Os melhores filmes de terror de 2020 (até agora)

Em um ano bastante fora do comum, veja os destaques do gênero no primeiro semestre
ARTHUR ELOI E JULIA SABBAGA

 Elisabeth Moss (Mad MenThe Handmaid’s Tale) estrela ‘O Homem Invisível‘ 

2020 é um ano anormal, e os filmes de terror demonstram isso. Enquanto janeiro e fevereiro tiveram pouquíssimos destaques, as grandes promessas para os meses seguintes tiveram de ser adiadas por conta da pandemia do coronavírus. Agora que o semestre chegou ao fim, vale mergulhar nos inúmeros títulos lançados em streaming on-demand, e também os poucos que conseguiram passar nas telonas, para filtrar quais foram os melhores filmes de terror do começo do ano!

A lista abaixo reflete as obras que tiveram lançamento amplo em 2020, seja no Brasil ou no exterior. Por conta disso, nomes como O Farol Casamento Sangrento, que só chegaram ao país com atraso, ficaram de fora aqui (mas marcaram presença na lista de Os Melhores Filmes de Terror de 2019).

O HOMEM INVISÍVEL

O grande blockbuster de terror do ano é um sucesso de peso, tanto nos cinemas convencionais quanto nos drive-in, tendência da pandemia. Leigh Whannell, cineasta que se desenvolveu ao lado de James Wan, pega um dos monstros clássicos da Universal Pictures e entrega uma versão moderna, altamente perturbadora, repleta de tensão e muito bem dirigida. Elisabeth Moss (Mad MenThe Handmaid’s Tale) também conquista ao retratar uma mulher à beira da insanidade ao acreditar que seu falecido ex-marido abusivo encontrou uma forma de ficar invisível para atormentá-la. O Homem Invisível é de um nível tão alto de qualidade – e retorno financeiro – que definiu a estratégia para o reboot do Dark Universe do estúdio, que já promete um Drácula por Karyn Kusama (Garota InfernalO Convite), e O Lobisomem por Ryan Gosling (Blade Runner 2049).

A COR QUE CAIU DO ESPAÇO

Um clima de filme B, com um visual fantástico de assistir e Nicolas Cage em seu potencial máximo: este é A Cor que Caiu do Espaçocomeback do diretor Richard Stanley, que adapta a história de H.P. Lovecraft. Com um passo relativamente lento e investindo principalmente no elemento bizarro, o longa narra os eventos surreais que se passam com a família Gardner após um curioso meteorito atingir o terreno de sua fazenda. Mas não é exatamente a história que chama atenção na produção, e sim seu visual arrebatador e o clima distintamente único, que fazem de A Cor que Caiu do Espaço um suspense absolutamente original.

AMEAÇA PROFUNDA

Mesmo 40 anos após sua estreia, Alien – O Oitavo Passageiro (1979) continua influente e ousado, ao ponto que inspirou inúmeras cópias e imitações ao longo das décadas. Ameaça Profunda é uma delas, das mais descaradas. Mas isso não impede o divertimento e algumas gratas surpresas. O que a primeira vista parece só um filme de desastre ambiental se torna um terror claustrofóbico e sobrenatural. Além da ação frenética, merece o lugar na lista pelo visual de ponta, com armaduras aquáticas, cenários e criaturas impressionantes.

A CAÇADA

A Caçada é inegavelmente um filme controverso, e isso já havia ficado claro no ano passado, quando ele foi adiado após os tiroteios em Ohio e no Texas. Mas o problema do filme de Craig Zobel não está exatamente no uso de violência, mas sim em sua sátira política vazia. Invertendo a tradição de Hollywood, em A Caçada os vilões são os liberais, que aprisionam e caçam indivíduos politicamente conservadores. A mensagem confusa, no entanto, não atrapalha o resultado final, porque o filme tem uma heroína: Betty Gilpin. Mesmo com discursos que beiram o besta, o filme é divertido, tem ótimas cenas de luta, e é liderado pela performance bombástica da atriz. Esqueça o discurso e as críticas políticas – A Caçada vale a pena.

MARIA E JOÃO: O CONTO DAS BRUXAS

Discutivelmente o primeiro bom terror de 2020, Maria e João é altamente divisivo até entre os fãs do gênero. Se seu ritmo lento decepciona, o filme mais do que compensa com sua estética profana e estilosa. O diretor Oz Perkins pode não ter feito um longa aterrorizante, com sustos a todo momento, mas com certeza impactou a mente daqueles que gostam de experiências como A Bruxa.

YOU SHOULD HAVE LEFT

Lembra daqueles suspenses dos anos 90 e 2000, de um casal, alguns problemas do passado e assombrações sinistras? You Should Have Left é só isso mesmo. Sem grandes truques, o filme de David Koepp (diretor de Ecos do Além A Janela Secreta, e também roteirista de Jurassic Park Missão: Impossível) funciona sem precisar enrolar ou enganar espectador com promessas de grandiosidade. É apenas sobre um casal que vai passar um tempo em uma casa que revela ser bem mais o que parece. Mas os malabarismos visuais e a performance (sempre bem-vinda) de Kevin Bacon fazem do filme uma diversão garantida.

Moschino Cruise 2021 Resort

Moschino Cruise 2021 Resort. RUNWAY MAGAZINE ® Collections. RUNWAY NOW / RUNWAY NEW

Moschino Cruise 2021 Resort “Cutty me, Pretty” collection of Jeremy Scott is very Italian. For the first time Jeremy Scott created collection with strong patriotic style – Italian flag. Very Pretty. RUNWAY MAGAZINE ® Collections. RUNWAY NOW / RUNWAY NEW

Moschino Cruise 2021 Resort. RUNWAY MAGAZINE ® Collections. RUNWAY NOW / RUNWAY NEW
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Moschino Cruise 2021 Resort. RUNWAY MAGAZINE ® Collections. RUNWAY NOW / RUNWAY NEW
Moschino Cruise 2021 Resort. RUNWAY MAGAZINE ® Collections. RUNWAY NOW / RUNWAY NEW
Photo: Giampaolo Sgura / Courtesy of Moschino

Pump Up The Volume

Badara at UNO Models photographed by Aylen Torres and styled by Francisco Ugarte, in exclusive for Fucking Young! Online.

Grooming: Regina Khanipova @reginakhanipova
BRANDS: John Galliano, Kenzo, Prada, Louis Gabriel Nouchi, Eytys, Neil Barrett, Louis Vuitton, Raf Simmons X Templa.

Calvin Klein Swimwear 2020

Calvin Klein Swimwear 2020
Cast: Bella Hadid
Photo: Charlotte Wales

Charlize Theron não estará em filme sobre Furiosa: “Difícil de engolir”

História de personagem de ‘Mad Max’ será vivida por atriz mais nova

Charlize Theron on the red carpet at the 2020 BAFTA

Charlize Theron não estará no filme que conta a história de Furiosa, sua personagem na saga Mad Max. Segundo o site The Hollywood Reporter, o longa será estrelado por uma atriz mais nova, mostrando a juventude da heroína.

A decisão foi do diretor George Miller, que escolheu escalar uma atriz com cerca de 20 anos para o novo filme, que ainda não começou a ser rodado nem tem previsão de estreia.

Charlize falou com o THR sobre a notícia, confessando ter ficado desapontada.

“É difícil de engolir. Olha, eu respeito George completamente, ainda mais depois de fazer Fury Road com ele. Ele é um mestre e eu o desejo apenas o melhor. Sim, deixa meu coração partido, com certeza. Eu realmente amo esse personagem e sou muito grata de ter sido uma pequena parte de sua existência. Eu sempre pensarei sobre ela com carinho. É óbvio que eu amaria ver a história continuar, e se ele acha que essa é a melhor maneira, então confio nele. A gente se prende tanto a pequenos detalhes que esquecemos que o motivo pelo qual somos apegados a isso emocionalmente não tem nada a ver com essas coisas passageiras”, afirmou.

Dolce&Gabbana Alta Sartoria, Palazzo Dolce&Gabbana, July 2020

Como uma viagem italiana pela beleza e pelo amor, cada peça de roupa é inspirada em lugares únicos e lembra lembranças de férias encantadoras.

Cortesia de Sony Music Entertainment Italia S.p.A.

Paris celebra sua primeira Semana de Moda em formato digital

Entre segunda-feira e quarta-feira, marcas de alta costura, incluindo grandes casas como Dior e Chanel, vão desfilar virtualmente
Anna Pelegri, AFP

A modelo Gigi Hadid em desfile realizado pela Chanel na Semana de Moda de Paris, em janeiro de 2020. Foto: Christophe Archambault / AFP

Sem público, sem aplausos, sem selfies. A Semana de Moda de Paris se adapta à nova normalidade pós-covid e será digital pela primeira vez, com vídeos de alta costura a partir de segunda-feira que buscarão suprir a “mágica” das passarelas com engenhosidade tecnológica.

A agitação “fashionista” que invade Paris nesta época do ano será substituída pelos cliques dos internautas conectados a uma plataforma digital. Do curioso ao grande comprador de uma loja de departamentos, todos descobrirão as coleções ao mesmo tempo.

Entre segunda-feira e quarta-feira, marcas de alta costura, incluindo grandes casas como Dior e Chanel, vão desfilar virtualmente. Givenchy e Armani estarão ausentes. Na quinta-feira, a moda masculina assume o palco por cinco dias, com novas marcas convidadas, como o jovem estilista espanhol Archie Alled-Martínez.

YouTube, Google, Instagram, Facebook… A Semana de Moda também será vivida nas redes sociais. O objetivo é que as coleções continuem alcançando o público, apesar da ausência das imagens glamourosas dos desfiles parisienses, ideais para dar a volta ao mundo.

Não é de surpreender que a indústria da moda esteja em uma encruzilhada: atingida pela desaceleração causada pela pandemia, alvo de críticas crescentes por incitar o consumo contínuo e por seu modelo insustentável, as marcas saem do confinamento atingidas economicamente e olhando para o futuro com muitas perguntas.

“A Semana de Moda digital era a única maneira de mostrar o trabalho realizado e retomar a atividade dessas empresas”, resume Gilles Lasbordes, diretor-geral do salão francês Première Vision.

Londres também organizou em junho seu calendário de desfiles on-line e Milão fará o mesmo a partir de 14 de julho.

“Um desperdício”

A Federação Francesa de Alta Costura e Moda propôs que as empresas gravassem vídeos com no máximo 20 minutos. Mas, por exemplo, a estilista Xuan Thu Nguyen precisará de apenas quatro para apresentar quatro “looks”. “Este é um vídeo artístico, que as pessoas poderão ver quantas vezes quiserem, acho mais interessante do que apresentar uma coleção inteira”, disse à AFP a holandesa de origem vietnamita, cujo vídeo de alta costura será transmitido na segunda-feira.

À frente de sua empresa parisiense Xuan, essa estilista se sente confortável com esse formato. “Não faz sentido criar tantos vestidos (para um desfile). Em cada coleção, há um tema a ser declinado: longo, curto, azul, vermelho… É um desperdício”, afirma.

O italiano Maurizio Galante também aprova essa experiência: “O desfile e o vídeo são como teatro e cinema, com linguagens completamente diferentes”, diz ele. No primeiro, “as energias circulam, mas perdemos muitos detalhes”, no segundo, “a mensagem que queremos transmitir é passada com sucesso”.

Mas para Xuan, essa nova normalidade na moda é apenas uma “pausa”, antes que as coleções brilhem novamente nas passarelas. “Eu poderia viver sem os desfiles, mas acho que no final alguém acabará sentindo falta”, acredita.

Uma opinião compartilhada por outras marcas emblemáticas: “Luxo é emoção e nada é tão emocional quanto uma passarela real. A eletricidade desse momento criativo, os prazos, a adrenalina…”, comentou recentemente o presidente da Dior, Pietro Beccari.

Para outros, a pandemia agiu como uma “revelação”. Gucci anunciou que apresentaria apenas duas coleções por ano e Saint Laurent retirou-se do calendário oficial de 2020 para trabalhar de acordo com a “criatividade”.

Por enquanto, resta ver como esta Semana de Moda sem precedentes será recebida e como será organizada a seguinte.

O próximo programa de “prêt-à-porter” em Paris, previsto para o final de setembro, será realizado segundo “as recomendações oficiais” em termos de medidas sanitárias, de acordo com os organizadores.

Facebook e WhatsApp param de ceder dados de usuários de Hong Kong ao governo

A empresa informou que vai dar uma pausa nas análises até entender melhor como será a implementação da Lei de Segurança Nacional aprovada pela China
Por Agências – Reuters

Aprovada, a nova legislação coloca Hong Kong sob maior controle da China

WhatsApp, de propriedade do Facebook, informou nesta segunda-feira, 6, que interrompeu o processamento de solicitações de autoridades de segurança por dados de usuários em Hong Kong. O WhatsApp está “pausando” essas análises, aguardando uma avaliação mais aprofundada do impacto da Lei de Segurança Nacional aprovada pela China, incluindo due diligence formal sobre direitos humanos e consultas com especialistas da área, disse um porta-voz da empresa em comunicado.

A região de Hong Kong tem acesso irrestrito à internet, ao contrário da China continental, onde sites como GoogleTwitter e Facebook são bloqueados.

Na semana passada, o Legislativo chinês aprovou uma lei de segurança nacional em Hong Kong, preparando o cenário para as mudanças mais radicais na história da ex-colônia britânica desde que voltou ao domínio chinês há 23 anos.

A abrangente legislação coloca Hong Kong sob maior controle da China. Alguns moradores de Hong Kong disseram que estavam revisando suas postagens anteriores em redes sociais sobre os protestos pró-democracia e a lei de segurança, e excluindo aquelas que eles achavam que seriam vistas como sensíveis.

A lei também colocou a China ainda mais no caminho de uma colisão com os Estados Unidos, com o qual já está envolvida em conflitos sobre comércio, o mar do sul da China e o coronavírus.

Uber compra serviço de delivery de comida Postmates por US$ 2,65 bi

Após falhar em não conseguir comprar o Grubhub, popular nos EUA, a empresa fez uma oferta para comprar a Postmates e aumentar sua abrangência no serviço de delivery de comidas durante a pandemia
Por Agências – Reuters

O Uber ofereceu um prêmio de cerca de 10% sobre a última avaliação de US$ 2,4 bilhões da Postmates

Uber anunciou nesta segunda-feira, 6, a aquisição do serviço de entregas  de refeições Postmates. Popular nos EUA, a empresa custará US$ 2,65 bilhões aos cofres do Uber, que busca expandir seu alcance no setor de serviços de entregas de comida, conforme mais pessoas fazem pedidos de suas casas em meio à pandemia de coronavírus.Pressionado por seus principais negócios de transporte em todo o mundo, o Uber ofereceu um prêmio de cerca de 10% sobre a última avaliação de US$ 2,4 bilhões da Postmates.

A transação foi bem recebida pelo mercado: após seu anúncio, as ações do Uber operam com alta de 5% na bolsa de valores de Nova York às 12h130 (horário de Brasília). 

A negociação ocorre apenas algumas semanas depois que o Uber se afastou de um acordo para comprar o Grubhub, o que daria ao serviço de entrega de restaurantes do Uber uma vantagem sobre o líder de mercado DoorDash. Pouco tempo depois, o Grubhub foi adquirido em junho pela Just Eat, em um acordo de US$ 7,3 bilhões.

“À medida que mais pessoas e mais restaurantes passaram a usar nossos serviços, o volume de pedidos do Uber Eats cresceram mais de 100% no 2º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior”, disse Dara Khosrowshahi, presidente executivo do Uber. Os conselhos de ambas as empresas aprovaram a transação e os acionistas que possuem a maioria das ações em circulação da Postmates se comprometeram a apoiar o acordo, acrescentou. A transação ainda precisa ser avaliada por autoridades regulatórias. 

Fundada em 2011, a Postmates responde por 8% do mercado de entrega de refeições nos EUA em maio. Quem lidera é o DoorDash, independente, que tem uma participação de mercado de 44%, segundo a empresa de análise Second Measure. Já o UberEats está em segundo lugar, com cerca de 20% do mercado americano – a nova empresa criaria uma segunda força, mas ainda distante do DoorDash. 

Na visão de analistas, a aquisição foi um passo correto para a estratégia do Uber. “É a aquisição certa no momento correto, enquanto o mercado de comida por aplicativos está se consolidando cada vez mais rápido”, disse Dan Ives, da corretora Wedbush Securities. Para ele, ao contrário da compra do Grubhub, a aquisição da Postmates não terá problemas em passar pelo aval das autoridades antitruste. Na visão de Sérgio Molinari, presidente da consultoria Food Consulting, “a aquisição da Postmates acelera a aproximação do Uber Eats com estabelecimentos menores, independentes e locais nos EUA”.