Por que a Apple está tão incomodada com o desenho de uma pera

Gigante americana iniciou uma batalha legal contra a startup Prepear, que desenvolveu um aplicativo de culinária e tem como logotipo o desenho de uma pera
Por Rodrigo Loureiro

Maçãs e peras: a briga da Apple contra a empresa Prepear pelo uso da logomarca em formato de fruta (Montagem/Reprodução)

Apple aparentemente tem um problema com peras – ou melhor, com empresas que utilizam a fruta como símbolo de sua marca – e vai aos tribunais para resolvê-lo. A gigante americana que fabrica o iPhone entrou com uma ação judicial contra a startup Prepear, que trabalha com um aplicativo voltado para culinária, para que esta mude seu logotipo com o objetivo de não confundir os consumidores da gigante de Cupertino.

De acordo com o MacRumors, na justificativa da Apple, o desenho utilizado pela Prepear “consiste em um design minimalista de frutas com uma folha em ângulo reto, que prontamente lembra o famoso logotipo da maçã da Apple”. Por este motivo, a Apple acredita que as semelhanças entre os desenhos podem fazer com que o consumidor comum acredite que a Prepear está relacionada de alguma forma à Apple.

Apesar de as duas imagens serem bem diferentes entre elas, o que dificilmente faria com que alguém pensasse que o símbolo da Prepear é uma maçã, a Apple acredita que o fato de a companhia utilizar uma fruta e com desenho minimalista pode fazer com que o consumidores achem que o aplicativo que ajuda no preparo de refeições está ligado à Apple.

A Apple se apoia juridicamente no Lanham Act, estatuto legal de marcas registradas no país. A companhia diz que há violações nos termos em que impedem que companhias ofereçam “bens e serviços idênticos e/ou altamente relacionados” e “serviços relacionados a software de computador, bem como saúde, nutrição, bem-estar geral e redes sociais”.

No Instagram, Natalie Monson, uma das proprietárias da Prepear, se defendeu das acusações dizendo que não está tentando fazer com que as pessoas deixem de utilizar produtos da gigante americana que usa o símbolo da maçã. “Estamos nos defendendo da Apple não apenas para manter nosso logotipo, mas para enviar uma mensagem às grandes empresas de tecnologia de que intimidar as pequenas empresas tem consequências”, ela escreveu.

Já Russel Monson, cofundador da Prepear, diz que a empresa é pequena, tem apenas cinco funcionários e não pode arcar com uma batalha legal e prolongada contra uma gigante como a Apple. Por esse motivo, a startup abriu uma petição na internet para impedir a ação legal da Apple chamada de “Salve a Pera da Maçã!” (em tradução livre). Mais de 27 mil pessoas já se manifestaram contra o processo.

Essa não é a primeira vez que a Apple inicia uma batalha legal contra empresas ou organizações que utilizam logos que, de alguma forma, possam remeter à fabricante do iPhone. Em 2019, conforme lembra o The Verge, a companhia enviou uma carta de objeção ao escritório de patentes da Noruega contra o uso do símbolo de uma maçã pelo partido político Fremskrittspartiet. Até mesmo a gravadora Apple Corps, relacionada a banda The Beatles, enfrentou problemas.

Dolores Cortes | Spring Summer 2020 | Full Show

Dolores Cortes | Spring Summer 2020 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Mercedes-Benz Fashion Week Madrid/IFEMA)

Saam Jafarzadeh – Hold/Be Brave Dazy/Bill

Ex-costureiro, imigrante senegalês Mohamed Deme é nova aposta nas passarelas

Mohamed Deme veio para o Brasil em busca de uma vida melhor e se tornou modelo
Mariana Coutinho

Mohamed Deme é nova aposta da JOY Model Foto: Leandro Franco/ Divulgação

Seu rosto já estampa campanhas da Samsung, Renner, Reserva, Malwee e iFood mas há pouco tempo Mohamed Deme, de 31 anos, nem podia sonhar que se tornaria modelo. Ele trabalhava como costureiro em Dacar, no Senegal, e resolveu se mudar para o Brasil em busca de uma vida melhor. Certo dia, foi abordado em um supermercado e chamado para fazer um desfile pequeno. “A partir daí, não parei mais”, conta.

Ele é a nova aposta da JOY Model, agência de grandes nomes como Lais RibeiroValentina Sampaio Aline Weber. “Nunca tinha pensado que poderia ser modelo. Quando era mais jovem, algumas pessoas falavam isso, perguntavam se eu era modelo, mas eu sempre achava que era algo muito distante da minha realidade”, diz Mohamed.

Mohamed era costureiro no Senegal Foto: Leandro Franco/ Divulgação
Mohamed era costureiro no Senegal Foto: Leandro Fr

Ele vive atualmente em São Paulo e diz que a rotina mudou muito desde que começou a trabalhar em frente às câmeras: “Cuido mais da minha alimentação e pratico exercícios físicos agora. Minha rotina também tem os testes e os trabalhos, fiz campanhas para clientes muito legais. E, antes da pandemia, passava bastante tempo fazendo fotos e filmagens”.

Na carreira de modelo, o que mais atrai Mohamed é a possibilidade de viajar e conhecer novas culturas. “Minha primeira viagem internacional tinha sido do Senegal para o Brasil. Nunca tinha saído de lá antes”. Além disso, ele destaca a questão da representatividade: “Poder ser uma inspiração para pessoas como eu, que vem de outros lugares buscando novas oportunidades, para os negros como eu, é também muito especial.”

Mohamed veio para o Brasil em busca de uma vida melhor Foto: Leandro Franco/ Divulgação
Mohamed veio para o Brasil em busca de uma vida melhor Foto: Leandro Franco/ Divulgação

Quanto ao Brasil, ele é só elogios: “O que eu mais gosto é da energia das pessoas aqui, são todos muito receptivos e gentis”.

CEO da Apple, Tim Cook entra para o clube dos bilionários

Diferente de outros ricaços da tecnologia, executivo reuniu fortuna sem ser fundador da empresa que comanda
Bloomberg News

O diretor executivo da Apple, Tim Cook, entra para o seleto grupo de bilionários

CUPERTINO – Nove anos após Steve Jobs renunciar e confiar o comando da Apple a Tim Cook, a companhia é mais valiosa que nunca, assim como Cook. Na semana passada, as ações da empresa subiram quase 5%, elevando o seu valor de mercado para quase US$ 2 trilhões.

Ela era avaliada em cerca de US$ 350 bilhões quando Jobs morreu. Cook, por sua vez, ingressou num dos mais seletos grupos de diretores executivos que não fundaram as companhias que comandam: sua fortuna pessoal superou a marca de US$ 1 bilhão, segundo cálculos da Bloomberg.

A fortuna de Cook é estimada com base na análise de documentação apresentada a órgãos regulatórios, aplicando a performance típica de retorno de um grande investidor na venda de ações. Cook, de 59 anos, afirmou em 2015 que planeja doar a maior parte de sua fortuna e já distribuiu milhões de dólares em ações da Apple. Sua fortuna pode ser melhor caso tenha realizado outras doações que não se tornaram públicas.

A Apple não comentou o assunto.

— Este ciclo da indústria da tecnologia tem sido bem maior e mais longo do que eu pensava — afirmou Hussein Kanji, sócio da firma de investimentos Hoxton Ventures, que expressou cautela para o longo prazo da Apple após Jobs deixar a empresa. — De todas essas ações, a Apple se tornou a maior máquina geradora de dinheiro da história.

O valor de mercado da Apple e a fortuna de Cook refletem a ascensão das ações FAANG (As cinco mais populares e bem-sucedidas empresas de tecnologia americanas: Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google), um termo que nem mesmo existia na era Jobs.

Também ocorre quando Cook e seus colegas CEOs das Big Techs — Jeff Bezos, da Amazon; Sundar Pichai, da Alphabet; e Mark Zuckerberg, do Facebook — enfrentam questionamentos antitruste sobre o que críticos caracterizam como poderes monopolísticos.

Enquanto Bezos e Zuckerberg possuem grande participação acionária nas companhias que fundaram, o caminho de Cook para o clube dos bilionários foi mais gradual. A maior parte de sua fortuna estimada vem de prêmios em ações que recebeu desde que entrou na Apple, em 1998, onde foi reconhecido por dominar a complexa cadeia de fornecedores.

Cook recebeu uma bolada em ações no seu primeiro dia como CEO. E recebeu incrementos anuais, com parte sendo liberada apenas após o cumprimento de metas de performance. A não ser que os preços dos papéis da Apple despenquem repentinamente, Cook receberá seu nono pagamento do prêmio, de 560 mil ações, ainda neste mês.

Cerca de metade do valor será para pagamento de impostos, mas o restante vai aumentar a fortuna de Cook em outros US$ 100 milhões. Atualmente, ele possui 847.969 ações, cerca de 0,02% do total da empresa, que valem US$ 375 milhões. Retornos com vendas de ações, dividendos e outras compensações somam outros US$ 650 milhões, segundo os cálculos da Bloomberg.

A parcela de Cook é pequena em comparação com a posição de fundadores como Bezos, Zuckerberg e do fundador da Tesla, Elon Musk. As ações da Apple são bem distribuídas entre investidores e executivos, então a companhias mais valiosa do mundo fez poucos bilionários entre seus funcionários.

Quando Jobs deixou a companhia, em Agosto de 2011, Cook já tinha assumido o cargo de CEO interino em diversas ocasiões. Mas, na época, investidores e analistas questionaram se a Apple seria capaz de continuar inovando, como no passado com Jobs.

Apesar de a Apple não ter revelado nenhum novo produto revolucionário como o iPhone na última década, a empresa continuou crescendo. Cook esteve à frente do desenvolvimento de produtos como o iPhone X e o Apple Watch, de novos serviços como o Apple Music, e de pesquisas em tecnologias como carros autônomos e óculos de realidade virtual.

Mesmo a pandemia, que destruiu muitas partes da economia, impulsionou os negócios da Apple e de outras grandes empresas de tecnologia, com as pessoas cada vez mais dependentes de seus produtos e serviços.

Quando a Apple divulgou seu último balanço trimestral, Cook destacou a dificuldade que legiões de famílias e negócios estão enfrentando.

— Nós não temos uma abordagem de soma zero para a prosperidade — afirmou. — Especialmente em tempos como esse, nós estamos focados em fazer o bolo crescer, assegurar que o nosso sucesso não seja apenas nosso.

Federica Dall’Orso Exclusively for Fashion Editorials with Rihan Aluan

Photographer: Federica Dall’Orso. Hair & Makeup: Marta Mariotti. Location: Zoagli, Italy. Model: Rihan Aluan.

Vendas de iPhone podem cair até 30% se WeChat for proibido, diz analista Ming-Chi Kuo

A remoção do WeChat da App Store no mundo todo também pode provocar diminuições de até 25% nas vendas de outros produtos da marca, como AirPods, iPad, Apple Watch e Mac

Caso o banimento seja apenas nos EUA, espera-se uma queda de 6%

As vendas anuais de iPhone podem cair até 30% se a Apple for obrigada a remover o WeChat da sua loja de aplicativos ao redor do mundo. É o que prevê uma pesquisa do analista especializado na empresa Ming-Chi Kuo, publicada nesta segunda-feira, 10, no site MacRumors. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a proibição do app chinês WeChat e do TikTok no país, decreto que entra em vigor em setembro. 

WeChat, conhecido como o “WhatsApp da China”, é extremamente popular entre os usuários chineses, mercado importante para o crescimento da Apple. “Como o WeChat se tornou uma necessidade diária na China, integrando funções como mensagens, pagamento, e-commerce, redes sociais, leitura de notícias e produtividade, se for esse o caso, acreditamos que as remessas de produtos de hardware da Apple no mercado chinês diminuirão significativamente”, disse o analista.

Além da queda nas vendas de iPhone, a remoção do WeChat da App Store no mundo todo pode provocar diminuições de até 25% nas vendas de outros produtos da marca, como AirPods, iPad, Apple Watch e Mac. 

Como ainda não se sabe se a Apple será forçada a retirar o WeChat da sua loja de aplicativos apenas nos Estados Unidos ou se proibição será mundial, Kuo também fez uma projeção mais otimista. Caso o banimento seja apenas nos EUA, a previsão é de que a venda de iPhones cairia 6%, enquanto a venda de outros produtos da Apple teria queda de no máximo 3%.

The Elegance of Harry Winston and Van Cleef & Arpels by ELLE Kazakhstan

Photographer: Andrew Nguyen. Fashion Stylist: Emma Acrét. Hair & Makeup: Claudia Oyanedel using MAC Cosmetics. Model: Beatrice Brusco at Women Management Milano. Diamonds Harry Winston & Van Cleef & Arpels.

Andreas Ortner for Stylebop Latest Campaign

Campaign: Stylebop. Photographer: Andreas Ortner. Fashion Stylist: Elke Dostal. Hair and Makeup by Anna Neugebauer and Denise Grundmann. Models: Julian Schneyder, Frederico Novello, Zoe Bernard and Nastya Zakharova.

One Day, One Microsoft

Este curta-metragem, criado inteiramente com conteúdo gerado pelo usuário, celebra as esperanças, desafios e sonhos das pessoas que formam a Microsoft, e da humanidade e missão que nos une.