal, o grupo formado nos anos 70 tinha o público gay como seu foco. A carreira do conjunto marcou com hits que também poderiam ser mencionados aqui, como “Macho Man” ou “Go West” (que entrou na lista na versão do Pet Shop Boys), mas seu hino mais memorável foi “Y.M.C.A”, lançado em 1978. Apesar de uma letra que poderia ser totalmente inocente, a faixa descreve como era divertido fazer parte da associação de jovens cristãos, o que foi entendido por muitos como um significado duplo.

“VOGUE” – MADONNA

Madonna é frequentemente citada como uma das maiores inspirações no movimento LGBTQ+, e um dos principais motivos para isso foi o lançamento de “Vogue”, em 1990. A faixa e o seu memorável clipe marcaram como propulsores do estilo de dança característico, que dominava a subcultura, ao mainstream. Apesar de críticas de apropriação cultural, já que a dança se originou em comunidades negras e latinas do Harlem, Madonna marcou a história do pop com a responsável por levar movimentos de danças geralmente associadas à comunidade LGBTQ+ ao povo geral. Até hoje, “Vogue” é considerada um dos maiores hinos do movimento.

Beyoncé receberá prêmio humanitário no BET Awards 2020

Cantora será homenageada por engajamento na luta contra desigualdade social e racial

Beyonce “Black Parade”

Beyoncé será a grande homenageada do BET Awards 2020 na noite deste domingo, 28, às 21h, horário de Brasília. Isso porque a cantora vem desenvolvendo um trabalho constante na luta contra a desigualdade social e racial. Desta vez, o evento terá transmissão virtual por causa da pandemia. 

Nos últimos anos, ela vem desenvolvendo um trabalho árduo com a fundação BeyGOOD e ajuda a entrada de mulheres em universidades. Com a BeyGood4Burundi, Beyoncé promove ação voluntária para levar água potável para os países do leste africano. 

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, a cantora estabeleceu uma iniciativa em Houston, sua cidade natal, para oferecer testes de covid-19 para famílias em vulnerabilidade. 

Recentemente, em resposta à brutalidade policial contra negros nos Estados Unidos, Beyoncé lançou o single Black Parede. Confira.

Ouça Black Parede:

‘Quero tentar de novo’, diz Zezé Motta sobre casamento

Atriz, que completou 76 anos, elogia a médica Thelma Assis, vencedora do ‘BBB 20’: ‘Histórias como a dela incentivam as nossas crianças a dizerem ‘sim, eu posso”
Marcia Disitzer

Zezé Motta Foto: Divulgação

Em quarentena, a atriz e cantora Zezé Motta, que completou 76 anos, no último sábado, dia 27, aguarda a data de estreia do filme “M-8 Quando a morte socorre a vida?”, do diretor Jeferson De, ainda não definida por causa da pandemia. Ela vem participando de lives, segue trabalhando em home office e, de casa, reflete sobre a situação da Fundação Palamares. “Estou profundamente revoltada pelo fato de Sérgio Camargo ter sido reempossado”, desabafa. “Eu participei da inauguração da Fundação com o coração em festa. E aí toma posse um racista, alienado, que parece viver em outro mundo.”

Zezé em ensaio para a Revista ELA, há um ano Foto: Thais Vandanez

Zezé conta ter experimentado diversos sentimentos em mais de três meses de confinamento. “Perdi a minha mãe. Ela teve pneumonia seguida de parada cardíaca. Meu irmão teve Covid-19 e ficou internado 30 dias no hospital. Quase entrei em depressão”, confessa. Para rebater, decidiu se ocupar ao máximo. “Além de estar trabalhando, estou praticando pilates virtualmente três vezes por semana e ligando frequentemente para os meus amigos, principalmente para aqueles que eu sei que estão sozinhos.” Vice-presidente do Retiro dos Artistas, ela celebra um feito nesses dias tão conturbados. “Conseguimos plano de saúde da empresa Prevent Senior para internos e funcionários.” Outra alegria foi ter lido a entrevista da vencedora do ‘BBB 20’, a médica Thelma Assis, na revista ELA. “Adorei conhecer a sua trajetória. São histórias como a dela que incentivam as nossas crianças a dizerem ‘sim, eu posso’.”

A pandemia fez com que Zezé, que foi casada cinco vezes, revesse seus conceitos em relação ao casamento. “Tenho dificuldade de lidar com a solidão”, admite. “Quero tentar de novo. Se não for casamento, uma relação efetiva já está legal.”