Moda versátil: peças de alfaiataria são práticas e fáceis de usar em qualquer situação

Segredo é variar acessórios e prestar atenção no que usar nos pés: tênis e scarpins dão cara mais formal ou despojada ao look

No sol. Blusa Sommer, R$ 119,90 (www.sommeroficial.com.br); short Colcci, R$ 349 (www.colcci.com.br); casaco Lucidez, R$ 488; tênis Via Curtume, R$ 229,90; e brincos Fiszpan, R$ 126 Foto: Filipi Dahrlan

RIO – Em qualquer estação, as peças com corte de alfaiataria estão sempre em alta. Versáteis, podem ganhar um ar mais formal ou despojado, dependendo dos acessórios. Basta escolher o calçado para mudar totalmente a vibe de um look.

As imagens deste editorial foram registradas antes da pandemia, no Parque dos Patins, na Lagoa.

Foco no xadrez. Blusa Colcci, R$ 258 (www.colcci.com.br); calça Lucidez, R$ 488 (www.lucidez.com.br); botas Via Curtume, R$ 239,90 (www.useviacurtume.com.br); e brincos Rio Summer, R$ 96 (www.riosummer.com) Foto: Filipi Dahrlan
Passo firme. Colete Bianca Gibbon, R$ 231; calça Doute para Bianca Gibbon, R$ 112,80 (www.biancagibbon.com.br); mochila, R$ 395, e sapatos, R$ 239,90, ambos Via Curtume; brincos Fiszpan, R$ 99; e óculos Calvin Klein na Ótica Karina, R$ 840 Foto: Filipi Dahrlan
À vontade. Camisa azul Maria Filó, R$ 429; cropped Connie, R$ 59,90 (www.connie.com.br); calça clochard Eva, R$ 678 (www.useeva.com.br); e brincos Fiszpan, R$ 81 Foto: Filipi Dahrlan
Personalizada. Camisa jeans pintada à mão Hector Angelo, R$ 420 (@storcriative); bermuda AD, preço sob consulta (www.adlifestyle.com.br); mocassim Sonho dos Pés, R$ 120 (www.sonhodospesoficial); e argolas Fiszpan Foto: Filipi Dahrlan
Na pose. Colete Maria Filó, R$ 599 (www.mariafilo.com.br); pulseira, R$ 100, e brincos, R$ 100, ambos Fiszpan (www.fiszpan.com.br); e óculos Ray-Ban na Ótica Karina,R$ 520 (2255-4025) Foto: Filipi Dahrlan

Fotos: Filipi Dahrlan
Beleza: José Carlos Ramos
Modelo: Thifany Freitas (Front)
Edição e produção de Moda: Constança Whitaker e Lu Catoira
Assistente de produção: Cristina Seixas

John Carpenter, ícone do terror, lança duas músicas inéditas

“Skeleton” e “Unclean Spirit” são as primeiras canções do cineasta não-relacionadas a nenhuma trilha sonora desde 2016
NICOLAOS GARÓFALO

Conhecido por sua gigantesca contribuição para o cinema, John Carpenter também tem um vasto repertório como músico. O currículo de compositor do cineasta inclui as trilhas sonoras dos três primeiros longas da franquia HalloweenFuga de Nova YorkChristine, O Carro Assassino e diversos outros filmes, além de algumas músicas não-relacionadas ao cinema. Nesta sexta-feira (3), o lendário diretor lançou duas novas canções, “Skeleton” e “Unclean Spirit”, primeiras canções que não estarão em nenhuma trilha sonora desde 2016 (via Comicbook).

Carpenter anunciou o lançamento dos singles em seu Twitter, revelando também que, em 28 de agosto, as canções serão disponibilizadas em um LP de 12 polegadas – veja abaixo:

O último trabalho de Carpenter como diretor foi Aterrorizada, de 2010, mas ele compôs, ao lado do filho, Cody Carpenter, e de Daniel Davies, a trilha de Halloween, de 2018.

Ouça “Skeleton” e “Unclean Spirit” abaixo:

Westworld | Tessa Thompson comenta a possibilidade de se tornar uma vilã

Atriz ainda não sabe o futuro de sua personagem, mas disse estar pronta para fazer maldades na série
GABRIEL AVILA

A estrela de Westworld, Tessa Thompson, sobre a possibilidade de se tornar uma “super vilã” da quarta temporada

Tessa Thompson comentou a possibilidade de se tornar uma vilã na próxima temporada de Westworld. Em entrevista ao The Wrap, a atriz comentou os chocantes eventos do final da 3ª temporada e como eles podem impactar a jornada de Charlotte Hale.

[Cuidado com spoilers da 3ª temporada de Wesworld]

Após retomar o contato com sua família, Charlotte vê seu filho e seu ex-marido morrerem em uma explosão de carros orquestrada por Serac (Vincent Cassel), que deveria matá-la também. Acontece que ela sobrevive, percebe que foi usada e decide exterminar a humanidade. Para Thompson, esse evento pode colocar sua personagem em um novo caminho que a transforme na vilã da história:

“Ela quer se lembrar da destruição, de certa forma. Ela quer esse lembrete físico de que esse evento essencialmente a coloca em um novo caminho. Ainda não sei quais são os planos para esse caminho. Direi, de forma egoísta, que eu realmente amei encontrar essas partes vulneráveis. Mas acho que qualquer bom vilão – se é isso que eu estou prestes a me tornar na próxima temporada, a super vilã – acho que qualquer bom vilão precisa ter uma boa razão para ser mau. E acho que, tipicamente, os vilões mais atraentes são que eles vêm de um lugar real e sincero de trauma, isso é o que os torna tão assustadores. É que eles precisam tanto da sua maldade para viver, na verdade. Porque eles foram tão machucados pelas coisas que sofreram. E acho isso divertido, então se é isso que vou fazer na próxima temporada, estou pronta.”

Criada por Jonathan Nolan Lisa Joy, a produção da HBO se passa no tecnológico parque faroeste de Westworld, habitado por anfitriões robôs, que interagem como seres humanos com os convidados do local. A segunda temporada também revelou que há outros parques, como o Samurai World. O primeiro ano da série marcou como a primeira temporada mais assistida entre as séries originais da emissora.

5 milhões de pessoas entraram na lista de espera por um tênis de R$10.000

O modelo em edição limitada em colaboração com a maison francesa foi lançado nesta semana. O par mais barato era vendido a 2 mil dólares (mais de R$10.000).
MARIE CLAIRE

Air Jordan da colaboração entre Nike e Dior (Foto: Reprodução)

Apesar das restrições de aglomeração por conta da pandemia, a fila na porta das lojas da Nike em Oxford Street, em Londres, era enorme. Nesta semana, a marca esportiva americana lançou um dos modelos de tênis mais esperados do ano: o Air Jordan feito em colaboração com a Dior. O adiamento do lançamento por conta da pandemia apenas parece ter aumentado o desejo pelo item. 

A prova: cinco milhões de pessoas – aproximadamente a população da Irlanda ou da Nova Zelândia – se registraram online para poder comprar os tênis Air Jordan 1 OG Dior de edição limitada, segundo informou Pietro Beccari, presidente e diretor executivo da Christian Dior Couture ao WWD. 

Clientes na porta da NIke, em Londres (Foto: Getty)

O executivo disse que 13.000 pares de sapatos foram produzidos, com 5.000 pares oferecidos aos principais clientes da Dior, cada um recebendo um convite pessoal. Para os outros 8.000 pares restantes, a Dior coletou os nomes de compradores no período de nove horas, via um um microsite dedicado para o lançamento.

Lá, os clientes tiveram a oportunidade de comprar os sapatos de edição limitada por ordem de chegada. A versão mais barata do tênis custa US$ 2.000 (mais de R$10.000) e a mais cara, com cano mais alto, sai US$ 2.200 (mais de R$11.000). 

A solução para o luxo?

Com o mercado de moda – e principalmente o de luxo –  sofrendo com a circulação baixa de clientes por conta das restrições de circulação e viagens e ainda tendo que lidar com desejo de compra abalado dos consumidores, o caso do Air Jordan da Dior dá um exemplo de como o mercado pode se reestruturar e criar momentum de compra.

O modelo de “drops” periódicos de produtos em edição limitada ao invés de coleções inteiras,  há tempos adotado pelas marcas de streetwear de forma a movimentar a máquina de tendências e desejos é um dos formatos que o luxo pode vislumbrar para se reestruturar pós-pandemia. Cases como da Supreme – que já lançou coleção em parceria com a Louis Vuitton – não apenas criou uma dinâmica de consumo diferente do resto da indústria, como uma legião de colecionadores e consequentemente, um mercado paralelo de revenda de peças. 

A ultraexclusividade é outro aspecto que vem sendo discutido no mercado de moda de luxo no pós-pandemia. Marcas como a Hermès – cuja bolsa-desejo, o modelo Birkin, é apenas produzido sob demanda, em uma lista de espera que vem sendo cada vez mais exclusiva – se mostraram uma das mais relevantes na reabertura. 

Enquanto os grupos de luxo Kering e LVMH reportaram perdas significativas, a Hermès registrou uma alta de valor de 13% em suas ações. Em abril, quando a reabertura da economia começou na China, uma de suas principais lojas em Guangzhou, no sul da China, vendeu mais de R$14 milhões no dia que reabriu as portas. 

Little Fires Everywhere | As maiores diferenças entre o livro e a série

Produção disponível no Prime Video é adaptação da obra de Celeste Ng
JULIA SABBAGA

Hulu/Divulgação

O sucesso da série Little Fires Everywhere fez muitos irem atrás do seu material base, o livro de Celeste NgPequenos Incêndios Por Toda Parte. E para quem ainda não tinha lido o best-seller, foi uma surpresa perceber que diversos elementos da adaptação – inclusive alguns fundamentais – não faziam parte do livro. Como já foi amplamente discutido, por exemplo, a personagem de Kerry Washington, Mia Warren, não era descrita como negra no livro, algo que causa uma das maiores diferenças entre as duas histórias. Enquanto a série do Hulu discute principalmente questões raciais, o livro de Celeste fala de relações de poder de modo amplo, discutindo mais a tradição de Shaker Heights e o embate jurídico que envolve a personagem de Bebe Chow, do que as questões raciais entre as duas protagonistas. 

Além disso, muitos se surpreenderam com as mudanças no passado de Elena, nas relações de Mia, e muito mais. Por isso, reunimos abaixo 6 grandes diferenças entre o livro e a série de Little Fires Everywhere. Mas cuidado! O último item da lista tem um spoiler bem grande! 

A ETNIA DE MIA E PEARL NUNCA É ESPECIFICADA

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

Enquanto na adaptação televisiva existe uma barreira racial muito clara entre Elena e Mia, que inclusive é um dos pilares da série, no livro não há nenhuma menção da etnia de Mia e Pearl. Em entrevista ao BuzzfeedCeleste Ng inclusive explicou que imaginava as duas como brancas. 

No livro, a relação de poder entre as duas está mais baseada entre suas diferenças financeiras (que são bem semelhantes à da série). Mia é uma artista que trabalha como garçonete para pagar as contas, enquanto os Richardsons são uma família distintamente rica.

A INTRODUÇÃO DAS WARREN

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

Uma das mais interessantes mudanças estruturais da série para o livro é a introdução das Warren e Elena Richardson. Na série, logo no primeiro episódio, Elena telefona para as autoridades quando vê o Volkswagen antigo de Mia em uma das ruazinhas de Shaker Heights, e ao associar Mia e Pearl àquela ligação, enquanto lhes mostra a casa, é tomada por um sentimento de culpa e faz o possível para alugar a casa para as duas. No livro, nada disso acontece. Logo no início, Mia e Pearl já estão morando na casa da rua Winslow, o que torna a relação entre as duas famílias diferente em seu fundamento. 

No livro, a relação das duas está longe de ter uma base problemática deste modo. A introdução da existência das personagens é feita no Capítulo 2: “No último mês de junho, quando Mia e Pearl se mudaram para a pequena casa na rua Winslow, nem a Sra. Richardson (que, tecnicamente, era a dona da casa) nem o Sr. Richardson (que entregara as chaves) prestaram muita atenção”. 

A SEXUALIDADE DE IZZY

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

No livro, assim como na série, Izzy é uma garota rebelde que não se encaixa muito bem com seus colegas de escola, principalmente por causa da sua atitude combativa. Mas enquanto na série um dos motivos para isso é uma atração de Izzy por sua amiga April, no livro, a sexualidade da garota nunca é explicitamente tratada.

Em um dos casos que remete à série, no livro Izzy também arranja problemas durante uma aula de música. Enquanto no livro isso acontece porque a professora de violino tem uma atitude racista com uma aluna negra, na série o conflito ocorre porque a garota sofre bullying de suas colegas, que implicam com ela por ser lésbica. 

Enquanto a série usa o elemento de preferência sexual como um dos fatores que aproximam Izzy e Mia, o livro de Ng nunca faz referência a isso, se baseando bem mais no elemento artístico presente nas duas. 

A REDAÇÃO DE LEXIE

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

Na série, a redação de Lexie para entrar em Yale demonstra uma de suas maiores insensibilidades, já que a garota apropria a história de Pearl e conta como se fosse sua, o que inclusive causa uma grande ruptura entre a jovem Richardson e seu namorado, Brian. No livro este caso é bem diferente. 

Na obra de Celeste Ng, Pearl idolatra Lexie, e a relação das duas é bem construída nesta dinâmica. Quando Lexie precisa escrever uma redação para Yale, que nada tem a ver com um obstáculo de vida, mas é na realidade uma reimaginação de uma história conhecida, Pearl oferece para escrever a história para ela. A passagem acontece no quinto capítulo:

“Posso ajudar você – disse ela baixinho para que Mia não ouvisse. Então, um instante depois, porque aquilo não pareceu bastar, acrescentou – Sou boa em inventar histórias. Posso até escrever para você.”

A CHEGADA DE BEBE

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

A chegada de Bebe Chow no aniversário da bebê na casa dos McCullough é uma das cenas mais marcantes da série, muito por causa da atuação de Lu Huang ao ver sua pequena filha nos braços de outra família. Mas no livro essa cena não é tão bombástica. 

Na obra de Ng, Mia percebe que Mirabelle é na realidade May Ling e conta para a amiga. Bebe liga para os McCullough e já informa quem é, mas Linda apenas desliga na sua cara. A mãe então vai à residência do casal sozinha, e bate na porta, mas ninguém atende. O relato é feito de Bebe para Mia, que conta que tentou ligar e tentou se explicar, mas o casal chamou a polícia e pediu para que retirassem a mulher de sua casa.  

O INCÊNDIO [CUIDADO COM SPOILERS!]

Little Fires Everywhere
Hulu/Divulgação

[cuidado com spoilers da série e do livro]

Existe uma cena no segundo episódio da série que está retratada de modo bem similar ao livro. Chegando em casa após brigar na aula de música, Izzy encontra Mia e as duas tem uma conversa importante, em que a Warren simplesmente nutre um sentimento bem importante na garota. Depois de ouvir os relatos do que aconteceu na aula, Mia pergunta à Izzy: “Quem disse que você tem que ouvir e ficar calada? Se você não se defender, quem irá?”. 

No livro, neste momento, Mia pergunta para Izzy: “O que você vai fazer em relação a isso?”. Essas são as palavras que ecoam em sua cabeça quando a filha mais nova dos Richardsons percebe todos os acontecimentos que levaram à decisão das Warren de deixar Shaker Heights. “Lexie tinha mentido e usado Pearl. Trip havia se aproveitado dela. Moody a traíra de propósito. Seu pai era um ladrão de bebê. E sua mãe: bom, sua mãe estava na raíz de tudo”. Essa linha de raciocínio faz Izzy tomar a decisão de incendiar a casa, jogando gasolina em cada uma das camas dos irmãos, sem saber que Elena ainda dormia. 

Na série, apesar de indicar que a culpada era Izzy, no fim das contas foram os outros filhos de Elena que decidiram causar o incêndio, mais como um ato de rebeldia pela postura da mãe em relação à filha mais nova do que qualquer outra coisa. 

Alegações de Meghan Markle em documentos legais são ‘perturbadoras’ para família real, diz jornal The Mirror

Duquesa de Sussex afirma que sentiu ‘desprotegida’ durante gravidez

Meghan Markle

Em documentos apresentados à Alta Corte de Londres no processo contra o MailOnline (site do jornal britânico “Daily Mail”), Meghan Markle disse que sentiu “desprotegida” pela família real durante a gravidez de Archie, seu filho com o príncipe Harry. De acordo com a imprensa internacional, ela foi proibida de se “defender” dos ataques que sofreu do veículo, que chegou a publicar trechos de uma carta dirigida a seu pai, Thomas Markle. De acordo com o “The Mirror”, as alegações feitas pela duquesa de Sussex são “perturbadoras” para a rainha e para os príncipes Charles e William.

“Obviamente, isso faz parte das muitas reivindicações que Meghan quer transmitir ao público em público, como parte de sua espetacular briga com a realeza desde que eles partiram para os Estados Unidos”, disse Russell Myers, editor de realeza do jornal. “Não acho que sejam apenas manchetes desconfortáveis. São absolutamente perturbadoras para a família real e eles estão muito angustiados.”

Myers destaca que a rainha ficou “decepcionada” com a decisão de Harry e Meghan deixarem a família real, mas que ela entendeu. “A rainha mencionou como Meghan foi levada para o coração da família e como ficou impressionada com ela. Certamente, essas alegações de que Meghan se sentiu desprotegida, especialmente durante a gravidez, serão muito angustiantes para a rainha, Charles, Kate (Middleton) e William”.

Paulina Wesolowska for ELLE Singapore with Magdalena Chachlica

Photography: Paulina Wesolowska. Stylist: Michal Koszek at Van Dorsen Artists. Hair: Piotr Wasinski at Van Dorsen. Makeup: Aga Wilk at Van Dorsen Artists. Production & Casting director: Anna Rybus at Prospero Production. Model: Magdalena Chachlica.