Aggretsuko | Retsuko enfrenta questões existenciais em trailer do 3º ano

Nova temporada estreia em 27 de agosto
NICOLAOS GARÓFALO

Com estreia marcada para o final de agosto na Netflix, a terceira temporada de Aggretsuko ganhou um trailer oficial que mostra a protagonista Retsuko passando por diversas dificuldades em seu dia a dia. Além problemas financeiros, a personagem ainda enfrenta algumas questões existenciais, como rumos profissionais e relação com os amigos e colegas – assista abaixo.

Aggretsuko acompanha uma contadora que lida com a pressão do trabalho, chefe abusivo e problemas de relacionamento cantando death metal. O terceiro ano estreia em 27 de agosto. As duas primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix.

Vogue Paris visitou o apartamento/ estúdio da pintora Malù Dalla Piccola | Une Fille Un Style | Vogue Paris

A pintora italiana Malù Dalla Piccola vive em Paris e usou ambas as culturas para cultivar sua estética híbrida, vista tanto no estilo de moda quanto na decoração de seu apartamento parisiense com móveis da Itália e da França. A Vogue Paris a visitou em sua casa e estúdio, onde cria suas obras surrealistas de acrílico.

Judas and The Black Messiah | Novo filme com Daniel Kaluuya ganha trailer

Longa contará história do assassinato de presidente do Partido dos Panteras Negras
NICOLAOS GARÓFALO

O ator britânico Daniel Kaluuya interpreta a figura revolucionária do presidente Fred Hampton do Partido dos Panteras Negras. Source:Supplied

Um dos principais ativistas pelos direitos da população negra nos Estados Unidos, Fred Hampton, presidente do Partido dos Panteras Negras, ganhará um filme focado em sua influência na história do movimento e em seu assassinato, em 1968. Estrelado por Daniel Kaluuya (Corra!), o longa Judas and The Black Messiah contará também com Lakeith Stanfield (Joias Brutas), que viverá William O’Neil, criminoso que fez um acordo com o FBI para ajudar na operação que pôs fim à vida de Hampton.

Produzido por Ryan Coogler, diretor de Creed e Pantera Negra, o filme teve seu primeiro trailer revelado nesta quinta-feira (6) pela Warner – assista no final da página.

Além de Kaluuya e Stanfield, Judas and The Black Messiah conta também com Jesse Plemons e Martin Sheen no elenco. O filme tem estreia marcada para 2021.

Amal e George Clooney doam R$ 533 mil para o Líbano após explosões

Casal irá ajudar três instituições de caridade no país

George Clooney e Amal Clooney

O ator George Clooney e sua mulher, Amal, divulgaram uma doação de 100 mil dólares – o equivalente a um pouco mais de R$ 533 mil – para três instituições de caridade no Líbano para auxiliar o país após as explosões na cidade de Beirute na última terça-feira.

“Nós dois estamos profundamente preocupados com as pessoas de Beirute e a devastação que eles enfrentaram nos últimos dias. Encontramos três organizações de caridade que estão oferecendo ajuda básica no local: A Cruz Vermelha Libanesa, Impact Lebanon e Baytna Baytak. Nós vamos doar 100 mil dólares para essas três ONGs e esperamos que outros possam ajudar da forma que puderem”, disseram em um comunicado enviado par a revista People.

Amal, que é advogada de direitos humanos, nasceu em Beirute e se mudou com a família para a Inglaterra antes de completar 2 anos de idade. Ela cresceu e estudou no país, onde se formou em direito na faculdade de Oxford.

Ela e Clooney se conheceram em 2013 e se casaram no ano seguinte. Juntos, são pais dos gêmeos Ella e Alexander, hoje com 3 anos.

Moises Nieto | Spring Summer 2020 | Full Show

Moises Nieto | Spring Summer 2020 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Mercedes-Benz Fashion Week Madrid/IFEMA)

Alan Glen – On A Blue Note

Com um empurrão de Beyoncé, estampa com lua crescente da Marine Serre é a mais quente do momento!

A cantora e seus dançarinos usaram um macacão marrom estampado com lua crescente de Marine Serre em “Already”, faixa que faz parte de “Black Is King”. As buscas pela estampa aumentaram em 426% nas 48 horas após o lançamento do filme

Beyoncé e seus dançarinos vestem Marine Serre (Foto: Reprodução)

O álbum visual “Black Is King” de Beyoncé, lançado na sexta-feira passada na Disney +, é uma celebração abundante da cultura negra e também um vitrine fascinante dos designers de moda mais deslumbrantes do mundo. Muitos inclusive twittaram que este foi o evento de moda digital do verão. Embora seja difícil escolher apenas um look como destaque, a internet elegeu o macacão marrom com estampa de lua de Marine Serre usado pela cantora e seus dançarinos no vídeo de: “Already”, faixa que integra o álbum, como seu favorito. 

De acordo com a Lyst, plataforma de pesquisa global de moda, as consultas por “estampa de lua crescente Marine Serre” aumentaram 426% nas 48 horas após o lançamento do filme. As buscas por “Marine Serre”, em geral, aumentaram 51% a cada semana. No Google, as pesquisas por pelo nome da estilista francesa foram as suas mais altas do ano até o momento num mesmo período.

Beyoncé de Marine Serre em maio de 2019 (Foto: Getty Images)

“Black Is King” marca a segunda vez que Beyoncé veste Marine Serre. Em maio de 2019, ela usou um look preto com a estampa de lua em vermelho para assistir um jogo de basquete do Houston Rockets. E ela não é a única celebridade: Dua Lipa vestiu a marca para a divulgação de “Future Nostalgia“, e Rosalía apareceu a bordo de macacão na New York Fashion Week em fevereiro passado. Adele posou com uma blusa na mesma versão que Beyoncé usou, enquanto aparece na frente da TV assistindo ao vídeo. 

Adele de Marine Serre (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma forte ambientalista que trabalha em um estúdio no 19º distrito mobiliado com materiais recuperados, Serre usa seus desfiles de moda como uma plataforma para comunicar ideias sobre sustentabilidade, comunidade e papel da moda na sociedade, com modelos de todas as etnias e idades em suas passarelas. Ela transforma lençóis e camisetas velhas em vestidos elegantes e conchas em jóias. Ela também foi a primeira a colaborar com uma empresa em máscaras de purificação de ar em 2019 – inclusive sua máscara com estampa de lua foi listada como um dos itens mais procurados pela Lyst. 

Apartamento de Renata Kuerten em São Paulo tem 200 m² e decoração moderna

Recém-mudada para um imóvel localizado no Itaim Bibi, zona sul da cidade, modelo abre (virtualmente!) as portas de sua nova morada
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS ARQUIVO PESSOAL*

Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)

É no tradicional bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, que Renata Kuerten decidiu fincar suas raízes. Moradora da região há mais de 10 anos, a modelo e apresentadora não troca seu bairro por nada. Até já tentou morar em outros endereços da cidade, como o Panamby, mas não teve jeito: voltou para o lado dos Jardins em pouco tempo. “Eu morei a vida inteira aqui. É meu lugar preferido. Consigo fazer tudo a pé, passear com os cachorros… Sou apaixonada!”, conta ela em entrevista à Casa Vogue

Recém-mudada para um apartamento de 200 m², Renata nos abriu (virtualmente) as portas de sua nova morada. Com ares bem despojados e um clima acolhedor, a casa vibra na mesma energia da moradora, que divide o espaço com o companheiro Alberto Senna. “Gostávamos tanto do clima do antigo apê que tentamos reproduzi-lo no novo”, conta. Com todos os detalhes praticamente já definidos antes mesmo da mudança, no fim de 2019, o casal conseguiu finalizar a reforma quase em tempo recorde. “As pessoas costumam mudar tanto de opinião durante a reforma que isso acaba virando um processo muito demorado. Não foi nosso caso. Fomos tão práticos que nos mudamos em dois meses”, revela a modelo. 

Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Na sala de estar, destaque para a poltrona Nadi, de Jader Almeida e mesa de centro Ganache, de Ronald Sasson. Ambas na Clami

Para a decoração, a catarinense elegeu o estilo contemporâneo e adotou uma paleta de cores neutras, que deixam o apartamento com uma cara bem clean, jovem e cheio de aconchego. Com vistas deliciosas do entorno, a varanda é tida como o grande xodó da casa. Fechada com painéis de vidro, ela permite que a luz natural adentre em abundância e cria o local perfeito para passar o tempo, principalmente na companhia de um bom vinho. “Gosto muito desse espaço. É onde passamos a maior parte do tempo”, diz. “Ela é integrada com a adega. Então, se bobear, a gente fica até às 4h da manhã por aqui”. 

Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Na parede de pé-direito duplo, a grande tela do artista plástico Cláudio Solferini adicionou cor e luminosidade ao espaço

Os interiores levam a assinatura da arquiteta Adriana Amadeu, que conheceu Renata através de amigos em comum e logo trabalhou em projetos anteriores com a apresentadora. “Eles queriam um apartamento aconchegante, claro, com ar jovem e contemporâneo”, conta a profissional. “Propus um layout minimalista com poucos móveis e bastante espaço de circulação, totalmente funcional para o estilo de vida que o casal leva”. 

Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Na sala de jantar, destaque para o conjunto de cadeiras Wing, de Adonlini+Simonini, na Clami
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Pedido especial de Renata, a adega climatizada tem capacidade para até 400 garrafas

Consciente de seus privilégios, a modelo confessa que viu sua relação com a própria casa mudar após o surgimento da pandemia e o início da quarentena. “Com certeza comecei a dar mais valor para a minha casa”, reflete. “Tenho uma casa muito confortável para passar o isolamento, mas nem todos têm essa sorte. Temos que dar valor a isso todo santo dia, cada segundo. E, claro, ajudar o próximo da forma que for possível”. 

Confira mais detalhes do apartamento de Renata Kuerten:

Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)
Renata Kuerten abre apartamento de 200 m² em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)

*Em respeito ao cumprimento da quarentena e às orientações das autoridades da saúde, a fim de preservar a vida de todos, as fotos que ilustram a reportagem foram feitas e enviadas via celular, sem a mobilização física de equipes profissionais.

Clientes brancos, tecidos pretos

Empresas de propriedade de negros fazem roupas incríveis inspiradas em padrões africanos. O que acontece quando, inevitavelmente, todo mundo começa a comprá-los?
By Shira Telushkin

Yetunde Olukoya começou sua marca Ray Darten com 160 peças que ela costurava à mão em casa.Credit…Michael Starghill Jr. for The New York Times

A recente manifestação de apoio a empresas de propriedade de negros chamou a atenção para marcas de moda que trabalham com estampas africanas. As marcas, muitas delas fundadas por designers da África Ocidental que vivem nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, estão transformando os padrões tradicionais de tecidos da África Ocidental em silhuetas americanas contemporâneas.

“Maio foi nosso maior mês de todos os tempos e junho será maior do que maio”, disse Addie Elabor, fundadora e designer da D’iyanu, uma marca de impressão africana lançada em 2014.

Nicolette Orji, também conhecida como Nikki Billie Jean, a fundadora do blog All Things Ankara e também uma designer, estava igualmente otimista. “Qualquer pessoa que esteja vendendo qualquer coisa online agora está sentindo esse apoio, e é incrível – embora meio que atrasado.”

Embora o maior mercado para a maioria desses designers sejam os negros nascidos e criados na América, o sucesso neste ano também trouxe novos compradores.

“Quando lancei minhas máscaras pela primeira vez, um de meus amigos brancos me mandou uma mensagem dizendo: ‘Posso comprar isso ou seria uma má ideia?’”, Disse Maya Lake, fundadora do Boxing Kitten, o rótulo que costuma ser creditado como um dos primeiros a colocar a impressão de ancara no radar da moda americana.

“Eu disse que ela deveria comprar. Quero dizer, especialmente agora se você quiser apoiar negócios de propriedade de negros. Eu acho que está tudo bem. ”

Mas, disse Lake, há uma distinção importante entre compradores não negros que usam seu dinheiro para apoiar designers negros e designers não negros que usam gravuras associadas à África para ganhar dinheiro.

“Como negra americana, me identifico com o tecido de uma maneira diferente”, disse ela. “Se alguém não tem uma conexão pessoal, culturalmente, com o tecido, isso não é legal”, disse ela, referindo-se a casas de moda como Stella McCartney, que sofreu resistência por usar estampas ancara. “Apenas ir a um lugar e estudar algo não significa que você pode cooptá-lo para ganhar dinheiro.”

A look from Ray Darten.
A look from Ray Darten.

A distinção entre compradores e designers é importante para muitos no setor.

“Eu gostaria de ver gravuras africanas em todos os lugares”, disse Yetunde Olukoya, uma estilista nigeriana que se mudou para os Estados Unidos com seu marido quando ela tinha 26 anos. “Desde que seja feita na África e devolva valor às pessoas que realmente tornou essa moda popular, eu adoraria vê-la usada em todo o mundo. ”

Ray Darten,  a marca que ela abriu em sua sala em 2016 com 160 peças que costurou à mão, agora emprega mais de 100 trabalhadores na Nigéria.

Para Olukoya, as roupas com estampa de ancara vão contra as narrativas que muitas vezes associam grande parte da África à pobreza e às doenças. “Os americanos precisam aprender que há coisas bonitas que saem daqui”, disse ela.

A Sra. Olukoya estima que cerca de 80% de sua base de clientes seja afro-americana.

Para Elabor, que se mudou da Nigéria para os Estados Unidos ainda criança, é importante que qualquer estilista que popularize a gravura africana seja descendente de africanos. “Caso contrário, pareceria que teríamos que esperar por outra corrida para usar isso antes que o mundo pudesse considerá-lo popular”, disse ela.

Orji, da All Things Ankara, viu um aumento acentuado de compradores brancos em seu site no mês passado, uma tendência que ela acolhe. Ela publica fotografias de modelos não negros em impressão de ancara. “Se quisermos que essas impressões se tornem virais, precisamos que mais pessoas as usem”, disse ela.

Parte do que está impulsionando a conversa atual é que, embora os designers africanos vejam a estampa africana como uma forma de divulgar sua cultura, eles a estão vendendo em um país que tem sua própria história e relação com esses tecidos.

A D’iyanu design.
A D’iyanu design.

Muitas pessoas na América – de todas as cores – cresceram associando roupas estampadas africanas com expressões de orgulho negro, com base em sua popularidade durante a era dos direitos civis e seu uso no movimento Black Power como uma forma de mostrar solidariedade e conexão com a herança africana de alguém . Eles vêem a moda não como uma forma de divulgar a cultura africana, mas de recuperá-la.

“A primeira vez que um cliente chorou em uma de minhas lojas pop-up, eu não sabia o que fazer”, disse Olukoya, da Ray Darten. “Mas quando ela começou a me explicar como se sentia, comecei a chorar também. Sou nigeriano, sei de onde venho e não consigo imaginar como seria se não soubesse de onde venho. Não se trata apenas das roupas nas prateleiras. É sobre estar confiante neles e na cultura. ”

Abiye Yvonne Dede, estilista britânica nascida na Nigéria e fundadora da linha de roupas L’aviye, estima que cerca de 70% de seus negócios vêm dos Estados Unidos, sendo os afro-americanos seu maior grupo demográfico.

Algumas semanas atrás, ela publicou uma postagem no Instagram em que usava seus designs ao lado de modelos com roupas da L’aviye. “Porque sempre nos perguntam se L’aviye é propriedade de negros”, dizia a legenda.

Os comentários vieram rapidamente: “Agora posso comprar. Eu pesquisei e não consegui descobrir se era propriedade de negros. Minha conta bancária já está chorando !!! ”

Outros designers vêem sua herança africana como um ponto de partida a partir do qual podem trazer algo novo para o cenário da moda global.

L’aviye looks.
L’aviye looks.Credit…via L’aviye

“Enquanto estava de férias, parecendo básico porque não tinha mais nada para vestir, decidi começar a buscar maiôs”, disse Buki Ade sobre por que fundou a Bfyne, uma empresa de moda praia conhecida por seu uso inovador de tiras, mangas e estampas tiradas de sua herança nigeriana.

“Nesses designs, você pode entrar na sala e não precisa dizer uma palavra porque sua roupa já o apresentou”, disse ela. “É uma vibração.”

Os últimos meses trouxeram mais atenção, incluindo Allure e Elle, revistas que ela acredita não saberiam sobre sua marca se não fosse por uma maior percepção dos designers negros. Ela é grata pela atenção, mas acha difícil pensar sobre o motivo pelo qual tantos designers negros de repente estão recebendo os holofotes.

Com a notável exceção do tecido kente, muitas gravuras africanas reconhecíveis hoje são baseadas em batiques indonésios. Conhecidas como estampas de cera africanas, ou estampas de cera holandesas, elas foram introduzidas na África Ocidental por comerciantes holandeses em meados de 1800, depois que os holandeses tentaram imitar os tecidos batik tradicionais por meio de trabalho feito à máquina, mas descobriram que seus tecidos mecanizados não conseguiam penetrar mercado indonésio.

Bfyne swimwear.
Bfyne swimwear.

A Vlisco, uma empresa de tecidos holandesa fundada na Holanda em 1846, projetou e produziu tecidos vendidos em toda a África Ocidental. Hoje, ela continua a projetar muitos dos tecidos mais populares vendidos na região, embora o próprio tecido tenha um nome e seja dado seu significado cultural particular pelas mulheres locais.

Mesmo os tops dashiki, como popularizados nos Estados Unidos no final dos anos 1960, foram estilizados a partir da estampa Angelina de Vlisco, que por sua vez foi tirada de um antigo design de túnica da África Ocidental.

Durante séculos, os padrões foram uma maneira de se comunicar sem dizer uma palavra, e pode ser chocante para alguns ver esses designs usados ​​sem levar em conta suas mensagens originais. (Parte do tecido usado agora para shorts, vestidos frente única e macacões tem um significado específico na Nigéria ou em Gana, onde pode indicar que alguém está grávida, recém-casada ou de luto por um parente.) Mas outros dizem que não há como impedir a inovação cultural .

“Chega um momento de dizer que você quer usar algo porque fica muito bem com ele e gosta dele”, disse Paulette Young, diretora da Young Robertson Gallery de Nova York, especializada em artes visuais da África. “E tudo bem também.” A Sra. Young escreveu sua dissertação sobre as origens holandesas dos tecidos de cera africanos.

Scot Brown, professor associado da U.C.L.A. e um historiador dos movimentos sociais e da cultura popular afro-americana, não está preocupado se a impressão de ancara perderá seu significado para a comunidade afro-americana se se tornar dominante. Embora adore seus blazers D’iyanu, ele vê o uso inovador desta estampa para roupas de negócios ocidentais como outro sinal de que a moda africana evoluirá e se adaptará constantemente às novas condições.

“Quando algo se torna popular, sempre há algo novo acontecendo no underground”, disse Brown, acrescentando que as expressões de orgulho negro simplesmente evoluirão e assumirão novas formas. “O estilo africano é um corpo de criatividade tão vasto, quase infinito, que você não precisa se preocupar em ficar sem gás criativo.”

ALEXANDRA MOURA Fall/Winter 2020 Campaign

ALEXANDRA MOURA unveiled her Fall/Winter 2020 campaign, titled “Family Portrait“, shot by Maria Rita and styled by Tiago Ferreira.