ONU e atrizes de Hollywood pedem que governo do Chile arquive denúncia contra coletivo feminista

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Polícia de Valparaíso denunciou o Lastesis por “incitar a violência contra a instituição”; Conselho de Direitos Humanos diz que criminalização do grupo pode ter consequências para mulheres em todo o mundo
Reuters

Mulheres fazem a performance ‘Un violador en tu camino’, criada pelo coletivo feminista Las Tesis, durante a Marcha das Mulheres em Washington, em janeiro de 2020 Foto: Reuters/Mary F. Calvert

SANTIAGO. O grupo de trabalho sobre discriminação contra meninas e mulheres, que atua dentro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, pediu nesta terça-feira (25) que a polícia chilena desista de processar criminalmente o coletivo feminista Lastesis, cuja performance “Un violador en tu camino” inspirou uma onda de manifestações feministas em vários países do mundo. Trinta atrizes de Hollywood, incluindo Natalie Portman, Julianne Moore, Milla Jovovich e Olivia Wilde assinaram uma carta aberta pedindo que o caso contra o Lastesis seja arquivado.

A polícia na cidade de Valparaíso denunciou quatro integrantes do grupo à promotoria local depois da divulgação de um vídeo no YouTube no qual elas supostamente dizem “fogo nos policiais”. A polícia afirma que as mulheres, que no vídeo estão de máscaras do lado de fora de uma delegacia, estavam incitando a violência contra a instituição.

Os especialistas da ONU afirmaram que o Lastesis é instrumental nas denúncias de violência policial e de gênero no Chile.

“O grupo e a performance se tornaram um símbolo da demanda universal das mulheres para viverem livres de violência”, acrescentam. “Tememos que um processo contra o Lastesis pode ter consequências para mulheres que estão lutando pelos direitos humanos em outros países”.

O Lastesis afirmou que levou o assunto até o governo chileno e está esperando uma resposta. Em maio, o Lastesis assinou uma declaração conjunta com o grupo feminista russo Pussy Riot pedindo ação pelo fim da violência policial.

A performance “Un violador en tu camino” chamou a atenção no ano passado durante as manifestações em massa realizadas no país contra a desigualdade. Os protestos resultaram em pelo menos 31 mortos, 3 mil feridos e 30 mil pessoas detidas. A promotoria chilena está investigando denúncias de abuso feitas por mais de 5 mil pessoas contra as forças de seguranças do país.

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