Novo coletivo “Arquitetas em rede” reivindica maior representatividade feminina na profissão

Movimento foi lançado neste mês e reúne 450 profissionais que pedem por equidade no mercado de trabalho

O dia 1º de julho marca a data escolhida, no Brasil, para celebrar o Dia Mundial da Arquitetura, e foi também a data escolhida para o lançamento do movimento “Arquitetas em rede”, coletivo que busca mais representatividade e equidade entre os gêneros na arquitetura e urbanismo. O movimento, que se define como horizontal e suprapartidário, já conta com mais de 450 profissionais integrantes. O grupo promoverá grupos de trabalho e pesquisa, lives, debates, e ações conjuntas com outras entendidades e movimentos civis.  

Segundo dados do CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil), as mulheres representam 62,6% de todos os profissionais da área em todo o território nacional. No entanto, mesmo sendo maioria, elas enfrentam maiores dificuldades de reconhecimento profissional e desigualdades salariais. “Em São Paulo, elas ganham em média 15% a menos que os homens, internacionalmente receberam apenas 9% das premiações Pritkzer e a primeira vez em que uma mulher foi honrada com o Colar de Ouro do IAB aconteceu 50 anos depois do primeiro homem”, diz o perfil do movimento no Instagram.

Novo coletivo "Arquitetas em rede" reivindica maior representatividade feminina na profissão (Foto: Divulgação)

Outro ponto importante é que o movimento reconhece que estas discriminações se agravam de acordo com a cor da pele, gênero e sexualidade e a classe social com as quais as profissionais se identificam. O grupo promete discutir o antirracismo na profissão, e conta com integrantes que também participam de outros coletivos nacionais importantes, como o Arquitetas Negras.

Para participar do movimento, a profissional deve se cadastrar preenchendo este formulário, e, depois de aprovada, a arquiteta será adicionada aos grupos de Telegram e Facebook onde serão discutidos os próximos passos em conjunto. As primeiras ações do grupo incluem a montagem de grupos de trabalho, chamados de GTs. Este grupos se dividirão em GTs de pesquisa (com arquitetas trazendo números e análises), de comunicação (para a interlocução com a imprensa), de articulação (para alinharem movimentos conjuntos com outras entidades, movimentos e ONGs) e de eventos (para promoção de lives e debates). O movimento não possui lideranças nem distinções hierárquicas, e as tomadas de decisões serão feitas coletivamente.

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