‘Tenet’, de Christopher Nolan, terá a missão de salvar o cinema em 2020

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Filme estreará em mais de 70 países em 26 de agosto, antes da exibição nos Estados Unidos em 3 de setembro; veja o trailer
Philippe Grelard, AFP

Christopher Nolan
Elizabeth Debicki e John David Washington em cena do filme ‘Tenet’, de Christopher Nolan Foto: Warner Bros.

Sem dúvidas será a estreia do momento: o filme Tenet, com temática de espionagem e ficcção científica, do diretor de sucessos Christopher Nolan, é esperada como o messias pelas salas de cinema, fortemente castigadas pela crise do novo coronavírus. 

Essa superprodução, com um colossal orçamento de US$ 200 milhões, é a única que se atreve a ser lançada – após uma série de adiamentos – em um período conturbado como esse. A Disney, por exemplo, lançará Mulan, sua grande aposta, direto em sua plataforma de streaming.

Porém, a Warner Bros decidiu confiar em Nolan, cujos filmes – como a elogiada trilogia de Batman – renderam mais de US$ 4 bilhões. 

Tenet estreará em mais de 70 países em 26 de agosto, antes da exibição nos Estados Unidos em 3 de setembro. 

Esse filme salvará o cinema em 2020? A BBC respondeu de forma afirmativa em uma análise recente, descrevendo Nolan como “padroeiro” das salas de cinema. 

“Essas últimas semanas nos lembraram, como se fosse necessário, de que há coisas mais importantes do que ir ao cinema. Mas quando refletimos sobre tudo que o cinema nos oferece, pode ser que não seja tão inútil”, escreveu o influente diretor de Inception e Interstellar, em um artigo recente publicado no Washington Post.

“Pular na tela”

O filme conta com os principais ingredientes para qualquer receita de sucesso, e seu apelo argumentativo pode ser visto no título, um palíndromo, ou seja, uma palavra que pode ser lida nos dois sentidos, como o movimento do tempo que permite que os personagens possam avançar ou voltar. 

O cineasta anglo-americano se diverte com cenas fantásticas, protagonizadas por um agente secreto (John David Washington, filho do ator Denzel Washington), que enfrenta uma cruel figura (Kenneth Branagh) que ameaça a humanidade. 

Quanto à trama de espionagem, em entrevista coletiva virtual com a mídia internacional na última quarta-feira, Nolan confessou que ficou marcado ao ver 007: O Espião Que Me Amava, um James Bond da época de Roger Moore. 

“É o primeiro que vi, aos sete anos. Tive a impressão de que podia pular na tela e ir a todos os cantos do planeta. Queria redescobrir esse sentimento”, explicou o diretor.

Um herói negro

No entanto, seu longa com duração de 2h30, e rodado em sete países, difere da saga de Bond por ter um herói negro, algo que até agora não aconteceu com o famoso agente secreto. 

O elenco de Tenet inclui Robert Pattinson, que se encaixa perfeitamente em seu ambíguo personagem, que “gosta do caos e de viver no meio de um pesadelo”, segundo o próprio ator, e também Elizabeth Debicki, que volta a interpretar um mulher indignada que recupera a liberdade, como em As Viúvas, de Steve McQueen. 

O diretor, que apresentou o roteiro a vários cientistas para adaptá-lo às teorias sobre a passagem do tempo, não é o primeiro a refletir sobre as consequências da manipulação do passado no presente. 

O Exterminador do Futuro, por exemplo, antecipou o tema. Mas, dessa vez, as passagens temporais são mais permeáveis e numerosas.

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