Amelie Lens at the Gashouder for Awakenings Festival 2020 | Online weekender

Amelie Lens no Gashouder for Awakenings Festival 2020 | Weekender online.

Célula Preta: conheça o coletivo de estilistas pretos que acaba de ser lançado

Silvério (Foto: cortesia)

Fruto do movimento Vidas Negras Importam, um grupo de estilistas pretos criou uma frente de ação e troca para trabalhar ativamente contra o racismo presente em toda a estrutura da indústria de moda. A Célula Preta surgiu a partir da união dos estilistas pretos Rafael Silverio, Jal Vieira, Diego Gama, TheoAlexandre, da Thear, Gui Amorim, do Estúdio Traça, Weider Silverio, Pedro e Hisan, da Dendezeiro, e Fabio Costa, da NotEqual, todos integrantes do line-up da Casa de Criadores. 

“Nossa demanda é antiga, mas levou grandes inspirações nas últimas manifestações também”, diz o coletivo. O propósito da Célula Preta é desmistificar conceitos racistas presentes no universo da moda, abrindo espaço para uma pluralidade racial dentro deste mercado, garantindo representatividade, local de fala, visibilidade e equidade.

Assim, a Célula Preta está criando frentes de comunicação que facilitem a escuta, a troca e a ação, abrindo diálogo com parceiros da indústria através de articulações que promovam equidade, dando aos pretos as mesmas oportunidades concedidas aos brancos. O grupo está trabalhando na organização de banco de dados que possa contemplar profissionais de todas as áreas da indústria, facilitando acesso de quem quer ter essa troca com os profissionais pretos e conhecer seus talentos e trabalhos.

A ideia é que a atuação da Célula Preta aconteça além do espaço da Casa de Criadores, ocupando outros espaços. “O racismo estrutural não é um problema de pessoas negras e indígenas e nem responsabilidade das mesmas. Então, acreditamos que a luta antirracista é uma luta de todes. Todes podem contribuir para a célula crescer dentro de suas ações, assim como podem usufruir dos conhecimentos que serão criados a partir dela”.

Um desses espaços é o FFW que, nesta semana, terá participação da estilista Jal Vieira, que assina uma curadoria de conteúdo que tomará espaços de texto, podcast e Instagram com uma agenda de convidados pretos que você pode ver ao final desta matéria e também acompanhar pelo Instagram.

A Célula Preta vai abrir para receber outros estilistas que não sejam da CdC? 

A curto prazo não, porém nossas intersecções serão feitas nas ações de criar um banco de dados e de dar visibilidade ao trabalho de outros profissionais pretos, abrindo escutas com outros profissionais que possam ajudar a expandir a nossa mente de traçar metodologias de inclusões, abrindo espaço dentro da indústria para que estes profissionais tenham a voz ouvida e que tenhamos um ambiente diverso.

Ao longo prazo, é da vontade do coletivo criar conteúdos, direção criativa, artigos científicos, produzir uma moda inclusiva e criar projetos que beneficie socialmente e financeiramente a população preta.

Que tipos de ações vocês têm em mente para seguir na direção dos objetivos da Célula?

O primeiro objetivo da Célula é desenvolver uma rede de apoio e suporte a profissionais pretos. Escalada através de redes sociais, este grupo pensa ações que tenham impacto direto na emancipação destas pessoas através da criação de pontes que gerem acesso de diferentes formas: acesso à matéria prima, locais de visibilidade, recurso financeiro, parcerias benéficas e outras, além de fomentar a discussão acerca da presença destes profissionais no mundo da moda, o impacto do racismo e outras mazelas sociais. Seu principal objetivo é gerar acesso e conexões, sejam através de redes sociais ou ações diretas nas passarelas e em suas produções.  

Como vocês enxergam o trabalho da Célula Preta a longo prazo? Onde vocês querem que ela chegue?

A longo prazo a gente quer que a Célula se solidifique como uma plataforma de inclusão e desenvolvimento de profissionais pretos em toda a cadeia da moda. Que consigamos criar uma rede, desenvolver projetos e ações que permitam uma entrada efetiva desses profissionais nessa indústria que sempre se beneficiou de nossa imagem, mas que tem tanta dificuldade em reconhecer nosso trabalho.

Temos um desafio imediato que é pensar essas questões dentro da Casa de Criadores e entender como preparamos o terreno, não só pra nossas marcas, mas pra futuras marcas pretas que entrarem no evento. Mas nossa intenção é maior do que o evento em si, queremos e precisamos trazer reconhecimento, visibilidade e principalmente conseguir gerar trabalho. 

Conheça os estilistas/marcas que formam a Célula Preta:

DENDEZEIRO

Foto: Cortesia

A Dendezeiro é um projeto multicultural que visa unir diferentes expressões artísticas, como forma de pluralizar e transversalizar a forma como a moda é produzida no Brasil. É uma marca agênero, que busca desconstruir valores sexistas dentro da moda e carrega a ideia de que roupas podem ser vestidas por quem as desejar, independente de orientação de gênero ou sexual.

As coleções lançadas pela Dendezeiro retratam o cenário social e cultural de
Salvador, através de inspirações em elementos marcantes para a população, como a coleção Tabuleiro de Acarajé, que foi pensada como forma de homenagear e
visibilizar a tradição dos tabuleiros montados pelas Baianas de Acarajé. Destaca-se também a coleção atual e mais impactante da marca, que chama-se Cor de Pele, baseada no projeto artístico da brasileira Angélica Dass, onde a Dendezeiro selecionou cinco tonalidades de peles negras para criar o conceito das roupas.

DIEGO GAMA

Foto: Cortesia

Diego é um estilista de origem fluminense que atua em São Paulo. Criado em Nova Friburgo, no interior do estado do Rio de Janeiro, cresceu em uma família de jogadores e profissionais do basquete e se utiliza dessas estéticas, a princípio opositivas, entre a natureza da serra fluminense, as cores e linhas sóbrias da capital paulista e os elementos de tradicionais uniformes e vestimentas do mundo esportivo para criar peças que sejam frutos desse novo universo estético em que tais inspirações
coexistam em harmonia.

A diegogama busca inspiração nas relações interpessoais, com temas que vão desde singelos abraços e cafunés que são ressignificados por meio de processos complexos de experimentação que geram estampas e texturas feitas tanto com técnicas tradicionais quanto com materiais incomuns ao universo têxtil. Em especial, a linha Digitais, feitas com o carimbo do dedo do estilista sobre uma superfície de silicone.

ESTÚDIO TRAÇA

Foto: Cortesia

Gui Amorim fundou o Estúdio Traça em 2016 e desde então já vestiu artistas como Majur, Duda Beat e Glória Groove e desenvolveu parcerias para empresas como Vicunha Têxtil, Nicoletti Têxtil, Chilli Beans. Formado em Negócios da Moda, Gui já passou por marcas como basico.com, Pair Store e Cotton Project.

A marca desenvolve o upcycling a partir de resíduos têxteis principalmente de denim, sua matéria-prima favorita, e recentemente, estreou na Casa de Criadores.

JAL VIEIRA

Foto: Cortesia

Jal é formada em Design de Moda com especialização técnica em Produção Audiovisual e pós graduanda em Modelagem Criativa. Atua profissionalmente com estilismo há 10 anos, trabalhando por 6 anos como estilista júnior na Amapô Jeans. Em 2011 lança sua marca ainda na faculdade e participa do Concurso Fashion Mob da Casa de Criadores onde ficou em 2º lugar. Em 2019, recebe o convite para
participar da Casa de Criadores como parte integrante do Projeto Lab e entra no line-up principal já na temporada seguinte.

A Jal Vieira Brand desenvolve coleções com foco na cultura negra e sertaneja
e suas formas de expressão no universo feminino, unindo pesquisas históricas
e questões sociais à suas vivências pessoais e coletivas. Desenvolve suas
coleções com primícias da ressignificação de materiais incomuns, como
cadarços de tênis, cortiça e borracha, aplicados em maquetes têxteis
desenvolvidas manualmente pela estilista. Assim, a forte característica do estudo de texturas artesanais somadas ao design ficam explícitas em cada coleção apresentada pela marca.

NOT EQUAL

Foto: Cortesia

Fabio Costa nasceu em Belo Horizonte, onde foi criado por sua avó costureira e que acendeu nele a vontade de trabalhar com moda. Após finalizar seu bacharelado em Design de Moda, ele se mudou para Nova York para estudar na F.I.T e no Pratt Institute. Em 2012, ele participou do reality show Project Runway (décima temporada), onde ficou em segundo lugar. Ele ainda participou de temporadas do Project Runway All Stars, experiências que o ajudaram a superar expectativas sobre si e que resultaram na criação de sua marca, fundada em 2013, ainda em NY.

A Not Equal explora a inovação criativa através da moda e da arte, com roupas artesanais que desafiam a alfaiataria tradicional. Cada peça é individualmente elaborada.

SILVÉRIO

Foto: Cortesia

Rafael Silvério é formado em Desenho de Moda pela Faculdade Santa Marcelina (2013) e Pós Graduado em Negócios Internacionais e Comércio Exterior UNIP (2016).  Fundada em 2014, A Silvério se dispõe a reinventar a noção de belo, combinando volumes inventivos com silhuetas lúdicas e românticas, buscando inspirações em questões autobiográficas, filosofia, psicologia, literatura, música & tecnologia. Nessa busca pelo espírito do tempo, tenta reinterpretar gêneros, transcendendo a versatilidade.

Em 2018 foi convidado para Abest (Associação Brasileira de Estilistas) para participar do projeto Brazil Next Label, quando foram selecionados 13 marcas para uma imersão e preparação para exportação. Nesse projeto a marca foi convidada pela Farm para estrear na passarela num projeto de sustentabilidade chamado Re-FARM, tornando-se o primeiro estilista a ter um desfile autoral no espaço físico da marca. A marca agora faz parte dos residentes da Casa de Criadores, tornando-se vetor de marca emergente no cenário nacional, vestindo artistas como Karol Conka, Ludmila, Negra Li, Pabllo  Vittar e Paola Oliveira.

Silvério ainda se debruça em cima do Projeto Sil (Cio), que se dispõe a conversar sobre vulnerabilidade e disseminar educação emocional de forma afetiva, na busca da real autenticidade, empatia e criatividade.

THEAR

Foto: Cortesia

Fundador da Thear, Théo Alexandre é designer de moda pela Universidade Federal de Goiás e especialista em gestão de moda pela Universidade Estadual de Goiás. Atua desde 2001 no processo produtivo de confecção, consolidando expertises para criação de produtos de moda para o atacado.

Em 2011 chega a final do concurso nacional Lycra Future Designers e leva o
prêmio de 3º lugar na categoria Swimwear, em um evento que teve a sua final em São
Paulo. Com a Thear se torna o primeiro representante do Centro-Oeste na Casa de
Criadores. A Thear, é uma marca que busca produzir moda de forma mais consciente, resgatando técnicas tradicionais, adormecidas no processo de produção fast fashion, buscando aumentar a relação afetiva entre a peça final e o consumidor. Um dos pilares da marca é a reutilização de resíduos dos tecidos que sobram no corte, acompanhado por modelagens que valorizam o atemporal. A marca trabalha com monofibra 100%
algodão, tecido natural e biodegradável.

Em 2020, Theo assume uma nova empreitada em sua carreira que é a Docência no Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda.

WEIDER SILVEIRO

Foto: Cortesia

A marca Weider Silveiro foi criada em 2002 com o propósito de preencher uma lacuna existente no mercado de moda nacional no segmento de feminino jovem e, desde então, vem apresentando coleções sazonais onde tem como principal característica a junção de design contemporâneo com matéria prima experimental, sempre privilegiando o artesanato. Silveiro busca sempre inovar o guarda roupa da mulher contemporânea unindo novo design com conforto sem perder a feminilidade.

Kiddy Smile divide vogues nos escritórios da Vogue Paris

Criado por pessoas transexuais de cor e drag queens na década de 1970 no Harlem, Nova York, o voguing se tornou um movimento global que celebra a beleza individual e continua a dar um lar criativo para quem precisa. Rei da cena parisiense, Kiddy Smile foi aos escritórios da Vogue Paris para dividir a dança de Loïc Prigent e explicar por que ainda é tão relevante hoje, cercada por seus dançarinos das lendárias Casas de Ladurée, Gucci, Revlon e Ninja.

Música: “Let A Bitch Know”, de Kiddy Smile

Gap anuncia parceria com Kanye West e Yeezy e cancela collab com Telfar

A marca americana anunciou na última sexta-feira que assinou um contrato de parceria de dez anos com Kanye West e sua marca Yeezy
FFW

KANYE WEST. FOTO: MERT & MARCUS. CORTESIA: GAP

Com o nome de Yeezy Gap, a linha especial oferecerá “conceitos básicos modernos e elevados para homens, mulheres e crianças a preços acessíveis”. As coleções serão desenvolvidas pelo estúdio de design da Yeezy, com West como diretor de criação e a estilista nigeriana Mowalola Ogunlesi como diretora de design, e chegará às lojas em algum momento no primeiro semestre de 2021.

Essa parceria (não se trata aqui de uma collab tradicional) renderá a Kanye e a Yeezy royalties e porcentagens na empresa, dependendo das vendas. Ele também terá voz nos conceitos das loja e no design do e-commerce da Gap. Uma atuação muito próxima ao controle criativo que Hedi Slimane exerce na Celine e anteriormente na Saint Laurent.

A notícia pode ter pegado muitos de surpresa, mas Kanye já estava de olho em algo assim há anos. Ele trabalhou em uma loja Gap de Chicago na adolescência nos anos 90, quando a Gap estava no auge. Seus princípios minimalistas da Yeezy estão bem alinhados com a oferta de básicos da Gap e ele mesmo já havia dito em entrevistas que queria ser uma espécie de Steve Jobs da moda. “Estamos entusiasmados em receber Kanye de volta à família Gap como um visionário criativo, aproveitando a estética e o sucesso de sua marca Yeezy e definindo juntos uma parceria de varejo de próximo nível”, disse Mark Breitbard, chefe global da Gap Brand em um comunicado.

Após a revelação da parceria, a Gap teve um aumento de 42% em suas ações como resultado direto, elevando o valor da marca para mais de US$ 4,8 bilhões melhorando a situação da empresa que viu suas ações despencarem mais de 20% este ano, consequência de resultados financeiros bastante ruins devido a pandemia do Covid-19 que a obrigou a fechar centenas de lojas e fazer muitas demissões.

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Na manhã desta segunda-feira a principal loja Gap em Chicago, na esquina das avenidas Michigan e Ohio, amanheceu toda envelopada. Em um dos lados da fachada foi aplicado o logotipo da linha Yeezy Gap, enquanto no outro foi estampado um texto tirado de uma nota que West escreveu à mão (que você pode ler abaixo).

“GRAÇAS A DEUS
OI CHICAGO SOU YE
ESTA É A LOJA GAP
EU COSTUMAVA FAZER COMPRAS QUANDO
EU DIRIGIA MEU NISSAN
DO LADO SUL
TÃO ABENÇOADO
AGRADEÇO A DEUS E SOU
TÃO HUMILHADO COM A
OPORTUNIDADE DE TE SERVIR
EU COLOQUEI MEU CORAÇÃO NA
PALETA DE CORES E TODOS
OS DETALHE EU AMO TRON O ORIGINAL
VOCÊ GOSTA DE COISAS
NÃO SEI O QUE FAZER COM
MINHAS MÃOS
LOVE YEEZY”

A nota indica que o próprio West teria redesenhado a loja e até a paleta de cores. Se seguir a estética que ele vem imprimindo ao seu próprio estilo e a Yeezy, teremos um ar de minimalismo e tons de terrorosos embora a referência ao filme Tron, da Disney sugira complemente o contrário. Veremos.

TCHAU TELFAR X GAP

telfar clemens na festa da gap x telfar em paris em março
TELFAR CLEMENS NA FESTA DA GAP X TELFAR EM PARIS EM MARÇO

Ao anunciar a parceria com Kanye, a Gap também “adiou indefinidamente” a futura colaboração com a marca novaiorquina Telfar. A collab havia sido anunciada com pompa em fevereiro durante a Paris Fashion Week.

Segundo um representante da Telfar, a marca nunca foi paga pela colaboração, apenas recebeu uma porcentagem do contrato como adiantamento. No sábado, a Gap emitiu a seguinte declaração por meio de um porta-voz: “Embora tenhamos escolhido não avançar com a parceria Gap x Telfar neste momento, estamos pagando todo o valor do contrato independentemente e só temos respeito e apreço pela visão e pelo tempo de Telfar (Clemens)”. Uma pena.

Respect | Jennifer Hudson encarna Aretha Franklin no teaser

Cinebiografia da Rainha do Soul tem estreia marcada para dezembro
MARIANA CANHISARES

Novo teaser mostra mais cenas de Jennifer Hudson como Aretha Franklin para o filme “Respect”

MGM divulgou um teaser inédito de Respect, a cinebiografia de Aretha Franklin. A música que dá nome ao filme, claro, embala toda a prévia, enquanto mostra a atriz Jennifer Hudson trilhando a jornada de sucesso da Rainha do Soul.

Com direção de Liesl Tommy, o longa narra a jornada de sucesso de Franklin, desde o coral da igreja do seu pai até a fama internacional. O elenco ainda conta com Forest Whitaker, Marlon Wayans, Mary J. Blige e Tituss Burgess.

O filme terá algumas das músicas mais icônicas de Franklin, como “Respect”, “(You Make Me Feel Like A) Natural Woman” e “I Say A Little Prayer”.

Respect tem estreia marcada para 25 de dezembro.

PorterEdit June 29th, 2020 – King Princess By Quinn Wilson

Listen Up   —   PorterEdit June 29th, 2020   —   www.net-a-porter.com
Photography: Quinn Wilson Model: King Princess Styling: King Princess

Com investimento do Google, programa vai apoiar 50 mil empreendedoras na recuperação de seus negócios após pandemia

R$ 7,5 milhões serão investidos em programa de capacitação promovido pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, que irá ajudar mulheres de 10 regiões periféricas do país a reerguerem seus negócios após a crise da Covid-19

Investimento será destinado ao programa Potência Feminina, idealizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, braço filantrópico da gigante da tecnologia Foto: Reprodução RME/Google

O Google vai destinar R$ 7,5 milhões nos próximos dois anos para ajudar mulheres e seus negócios a se recuperarem dos impactos econômicos causados da pandemia do novo coronavírus. O investimento será destinado ao programa Potência Feminina, idealizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, braço filantrópico da gigante da tecnologia. A iniciativa ira apoiar pequenos empreendimentos liderados por mulheres por meio de capacitação, aceleração de negócios e capital semente. O objetivo é auxiliar diretamente mais de 50 mil mulheres nos próximos dois anos.

As mulheres estão entre as mais afetadas pela crise econômica agravada pela Covid-19. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora e pelo Instituto Locomotiva, em maio deste ano, 86% dos negócios liderados por mulheres não estavam funcionando, ou funcionavam com menor movimento por causa da pandemia, e 60% das empreendedoras esperam ter no máximo um salário mínimo como rendimento neste período.

Somente na segunda quinzena de março, quando as medidas de isolamento começaram a ser adotadas no país, 7 milhões de mulheres deixaram a força de trabalho, segundo dados da Pnad, do IBGE. Ou seja, ficaram sem trabalho e pararam de procurar um emprego, um contingente 40% superior ao dos homens na mesma condição e no mesmo período.

— Sabemos que a pandemia prejudica inúmeros negócios pelo país. Mas esse impacto é ainda maior dentro do universo feminino, onde o acesso a crédito e a emprego é comprovadamente limitado — afirma Ana Fontes, fundadora do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

— A crise gerada pela pandemia afeta a todos, mas de modo desigual, agravando ainda mais as disparidades presentes no Brasil. Acreditamos que, por meio da tecnologia, podemos ajudar quem está sendo mais penalizado a superar os desafios de hoje e, ao mesmo tempo, dar condições para a retomada das atividades em um futuro próximo — reforça Valdir Leme, chefe de marketing do Google.

Programa de capacitação do Institituto Rede Mulher Emprendedora vai apoiar 50 mil mulheres nos próximos dois anos Foto: Ricardo_Godoy / Reprodução RME/Google
Programa de capacitação do Institituto Rede Mulher Emprendedora vai apoiar 50 mil mulheres nos próximos dois anos Foto: Ricardo_Godoy / Reprodução RME/Google

As capacitações do Potência Feminina devem impactar mais de 50 mil mulheres de dez regiões periféricas do país. O projeto prevê acelerar 6.350 pequenas empresas lideradas por mulheres por meio de programas presenciais e online, com a metodologia desenvolvida e aplicada pela Rede Mulher Empreendedora há mais de cinco anos em mais de 20 projetos. O foco será no desenvolvimento de habilidades nas áreas de comunicação, negociação, administração do tempo, gestão financeira, autoconfiança, ferramentas digitais e vendas.

Além do apoio a negócios, o programa visa também capacitar mulheres nos temas de empreendedorismo, empregabilidade e tecnologia. O conteúdo será técnico, com ensino do uso de ferramentas digitais e noções básicas de programação, e prático, como redação de currículo, por exemplo. Para aplicar essas capacitações, o Instituto RME treinará tutoras locais e fornecerá computadores e internet para os locais onde serão ministrados os cursos, à distância e presenciais.

Outra iniciativa do Potência Feminina é a promoção de um capital semente a 180 pequenas empresas, que receberão até R$ 10 mil para melhorias e desenvolvimento do próprio negócio, além de orientação, mentorias e acompanhamento técnico por seis meses. Além das ações presenciais, o programa prevê também um programa de autodesenvolvimento com o apoio de conteúdo digital, que poderá ser acessado à distância.

Para a participação dos parceiros, o Instituto Rede Mulher Empreendedora realizará uma chamada pública exclusiva para Organizações da Sociedade Civil (OSCs) sem fins lucrativos de todo o país. A publicação do edital está prevista para o dia 29 de junho 2020.

Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco

Com clima industrial, o projeto assinado pelo designer Mpho Mphaga tem como característica principal o uso do p&b em todo o espaço
POR LUCAS DEOLI FREITAS E RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)
Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)

decoração em preto e branco é um clássico atemporal. Hit na moda e no décor, a dupla continua se modernizando e marcando presença em diferentes projetos de interiores ao longo do tempo. Na cozinha, por exemplo, o recurso pode deixar o ambiente cheio de personalidade com combinações ousadas de revestimentos e materiais. É o caso desta assinada pelo designer Mpho Mphaga. Com clima industrial, o projeto tem como característica principal o uso do p&b em todo o espaço.

Seja no piso, nas paredes ou na escolha dos móveis e eletrodomésticos, todos os detalhes que compõem a cozinha seguem a proposta monocromática. Enquanto os armários foram executados em marcenaria branca, banquetas, luminárias e outros elementos recebem a cor preta, criando uma identidade visual para o ambiente. Ao fundo, a parede lousa surge como um mural de recados para a toda a família. 

Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)
Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)
Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)
Décor do dia: cozinha com parede lousa e decoração em preto e branco (Foto: Divulgação)

Andrews Diez for Glamour Hungary with Anastasia Sopova

Photographer: Andrews Diez. Art Direction & Stylist: L.de Guevara. Hair: Elisenda Amorós. Makeup: Jorge Balzaretti. Retouch: Ramon Fenoll. Model Anastasia Sopova at Fifth Models.