Com investimento do Google, programa vai apoiar 50 mil empreendedoras na recuperação de seus negócios após pandemia

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R$ 7,5 milhões serão investidos em programa de capacitação promovido pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, que irá ajudar mulheres de 10 regiões periféricas do país a reerguerem seus negócios após a crise da Covid-19

Investimento será destinado ao programa Potência Feminina, idealizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, braço filantrópico da gigante da tecnologia Foto: Reprodução RME/Google

O Google vai destinar R$ 7,5 milhões nos próximos dois anos para ajudar mulheres e seus negócios a se recuperarem dos impactos econômicos causados da pandemia do novo coronavírus. O investimento será destinado ao programa Potência Feminina, idealizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, com apoio do Google.org, braço filantrópico da gigante da tecnologia. A iniciativa ira apoiar pequenos empreendimentos liderados por mulheres por meio de capacitação, aceleração de negócios e capital semente. O objetivo é auxiliar diretamente mais de 50 mil mulheres nos próximos dois anos.

As mulheres estão entre as mais afetadas pela crise econômica agravada pela Covid-19. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora e pelo Instituto Locomotiva, em maio deste ano, 86% dos negócios liderados por mulheres não estavam funcionando, ou funcionavam com menor movimento por causa da pandemia, e 60% das empreendedoras esperam ter no máximo um salário mínimo como rendimento neste período.

Somente na segunda quinzena de março, quando as medidas de isolamento começaram a ser adotadas no país, 7 milhões de mulheres deixaram a força de trabalho, segundo dados da Pnad, do IBGE. Ou seja, ficaram sem trabalho e pararam de procurar um emprego, um contingente 40% superior ao dos homens na mesma condição e no mesmo período.

— Sabemos que a pandemia prejudica inúmeros negócios pelo país. Mas esse impacto é ainda maior dentro do universo feminino, onde o acesso a crédito e a emprego é comprovadamente limitado — afirma Ana Fontes, fundadora do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

— A crise gerada pela pandemia afeta a todos, mas de modo desigual, agravando ainda mais as disparidades presentes no Brasil. Acreditamos que, por meio da tecnologia, podemos ajudar quem está sendo mais penalizado a superar os desafios de hoje e, ao mesmo tempo, dar condições para a retomada das atividades em um futuro próximo — reforça Valdir Leme, chefe de marketing do Google.

Programa de capacitação do Institituto Rede Mulher Emprendedora vai apoiar 50 mil mulheres nos próximos dois anos Foto: Ricardo_Godoy / Reprodução RME/Google
Programa de capacitação do Institituto Rede Mulher Emprendedora vai apoiar 50 mil mulheres nos próximos dois anos Foto: Ricardo_Godoy / Reprodução RME/Google

As capacitações do Potência Feminina devem impactar mais de 50 mil mulheres de dez regiões periféricas do país. O projeto prevê acelerar 6.350 pequenas empresas lideradas por mulheres por meio de programas presenciais e online, com a metodologia desenvolvida e aplicada pela Rede Mulher Empreendedora há mais de cinco anos em mais de 20 projetos. O foco será no desenvolvimento de habilidades nas áreas de comunicação, negociação, administração do tempo, gestão financeira, autoconfiança, ferramentas digitais e vendas.

Além do apoio a negócios, o programa visa também capacitar mulheres nos temas de empreendedorismo, empregabilidade e tecnologia. O conteúdo será técnico, com ensino do uso de ferramentas digitais e noções básicas de programação, e prático, como redação de currículo, por exemplo. Para aplicar essas capacitações, o Instituto RME treinará tutoras locais e fornecerá computadores e internet para os locais onde serão ministrados os cursos, à distância e presenciais.

Outra iniciativa do Potência Feminina é a promoção de um capital semente a 180 pequenas empresas, que receberão até R$ 10 mil para melhorias e desenvolvimento do próprio negócio, além de orientação, mentorias e acompanhamento técnico por seis meses. Além das ações presenciais, o programa prevê também um programa de autodesenvolvimento com o apoio de conteúdo digital, que poderá ser acessado à distância.

Para a participação dos parceiros, o Instituto Rede Mulher Empreendedora realizará uma chamada pública exclusiva para Organizações da Sociedade Civil (OSCs) sem fins lucrativos de todo o país. A publicação do edital está prevista para o dia 29 de junho 2020.

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