Unicórnio dos games, Wildlife recebe aporte de US$ 120 milhões

Após a rodada, a startup passou a valer US$ 3 bilhões

Victor Lazarte, fundador da Wildlife

A startup brasileira de games Wildlife acaba de levantar um investimento de US$ 120 milhões, liderado pelo fundo norte-americano Vulcan Capital, que já apostou em empresas como a Loft. A nova rodada fez a empresa, que tem mais de 100 milhões de usuários ativos mensais em seus jogos, passar a valer US$ 3 bilhões. 

Wildlife é um dos unicórnios brasileiros: em dezembro do ano passado, a empresa atingiu o status de startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão depois de receber uma rodada de aporte de US$ 60 milhões liderada pelo fundo americano Benchmark Capital (investidor de Uber, Twitter e Snapchat). Em menos de um ano, o valor de mercado da startup triplicou. 

Fundada em 2011, a Wildlife soma mais de 2 bilhões de downloads de seus mais de 60 jogos. Alguns deles, como Tennis Clash, Sniper 3D e Colorfy, frequentam o topo das listas de games mais baixados de dezenas de países. 

Com os novos recursos, a empresa pretende dar um mais um passo no seu objetivo de se tornar “a Nintendo dos games para celular”. O objetivo, agora, é atrair designers e desenvolvedores para a plataforma, a fim de impulsionar a criação de seus próprios títulos. “Vamos oferecer a infraestrutura necessária para que os desenvolvedores vejam seus games alcançarem muito mais sucesso na Wildlife do que em qualquer outra empresa”, diz Victor Lazarte, fundador da empresa. 

Rafael Costa, sócio da Vulcan Capital, afirma que o fundo analisou o potencial da empresa no setor de games móveis. “A Wildlife demonstrou uma capacidade consistente de desenvolver, lançar e sustentar vários títulos em vários gêneros, resultando em uma trajetória de crescimento líder e lucrativa”, diz. 

O que o ‘medo branco’ tem a dizer sobre lugar de fala, raça, Beyoncé e cancelamento

Para pesquisadora, reação de pessoas brancas a polêmica racial reflete temor de se ver como alvo de deboche

[RESUMO] Para autora, onda de insatisfação com o tratamento da antropóloga Lilia Schwarcz pelo significante “branca” ensina que a posição de vantagem estrutural dos brancos em sociedades racistas pode aprisionar o grupo que a criou.

No debate sobre lugar de fala, mercado epistemológico de raça e cancelamento que tomou a polêmica em torno do texto de Lilia Schwarcz sobre Beyoncé, um aspecto pouco elaborado é o do medo branco.

Pude observar reações e sentimentos opostos (que também me acometem) por parte dos brancos com quem eu converso. A primeira e mais comum é um sentimento de solidariedade com Lilia Schwarcz, medo de ser o próximo a ser questionado. A outra reação é uma tentativa de se distanciar para afirmar uma branquitude mais crítica, ou seja: o medo de ser “igual”.

As duas reações fazem parte de um sentimento novo para nós brancos brasileiros. Significa que nossa racialidade está sendo marcada, algo que acontece há alguns séculos com negros e indígenas no Brasil, ou seja: é quando o grupo antecede o indivíduo (o que nomeamos de processo de racialização).

Quando isso ocorre, todo sujeito de um grupo passa a representar o grupo como um todo. Estudar raça sem acreditar absolutamente em nada que possa essencializar os humanos —o que significa dizer que não há nada intrínseco que possa diferenciar negros de brancos e indígenas— é o paradoxo que o tema impõe.

Não há raça, não há nada biologicamente ou até mesmo culturalmente que determine o que chamamos de brancos, negros e indígenas. Contudo, há sociológica e historicamente um mundo de determinações estruturais próprias das desigualdades ou vantagens sociais ancoradas nos corpos negros e brancos.

Dessa forma, o que não existe na biologia torna-se materialmente real nos corpos que circulam. Há uma prisão da raça que atinge todos os negros em uma sociedade racista —os estereótipos construídos sobre o negro aprisionam os corpos e limitam possibilidades: o olhar da polícia, a construção subjetiva do que é belo, a forma com que os sujeitos são localizados na sociedade (sempre como representantes de um grupo particular, enquanto os brancos representariam a humanidade como um todo).

Contudo, se a raça limita os negros, ela também aprisiona os brancos naquilo que se denomina branquitude. A branquitude, identidade racial dos brancos, caracteriza-se como um lugar de vantagem estrutural nas sociedades, sob a égide do racismo, e é definida pela socióloga Ruth Frankenberg como um lugar estrutural de onde o sujeito branco vê os outros e a si mesmo, uma posição de poder, um lugar confortável do qual se pode atribuir ao outro aquilo que não se atribui a si mesmo: a racialização.

O que querem os brancos? A recusa dessa prisão. Nenhum branco quer ser olhado de forma racializada, nenhum de nós quer ser limitado em nossas subjetividades, ou seja, nenhum de nós quer ser resumido, em toda sua complexidade, ao nome “branco”.

Assim, nestes dias, pude observar uma onda de reclamações sobre a redução de uma intelectual como Lilia Schwarcz ao significante “branca”. O que isso nos ensina? Que obviamente se a raça foi e é criada cotidianamente para aprisionar o “outro”, em qualquer momento ela pode aprisionar os indivíduos do grupo que a criou.

A branquitude, no entanto, formou-se em cima do engodo de que nomear o outro é uma possibilidade apenas dada aos brancos, como se isso fosse uma essência garantida e hereditária. Essa possibilidade, assim como todas as questões que envolvem a raça, não está aí por essência, mas sim pelas relações de poder. E poder não é algo dado, e sim um exercício de dominação cotidiana —e, sendo um exercício, ele pode circular.

Ser nomeado como “branco” não como um desejo, e sim como um deboche é o maior medo de nós, brancos. Há sempre um receio de sermos “zombados”, de sermos objetos de um olhar que não seja de admiração ou de desejo de branqueamento. Há o medo de que a brancura tenha significados não positivos, mas sim aqueles que situem os brancos como responsáveis pela miséria do mundo ou, ainda, como muitos povos indígenas nos nomeiam, “o povo da mercadoria”, “o povo da destruição”. Trata-se do medo da racialização branca pelo outro, e não mais por si mesmo.

Considerar que o branco pode ser alvo do desprezo é o medo branco, e aí está o motivo de muitos terem medo de se misturarem em lugares onde a branquitude não é o lugar de desejo, mas sim de deboche. A opção por não se misturar protege os brancos, pois só assim nossa branquitude não será colocada em questão.

São o negro e o indígena que facilmente podem apontar e revelar nossa branquitude. Nesse sentido, não há como os brancos sermos livres da redução da raça enquanto estivermos em uma sociedade racista, afirmando a raça do outro.

É óbvio que é preciso pensar: o medo do deboche é próprio do que Robin DiAngelo nomeou como fragilidade branca. Sim, o deboche não mata e não promove impedimentos para quem tem privilégio. É possível ignorar, deixar de acessar ou até mesmo sublimar. Quando se está no poder, até as polêmicas e ataques podem ser rentáveis e vantajosas.

Sobre medo branco, recomendo o texto “Branquitude e branqueamento no Brasil“, de Maria Aparecida Bento. Sobre branquitude acrítica e branquitude crítica, ver Lourenço Cardoso.

Lia Vainer Schucman
Professora do Departamento de Psicologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e autora de “Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo – Branquitude, Hierarquia e Poder na Cidade de São Paulo”, que será relançado em 25/8 pela editora Veneta

Fortnite é removido da App Store após lançar promoção para burlar taxa cobrada pela Apple

Epic Games oferece desconto de 20% para compras por pagamento direto, mas apenas para PCs e consoles

O Fortnite é um dos mais conhecidos jogos do gênero “battle royale” Foto: Andrew Harrer / Bloomberg

NOVA YORK – A Apple removeu nesta quinta-feira o popular Fortnite de sua loja de aplicativos. Em comunicado, a companhia informou que a decisão foi tomada após a produtora do jogo, Epic Games, lançar ferramenta com a “intenção expressa de violar os regulamentos da App Store”.

Mais cedo, a Epic havia anunciado o lançamento de pacotes para compras diretas dentro do jogo, burlando os sistemas de pagamento da Apple, na App Store, e do Google, na Google Play. Essas empresas abocanham um percentual de 30% das transações efetuadas por meio das lojas de aplicativos.

“A Epic disponibilizou uma ferramenta em seu aplicativo que não foi revisada ou aprovada pela Apple”, informou a Apple, ao site The Verge. “E eles fizeram isso com a intenção expressa de violar os regulamentos da App Store em relação a pagamentos dentro do aplicativo que se aplicam a todos os desenvolvedores que vendem serviços ou produtos digitais”.

O diretor executivo da Epic, Tim Sweeney, é crítico da taxa elevada cobrada pelas donas das lojas virtuais. Em entrevista recente à Bloomberg, Sweeney afirmou que as companhias exercem um “duopólio”, já que elas são donas dos principais sistemas operacionais para dispositivos móveis e obrigam desenvolvedores a pagarem para disponibilizarem seus aplicativos aos donos de tablets e smartphones.

“Se tivesse como, eles bloqueariam a web e tomariam decisões arbitrárias sobre que páginas você pode visitar”, escreveu Sweeney, em seu perfil no Twitter, no mês passado. “E depois cobrariam 30% do faturamento de cada companhia que faz negócios na web”.PUBLICIDADE

A Apple está sendo pressionada por autoridades nos EUA e na União Europeia sobre sua conduta com competidores. Uma das frentes é exatamente sobre como a companhia opera sua loja de aplicativos.

O Fortnite é um dos mais populares jogos do estilo “battle royale”, onde dezenas de jogadores disputam uma mesma partida simultaneamente, sendo o vencedor o último que conseguir se manter vivo. O download é gratuito, mas o game oferece itens digitais, como roupas, armas e acessórios, mediante pagamento com uma moeda virtual, a V-Bucks, que pode ser comprada com dinheiro real.

Nesta quinta-feira, a Epic lançou a promoção “Fortnite Mega Drop”, que oferece descontos de 20% na compra de V-Bucks, mas apenas para jogadores de PCs e consoles. A ideia é atrair os jogadores para comprarem por essas plataformas, para burlar a taxa cobrada por Apple e Google.

Em seu site, a Epic afirma que a nova opção de pagamento oferece uma nova e vantajosa opção para os jogadores.

“Milhares de aplicativos da App Store aprovados pela Apple aceitam pagamentos diretos, incluindo alguns muito utilizados, como Amazon, Grubhub, Nike SNKRS, Best Buy, DoorDash, Fandango, McDonald’s, Uber, Lyft e Stubhub”, diz a Epic. “Nós achamos que todos os desenvolvedores devem ser livres para incentivar os pagamentos diretos em todos os aplicativos”.

O Google não se manifestou que o Fortnite continua disponível na Google Play.

American Pie 9 muda tudo e traz só protagonistas femininas

Agora é a vez das garotas experimentarem a torta de maçã.
FÁBIO GARCIA

American Pie 9: novo filme da franquia é protagonizado por mulheres

No começo dos anos 2000 a franquia American Pie foi um sucesso adolescente com histórias mostrando a descoberta sexual de um grupo de adolescentes homens. Vinte anos depois, o nono filme da franquia será lançado com uma novidade: dessa vez, o filme é protagonizado por quatro mulheres.

American Pie Presents: Girl’s Rules traz as adolescentes Annie (Madison Pettis), Kayla (Piper Curda), Michelle (Natasha Behnam) e Stephanie Stifler (Lizzie Broadway) descobrindo a vida sexual e movimentando os homens da escola.

O filme faz parte das séries de filmes derivados da franquia dos anos 2000, ambientados no mesmo universo. Tanto que a personagem Stephanie tem parentesco com o Stifler da série original. Esse, no entanto, será o primeiro filme da série sem a presença do ator Eugene Levy, presente em todos os 8 da franquia.

O filme será lançado nos EUA em 6 de outubro, tanto em DVD quando nas plataformas de aluguel digital.

Per Florian Appelgren for Vogue Portugal with Loes Alice Gobes

Photographer: Per Florian Appelgren. Cinematographer: Levien Priem. Art Direction & Production Studio: Eaux Studios. Fashion Stylist: Benjamin Aerts at EE Agency. Hair & Makeup: Emmy Klomp at EE Agency. Photo Assistant: Lukas Wiegand. Model: Loes Alice Gobes.

Mesmo velado, preconceito contra lésbicas no mercado de trabalho ainda é entrave

Três executivas dividem suas experiências e contam o que precisa avançar para um ambiente profissional mais inclusivo
LIA RIZZO – MARIE CLAIRE

Karina Mônaco, head de comunicação e inteligência de mercado para agronegócios da BASF na America Latina (Foto: Divulgação )
Karina Mônaco, head de comunicação e inteligência de mercado para agronegócios da BASF na America Latina (Foto: Divulgação )

Quando criança, a executiva Daniele Botaro jogava futebol com amigos na rua. Uma vizinha mais velha, que observava o jogo, a chamou em sua casa. Com um vibrador nas mãos, disse à menina de 10 anos de idade: “Se você continuar no futebol com os meninos, um desse nascerá em você”.

A Daniele da época ficou assustada, como é de se esperar de uma criança frente a este tipo de situação. Já a de hoje, teria muito a ensinar para a preconceituosa vizinha. Doutora em biofísica e pós doutora em educação e comunicação da ciência, ela é também uma das executivas referência em diversidade e inclusão no Brasil e, atualmente, ocupa a cadeira de head de desta área para América Latina na Oracle. E é casada com uma executiva, com quem tem uma filha.

O papo com a vizinha foi marcante. Mas só bem mais tarde, quando ainda era pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que, estimulada por uma aluna que sugeriu um levantamento sobre mulheres na ciência, Daniele ampliou o olhar para as diferenças a que são submetidas as chamadas “minorias” em ambientes corporativos. Estão neste balaio, negros, mulheres, LGBTQIA+ e deficientes.

O Brasil ainda trilha a passos lentos pelo caminho da diversidade. É o sétimo no ranking, conforme a análise Kantar Inclusion Index, um dos primeiros índices globais a se debruçar sobre a inclusão, que considerou entrevistas feitas com mais de 18 mil funcionários em 14 países e 24 setores diferentes. Entre as principais constatações no recorte brasileiro, 41% afirmaram se sentir desconfortáveis em seus locais de trabalho no último ano e 34% consideraram enfrentar obstáculos em suas carreiras relacionados ao gênero, idade, etnia e orientação sexual.

Para Cristina Kerr, CEO da CKZ Diversidade, consultoria de liderança e cultura inclusiva, esses resultados fazem total sentido e refletem muito do modo permissivo para piadas ou o famoso bullying no mercado de trabalho. “Em primeiro lugar, é necessário separar: diversidade é uma coisa, inclusão é outra, é senso de pertencimento”, explica ela. “E para que a pessoa se sinta pertencida e valorizada, as piadas sobre sua sexualidade, raça ou gênero, não devem ter espaço.”

Debate ainda recente

Foi no dia 17 de maio de 1990, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como enfermidade e a retirou da lista de Classificação Internacional de Doenças. Nestes 30 anos, houve outros avanços como o reconhecimento de união entre pessoas do mesmo sexo e, mais recente, a autorização para retificação de nome de pessoas trans. No entanto, e sobretudo no âmbito profissional, os desafios ainda são grandes.

Nos Estados Unidos, considerado por Cristina Kerr e outros especialistas o lugar mais à frente na questão, somente em junho deste ano uma decisão histórica da Suprema Corte – a mais alta instância da justiça americana – determinou que empregados não podem sofrer discriminação no trabalho por serem gays ou transgêneros. Até então, pessoas LGBTI+ podiam ser demitidas por sua sexualidade, ainda que de forma velada, com nos dois casos que embasaram a decisão da corte.

O equívoco, conforme interpretação da justiça americana mas que também cabe em terras brasileiras, é tratar a lei anti discriminação de sexo de forma binária, como se as pessoas estivessem divididas apenas entre homens e mulheres. Cristina Kerr aponta um passo além: “É preciso considerar interseccionalidades dentro desta conversa”. Para a executiva, este é um ponto relevante sobretudo em perfis que, de certa forma, acumulam as “caixinhas” de minorias. Por isso e embasada pela experiência de mais de uma década em projetos de diversidade, ela considera mais difícil que mulheres se sintam a vontade para assumir, no corporativo, a homo ou bissexualidade.

Os benefícios de poder ser

O esforço em se esconder ou ocultar aspectos da vida pessoal demanda um gasto maior de energia cerebral, explica Cristina. E também leva muitas funcionárias e funcionários a abrirem mão de benefícios trabalhistas que normalmente se estendem a familiares, para não enfrentar constrangimentos e preconceitos.

Embora não se lembre de situações graves em função de ser casada com uma mulher, Karina Mônaco, head de comunicação e inteligência de mercado para agronegócios da BASF na America Latina, já viveu abordagens cujo tom estava relacionado ao fato de ser gay. “Foi em uma confraternização da empresa onde trabalhava na época. Mas logo cortei”, conta.

Sua trajetória profissional contribuiu para se sentir a vontade na diversidade. Logo no primeiro estágio, conseguiu uma oportunidade de expatriação e viveu um ano em Bruxelas. Lá, encontrou um ambiente rico em diferenças de nacionalidades e também em estilo de vida. “Comecei a entender ali a importância dessa mistura para um ambiente mais criativo e passei a adotar em minha postura no trabalho”, lembra ela, que apesar de não considerar levantar bandeiras, participa de grupos de afinidade na Basf e não esconde o relacionamento.

Há um ano, ela e a companheira se casaram em uma cerimônia na praia, com direito a vários dias de festa e registros que foram até parar em portais especializados em casamentos. Foi um momento em que alguns preconceitos que pareciam não existir vieram a tona em círculos próximos, mas no trabalho recebeu felicitações até de colegas de quem não esperava uma reação neste sentido. “Sei que o ideal é que grupos de afinidades não precisem mais existir, mas sinto mais liberdade e vejo as novas gerações chegarem mais abertas a este e outros temas”, reflete a executiva.

Não há números claros sobre quantas mulheres lésbicas compõem o quadro das companhias. Elas acabam entrando nas estatísticas LGBTI+ ou de gênero comumente divididas entre homens e mulheres. Para dar mais visibilidade ao tema e aprofundar esse censo, foi criado em meados de 2013 o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, do qual companhias como a Basf são signatárias. Para aderir, as corporações devem assumir os 10 Compromissos da Empresa com a Promoção dos Direitos LGBTI+ estabelecido em uma carta formulada pelo Fórum.

Onde estão as mulheres lésbicas?

Ainda assim, somente 27% de mulheres estão no quadro de funcionários da multinacional alemã na América do Sul. Número semelhante ao da Oracle onde, até o ano passado, apenas 28% da força de trabalho era composta por mulheres, inclusive globalmente. Logo, para quem precisa cavar espaço em função do gênero, tornar pública uma orientação sexual fora do padrão heteronormativo certamente acrescenta degraus a mais em uma escadaria já alta.

Cristina Kerr chama a atenção para outro viés muito comum ainda. “As pessoas tratam sexualidade como escolha. Por isso começo meus treinamentos convidando aos homens, por exemplo, para se lembrar quando escolheram se interessar por mulheres. E, claro, ninguém se lembra. Porque desejo não é escolha”, enfatiza.

Joana Mendes foi anunciada recentemente como diretora de criação da FBiz (Foto: Divulgação )
Joana Mendes foi anunciada recentemente como diretora de criação da FBiz (Foto: Young Gifted and Black )

Negra, natural de Rondônia e casada com uma mulher, a publicitária Joana Mendes foi anunciada recentemente como diretora de criação da FBiz. Antes de chegar a uma grande agência, fez carreira como uma brilhante freelancer e criou, entre outras iniciativas em prol de diversidade racial e de gênero, o YGB.Black, primeiro banco de imagens de mulheres negras, produzido inteiramente por elas.

Joana considera que a necessidade de se proteger como mulher lésbica é algo muito anterior ao ambiente corporativo e isso precisa ser considerado também pelas empresas. “Gay não é sinônimo de todas as letras. Mulheres trans negras são as mais assassinadas e que mais precisam se prostituir para sobreviver”, aponta ela. “Logo, não é somente sobre amar quem eu quiser, mas ter direitos básicos garantidos.”

Como os novos hábitos na pandemia estão mudando o streetstyle das mulheres maduras

Peças descomplicadas, looks urbanos e tecidos tecnológicos ganham mais espaço no guarda-roupa, que agora tem como prioridade o conforto e a segurança
LARISSA SARAM – MARIE CLAIRE

Sueli Rodrigues, do Blog da Su (Foto: Reprodução / Instagram)

A moda de rua é feita de gente. E naquele mundo que não existe mais, aquele um pouco antes da pandemia, alguns rostos e corpos maduros cruzavam os grandes centros a bordo de looks coloridos, confortáveis e com pegada bem urbana. A moda streetwear, nascida entre os skatistas da Califórnia dos anos 90 e que aglutinou a vestimenta esportiva com elementos do punk e do hip hop, deixou de ser uma apropriação exclusiva da juventude para ganhar um pouco de espaço também nos guarda-roupas 40, 50, 60, 70+.

Uma pesquisa do Pinterest apontou que no começo de 2020 a busca pelo tema “moda streetwear” tinha aumentado 265% entre usuários na faixa dos 50 anos. “Percebo que de uns tempos para cá minhas clientes mais velhas passaram a colocar jeans, tênis e moletons até na vida corporativa, sem comprometer em nada o fato de precisarem estar bem arrumadas”, afirma a consultora de moda e stylist Jennifer Nocetti.

Esse movimento faz parte da desconstrução daquela ideia repetitiva e pouco original de que para as mulheres maduras só são permitidos looks sérios e comportados (seja lá o que isso quer dizer). “Há uma expectativa de que a partir de certa idade devemos nos vestir de maneira discreta. As redes sociais estão nos ajudando a divulgar a quebra desse tabu. A rua é a minha maior inspiração”, conta a farmacêutica baiana Ana Cristina Oliver, 60 anos. Há dois anos ela criou o perfil @estilonaotemidedade, hoje com cerca de 280 mil seguidores, para compartilhar as combinações de peças que tem em casa. Vez ou outra, tênis, calça utilitária e cores vibrantes apareciam como protagonistas do visual.

Mas então chegou a Covid-19 e as ruas ficaram vazias. A população mais velha, parte do grupo de alto risco, precisou ficar reclusa. Novos hábitos começaram a ser criados. E como tudo isso está influenciando a maneira de se vestir das mulheres maduras? Se antes a tribo do streetwear já estava aumentando, agora, a necessidade de ficar em casa deu um impulso maior para o uso de peças descomplicadas, com tecidos maleáveis e gostosos de usar. “Desde que tudo isso começou, adotei roupas mais fechadas. Evito calça flare e saias longas, por exemplo, que podem arrastar no chão e contaminar. E como esse momento exige o uso de máscaras, gosto de combiná-las com os looks, além de sempre pensar em meios de carregar o álcool em gel”, diz Sueli Rodrigues, 71 anos, criadora do @blogdasu70, que reúne cerca de 25k seguidores no Instagram. Ela define seu estilo como casual, mas aderiu a elementos do streetwear para se sentir confortável e segura: “Os conjuntos de moletom estão com tudo! Só não abro mão mesmo de um saltinho básico”, conta. Já Ana Cristina acha que esse será um item raro de ver nas ruas de novo: “Acho difícil voltar a usar, só mesmo em algum evento muito especial”, afirma.

Para Jennifer Nocetti, assim como no caso da arquitetura moderna, que ficou mais arejada no período pós-gripe espanhola, a moda de rua, como parte das artes aplicadas, já começa a seguir um novo fluxo por conta da pandemia do coronavírus. “A preocupação com higiene é ainda maior a essa fatia da população mais velha. Por isso, além de confortável, o vestuário deve ser fácil de lavar e secar. Muita malha e algodão envolvido e pouca complicação na modelagem”, explica. A stylist também menciona a chegada por aqui dos tecidos antibacterianos, repelentes de água com secagem rápida e que não amassam: “Os chamados ultraTECS estão sendo desenvolvidos a todo vapor. Mas gosto sempre de ressaltar a importância do mercado de tecidos orgânicos, tingidos naturalmente, sustentáveis e com baixo impacto ambiental. Não acredito que vão superar os tecidos inteligentes, mas o mundo limpo é melhor forma de se evitar o surgimento de novas doenças. Está mais que provado que o caminho de volta a natureza é o tipo de tecnologia que temos a explorar”.

Ana Cristina Oliver (Foto: Reprodução / Instagram)
Ana Cristina Oliver, do blog Estilo Não Tem Idade (Foto: Reprodução / Instagram)

E não é só o jeito de se vestir que sofreu impactos na geração madura. “Eu adorava passear pela cidade, observar pessoas e vitrines. Não podia ver uma lojinha de rua. Agora minhas compras têm sido conscientes e online”, explica Sueli. Ela faz parte dos 37% dos brasileiros acima dos 60 anos que passou a fazer mais compras online durante a pandemia. Os dados são do estudo “Monitoramento Covid-19: 60”, conduzido pela agetech Janno (startup do setor de longevidade) em parceria com a empresa de pesquisa MindMiners. O consumo de conteúdo digital aumentou também: 41% começaram a consumir mais conteúdo online.

E se a moda tem papel importante como linguagem não-verbal para se comunicar com o mundo, em tempos pandêmicos ela ganha mais uma função: “Vestir-se bem é um ritual para iniciar o dia com esperança. Estamos cercados por notícias ruins. Se arrumar e se reconhecer bonita e bem cuidada é parte de um processo de empoderamento da mulher, e uma mulher poderosa, seja de pantufa ou salto alto, muda o mundo”, finaliza Jennifer.

Sueli Rodrigues, do Blog da Su (Foto: Reprodução / Instagram)
Sueli Rodrigues, do Blog da Su (Foto: Reprodução / Instagram)

‘Rick and Morty’: Netflix disponibiliza novos episódios da 4ª temporada

A temporada completa já tinha sido lançada nos EUA em maio e a segunda metade chega à plataforma de streaming sem aviso prévio

Netflix disponibilizou a segunda metade da quarta temporada de ‘Rick and Morty’ de surpresa nesta quinta-feira, 13. Foto: Adult Swim via The New York Times

Os episódios da segunda metade da quarta temporada de ‘Rick and Morty’ caíram de paraquedas nesta quinta-feira, 13, na Netflix, sem qualquer aviso por parte da plataforma de streaming. Os cinco capítulos finais da temporada já tinham estreado nos Estados Unidos em maio no canal Adult Swim.

A princípio, a Netflix Brasil tinha anunciado que os episódios chegariam à plataforma em junho, mas a data tinha sido adiada. Agora os novos capítulos da animação já podem ser assistidos tanto na versão dublada quanto na legendada.

Veja abaixo os títulos dos episódios:

  • Never Ricking Morty
  • Promortyus
  • Childrick of Mort
  • The Vat of Acid Episode
  • Star Mort Rickturn of the Jerri

Durante a ComicCon@Home, que aconteceu em julho, os criadores da série já tinham confirmado que haverá uma nova temporada, ainda sem data de lançamento. Todas as temporadas anteriores já podem ser conferidas na plataforma.

Confira o trailer da quarta temporada de ‘Rick and Morty’:

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