Cameron Diaz lança sua marca de vinhos, Avaline, feitos na Espanha e na França

Cameron Diaz lança sua marca de vinhos, Avaline | Divulgação

A atriz americana Cameron Diaz acaba de lançar sua marca de vinhos, a Avaline, junto com a empresária de moda Katherine Power. São dois rótulos, um branco e um rosé (leves e refrescantes), ambos orgânicos e veganos (o procedimento de clarificação da bebida não utiliza componentes de origem animal).

Numa rede social, a atriz conta que tudo começou há dois anos, “em uma linda tarde de Los Angeles”.

São dois vinhos: branco e rosé | Divulgação

“Sempre acreditei que a chave para o bem estar é o equilíbrio. Criar um vinho limpo me ajuda a encontrar esse equilíbrio”, escreveu.

O branco é do Penedès, na Espanha, feito com uvas Macabeo, Malvasia e Xarel-lo, (as mesmas uvas dos espumantes Cava), e o rosé, francês, da região da Provence, feito com Cinsault, Grenache, Cabernet Sauvignon, Syrah e Caladoc.

Vinhos orgânicos e veganos | Divulgação

“A maioria das boas lembranças começa com uma taça de vinho”, postou Cameron Diaz esta semana. “Uma marca de vinhos limpos. Sabemos o que se passa em tudo o que colocamos em nossos corpos, por que o vinho deve ser diferente? Lançamos o Avaline com o desejo de trazer transparência ao vinho que vai em seu copo. Quando você não precisa se preocupar com o que entra na sua taça, pode deixar o vinho trabalhar sua mágica, transformando momentos em belas lembranças”, continuou a atriz, que soma sete milhões de seguidores no Instagram (@camerondiaz).

Os vinhos Avaline ainda não chegaram por aqui. [Bruno Calixto]

Monster Hunter | Live-action com Milla Jovovich, tem estreia adiada para 2021

Novo filme de Paul W. S. Anderson chegaria aos cinemas em setembro
GABRIEL AVILA

Monster Hunter Movie – Milla Jovovich

Monster Hunter, adaptação live-action do game de mesmo nome, teve sua estreia adiada para 23 abril de 2021. Dirigido por Paul W. S. Anderson e protagonizado por Milla Jovovich, o filme chegaria aos cinemas em setembro. O longa ainda não ganhou uma nova data para estrear em cinemas brasileiros.

Em Monster Hunter, Jovovich é a Tenente Artemis e no cartaz a personagem está empunhando a enorme espada Giant Jawblade. O personagem de Tony Jaa, chamado apenas de O Caçador, está equipado com um Grande Arco de Caça. O cenário desértico ao fundo é inspirado na região de Wildspire Wastes do game Monster Hunter: World.

Monster Hunter é uma franquia de RPGs da Capcom que começou no PlayStation 2 e se passa em um universo no qual existem vários monstros para serem caçados ou capturados. O jogo gerou derivados como animes, mangás, jogos de cartas e quadrinhos.

Com orçamento de US$ 60 milhões, o filme já começou sua produção, na África do Sul. Paul W.S. Anderson dirige e produz o filme, previsto para estrear em 4 de setembro nos cinemas.

‘Pessoas mais brancas encontram trabalho e casamento’: a terrível realidade do racismo nos países da Ásia

Inspiradas pelo movimento Vidas Negras Importam, mulheres em Índia, Tailândia e Filipinas lutam contra a preferência pela pele branca e obrigam empresas do setor de cosmética a mudarem seus produtos
AFP

Protestos de mulheres na Índia e em outros países asiáticos têm feito gigantes da indústica coméstica modificar nomes e até tirar do mercado produtos para o clareamento da pele Foto: Divulgação

Cansada de ouvir que deveria embranquecer sua pele quando criança, a estudante indiana Chandana Hiran simboliza a luta contra a obsessão da Ásia com a pele clara, um combate alimentado pelos protestos mundiais contra o racismo. Para a jovem, cuja petição online contra o creme clareador Fair & Lovely, da Unilever, foi assinada por dezenas de milhares de pessoas, a decisão da multinacional de mudar o nome de produtos cosméticos que usavam termos como “clara”, “leve” e “branca” já é uma vitória.

Sob pressão do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português), as gigantes de cosméticos L’Oréal e Johnson & Johnson também anunciaram medidas semelhantes. Mas, muitos consideram que essas iniciativas não cortam o problema: preconceitos enraizados na sociedade. Na Índia, a pele pálida está associada à riqueza e à beleza, especialmente para as mulheres.

— As pessoas acreditam que se você tem pele escura, nada terá na vida — explica à agência de notícias AFP Chandana Hiran, 22 anos.

Esse estereótipo é perpetuado nos filmes de Bollywood, em que as atrizes costumam ter pele clara, e na publicidade. Os jornais indianos estão cheios de anúncios de casamentos de conveniência que exigem candidatas com pele “branca leitosa”.

Empregada doméstica de 29 anos em Nova Délhi, Seema aplica o creme Fair & Lovely desde os 14 anos. Todas as mulheres da família o usam, incluindo sua filha de 12 anos.

— Quando vejo publicidade sobre cremes para clareamento da pele, eles parecem um bom produto. Mostram que, quando as pessoas ficam mais brancas, encontram trabalho e recebem propostas de casamento.

A colonização britânica na Índia reforça esses estereótipos, que já estavam estabelecidos no sistema tradicional de castas que estrutura a sociedade desse país de 1,3 bilhão de habitantes, segundo os pesquisadores.

— O preconceito é: as castas superiores têm pele mais clara que as castas inferiores — explica Suparna Kar, socióloga da Universidade Christ em Bangalore.

Essa preferência pela pele branca não é exclusiva da Índia e se espalha por todo o continente asiático. A indústria de produtos de branqueamento é um dos mercados mais dinâmicos do setor de cosméticos e representará 27,5 bilhões de euros até 2024, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de alguns deles causarem sérios problemas de saúde.

Na Tailândia, a publicidade para esses produtos está em todo lugar na capital Bangcoc. A blogueira Natthawadee “Suzie” Waikalo, de 25 anos, denuncia o racismo que permeia a sociedade tailandesa. Nascida de pai malinense e mãe tailandesa, ela sofreu muitos ataques devido à cor de sua pele. Chegou a ser demitida do emprego porque seu chefe achava que a pele negra “dava uma imagem ruim à empresa”.

“É uma sensação horrível que você nunca esquece”, relatou recentemente em uma conferência na Associação Tailandesa de Jornalistas Estrangeiros.

Também nas Filipinas, muitos homens e mulheres usam substâncias branqueadoras. Uma tez mais clara está associada a uma “personalidade agradável”, diz Gideon Lasco, antropólogo da Universidade das Filipinas. A blogueira filipina Patricia Terrado, 26 anos, lançou uma campanha online para atrair seus concidadãos a preferir sua cor natural da pele.

— Você tem o poder de criar sua própria definição de beleza, independentemente da cor da sua pele.

4 Concepts For Synthesizer Improvisation

Hoje, Natalie Chami – que você pode conhecer como TALsounds ou de seus vídeos anteriores do Reverb – está aqui conosco hoje para compartilhar suas técnicas de improvisação ao vivo com sintetizadores.

‘Generation Q’ resgata o mundo de ‘L word’ com novas agregadas

The L word: Generation Q” (Foto: Divulgação)

Exibida aqui pelo canal Warner, “The L word” fez muito sucesso para além da comunidade gay. A série — que estreou em 2004 e foi até 2009 — encantava ao retratar um grupo de lésbicas vivendo em Los Angeles. Dramas, relações amorosas, humor e glamour levavam esse enredo. Ele teve também, claro, o grande mérito de furar uma fronteira ao tratar de um universo nunca abordado de forma tão ampla pela televisão. Ao sair do ar, deixou saudades e nunca foi esquecido. Prova disso é a estreia agora de “The L word: Generation Q”, no ar na Amazon Prime Video.

A nova série mistura personagens da trama original a outras, egressas da tal “geração Q”, seja isso o que for. O primeiro episódio promove a reconexão com o público de antigamente de saída. E conquista rapidamente quem estiver chegando agora. Reencontramos as antigas heroínas bem situadas na vida. Bette (Jennifer Beals) concorre à prefeitura da cidade e é mãe de uma adolescente com os traços de rebeldia clássicos da idade. Alice (Leisha Hailey) se tornou uma bem-sucedida apresentadora de um programa de entrevistas na TV. A mais aguardada de todas, Shane (Katherine Moennig), só surge no terço final do capítulo, mas chega chegando. Ela vem da França, onde foi dona de um salão de cabeleireiros. Vendeu o negócio e não tem problemas financeiros, ao contrário: se instala numa cobertura de luxo. Sua vida afetiva, entretanto, parece enrolada. O novelão serve de pretexto para tratar de representatividade, maternidade, dinheiro e poder, entre outros temas. Como a história original, “Generation Q” é um programão. [PATRÍCIA KOGUT]

Na pandemia, habilidades comportamentais passam a ser ainda mais valorizadas por empresas

Capacidade de se adaptar facilmente a mudanças, como a adoção do home office, se tornou a competência mais desejada, segundo pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half
Texto: Luciana Dyniewicz e Renée Pereira

quarentena imposta pela pandemia do coronavírus alterou o modo de trabalhar das pessoas, que agora, em grande parte, atuam de casa, se reúnem virtualmente e têm menos oportunidades de trocar uma ideia com os colegas de profissão. Essas mudanças exigem um profissional diferente também, e os recrutadores já começam a dar mais peso para algumas habilidades que, antes da quarentena, não eram tão relevantes.

Uma pesquisa da companhia de recrutamento Robert Half mostra que adaptabilidade é a competência mais valorizada hoje por causa da pandemia, seguida por resiliência e flexibilidade. Em julho do ano passado, um levantamento semelhante mostrava que flexibilidade aparecia apenas na sétima posição no ranking das habilidades mais desejadas nos empregados pelas empresas. À época, adaptabilidade e resiliência não apareciam nas opções de resposta.https://arte.estadao.com.br/uva/?id=zKwJvz&show_brand=false

“Houve uma mudança na busca por um tipo de comportamento. As empresas hoje querem saber como uma pessoa se adaptou ao trabalho em home office”, diz Bruno Barreto, especialista em recrutamento da Robert Half. Barreto lembra que quem é contratado hoje vai começar a trabalhar já de casa, sem conhecer a empresa fisicamente nem sua equipe, o que exige que o profissional consiga se adaptar rápido a um ambiente mais desafiador. “Tem de ser alguém que também vá atrás das coisas, não tenha medo de perguntar e seja auto gerenciável.”

Segundo o presidente da consultoria de recursos humanos Luandre, Fernando Medina, a capacidade de aprender e reaprender processos também terá mais relevância a partir de agora. “Hoje, tudo está em constante evolução. Portanto, esse tipo de competência se torna mais importante, independentemente da função do candidato”, diz o executivo.

“Houve uma mudança na busca por um tipo de comportamento. As empresas hoje querem saber como uma pessoa se adaptou ao trabalho em home office”Bruno Barreto, especialista em recrutamento da Robert Half

O presidente do PageGroup no Brasil, Gil van Delft, destaca que as “soft skills”, como são chamadas as habilidades comportamentais, já vinham ganhando importância nos processos seletivos antes da quarentena. Isso porque é mais difícil ensinar um funcionário a lidar emocionalmente com um problema profissional do que orientá-lo a usar uma ferramenta técnica. Com a pandemia, porém, essas habilidades se tornaram preponderantes.

Resiliência e criatividade passaram a ser mais demandados, diz Van Delft DIVULGAÇÃO/PAGEGROUP

“Adaptabilidade era algo já valorizado porque as empresas estão se transformando muito rapidamente. Mesmo assim, esse movimento (de valorizar a competência) se acelerou muito com a covid. De abril para maio, as empresas redesenharam estratégias, se reinventaram, fecharam unidades de negócio. Então, a adaptabilidade se tornou ainda mais importante”, diz.

Van Delft acrescenta que resiliência e criatividade para momentos difíceis como os atuais também passaram a ser mais demandados. “Tudo que se fazia antes talvez não seja possível ou viável agora. Por isso, o fator criativo é muito importante.” Capacidade para tomar uma decisão rapidamente é outra característica que os recrutadores têm levado em conta, acrescenta ele.

Além da capacidade de se adaptar facilmente, outras habilidades comportamentais necessárias sobretudo para um trabalho realizado remotamente têm sido foco dos recrutadores. Na avaliação da diretora de Operações da Catho, Regina Botter, o cenário pós-pandemia exigirá dos trabalhadores mais habilidade para lidar com as diversas ferramentas digitais, uma vez que o home office deverá se consolidar no País. Isso demandará mais capacidade de autogestão, gerenciamento de tempo e disciplina.

No caso de trabalhadores em cargos mais elevados e que comandam equipes, as empresas procuram agora que eles tenham mais empatia e boa capacidade de comunicação. Empatia se tornou algo desejado para garantir que o chefe compreenda as dificuldades pessoais e familiares que os profissionais estão enfrentando e que possam afetar o trabalho. “Uma pandemia mexe com a estabilidade emocional das pessoas. O chefe tem primeiro de saber como a pessoa está, se ela consegue fazer uma ligação naquele horário com uma criança em casa”, diz Van Delft. Já a comunicação tem sido valorizada em um momento em que a transparência com os funcionários e os clientes é vital.

O crescimento do home office também tem exigido maior capacidade de se organizar e liderar equipes em ambientes híbridos, afirma o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Almeida. “Junta-se a isso a necessidade de maior habilidade colaborativa e a capacidade dos candidatos para ampliar o seu capital social (número e qualidade de conexões em rede).”

ANTES E NA HORA DA ENTREVISTA 

Diante da necessidade de encontrar profissionais com maior capacidade de adaptação e flexibilidade, analisar como os candidatos respondem emocionalmente aos problemas corporativos ganhou destaque nos processos de seleção. Normalmente, os recrutadores apresentam entraves que aparecem no dia a dia da empresa, considerando a cultura da companhia que está com a vaga aberta, e perguntam ao profissional como ele reagiria. Também é comum que peçam para que o candidato conte situações desafiadoras em sua vida profissional ou em sua carreira e qual foi a solução adotada nesse momento.

Um modo de se preparar para essas fases da seleção é analisar toda a sua carreira e até mesmo a vida pessoal, diz Van Delft. Repensar as decisões tomadas, as dificuldades e os modos de reação. “Experiência todo mundo tem. Você precisa conseguir preparar algum caso ou exemplo e colocá-lo na entrevista. Recomendo que a pessoa faça um teste na frente do espelho ou com um familiar”, afirma.

Bruno Barreto, da Robert Half, lembra que, apesar de ser muito difícil alguém aprender de forma rápida a se adaptar a mudanças, algumas habilidades importantes, como resolver várias questões simultaneamente, podem ser desenvolvidas com o tempo. “É preciso se desafiar, buscar informações. Questionar também é muito importante. Nesse novo momento, o candidato pode olhar para sua vida pessoal, ver quantas tarefas faz em casa ao mesmo tempo e levar isso para a empresa.”


80% dos recrutamentos são feitos por videochamadas

A pandemia da covid-19 mudou também o processo de seleção de pessoal. Com as pessoas confinadas em casa, todo o formato de recrutamento passou a ser digital, desde a entrega de currículos até a entrevista, testes e dinâmicas em grupo. Uma pesquisa da Catho, com 800 recrutadores, mostra que quase 80% das seleções feitas durante a pandemia ocorreram por meio de videochamadas. Outros meios, como ligações telefônicas e WhatsApp, também foram usados no processo.

“O tempo de recrutamento ficou mais curto, ágil e barato”, afirma o presidente da empresa de recursos humanos Luandre, Fernando Medina. Por outro lado, o modelo online requer mais habilidade por parte do candidato, que muitas vezes não está acostumado com o vídeo. “Isso gera um grau de ansiedade maior no trabalhador e exige mais discernimento por parte do recrutador durante a entrevista”, afirma a diretora de recursos humanos da Randstad, Maria Luiza Nascimento. Segundo ela, o entrevistador precisa saber avaliar o nível de estresse do candidato e, se necessário, interromper a entrevista. “Já tivemos casos de gente interrompendo o processo para retomar em outro dia por causa da ansiedade do trabalhador.”

Professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Almeida acredita que, mesmo ao fim da pandemia, boa parte do processo de recrutamento continuará online. Isso vai criar um novo nicho de mercado, que é o de empresas que ajudam a preparar o candidato para lidar com as seleções online. “O objetivo é causar empatia com o entrevistador”, diz ele, destacando que no exterior algumas companhias usam algoritmos para ler a expressão facial dos candidatos. “Esses programas ajudam as empresas a contratar os melhores candidatos.”

“Já tivemos casos de gente interrompendo o processo para retomar em outro dia por causa da ansiedade do trabalhador”Maria Luiza Nascimento, diretora de recursos humanos da Randstad

No Brasil, a empresa Gupy oferece um software de inteligência artificial para empresas que estão recrutando. Através de um algoritmo, mais de 200 características do candidato, como experiência e cursos, são analisadas e cruzadas com as demandas da vaga. A ideia é encurtar o processo de seleção.

Apesar da crise global gerada pela pandemia, a Gupy dobrou a receita no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2019, dada a necessidade de as empresas realizarem seus processos seletivos pela internet. Segundo o cofundador da empresa Guilherme Dias, em março e abril, houve queda no uso do software por clientes, mas aí a companhia criou um novo serviço para o período, que adota estratégias de marketing para a área de recursos humanos. “Passamos a criar conteúdo para educar os candidatos. No meio da pandemia, a empresa apresenta, em vídeos, sua cultura e seus valores. Tudo isso mesmo sem ter uma vaga aberta. Quando abrir a vaga, é mais fácil encontrar o candidato ideal.”

Gupy, de Guilherme Dias, dobrou a receita no segundo trimestreINGRID CAMARGO/DIVULGAÇÃO

Dias conta que, antes da quarentena, indústrias costumavam entregar folhetos de vagas abertas em pontos de ônibus. Agora, isso precisou passar para a esfera digital. E empresas que ainda faziam questão de entrevistas presenciais estão vendo que as online também podem funcionar.


EXPEDIENTE

 Editor executivo multimídia: Fabio Sales / Editora de infografia multimídia: Regina Elisabeth Silva / Editores assistentes multimídia: Adriano Araujo, Carlos Marin, Glauco Lara e William Mariotto / Designer multimídia: Lucas Almeida / Infografista multimídia: Mauro Girão / Editor de Economia: Alexandre Calais / SEO Brenda Zacharias e Igor Moraes 

Brasileira Valentina Sampaio é primeira mulher trans na Sports Illustrated

Modelo posou para uma edição de roupas de banho

Valentina de maiô na Sports Illustrated Foto: Sports Illustrated

A top Valentina Sampaio é a primeira mulher trans a posar para a famosa Sports Illustrated. Em um maiô branco recortado, a brasileira, de 23 anos, aparece em uma edição da publicação voltada para roupas de banho. Valentina acredita que ser convidada para a edição foi um passo não só para sua carreira mas para toda a comunidade LGBTQIA+.

“Fiquei cheia de tantas emoções de felicidade quando ouvi a notícia! O sentimento era surreal”, disse Valentina à Revista People. “Estar no SI Swim sempre esteve na minha lista de itens a serem alcançados em minha carreira. É um sonho realizado em muitos níveis. A SI foi uma conquista profundamente significativa. Vir de um espaço de medo e marginalização, até ser incluída em uma das revistas mais emblemáticas que realmente abraça e celebra a diversidade – é uma mudança de vida “, comemora.

Modelo posou para a Sports Illustrated Foto: Sports Illustrated
Modelo posou para a Sports Illustrated Foto: Sports Illustrated

A modelo já estava no radar da publicação há algum tempo. A editora da revista MJ Day diz que foi um grande privilégio trabalhar com Valentina. “Toda mulher que representa um ‘primeiro’ faz isso com o entendimento de que, com os elogios e o apoio que acompanham esse título, o escrutínio e a negatividade também se seguem. A força e a resiliência de seu espírito e altruísmo não devem passar despercebidos “, explica Day.” Estou tão orgulhosa que ela escolheu nos trazer aqui sua mensagem de esperança e aceitação”, completou. [O Globo]

Como começar uma horta caseira agora

Primeiros passos para fazer uma horta em um cantinho qualquer do seu apartamento
ROBERTA MALTA

Hortas precisam de pelo menos quatro horas de luminosidade (Foto: Divulgação)

Quem tem o privilégio de passar esta pandemia em casa certamente já observou o crescimento das plantas e, não raro, tomou gosto por cultivá-las. Verdade é que que falta de tempo ou uma vida na rua não são mais desculpas para deixar as folhas murchas e sem viço. Sem falar que o cuidado com elas vale, muitas vezes, como atividade terapêutica. Conversamos com a agrônoma Laís Castro, responsável pelas mais de 60 variedades de hortaliças e ervas da Fazenda Bananal, em Paraty, no estado do Rio, e listamos aqui dicas para você fazer seu próprio canteiro. 

O espaço
A primeira coisa para quem quer começar a plantar ervinhas em casa é escolher o lugar em que elas ficarão. Vale lembrar que plantas gostam de luz. Assim, é importante escolher um espaço que receba pelo menos quatro horas de luminosidade por dia — mesmo as espécies que curtem sombra precisam disso. Hortaliças mais folhosas, como alface, rúcula, acelga e chicória, precisam de luz direta. Já as ervas, como melissa, capim-limão, hortelã e erva-cidreira, toleram meia-sombra.

Os vasos
Recipientes de diversos formatos e tamanhos conferem movimento à sua horta. Garrafas pet, potes de plástico, e até caixas de leite podem servir como vaso. É importante lembrar só de fazer furinhos no fundo para escoar a água.

A terra
Um solo fértil, rico em matéria orgânica, garante boa parte da saúde das plantas. Para cultivar boas plantas, é necessário um solo fértil, rico em matéria orgânica. A sugestão aqui é comprar terra preta, que já vem rica em nutrientes, vendida em floriculturas e casas para construção.

O tempo
A natureza tem tempo próprio, não adianta querer acelerar processos. Mas algumas plantas se desenvolvem mais rapidamente do que outras. A rúcula e o rabanete, por exemplo, levam de 30 a 40 dias para ir para o prato. Alface, acelga, chicória e temperos demoram, em média, dois meses.

A saúde
Plantas amareladas, tortas, com pintas ou pontas queimadas não estão saudáveis. Tente mudar de lugar, inverter a exposição ao sol e modificar o hábito de rega. Uma espécie satisfeita com as quantidades de luz e sol que recebe vai apresentar viço, brilho e produzir folhas novas. 

Como regar
Os melhores horários para regar as plantas são no início da manhã ou no fim da tarde, sempre uma vez por dia — a exceção são os tempero que só têm sede três vezes por semana. Se a rega for feita ao meio-dia, grande parte da água vai evaporar, além de o horário propiciar a proliferação de fungos por ser mais quente. Para checar se terra está com a quantidade certa de água basta apertar um montinho com as mãos. Se sair água, é sinal de que está encharcada; se esfarelar, seca demais; se moldar, como massinha, está úmida, perfeita.https://f612cbc66220a47a29368aa434df60cd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Os temperos
Uma boa ideia para quem está começando é cultivar ervas que já venham com raízes. Para plantar a salsinha comprada na feira, basta colocar o molho na água e depois de sete dias passar para a terra. Para a cebolinha, é só deixar dois dedos da parte branca na água para estimular o enraizamento e, após uma semana, fazer a mudança para o vaso. O mesmo vale para o alho-poró, desde que ele esteja com raiz.

As sementes
Leia sempre as instruções da embalagem para saber se a época é ideal para plantar aquela espécie. A maioria delas pede um plantio não muito fundo, já que grandes quantidades de terra podem funcionar como barreiras no desenvolvimento das sementes.

De volta às lojas?

Mais atento às consequências de suas compras, consumidor de design e decoração ensaia um retorno gradual aos pontos de venda
MARCELO LIMA – O ESTADO DE SÃO PAULO

Vendedora da loja Blue Gardenia, nos Jardins, entrega pedido pelo sistema drive-thru Foto: Marcia Dadamos

Em condições normais de temperatura e pressão, estaríamos agora no auge da temporada de liquidações. Época em que as lojas costumavam queimar seus estoques para a alegria de quem sonhava renovar o visual da sala ou que esperava arrematar aquele objeto de desejo, há muito acalentado, por um preço menos proibitivo. 

Diante do quadro atual, porém, longas filas ou disputas braço a braço nunca pareceram tão distantes. Ainda assim, após meses observando a vida pelas janelas, é natural que a reabertura das lojas de design e decoração estimule no consumidor a vontade de sair. Ao menos para dar uma espiadinha nas vitrines em busca de boas ofertas. Nada, claro, comparável à maciça corrida aos pontos de venda de anos anteriores.

Para o comércio, a crise é sem precedentes e a expectativa de ampliar as vendas, naturalmente grande. O isolamento social representou o fechamento quase que total dos pontos de venda, afetando tanto os pequenos negócios, quanto as redes de varejo. E gerando perdas ainda difíceis de mensurar. Com a queda do faturamento, todos buscaram refúgio no comércio online e, nesse sentido, podemos dizer que a paralisação representou um acelerador no processo de digitalização das operações. Hoje é possível encontrar mais produtos na internet do que nas próprias lojas e, por certo, a maioria dos clientes já se deu conta disso. 

O desejo de voltar a frequentar as lojas físicas, porém, permanece latente. O consumidor parece não ter ficado imune aos dias vividos em quarentena, hoje se conhece melhor e, para muitos, promover mudanças urgentes na forma que vivenciam suas casas se tornou objetivo de primeira ordem. E isso, fatalmente, deverá ter impacto nos espaços comerciais, reais ou virtuais.

Ao que tudo indica, o cliente pós-pandemia estará mais bem informado e mais atento do que nunca às consequências de suas compras. Não apenas para seu bolso, mas para a própria saúde do planeta. De repente, ainda que por vias tortas, o longo retiro nos mostrou que é possível – e muitas vezes até mais prazeroso – consumir menos, não produzir tanto lixo e, no final, dar a ele a destinação adequada. 

Ao mesmo tempo, aprendemos que comprar apenas o que precisamos pode ser bem mais interessante do que ceder a compras de impulso, já que o barato, muitas vezes, pode sair caro. Comprar pelo menor preço, sim. Mas apenas aquilo que for realmente útil e durar o maior tempo possível.

Frente a móveis e objetos, por exemplo, percebemos a importância de valorizar a autenticidade, de optar por soluções mais simples, de reciclar nosso acervo e, fundamentalmente, de adotar de uma vez por todas a cultura do “let it go”. Ou, em livre tradução, o princípio de abrir mão do que não usamos mais para só então pensar em novas aquisições. Evitando assim o desperdício e o acúmulo desnecessários.

Por outro lado, em sua nova dinâmica, a casa tem tudo para se converter em poderoso propulsor de vendas. É preciso, por exemplo, criar condições para que um escritório possa ser instalado em meio a um quarto ou uma sala. Que o banheiro possa estar adaptado à prática da meditação, ou ainda que a cozinha possa abrir espaço para longos papos. Ao redor da mesa e ao pé do fogão. Como antigamente. 

De uma coisa, porém, todos podem estar certos: cada vez mais buscaremos uma conexão pessoal com tudo aquilo que pretendemos comprar. E o espaço físico das lojas não foge à regra. No novo normal, ser recebido de forma calorosa, contar com informações precisas e, em última análise, ter a oportunidade de tocar os produtos prometem se tornar itens tão essenciais quanto dispor de álcool gel sempre à mão, ou manter as condições recomendadas de distanciamento mínimo.

Olhando mais adiante, é possível até imaginar um progressivo, desde que seguro, afluxo às lojas, com um consequente reaquecimento das vendas. “A maioria dos meus clientes hoje faz videoconferências a partir de seus quartos”, comenta uma conhecida designer de interiores. Segundo ela, trata-se de uma realidade sem volta e que vai demandar um verdadeiro redesenho dos espaços da casa, além de móveis e equipamentos radicalmente novos. O que, convenhamos, já é um bom começo.