James Steyer, o homem do boicote ao Facebook vai ao ataque

James Steyer, um dos organizadores da campanha ‘Stop Hate For Profit’, diz que a rede social está do ‘lado errado da história’; em entrevista ‘Estadão’, ele diz que campanha deverá chegar oficialmente ao Brasil
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

James Steyer, 64, fundador da ONG americana Common Sense

Não é todo dia que alguém decide comprar uma briga com a maior rede social do mundo. Com quase 2,5 bilhões de pessoas usando suas plataformas diariamente – a conta inclui também Instagram e WhatsApp –, o Facebook parece ser uma força inabalável. Mas não é o que pensa James Steyer, 64 anos, fundador da Common Sense, ONG americana que promove os direitos infantis na mídia. Nascido em Nova York e corado pelo sol da Califórnia, Jim, como é conhecido pelos mais próximos, é uma das mentes por trás da campanha Stop Hate for Profit (SHFP), que convocou um boicote de anunciantes ao Facebook durante o mês de julho. O pedido era para que as empresas deixassem de anunciar nas plataformas de Mark Zuckerberg durante 30 dias em protesto contra a disseminação de conteúdo da rede social.

Advogado e professor da Universidade Stanford, Jim acredita que é preciso colocar limites ao império de Zuckerberg. “O Facebook está do lado errado da história”, diz ele em entrevista exclusiva ao Estadão. “Eles amplificam discursos de ódio, racismo, supremacia branca, teorias da conspiração e desinformação”, explica. Para ele, a rede social é permissiva quanto à publicação desses tipos de conteúdos. 

A estratégia da campanha é óbvia, mas nada trivial: fazer o bolso de Mark Zuckerberg sangrar e gerar danos à reputação de seu império. O Facebook tem receita anual de cerca de US$ 70 bilhões com publicidade. Logo, convencer os anunciantes a apoiarem a causa é inevitável. Para surpresa de muitos, inclusive de Jim, a jogada parece ter dado certo. 

Quando foi anunciada, a SHFP não tinha o apoio de nenhuma marca de peso. Em pouco tempo, porém, cerca de 1,1 mil anunciantes aderiram, incluindo Coca-Cola, Honda e Adidas. “Percebi que tínhamos tido sucesso quando a (operadora) Verizon e a Unilever se juntaram, pois essas empresas são muito conservadoras e não se envolvem em políticas.” 

A campanha ganhou força com os protestos antirracistas que tomaram as ruas dos EUA após o assassinato de George Floyd, no fim de maio. Jim admite que isso ajudou a criar as condições ideais para o lançamento, mas o plano inicial era ter atacado antes. “A ideia era ter lançado mais cedo, mas a covid-19 adiou os planos”, conta. As conversas que deram origem ao movimento começaram no segundo semestre de 2019 e envolveram Jim, a Anti Defamation League (ADL), organização que luta contra o antissemitismo, e também o ator Sacha Baron Cohen, conhecido no cinema pelo personagem Borat.

Cohen, que é judeu, afirmou em novembro do ano passado, em evento da ADL, que o Facebook é a maior máquina de propaganda da história. E completou dizendo que a rede social teria permitido a Adolf Hitler publicar anúncios na plataforma. A contundência do discurso chamou atenção – era um sinal claro de que Cohen não se limitaria às palavras. Após o lançamento, a SHFP ganhou a parceria de outras organizações que lutam contra o racismo e a desinformação, entre elas a NAACP, a Color of Change e a Free Press. Com essa composição, Jim diz que a SHFP virou um movimento social. 

O discurso de ódio, o racismo e o antissemitismo, porém, não são as únicas preocupações do professor. “Mark Zuckerberg e o Facebook estão favorecendo Donald Trump. Acreditamos que há um acordo não verbal entre os dois. O Facebook ajudou bastante Trump em 2016, e Trump gasta muito com anúncios no Facebook”. Jim mantém a posição mesmo quando confrontado com o fato de que políticos republicanos reclamam há anos de um suposto viés da plataforma favorável ao Partido Democrata. Procurado, o Facebook afirma: “Não é verdade que estejamos favorecendo a administração Trump. Temos um conjunto de regras que se aplicam a qualquer pessoa.” 

Jim nega que a SHFP tenha finalidade política, embora seu irmão mais novo, o bilionário Tom Steyer, tenha entrado na disputa do Partido Democrata para ser o candidato à presidência dos EUA nas eleições deste ano – ele deixou a corrida em fevereiro após gastar cerca de US$ 200 milhões e não conquistar apoio nos Estados onde disputou as primárias do partido. 

Dores

A ofensiva, porém, parece não abalar Zuckerberg, que em audiência no Congresso dos EUA no mês passado afirmou que não vai mudar as políticas da empresa por pressão de anunciantes. Os números estão do lado do executivo. 

O Facebook reportou que os seus 100 maiores anunciantes corresponderam a apenas 16% de uma receita de US$ 18,3 bilhões registrada em seu último balanço – a maior fatia do bolo é produzida pelo restante dos anunciantes. Em uma nota a investidores, a consultoria Wedbush Securities afirmou que esperava um impacto financeiro de US$ 100 milhões após o boicote. Depois de queda no final de junho, quando a SHFP estava para começar, as ações do Facebook se valorizaram e atingiram o maior valor da história em 7 de agosto. 

São fatos que não desanimam Jim, que acredita ter forçado mudanças dentro da companhia. Coincidência, ou não, o Facebook concentrou o discurso em ações contra o discurso de ódio, o racismo, a desinformação e a relação da plataforma com políticos. 

James, à esquerda, com o irmão mais novo Tom Steyer
James, à esquerda, com o irmão mais novo Tom Steye

No relatório de transparência divulgado na terça, 11, o Facebook afirmou que removeu 22,5 milhões de conteúdos de discurso de ódio – esse número havia sido de 9,6 milhões na versão anterior do documento. A companhia também anunciou novas políticas em relação ao discurso de ódio e ao antissemitismo. A empresa, por exemplo, proibiu a publicação de blackface, a prática de brancos se fantasiarem para representar negros de maneira a ridicularizá-los.

No começo de agosto, a rede social derrubou pela primeira vez na história um post de Trump que trazia mentiras sobre a covid-19. E, em julho, a companhia promoveu a megaoperação global de derrubada de perfis falsos, o que inclui perfis bolsonaristas comandados por assessores da família. 

Começo do jogo

Para Jim, isso é pouco e agora ele planeja os próximos passos da SHFP. Um deles é tornar o boicote global – ele afirma que convocará anunciantes inclusive do Brasil, embora, informalmente alguns nomes também já tenham aderido. Outra fase será obter apoio público de funcionários do Facebook. “Eles têm orgulho de trabalhar numa empresa que amplifica discurso de ódio e racismo?”, pergunta. 

Uma outra possibilidade também é ampliar o convite para empresas menores. “Tentamos evitar o apoio de pequenos negócios em tempos econômicos difíceis, mas não disse que não farei esse convite daqui seis meses”. Ele garante que a SHFP permanecerá ativa até, pelo menos, o começo de 2021. Novos anúncios serão feitos em breve. 

O objetivo final é obter legislação rígida contra a rede social, o que inclui o desmembramento de seus diferentes serviços em outras empresas. “Eles não deveriam poder controlar o WhatsApp e o Instagram. Isso é errado”, diz. Segundo ele, esse é um tipo de legislação que também restringiria os poderes de outros gigantes tecnológicos, como o Google. O Facebook virou alvo para servir de exemplo as outros, garante. 

O cenário desfavorável ao Facebook frente à opinião pública lembra os meses seguintes ao escândalo da Cambridge Analytica, firma de marketing político que roubou os dados de 87 milhões de usuários do Facebook. Zuckerberg foi depor ao congresso dos EUA e parecia que a empresa sofreria sanções pesadas – a multa de US$ 5 bilhões foi considerada leve

“Foi uma decepção, mas dessa vez é diferente. Algo mudou no congresso e que teremos algum tipo de legislação. O Facebook se esconde por trás de uma mentalidade falsa de liberdade de expressão como se esse fosse o único valor do mundo”, diz. O sucesso na primeira parte da campanha não deixa ele esconder a empolgação. 

“Uma partida de futebol tem 90 minutos. Estamos com apenas 10 minutos do primeiro tempo”, diz. Nesse jogo, Jim resolveu jogar no ataque.

TOMBOGO™ x New Era Cargo Cap

With the Cargo Cap by TOMBOGO & New Era, founder and creative director, Tommy Bogo, avança o visual utilitário do chapéu clássico da New Era adicionando um toque moderno e funcional.

O Cargo Cap oferece dois bolsos de carga destacáveis ​​que podem ser abertos / abertos e substituídos por outros acessórios utilitários TOMBOGO. Um dos acessórios que pode ser usado é o Storm Hood. Este anexo é uma peça personalizada em colaboração com a Escobar Tailors em San Francisco, Califórnia. Cada Storm Hood é 1 de 1, edição limitada e feito sob medida.

Esta peça única com certeza será um começo de conversa e é perfeita para o clima atual do mundo. Agora, mais do que nunca, as pessoas querem poder sair de casa com conforto e segurança em primeiro lugar, sem sacrificar o estilo e a individualidade. O Cargo Cap da TOMBOGO & New Era segue essa linha perfeitamente.

Como a Wikipédia está lidando com a enxurrada de desinformação ligada à pandemia

Com tantos editores monitorando constantemente o fluxo de conteúdo, a desinformação tende a ser rapidamente extirpada
Por Travis M. Andrews – The Washington Post

Coronavírus representa desafio enorme para os editores da Wikipédia 

A pandemia do novo coronavírus tomou conta do globo e se tornou um dos maiores desafios da história da Wikipédia, a enciclopédia colaborativa. Afinal, como é registrar um evento gigantesco em tempo real, com as informações mudando constantemente e a desinformação se propagando continuamente ?

No final de julho, de acordo com uma porta-voz da Wikipédia, mais de 67 mil editores colaboraram para criar mais de cinco mil artigos em 175 línguas diferentes sobre a covid-19 e seus vários impactos. Alguns desses artigos são páginas mais sensíveis, e, portanto, restritas a determinados usuários de confiança (que atingem o status após uma decisão de outros voluntários da enciclopédia).

Os editores frequentes geralmente assumem duas funções importantes. A primeira é realmente redigir ou editar uma página específica. A segunda é uma espécie de organização da comunidade, que ajudam a administrar os WikiProjects, espaços de organização dos tópicos que aparecem em muitas páginas, como “medicina” ou “gerenciamento de desastres”.

Um WikiProject, entre outras coisa, inclui uma página de fontes confiáveis para os editores tomarem como base. E como cada página da Wikipédia, ele contém uma “de bate papo” onde os editores discutem como abordar determinados artigos, que artigos são necessários e que tipo de informação não se ajusta aos seus critérios.

No final de julho, o principal artigo em língua inglesa sobre a covid-19 foi editado 22 mil vezes por mais de quatro mil editores. Entre eles estava Netha Hussain, médica de 30 anos de Kozhikode, em Kerala, Índia, que tem Ph.D em neurociência clínica e é pesquisadora na universidade de Gothenburg, Suécia. Ela começou a editar a Wikipédia há uma década, quando estava na faculdade de medicina. A covid-19 provou ser mais difícil de reportar do que qualquer outro assunto nos seus 10 anos de edição do site, à medida que as informações sobre o vírus, mesmo vindo de fontes respeitadas, mudavam constantemente. Ao contrário de outros casos no passado, “tenho de trabalhar rápido e agir rápido para assegurar que a informação seja confiável e atualizada”, disse ela.

Os editores se consultam para criar ou expandir artigos sobre determinados temas. Hussain, por exemplo, recebeu um pedido para escrever sobre a covid-19 e seus efeitos sobre a gravidez para sua própria página em separado.

Os impactos da pandemia se estenderam para além da medicina, abrangendo todos os aspectos, desde “direitos humanos” a “política nacional”, “economias mundiais”, disse Huissain. Outros editores se apressaram para preencher as lacunas.

À medida que a principal página ficou supersaturada de informações, os editores criaram páginas para vários países, depois Estados. Algumas são bastante específicas, como o impacto do vírus sobre a Walt Disney Co. Existem páginas sobre o impacto da doença sobre as artes cênicas, esportes, musicais, lojas, turismo e preços do petróleo.

Naturalmente, todas essas páginas são inúteis, na verdade nocivas – se não forem precisas. E a maioria dos que estudaram nas duas primeiras décadas do milênio conhecem bem este refrão “A Wikipédia não é considerada uma fonte confiável”. O que seria um problema, uma vez que a página da covid-19 em língua inglesa teve mais de 73 milhões de visualizações a partir de 30 de julho.

Jevin West, professor na universidade de Washington, disse que não está preocupado e que no geral a Wikipédia tem abordado a questão do vírus excepcionalmente bem” .

“Como alguém que estuda os problemas da má informação e da desinformação, é uma luz de esperança num mar de poluição”, disse West. “É o zelo das pessoas no sentido de obter as coisas certas e serem curadoras do conhecimento humano que as torna ainda mais cuidadosas”.

Ele citou também a transparência da enciclopédia. Algumas fontes desacreditadas não são autorizadas e toda a história de edição do website está disponível para o usuário. Finalmente, todos os fatos são baseados em fontes e “esse nível de transparência oferece confiança”, disse ele.

Assim, a Wikipédia contrasta drasticamente com sites de mídia social, como Facebook e Twitter, que com frequência demoram para remover a desinformação. Mesmo quando o fazem, normalmente ela já se propagou. 

Com tantos editores da Wikipédia monitorando constantemente a montanha de informações, a desinformação tende a ser rapidamente extirpada. Se um troll aparece ou “se editores anônimos estão inserindo vulgaridades ou operando claramente fora das regras da Wikipédia, não há nenhum problema em bloquear essas pessoas”, diz um dos editores. “Nós banimos seu endereço IP se acharmos que você não está aqui pelas razões certas”, ele acrescentou. E os editores reparam rapidamente os erros, com frequência em questão de segundos.

West acredita verdadeiramente que o mundo pode se beneficiar da filosofia defendida pelos muitos editores do site.

“Talvez mais pessoas venham a aderir a esse comportamento ético de desejar o que é correto. Talvez este seja um dos antídotos contra a desinformação”, disse ele. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Dennis Stenild for ELLE Mexico with Clara Ruby

Photography: Dennis Stenild. Fashion Stylist: Maria Angelova. Hair And Makeup: Jan Stuhr at Le Management. Producer. Sheri Chiu. Stylist Assistant: Elina Angelova. Model: Clara Ruby at Le Management.

Aquaman 2 | James Wan diz que sequência trará novos elementos de terror

Diretor disse que sua sensibilidade para o gênero está presente na cena do Fosso no primeiro filme
NICOLAOS GARÓFALO

Diretor do primeiro AquamanJames Wan

Diretor do primeiro AquamanJames Wan afirmou que voltará a colocar pitadas de terror na sequência do longa, que tem estreia prevista para 2022. O cineasta, que ficou famoso após dirigir filmes como Jogos MortaisSobrenatural e Invocação do Mal, disse que incluirá cenas que remetam ao gênero na continuação, a exemplo do que fez quando mostrou o Fosso no primeiro filme.

É grande parte de quem sou e isso apenas surge naturalmente nesses tipos de filme”, disse Wan ao responder à pergunta de um fã no Twitter da DC Comics. “Especialmente em um longa como Aquaman, em que a história se passa nesses mundos submarinos que podem ser bem assustadores” – ouça abaixo:

Aquaman 2 tem estreia marcada para 16 de dezembro de 2022, com Jason Momoa (Aquaman), Patrick Wilson (Orm) de volta, além do diretor James Wan. O primeiro filme alcançou a marca de US$ 1,13 bilhão na bilheteria mundial e, com isso, o longa chegou ao 20º lugar no ranking de maiores bilheterias de todos os tempos.

A sequência será um dos destaques do DC FanDome, evento digital organizado pela DC e que acontecerá em 22 de agosto – confira a programação completa.

Meghan Markle diz que quer ser voz contra o racismo e fala sobre ‘toxicidade’ da imprensa

Duquesa de Sussex e o príncipe Harry estão processando jornais por invasão

Meghan Markle e príncipe Harry

Meghan Markle, 39, afirmou nesta sexta-feira (14) estar feliz por estar de volta aos Estados Unidos, onde planeja ser uma voz contra o racismo e fazer campanha a favor de uma mudança positiva em seu país de origem.

Markle e o marido, o príncipe Harry, se mudaram para os Estados Unidos neste ano, após deixar o Canadá e depois de anunciar, em janeiro, que se desligariam das obrigações dos membros da família real britânica.

A duquesa de Sussex afirmou ter sido “devastador” voltar para casa quando o racismo sistêmico nos Estados Unidos ficou exposto, após o assassinato em maio de George Floyd, um homem negro, por um policial branco.

Mas seus sentimentos mudaram à medida que o país se apoderou dos protestos pacíficos generalizados e as vozes negras ganharam força para denunciar décadas de descriminação.

“Passou da tristeza para um sentimento de inspiração absoluta, porque posso ver que a maré está mudando”, declarou Markle durante uma cúpula organizada pela 19th*, uma nova organização de notícias formada por uma equipe majoritariamente feminina.

A atriz, que cresceu em Los Angeles, declarou que “não é novidade ver esta subcorrente de racismo”, mas que as mudanças que estão surgindo são algo que a duquesa “espera fazer parte usando minha voz de uma maneira que não pude ultimamente”. “Então sim, é bom estar em casa”, completou.

A atriz enumerou durante a apresentação os problemas que ela e o marido têm encontrado na imprensa sensacionalista.

Markle processou diversos veículos de notícias, alegando violação da privacidade e direitos de proteção de dados e autoria pela publicação de trechos de sua correspondência com o pai, Thomas, depois do casamento com o príncipe Harry.

No mês passado, o casal entrou na Justiça com processos em Los Angeles contra paparazzi, acusados de tirar fotos do seu filho, Archie, sem o consentimento dos pais. Há “muita toxicidade” no noticiário, disse Markle.

O príncipe Harry comparou o que chamou de uma “campanha cruel” contra a esposa com o tratamento recebido por sua mãe, Diana, princesa de Gales, que faleceu em um acidente de carro em 1997 em paris quando era perseguida por paparazzi. AFP

Princesa Anne faz 70 anos e ganha homenagem do Príncipe Charles em rede social

O filho mais velho da rainha Elizabeth II publicou uma seleção de fotos dos dois juntos em diversas décadas

Princesa Anne: 70 anos neste sábado Foto: Reprodução

príncipe Charles celebrou o aniversário da princesa Anne, que completa 70 anos neste sábado, com uma bela homenagem, compartilhando uma seleção de imagens dos irmãos ao longo das décadas em seu perfil no Instagram. 

O príncipe William e Kate Middleton também comemoraram a data postando uma seleção de fotos com a aniversariante na rede social.

A princesa está passando o dia em uma viagem de barco pela costa da Escócia com o marido, Sir Tim Laurence.

A ‘cadeira gamer’ triunfou durante a pandemia

Amazon viu aumento de 300% nas vendas nos EUA; objeto pode custar milhares de dólares
Por Sanam Yar – The New York Times

A cadeira Embody Gamer é uma criação da Herman Miller com a Logitec

Cadeiras específicas para gamers viraram artigos extraordinariamente cobiçados durante a pandemia, o que transformou o o ato de sentar-se e o de jogar em ocupações muito comuns. De março a meados de maio, a Amazon viu um aumento de mais de 300% nas vendas de cadeiras para jogos. No geral, os gastos com videogames nos Estados Unidos atingiram um pico de 10 anos em junho, de acordo com um relatório do NPD Group, uma empresa de pesquisa de mercado.

O que significa que, sabendo ou não, os especialistas em ergonomia tinham um grande desafios em mãos. 

Não é incomum que um gamer profissional fique sentado por 13 horas seguidas. E, durante as temporadas de torneios, há muitas semanas em que as equipes não tiram nem um dia de folga dos treinos, disse Noah Francis, 22 anos, jogador profissional de Counter-Strike do Team Envy, que se profissionalizou aos 15 e é mais conhecido como “Nifty”.

Síndrome do túnel do carpo, artrite, dor crônica e lesões por esforço repetitivo muitas vezes resultam das muitas horas de jogo. “Pescoço de nerd” e “braço de teclado” são termos usados com frequência.

A cadeira é “um componente essencial” para o suporte corporal, disse Michelle Robertson, professora da Northeastern University e diretora do Comitê de Pesquisa em Ergonomia de Escritório. Uma boa cadeira, disse ela, é aquela que tem recursos ajustáveis e apoios de braço, que sustenta a coluna e oferece um assento que se incline. Ela alivia a tensão nos músculos que sustentam o corpo quando alguém fica sentado por longos períodos.

“Esteja você no escritório ou jogando, você precisa apoiar o corpo”, disse Robertson. O pessoal do escritório, os animadores, os contadores — todos eles têm isso em comum com os gamers.

Sentando com estilo

Cadeiras de jogos autênticas imitam o design dos assentos de carros esportivos, disse Scott Richards, presidente de operações norte-americanas da AKRacing, uma empresa de cadeiras para jogos. Elas têm apoios laterais para encostar as pernas durante longos períodos e um encosto bem ajustado para apoiar o pescoço e a coluna. Enquanto as cadeiras de escritório são geralmente feitas de malha, as cadeiras de jogos são feitas de espuma e couro (ou couro de poliuretano). Os modelos podem custar entre US$ 100 e US$ 800 nos EUA.

Existem muitas imitações no mercado. “Muitas das chamadas cadeiras de jogos por aí são apenas uma cadeira de escritório com um pedaço de couro vermelho brilhante costurado”, disse Richards.

Os designers da Herman Miller optaram por um estilo mais minimalista, que refletisse a maneira como os gamers se vestiam e se apresentavam. “Historicamente, os videogames têm uma estética de design evidente: cores vibrantes, agressivas, bastante masculinas”, disse Peter Kingsley, diretor de marketing da divisão de games da Logitech. A cadeira também tem um preço exorbitante, bem Herman Miller: US$ 1.495. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

Sacai Spring/Summer 2021

Chitose Abe unveiled her Spring/Summer 2021 collection for Sacai.