Guia de Joey King (Barraca do beijo 2) para um brilho perfeito no verão | Beauty Secrets | Vogue

Em seu vídeo Beauty Secrets, Joey King, a estrela do Barraca do beijo 2 (Kissing Booth 2), compartilha como apreciar o SPF enquanto ainda domina o bronzeador.

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Executiva Meredith Levien, de 49 anos, será a presidente mais jovem da história do ‘New York Times’

A executiva Meredith Levien, de 49 anos, assumirá a empresa responsável pelo jornal no dia 8 de setembro; substituirá Mark Thompson, que está no cargo desde 2012
Edmund Lee, The New York Times, O Estado de S.Paulo

Meredith Kopit Levien esta no ‘NYT’ desde 2013 Foto: The New York Times

NOVA YORK – A The New York Times Co. anunciou que a executiva Meredith Kopit Levien, de 49 anos, será a nova presidente da companhia a partir de 8 de setembro. Meredith, que ocupava o cargo de diretora de operações, substituirá Mark Thompson, que está no cargo desde 2012. Ela será a mais jovem CEO da história da companhia de notícias. 

A executiva foi descrita por A.G. Sulzberger, publisher e conselheiro do jornal, como uma “líder brilhante e transformativa”. Meredith chegou ao NYT em 2013 como chefe da área de publicidade – foi contratada pelo atual presidente. Ela foi promovida para em 2015 e novamente em 2017, quando assumiu o atual cargo. Desde então, era considerada como a primeira na linha de transição de Thompson, que comandou a famosa “virada digital” da publicação.

A decisão sobre a escolha de Meredith Levien para liderar a companhia foi tomada de forma unânime pelo conselho de administração da empresa The New York Times Co., em reunião realizada na terça-feira. Em entrevista, Thompson afirmou que “realmente não havia outro nome” para substituí-lo. Já Meredith lembrou que está assumindo o NYT em um momento em que os Estados Unidos vivem um momento de polarização.

Assinaturas

Como presidente da The New York Times Co., a executiva vai continuar a expandir a estratégia de crescimento via a expansão da base de assinantes – uma estratégia que conseguiu salvar o jornal da tendência de queda nas receitas com publicidade, melhorando significativamente a situação financeira da empresa.

The New York Times recentemente superou a marca de 6 milhões de assinantes – o que faz a publicação se aproximar da meta estabelecida para 2025, de 10 milhões de clientes. A exemplo do que ocorreu com outras publicações jornalísticas, a receita com publicidade do NYT também está em queda. Para o segundo trimestre de 2020, a expectativa é de uma redução de 55%. Os resultados completos serão divulgados no dia 5 de agosto.

Além de focar no jornalismo tradicional, o NYT continuará a testar outros produtos não relacionados a notícias. Nos últimos anos, a empresa conseguiu atrair consumidores com projetos como um aplicativo de culinária e um app dedicado às palavras cruzadas. “Temos grandes ambições para o The New York Times – e para o jornalismo independente, de maneira geral”, disse Meredith.

Antes de chegar à The New York Times Co., a executiva era responsável pela área de receitas da Forbes Media. Ela disse que inicialmente ficou reticentes quando foi convidada para assumir um cargo na empresa. 

“Pedi conselhos a pessoas próximas. E o sentimento geral, na época, era que se tratava de uma grande companhia de jornalismo que já tinha vivido seus melhores dias em termos de negócios. “Mas, no fim das contas, (o que pesou) foi o fato de que eu amo a empresa e amo sua missão.”

JW Anderson – Ad Campaign Autumn/Winter 2020

JW Anderson — Ad Campaign Autumn/Winter 2020 — http://www.jwanderson.com

Photography: Tyler Mitchell
Model: Toni Smith
Styling: Benjamin Bruno
Hair: Jawara
Make-Up: Jawara
Set Design: Jullia Wagner

Quer trabalhar com moda? Essas são as vagas do futuro

De designer de efeitos especiais a gerente de experiência a gerente de experiência com consumidor, site listou as vagas mais em demanda do momento
MARIE CLAIRE

Quer trabalhar com moda? Essas são as vagas do futuro (Foto: Reprodução/Warner Bros)

A indústria da moda sentiu os impactos da crise econômica gerada pelo coronavírus desde antes da covid se tornar um problema global. No início de fevereiro, as semanas de moda internacionais já viam uma queda no número de participantes por conta das restrições de viagem impostas aos turistas e profissionais chineses e cancelamento de desfiles

Poucas semanas depois, com o alastramento do vírus pelo mundo, não apenas os compradores e participantes de feiras especializadas entraram em pausa, como o varejo de turismo congelou com a queda do número de voos e viajantes.  Depois foi a vez de lojas de rua e shopping fecharem, indústrias entrarem em pausa completamente (com até algumas marcas, como a de Kylie e Kendall Jenner sendo acusadas de não pagar pedidos de fornecedores). PUBLICIDADEAds by Teads

Nesse contexto, para quem entra no mercado de trabalho da moda em 2020 o desafio não poderia ser maior. A indústria, no entanto, vem se adaptando e se ajustando aos novos tempos e desafios a curto prazo, investindo com força total em plataformas e soluções digitais — até a Zara anunciou que fecharam mais de mil lojas e concentrar esforços no e-commerce e experiências omnicanal. 

Com isso, uma série de vagas e oportunidades começam a se abrir e se desenvolver. O site Business of Fashion, que tem a sua própria plataforma de carreiras na moda, listou as vagas em moda mais requisitadas do momento. A lista você confere a seguir:

1) Designer de efeitos especiais

Com lojas fechadas e desfiles cancelados, muitas marcas apelaram para as roupas digitais em 3D. Outros até compensaram o desejo pelo consumo de moda na esfera virtual, com o jogo Animal Crossing se tornando um laboratório de roupas digitais, por exemplo. Segundo o Business of Fashion, embora experiência em computação gráfica seja essencial, por conta demandas técnicas da renderização digital, visão criativa é tanto ou mais importante assim como saber sobre iluminação, cenografia, estilo e composição. 

2) Analista de dados 

Enquanto ninguém sabe ao certo responder como será o futuro da indústria, empresas estão confiando em seus dados – no de outros players – para planejar e se preparar para o que vier. Como sobreviver a uma possível segunda onda de lockdowns com lojas fechadas? Como otimizar inventário e campanhas de marketing? Quanto mais a indústria se aprofunda no mundo digital, mais importa a análise de dados.

3) Designer de showroom digital 

Não apenas as reuniões foram para o espaço virtual como também os showrooms. Com a escalada do e-commerce, unida às restrições de viagens durante a pandemia – e possíveis restrições de orçamento para deslocamentos custosos no futuro – a ideia de showrooms virtuais se tornou uma alternativa no mercado B2B, para marcas chegarem aos seus compradores. Até a Balmain montou o seu, imitando o QG da marca em Paris. Já existem empresas que constrõem showrooms digitais, com a londrina Ordre, onde habilidades excepcionais de design digital são essenciais para garantir uma vaga e construir espaços de compras on-line possam oferecer aos compradores uma experiência interativa e elegante que rivaliza com a física, segundo o Business of Fashion.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

4) Gerente de experiência de consumidores

Com a transição do offline para o online, muitas empresas se viram com desafios particulares como grade número de pedidos, devoluções, trocas e reclamações. Passar do físico para o digital requer um acompanhamento da experiência do cliente em diversos canais, não apenas no momento da compra. 

Alguma empresas investem também em vendedores, conselheiros e stylists online. O desafio é saber engajar o cliente, antecipar problemas ou resolvê-los com rapidez. Principalmente quando a parte mais operacional do atendimento (como rastreamento de pedidos, trocas), no futuro, passará a ser feito por inteligência artifical, como prevê o BoF. 

5) Especialista em responsabilidade corporativa

Em tempos de “exposeds” nas redes sociais, nenhuma marca fica imune ao cancelamento. A pandemia e principalmente os protestos antirracistas nos Estados Unidos trouxeram uma onda de denúncias de racismo, assédio moral, irresponsabilidade ética e ambiental que fizeram grandes nomes como Adidas e Reformation a terem de pedir desculpas por probelmas estruturais dentro de seus departamentos.

E enquanto os pedidos de desculpas venham com promessas de melhora (e cobrança dos consumidores), um especialista que saiba não apenas abafar crises como garantir que os planos de ação sejam colocados em prática e melhorados será fundamental. Nesse quesito, conhecimentos em governância, sustentabilidades, administração pública são grandes aliados a um entendimento profundo da indústria e seus movimentos e cadeias. https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

6) Gerente de inventário inteligente

A Covid-19 veio para dinamizar a dinâmica de organização e planejamento de estoque. Depois de meses de lojas fechadas, coleções “puladas”, marcas estão tendo de lidar com uma crise de estoque de produtos e insumos sem vazão. 

Principalmente em um mundo onde as tendências caminham rapidamente, é necessário um especialista que saiba analisar, prever e encontrar formas inteligentes de mover estoque conforme a demanda muda em tempo real. 

Cancelada devido à pandemia, SP-Arte anuncia edição virtual com pelo menos 100 galerias

Exposição digital ocorrerá entre os dias 24 e 30 de agosto
ANA LUIZA CARDOSO

Pavilhão Bienal de São Paulo vazio: SP-Arte estava programada para ocorrer em abril, mas foi cancelada (Foto: divulgação)

Na corrente das exposições virtuais que têm ocorrido pelo mundo, a SP-Arte anunciou, nesta quinta-feira (23), que realizará sua primeira edição online entre os dias 24 e 30 de agosto.

Segundo o comunicado, até o momento, 103 galerias nacionais e estrangeiras estão confirmadas para o evento. 

A 16ª edição da feira de artes seria realizada entre os dias 1 e 5 de abril no Pavilhão da Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Ela foi cancelada devido à pandemia de coronavírus.

No ano passado, o evento atraiu mais de 36 mil pessoas durante os cinco dias. Ele também contou com 64 expositores de arte e design de quatorze países.

A exposição ocorrerá em seu site oficial, ( http://www.sp-arte.com). Para a ocasião, estão confirmadas galerias como Almeida e Dale (São Paulo), Carpenters Workshop Gallery (Londres), Continua (San Gimignano), Etel (Sao Paulo), Fortes D’Aloia & Gabriel (São Paulo), Ginsberg(Peru), Luciana Brito Galeria (São Paulo), Galeria Nara Roesler (São Paulo), Galeria Millan (São Paulo) e Passado Composto Século XX (São Paulo).

Ainda participam revistas como Art Nexus (Colômbia) e Select (São Paulo) e estreiam coletivos e projetos artísticos como Levante Nacional Trovoa (São Paulo) e Plataforma 01.01 (São Paulo).

Francesa Dior faz desfile sem público com homenagem a folclore italiano

Marca retorna às passarelas e transmite evento na internet devido ao isolamento social
Laetitia Volga
Alessandro Garofalo

Modelos desfilam em evento da Dior em 22 de julho de 2020, em Lecce, na Itália
Modelos desfilam em evento da Dior em 22 de julho de 2020, em Lecce, na Itália – Alessandro Garofalo/Reuters

PARIS e LECCE | REUTERSA Christian Dior transmitiu um desfile de moda ao vivo nesta quarta-feira (22), mas sem público, na cidade italiana de Lecce, em uma deslumbrante celebração de artesanato e tradições locais que incluiu um espetáculo de dança no meio da praça principal barroca.

Marcas de luxo estão tentando voltar à passarela, após a pandemia de coronavírus, e a Dior transmitiu o evento ao vivo sem a variedade usual de celebridades na primeira fila.

Mas a marca francesa aumentou a aposta ao organizar o desfile com orquestra ao vivo e dançarinos, em performance com toque moderno para música tradicional, enquanto modelos abriam caminho por uma galeria de luzes chamada Luminarie, na Piazza del Duomo de Lecce.

As roupas da coleção “Cruise” incluíam vestidos bordados em homenagem ao folclore italiano, enquanto desenhos de flores silvestres do artista Pietro Ruffo foram traduzidos em vestidos coloridos.

A diretora italiana da Dior, Maria Grazia Chiuri, disse que procurou mostrar o artesanato da região de Puglia —a terra natal de seu pai— e ajudá-lo a resistir, lançando-o sob uma nova luz.

“Entendi neste processo de onde vem minha paixão e minha origem e por que estou tão atraída por esse tipo de trabalho, esse bordado, essa tradição”, disse Chiuri à Reuters em entrevista. “Vi minha avó, minhas tias, as mulheres costumavam sentar do lado de fora de suas casas e criar esse belo trabalho.”

A Dior, de propriedade da LVMH, apelou à Costantine Foundation, um centro envolvido em um trabalho com mulheres, para fabricar tecidos como macramé e renda em cores naturais, feitas à mão com teares antigos no interior da Itália.

Photographer Graham Dunn for Anthropologie with Pamela Ramos

Clothing: Anthropologie. Photographer: Graham Dunn at Atelier Management. Creative Director: Jisoo Kang. Producer: Kaity Moonan. Model: Pamela Ramos.

Mulheres são pressionadas a usar roupas mais atraentes e maquiagem no home office, diz pesquisa da Slater and Gordon

Estudo feito no Reino Unido mostrou que empregadores estão pressionando funcionárias a mudar a aparência para parecerem mais sensuais em reuniões virtuais com clientes sob justificativa de ‘ser melhor para os negócios’
O Globo, com informações do ‘Independent’

Mulheres que estão trabalhando em casa por causa da pandemia de Covid-19 têm sido pressionadas por seus empregadores a vestirem roupas mais atraentes e a usar mais maquiagem nas reuniões via teleconferência Foto: Vinzent Weinbeer por Pixabay

Uma pesquisa feita no Reino Unido apontou que mulheres que estão trabalhando em casa por causa da pandemia de Covid-19 têm sido pressionadas por seus empregadores a vestirem roupas mais atraentes e a usar mais maquiagem nas reuniões via teleconferência.

O estudo, feito pelo escritório especializado em direito trabalhista Slater and Gordon, mostra que mais de um terço das mulheres entrevistadas ouviram pedidos para colocar mais maquiagem e arrumar o cabelo e 27% foram pressionadas a se vestir de forma mais sexy e provocativa nas reuniões.

Os empregadores justificaram os seus pedidos para que as funcionárias se vistam de maneira mais sedutora, alegando que isso “ajudaria a conquistar novos negócios.” Cerca de 40% dos chefes explicaram a demanda dizendo que é importante “parecer melhor para a equipe”, enquanto mais de um terço disse que seria “mais agradável para o cliente”.

Os pedidos fizeram as funcionárias se sentirem objetificadas, desmoralizadas e constrangidas sobre sua aparência. Advogados envolvidos na pesquisa alertaram que a misoginia encontrou “maneiras novas e insidiosas de prosperar” on-line, pois muitos funcionários começaram a trabalhar remotamente após a emergência de saúde pública.

Cerca de 40% das mulheres entrevistadas disseram que elas mesmas ou outras colegas com quem trabalham sofreram esse tipo de pressão, enquanto os colegas homens não foram afetados pelas demandas.

Um quarto das entrevistadas disse que gasta mais tempo do que gostaria em seu regime de beleza devido ao medo de afetar negativamente sua carreira caso não o faça. Cerca de 60% das mulheres optaram por não informar o setor de recursos humanos das empresas onde trabalham sobre as exigências de se vestir de maneira mais sensual.

“É categoricamente errado que um gerente ou qualquer pessoa em posição de poder sugira, mesmo educadamente, que uma mulher seja mais atraente sexualmente no local de trabalho”, afirmou a advogada trabalhista Danielle Parsons, uma das responsáveis pela pesquisa, ao “Independent”.

Ainda segundo a pesquisa, mais de um terço das mulheres entrevistadas teve que encarar pelo menos uma demanda sexista no trabalho desde que o governo britânico introduziu o confinamento, em março. O estudo entrevistou 2.000 pessoas que estão trabalhando em casa devido ao coronavírus.

Um quarto das mulheres expressou ansiedade sobre o efeito que isso poderia ter em sua carreira, caso escolhessem não seguir as exigências do empregador em mudar a aparência. Apenas um terço conseguiu se defender e apontar que as observações durante as reuniões eram inadequadas.

“Esta é uma forma poderosa de coerção que faz com que as mulheres sintam que precisam seguir a solicitação do gerente de serem mais ‘agradáveis visualmente’ para terem sucesso em seu trabalho. Isso é humilhante para as mulheres”, explica a jurista.

“É extremamente decepcionante o fato de ainda estarmos tendo essas conversas, principalmente durante o período em que as mulheres fazem malabarismos com vários papéis em casa e também podem estar enfrentando dificuldades com as responsabilidades de cuidar dos filhos. Esse tipo de comportamento arcaico não tem lugar no mundo do trabalho moderno”, completou.

Vivienne Hayes, diretora-executiva do Centro de Recursos para Mulheres do Reino Unido disse ao “Independent” que os resultados refletem crenças sexistas prejudiciais:

“É muito decepcionante que as mulheres continuem sendo vistas principalmente pelos homens por sua disponibilidade e conveniência sexual ou como mercadorias para melhorar os negócios. Até desenterrarmos essa misoginia da sociedade, não vejo muita mudança.”

‘Algoritmos têm responsabilidade pela violência contra mulheres e pessoas negras’, diz pesquisadora Safiya Noble da UCLA

Safiya Noble estuda o racismo e o sexismo nos algoritmos do Google. Ela afirma que não existe imparcialidade nas ferramentas de busca e que as ‘Big Tech’ devem reparações para as ‘muitas pessoas que foram prejudicadas por práticas de negócios que fomentam a desigualdade social e racial’
Renata Izaal

A pesquisadora americana Safiya Noble estuda como os algoritmos amplificam o racismo e o sexismo na sociedade Foto: Divulgação

Já imaginou que qualquer pesquisa que faça no Google ou em outra ferramenta de busca na internet está mediada pelos mesmos preconceitos e vieses inconscientes que pautam as nossas relações sociais? Ao notar que a busca por Black girls (meninas negras) sempre resultava em imagens hipersexualizadas e até pornográficas de mulheres negras americanas, a americana Safiya Noble decidiu estudar o funcionamento dos algoritmos que estão por trás dessas ferramentas.

Seis anos de pesquisas resultaram no livro “Algorithms of Oppression” (Algoritmos da opressão, ainda sem tradução brasileira), lançado em 2018, em que examina como as ferramentas de busca, o Google em particular, reforçam o racismo e o sexismo das sociedades. Professora do Departamento de Estudos da Informação na Universidade da Califórnia, onde dirige o Centro para Investigação Crítica da Internet, ela afirma que a opressão e os preconceitos algorítmicos existem também nas redes sociais.

Safiya Noble participa do Festival Oi Futuro, evento online e gratuito, que será transmitido em tempo real, a partir das 17h, nesta quinta (23) e sexta (24), no canal do Oi Futuro no Youtube, onde ficará disponível após o evento. Safiya vai estar na mesa Ética e Humanidade na Inteligência Artificial, ao lado de Sérgio Branco, a partir das 19h40 de quinta.

Em entrevista à #Celina, ela conta que a decisão tomada por grandes empresas de não mais anunciar no Facebook porque a gigante da tecnologia não faz o suficiente para conter o discurso de ódio em suas plataformas é importante, mas alerta: “O modelo de negócios do Facebook, de muitas maneiras, depende da perpetuação da desinformação, da pouca informação e do discurso de ódio. É por isso que eles são tão relutantes em solucionar o problema.” Leia a entrevista completa a seguir:

CELINA: Como os algoritmos reproduzem ou até aumentam o racismo e o sexismo nas sociedades?
SAFIYA NOBLE: Em sentido amplo, um algoritmo é um conjunto de instruções para um computador. Isso abrange tecnologias que vão de ferramentas de busca a programas que controlam os mercados financeiro e industrial, passando por reconhecimento facial e biométrico e condução assistida. Em diversos setores, vemos cada vez mais confiança em decisões tomadas com base em algoritmos e inteligência artificial; seu impacto é enorme. Eu escrevi sobre a relação entre o modelo de negócios do Google e os estereótipos racistas e sexistas, mas também vemos como a opressão e os preconceitos algorítmicos existem fora dessa plataforma, por exemplo, nas mídias sociais.

Estamos testemunhando o desenvolvimento de decisões algorítimicas para lidar com a crise da Covid-19, o que inclui automatizar algumas das decisões de médicos e administradores hospitalares, sobretudo o uso de recursos. Esses algoritmos indubitavelmente envolvem fatores de classe e raça, já que racismo, sexismo e divisões de classe estão na estrutura da Medicina. Nunca temos a oportunidade de confrontar os processos de tomada de decisão a partir de uma cama de hospital, então agora precisamos pensar como as tecnologias aprofundam as desigualdades sociais. Precisamos de políticas de proteção e, em alguns casos, de deixar de usar certas tecnologias até compreendermos melhor os danos causados por elas

Algoritmos afetam mais as mulheres negras?
Quero enfatizar que os algoritmos afetam as mulheres negras de maneiras que estão profundamente enraizadas na nossa História e na opressão profunda que encontramos desde cedo no comércio transatlântico de pessoas negras, na colonização e na escravização de africanos e na dolorosa e contínua privação dos direitos das mulheres negras. Quando comecei a minha pesquisa sobre o racismo nas ferramentas de busca, eu percebia nelas as mesmas ideias racistas que estão na estrutura da sociedade americana, mas que chegam diretamente a nós por esse tipo onipresente de tecnologia. Isso inclui respostas hipersexualizadas e pornográficas quando pesquisamos o termo “meninas negras”. O que é particularmente insidioso sobre o processo de busca é a persistente combinação de “negra”, “latina” e outras mulheres não-brancas com conteúdo hipersexualizado, o que perpetua essas ideias racistas como algo natural.

Existe imparcialidade ou neutralidade nas ferramentas de busca?
Não existe. As ideias de neutralidade e imparcialidade costumam ser usadas conceitualmente como uma maneira de protelar a responsabilidade de empresas, designers, técnicos, programadores e anunciantes, entre outros. É especialmente danoso quando as ferramentas de busca reinvindicam neutralidade e parcialidade porque isso reforça sua imagem como confiáveis e de certa forma até mesmo como acima de qualquer julgamento. Mas sabemos que cada estágio do design e do desenvolvimento inclui interpretações, escolhas e valores. Esse ponto é crucial porque ele muda a nossa orientação sobre essas ferramentas; uma pesquisa é uma série ativa de decisões.

É possível aos usuários desviar dos preconceitos das ferramentas de busca? O que gigantes da mídia como o Google podem fazer para melhorar essas ferramentas? Fazem o suficiente?
Há muitas maneiras de pensar sobre isso. Quando os problemas são estruturais, as soluções também precisam ser. Isso começa com a compreensão de como funcionam os mecanismos por trás das buscas; desnaturalizar e contextualizar o processo de busca é um passo. Mas, para mudar, precisamos pensar de maneira mais ampla e estrutural sobre como operam a cultura e os negócios em volta das tecnologias. Não é uma surpresa que os sistemas de valor que as “Big Tech” refletem seja como é, já que elas têm legados de racismo e sexismo em seus produtos e em suas culturas. Essas empresas estão fazendo o suficiente? Não.

Buscar informações online é um ato político?
A busca por informações é definitivamente política. Na verdade, buscar afeta a nossa habilidade de conectar informação e também de ver aquele conteúdo como respeitável e confiável. A busca envolve o processo de colocar pessoas em categorias para que os anunciantes das ferramentas de busca possam combinar essas informações com projetos e indústrias que pagaram por isso. Esse processo também acontece nas mídias sociais.

Escolas e universidades voltadas à tecnologia deveriam incluir racismo e questões de gênero em seus currículos acadêmicos?
Claro que sim! Qualquer um envolvido com o design, a construção ou o uso de qualquer forma de tecnologia está fundamentalmente participando de um tipo de construção do mundo. A tecnologia molda e é moldada pelo mundo e por quem está nele. Desse modo, os currículos acadêmicos em Ciências da Computação e em Ciências de Dados deveriam refletir essa realidade. Em particular, os estudantes deveriam colocar o seu trabalho em contexto diante da História e das comunidades, de modo a entender como a tecnologia pode amplificar o racismo e as doenças sociais de muitas maneiras. Isso inclui, por exemplo, o uso de tecnologias de vigilância de maneira assimétrica contra pessoas negras, buscas que retornam resultados racistas e a falha das mídias sociais em proteger seus usuários. A tecnologia não opera no vácuo.

Recentemente, grandes empresas cancelaram publicidade alegando falta de ação do Facebook na repressão ao discurso de ódio. Como eliminar esse tipo de discurso?
Uma das dificuldades nisso é o modelo de negócios do Facebook, que, de muitas maneiras, depende da perpetuação da desinformação, da pouca informação e do discurso de ódio. É por isso que eles são tão relutantes em solucionar o problema. Além disso, há o problema da capacidade — se uma mídia social tem ou não a capacidade de lidar com o volume desses fenômenos. Conforme vemos a pressão dos anunciantes, também vemos respostas do Facebook, por exemplo, ao usar marcações e checagem básica. Mas, como ficou evidente pela resposta das lideranças que participaram das reuniões com o Facebook — quando chamaram o encontro de “frustrante” — podemos ver que, como a maioria das empresas de tecnologia, o Facebook procura soluções simples que não alteram substantivamente o seu modelo de negócios.

Algoritmos sexistas e racistas têm responsabilidade nas diferentes formas de violência contra mulheres e pessoas negras? Há quem argumente que as “Big Tech” deveriam fazer reparações.
Os algoritmos têm tanto responsabilidade direta quanto difusa pela violência contra mulheres e pessoas negras. Quando vemos o manifesto do assassino Dylann Roof [supremacista branco que, em 2015, matou nove pessoas negras em uma igreja na cidade de Charleston, nos EUA], nós imediatamente entendemos a conexão entre busca, propaganda racista e violência. No Centro para Investigação Crítica da Internet, na Universidade da Califórnia, temos pesquisado como tornar visível ao público o que é devido pelas empresas cujos modelos de negócio se beneficiam da extração de valor do público em uma economia que parece sobreviver e lucrar com o racismo, o sexismo, o nacionalismo, o fanatismo religioso e a homofobia. Muitas dessas empresas estão implicadas no crescimento de regimes autoritários ao redor do mundo, então, sem dúvidas, as “Big Tech” devem reparações para as muitas pessoas que foram prejudicadas pelas práticas de negócios que fomentam a desigualdade social e racial.