Já ouviu falar em galeria ‘figital’? Conheça a Paralela, que inaugura amanhã

Scroll down to content

A galeria virtual com ambientação real tem idealizacçai e curadoria de Marina Ribas e obras feitas exclusivamente por mulheres
Lívia Breves

A partir da esquerda: Marina Ryfer, Marcela Crosman, Diana Sandes, Marina Ribas, Gabi Gelli, Diana Lobo, Alice Gelli e Paula Bohm, artistas da exposição de estreia Foto: Divulgação
A partir da esquerda: Marina Ryfer, Marcela Crosman, Diana Sandes, Marina Ribas, Gabi Gelli, Diana Lobo, Alice Gelli e Paula Bohm, artistas da exposição de estreia Foto: Divulgação

Uma galeria “figital”. A palavrinha que começa a pipocar nos últimos tempos descreve bem o que é a Paralela, criada pela designer e artista plástica Marina Ribas. O espaço, que abre amanhã, junta o mundo físico ao digital. Em suas quatro salas, obras reais serão montadas em um ambiente virtual, mas que foi projetado para receber exposições com curadoria, expografia, montagem e até limitação de altura — o pé-direito da neogaleria é de três metros. “O que é visto na tela é a simulação do que seria um registro fotográfico de uma exposição real”, conta Marina. “Optei por uma tecnologia de navegação simplificada para que isso não se sobreponha à própria obra exibida”, completa.

O grande trunfo da Paralela é não ser apenas uma seleção de obras exibidas em sequência, sem escala ou ambientação. As peças são muitas vezes criadas no modelo de site specific, com obras feitas especialmente para o espaço, que foi desenvolvido com ajuda de arquiteto e tem até planta baixa. A experiência não é a de folhear um catálogo, é mais como dar uma volta pela galeria. O primeiro vernissage será hoje, às 17h, na abertura de “Projeto 2020 apresenta buraco”, com trabalhos assinados por, além da própria Marina, Alice Gelli, Diana Lobo, Diana Sandes, Gabi Gelli, Marcela Crosman, Marina Ryfer e Paula Bohm. Em live no Instagram @galeria.paralela, as artistas contarão sobre seus processos criativos. “Penso em seguir com uma agenda de encontros e entrevistas on-line para agitar a galeria. Sei o que é ser artista, mas galerista eu nunca tinha pensado. Então, estou aprendendo tudo. Faço a curadoria, a montagem e a administração das vendas (há obras de R$ 700 a R$ 12 mil). Está sendo tudo bem novo, mas sempre fui a que agitava as exposições do grupo, gosto disso”, conta Marina.

Marina Ribas, idealizadora e curadoria da Paralela, segura uma das obras da exposição Buraco Foto: Divulgação
Marina Ribas, idealizadora e curadoria da Paralela, segura uma das obras da exposição Buraco Foto: Divulgação

Outro diferencial é que apenas criações de mulheres serão expostas por ali. O nome, aliás, brinca com a união das palavras “para” e “ela”. Na sequência, outras artistas como Heloisa Ferreira, Nil Caniné, Paula Bohm e Diana Lobo apresentarão suas obras. “Mulheres precisam desse destaque. Quantas já ficaram à sombra de homens artistas? Muitas. Há uma dívida histórica”, diz Marina. Cada mostra durará um mês. Em seguida, passa para a aba “exposições anteriores”.

Os novos normais sempre nascendo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: