Jeanette Epps, da Nasa, será a primeira mulher negra em longa missão na Estação Espacial Internacional

Astronauta foi designada pela Nasa para a missão Boeing Starliner-1, prevista para durar seis meses em 2021
O Globo

A astronauta da Nasa Jeanette J. Epps Foto: Reprodução/NASA

Nasa anunciou que a astronauta Jeanette Epps foi designada para a missão de seis meses prevista para 2021 chamada de Boeing Starliner-1. Ela viajará com os também astronautas Sunita Williams e Josh Cassada, tornando-se a primeira mulher negra a participar de uma longa missão na Estação Espacial Internacional (ISS).

Há dois anos, a astronauta foi programada para voar a bordo de uma espaçonave russa e se tornar a primeira mulher negra a integrar a tripulação da Estação Espacial Internacional. No entanto, no último minuto, Epps foi removida da missão e substituída sem qualquer explicação por Serena Auñon-Chanceler, uma mulher branca.

Graduada em física pela Le Moyne College, em Nova York, Jeanette obteve, pela faculdade de Maryland, mestrado em Ciências e o doutorado em Engenharia Aeroespacial. Em 2017, a NASA anunciou que Epps receberia a posição de engenheira de voo na Estação Espacial Internacional, na metade de 2018, nas Expedições 56 e 57, tornando-se a primeira afro-americana membro da Estação Espacial e a décima-quinta afroamericana a voar ao espaço, mas em 16 de janeiro de 2018, a própria NASA anunciou que Epps havia sido substituída por Serena M. Auñón-Chancellor, mas que Epps seria “considerada para atribuição em missões futuras”.

Detalhes sobre a decisão ainda não foram divulgados, e o anúncio sobre a nova atribuição de Epps não mencionou a Expedição 56.

“Vários fatores são considerados ao fazer as designações de vôo”, disse a NASA em um comunicado. “Essas decisões são questões de pessoal para as quais a NASA não fornece informações.”

Depois de Alice e da Julieta, de Shakespeare, Central Park finalmente tem monumento dedicado a mulheres reais

Em 167 anos de história, Sojourner Truth, Susan Anthony e Elizabeth Canton são as primeiras homenageadas pelo maior parque de Nova York. Até hoje, únicas estátuas femininas eram de ‘Alice no país das Maravilhas’ e da Julieta, de Shakespeare
AFP

A partir da esquerda, Sojourner Truth, Susan B. Anthony e Elizabeth Cady Stanton: primeiras mulheres da vida real a ter um monumento no Central Park Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP

O Central Park inaugurou esta semana seu primeiro monumento que que homenageia mulheres reais, três pioneiras na luta pelos direitos das mulheres, duas brancas e uma negra, em contraste com a paisagem que possui monumentos dedicados a homens brancos.

Ao longo de 167 anos de história, foram instaladas cerca de 30 estátuas no icônico parque de Nova York. No entanto, as obras homenageiam apenas homens brancos ou personagens femininas fictícias, como Alice no País das Maravilhas ou a Julieta de Shakespeare, junto a seu Romeu. Porém, nesta quarta-feira essa premissa foi destruída, afirmou a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, presente na cerimônia de inauguração do monumento.

A estátua de bronze representa Sojourner Truth (1797-1883), Susan Anthony (1820-1906) e Elizabeth Stanton (1815-1902), três ativistas pelos direitos das mulheres e contra a escravidão, reunidas em torno de uma mesa, aparentemente durante um diálogo. A sua inauguração quase coincide com o centenário da ratificação da 19ª emenda à Constituição americana, que deu às mulheres o direito ao voto. Feita pela escultora Meredith Bergmann, a estátua foi instalada em um das áreas mais frequentadas do parque, o Literary Walk (passeio literário), não muito longe das estátuas de Shakespeare, do poeta Robert Burns e de Sir Walter Scott.

É o fim de sete anos de tentativas, segundo Pam Elam, presidente do conselho da Associação Monumental Women (Mulheres Monumentais), que luta pelo reconhecimento do papel da mulher na história.

“O que estamos pedindo é uma história completa e justa (…) que reflita sobre a contribuição de mulheres e pessoas negras, e não vamos parar até conseguirmos”, disse Elam.

O debate efervescente sobre o monumento ressurgiu no país com as manifestações em massa contra a desigualdade racial após a morte de George Floyd, no final de maio, que incluíram a demolição ou retirada de estátuas de personagens considerados símbolos de opressão às minorias, como a de Cristóvão Colombo.

Um dos primeiros rascunhos do movimento apresentava apenas Susan Anthony e Elizabeth Stanton, duas mulheres brancas. Mas então acrescentou-se Sojourner Truth para não negligenciar a militância das mulheres negras. No final de 2018, a prefeitura de Nova York se comprometeu a dedicar mais monumentos às mulheres. Shirley Chisholm (1924-2005), a primeira mulher negra eleita como representante no Congresso, seria a próxima homenageada. Sua estátua, que será concluída neste ano, será instalada na entrada do Prospect Park, um grande parque localizado no Brooklyn.

USP está na lista das melhores universidades de arquitetura do mundo

O ranking divulgado pela QS Ranking é liderado por Harvard. A USP aparece em 22º lugar
JULYANA OLIVEIRA | FOTOS: DIVULGAÇÃO

O ranking inglês QS World University classifica anualmente as melhores universidades do mundo separadas por curso. Cada lista conta com 29 indicações com notas que podem chegar até 100.

Em 2020, a categoria BAM (Best Architecture Master) é liderada pela Universidade de Harvard pelo terceira ano consecutivo. Mas dessa vez a novidade fica por conta de sua pontuação máxima com 100 pontos. Em 2019, a escola atigiu 97 pontos. 

Já o Brasil aparece na lista em 22º lugar com a Universidade de São Paulo e uma pontuação de 73,45. No ano passado, a USP ocupava a mesma posição, mas com 67,41 pontos. Enquanto em 2018, a faculdade aparecia com mais destaque em 14º lugar e 77,08 pontos.

Confira abaixo os 10 primeiros colocados:

1. Harvard GSD
2. Columbia University 
3. Universidad Politécnica de Madrid + ETH Zurich 
4. Delft University of Technology (TUDelft) 
5. Massachusetts Institute of Technology (MIT) 
6. University College London – Bartlett School of Architecture 
7. Tsinghua University 
8. (empate) Technische Universität München (TUM) 
9. (empate) Cornell University 
10. Princeton University

Veja aqui a lista completa.

Em meio a tensão racial, marcha reúne milhares em Washington e evoca movimento de Martin Luther King

Quase 60 anos depois, americanos renovam o pedido feito por Martin Luther King neste mesmo dia: o de que negros e brancos sejam tratados iguais nos EUA
Beatriz Bulla / Correspondente, Washington, O Estado de S.Paulo

Nova marcha em Washington; quase 60 anos depois, americanos renovam pedido de Martin Luther King Foto: Eric Baradat/AFP

Sob sol e calor de 34°C (com sensação térmica de 38°C), milhares de americanos ocuparam nesta sexta-feira, 28, os arredores do longo espelho d’água diante do memorial de Abraham Lincoln, em Washington, para uma manifestação por igualdade racial. Alguns levantaram a barra da calça e foram para o meio da água, com cartazes e camisetas com mensagens contra o racismo

A imagem remete às fotos da célebre Marcha de Washington, de 1963, quando o líder do movimento por direitos civis nos EUA, o pastor Martin Luther King, fez o icônico discurso I Have a Dream (“Eu tenho um sonho”). A manifestação de hoje foi uma releitura do movimento contra o racismo impulsionado por King. 

Em 28 de agosto de 1963, o ativista discursou para cerca de 300 mil pessoas aos pés do memorial. Quase 60 anos depois, o mesmo lugar foi ocupado para renovar a campanha pela igualdade racial. Mekeda Smith, de 38 anos, carregava um cartaz com uma foto em preto e branco de uma manifestante da década de 60, colada entre a frase “Minha avó fez, agora é a minha vez!” “Esta na foto é a minha avó”, conta Mekeda. “Ela marchou esta mesma marcha em 1963 e eu senti que precisava vir aqui hoje e mostrar que, tanto tempo depois, nós continuamos brigando por justiça.”

Photo Credits: Before NYT After Jason Andrew/The New York Times

Protestos contra o racismo e a violência policial contra negros se espalharam por mais de 150 cidades americanas no início de junho, depois que George Floyd, um negro de 46 anos, foi morto após um policial branco ajoelhar sobre seu pescoço e sufocá-lo por quase nove minutos. 

O vídeo em que Floyd repete que não conseguia respirar fez multidões irem às ruas por várias semanas nos EUA. A marcha de hoje em Washington começou a ser organizada em junho, com a força do movimento antirracismo, e ganhou nova motivação nesta semana, depois de mais um caso de violência policial contra um negro, desta vez em Kenosha, no Estado de Wisconsin. Jacob Blake levou sete tiros nas costas à queima-roupa e ficou paralisado da cintura para baixo. 

A morte violenta de um americano negro após abordagem feita por policiais brancos é uma notícia que vem se repetindo e já causou protestos similares ao longo da história. Os negros são 13% da população americana, mas mais de 30% dos mortos pela polícia. Em junho, o caso de Floyd, somado ao pano de fundo social e econômico de um país em recessão e com o maior número de mortos por coronavírus no mundo, colaboraram para que as manifestações fossem comparadas aos protestos de 1968, depois da morte de Martin Luther King.

A pandemia de coronavírus limitou os planos dos organizadores do evento desta sexta-feira. A expectativa inicial era de que 100 mil pessoas comparecessem, mas ônibus fretados que levariam manifestantes de outros Estados para a marcha foram cancelados depois que a prefeita, Muriel Bowser, impôs uma quarentena obrigatória para os visitantes de 27 Estados onde há surto de coronavírus. 

Mesmo assim, era fácil encontrar participantes que viajaram de longe para participar do evento. A reportagem do Estadão encontrou moradores da Geórgia, Califórnia, Wisconsin, Minnesota e Virgínia, além dos que vivem no próprio Distrito de Columbia. Quem chegava no evento tinha a temperatura corporal medida e podia pegar uma máscara descartável para proteção do coronavírus. Praticamente todos os manifestantes usavam máscaras, mas o distanciamento social de mais de dois metros entre cada pessoa não era possível. Uma tenda com teste rápido de covid-19 gratuito foi montada para atender quem desejasse.

Batizada de “marcha do compromisso: tire seu joelho dos nossos pescoços”, a manifestação reuniu parentes de Blake, Floyd e de outros americanos negros mortos pela polícia, como Breona Taylor e Eric Garner, que deram depoimentos emocionados à multidão. “Nós estamos cansados. Eu estou cansado de olhar as câmeras e ver negros sofrendo”, disse o pai de Blake, Jacob Blake Sr.

O filho mais velho de Luther King, Martin Luther King III, disse que apesar de a marcha ser sobre o famoso sonho de seu pai, “não se deve nunca esquecer o pesadelo americano”. Parte do discurso de King III foi uma crítica às tentativas de supressão de voto. “Há um joelho no pescoço da nossa democracia e nossa nação não pode viver muito tempo sem o oxigênio da liberdade”, disse. Nos discursos, ativistas pediram que os manifestantes tomem ações concretas e votem na eleição deste ano. 

O movimento tem forte componente de crítica ao presidente Donald Trump, que tem adotado uma retórica da “lei e da ordem” em oposição aos manifestantes, que já chamou de radicais, anarquistas, saqueadores e bandidos. Horas antes do início da marcha em Washington, em discurso na convenção republicana, o presidente repetiu o tom e disse que seu governo apoia os policiais.

Durante a convenção republicana, oradores afirmaram que os EUA não são um país racista. A cobrança por um acerto de contas racial é um tema central na campanha presidencial deste ano.

Depois de discursos, os manifestantes caminharam até o memorial em homenagem a Martin Luther King no meio da tarde. No local, há frases célebres do líder de movimentos civis gravadas em paredes de pedra. Voluntários e organizadores da marcha distribuíram suprimentos pelo caminho: água, barras de proteína, salgadinhos, pequenas caixas de nuggets vegano e bebidas isotônicas eram entregues aos manifestantes.

Em meio ao calor intenso, parte da marcha – que transcorreu de maneira pacífica – começou a dispersar por volta das 16 horas (17 horas em Brasília). Pequenos grupos passaram a se concentrar em pontos estratégicos da capital, como os arredores da Casa Branca e a frente da sede do Departamento de Justiça. Às 18 horas, uma forte chuva espantou quem ainda estava na rua.

Uber lança opção mais barata de viagens em São Paulo

No Uber Promo, as corridas vão acompanhar a demanda de carros na cidade de São Paulo e viagens mais baratas estarão disponíveis em horários de menos tráfego

As corridas poderão ser solicitadas no próprio aplicativo do Uber, quando houver a opção no horário da solicitação 

Uber anunciou nesta sexta-feira, 28, uma nova modalidade de corridas na cidade de São Paulo. Agora, passageiros da capital paulista poderão optar por uma viagem mais barata pelo Uber Promo. Na alternativa, as viagens com menor preço serão oferecidas em horários alternativos, como os de menor fluxo e demanda de carros nas ruas.

Segundo a empresa, o Uber Promo não possui horários fixos e será indicado no app conforme a movimentação de carros nas ruas de São Paulo. As corridas poderão ser solicitadas no próprio aplicativo do Uber, quando houver a opção por conta do horário, na tela de viagens. A empresa informou, também, que a modalidade segue todos os padrões de segurança e higienização contra a covid-19.

“Ao incentivar que as pessoas se desloquem em horários de menor movimento, queremos ajudar a população que precisa sair de casa a buscar horários alternativos e, assim, evitar aglomerações. De quebra, elas ainda economizam no valor das viagens”, afirma Silvia Penna, gerente de operações da Uber.

Enzo Rimondino Exclusively for Fashion Editorials with Elena Urdiales

Photographer: Enzo Rimondino. Fashion Stylist: Sofía Stein. Hair & Makeup: Chus Reyes. Model: Elena Urdiales.

Full Look Juan Carlos Pajares Shoes Gioseppo
Jumpsuit Elisabetta Franchi Shirt Cristina Piña Jacket Ángel Schlesser Shoes Mango
Jumpsuit and Belt Karl Lagerfeld Shoes Mascaró Earrings Juan Carlos Pajares Sunglasses Fendi

Oito coisas que nunca mais faremos da mesma maneira depois do coronavírus

A pandemia pode mudar partes inesperadas de nossas vidas nos próximos anos, dizem os especialistas
Bryan Pietsch, The New York Times – Life/Style

Amigos cantam no Lion’s Roar Karaoke House em Nova York, 21 de fevereiro de 2020.  Foto: Adrienne Grunwald / The New York Times

No início da pandemia, Anthony Fauci, o maior especialista em moléstias infecciosas da nação, disse algo que despertou muita atenção: os apertos de mão se tornarão uma coisa do passado. Pareceu algo forçado. Mas enquanto a pandemia não dá trégua, e nós estamos mais conscientes a respeito de germes e de higiene, “algumas das mudanças que adotamos provavelmente se tornarão duradouras”, disse Malia Jones, que pesquisa os ambientes sociais e a exposição às moléstias infecciosas no Applied Population Laboratory da Universidade de Wisconsin-Madison.

Assoprar as velas do seu bolo

A tradição de cantar ao redor do bolo de aniversário e de apagar as velinhas poderá desaparecer. “Sempre achei nojentas as cuspidas em cima do bolo”, disse Susan Hassig, professora adjunta de epidemiologia da Tulane University em Nova Orleans. Na realidade, o maior risco é cantar “Parabéns pra você” porque as gotículas de saliva que espalhamos podem transmitir doenças respiratórias, como o novo coronavírus, disse Melissa Nolan professora assistente de epidemiologia na Universidade da Carolina do Sul em Columbia. Melhor cantar ao ar livre, sugeriu, e espalhar gotículas também.

Dar uma tragada no vape de um amigo

Se você ainda fuma tabaco, já sabe que deveria deixar, e agora há um risco adicional em compartilhar um cigarro eletrônico ou um cigarro comum. Quanto à maconha, o número de usuários que prefere o tipo comestível durante a pandemia está aumentando.

As vendas legais de drogas comestíveis aumentaram 32,1% na semana de 20 de julho em comparação com a semana de 6 de janeiro na Califórnia, Colorado, Nevada e Washington, segundo dados da Headset, uma empresa de pesquisa de mercado de maconha. Por outro lado, itens inalados como bagulhos pré-enrolados e canetas vape tiveram um desempenho menor em comparação com o mercado de maconha como um todo.

“É improvável que muitas pessoas se sintam confortáveis passando um bagulho em um círculo de amigos, hoje em dia”, disse Cooper Ashley, analista sênior de dados da Headset. A professora Hassig disse que compartilhar goles ou fumaça pode contribuir para espalhar uma doença respiratória, não apenas o coronavírus.

Deixar seu filho pular em uma piscina de bolas

Nadar em uma piscina de plástico – um material que segundo os especialistas é especialmente adequado para carregar germes – poderá tornar-se uma coisa do passado. O McDonald’s já os retirou dos seus playgrounds. “Não sei se teremos piscinas de bolas no futuro”, disse ao “Time” o diretor executivo da companhia, Chris Kempczinski. “Deve haver boas razões de saúde pública para não fazermos mais muitas piscinas de bolas”.

Dar uma ajeitadinha na sua maquiagem depois do expediente

Antigamente, se você queria experimentar um novo produto – ou dar uma repassada na maquiagem de graça entre o expediente e uns drinks depois do trabalho – poderia usar os produtos para teste ou as amostras da Sephora, Ulta ou das lojas de departamentos. Você nem pensa quem poderá ter usado a escova ou a amostra de batom antes de você.

A Saks Fifth Avenue é uma das lojas que estão introduzindo mudanças.  As amostras que podem ser usadas por qualquer pessoa estão sendo substituídas por produtos descartáveis, usados uma única vez, informou ao “The New York Post” o diretor executivo da loja.

Entrar em um bar lotado de gente com som alto

Depois de meses de distanciamento, de uso da máscara e de proibição de breves papos em público, vamos voltar a berrar um na cara do outro em bares ou clubes? Os especialistas esperam que não. “O distanciamento social está se tornando uma norma comum, a esta altura”, disse Nolan. Conversar com alguém de perto, principalmente quando as pessoas conversam em voz alta ou com grande animação em um ambiente em que as bebidas alcoólicas são abundantes e a música é alta, é arriscado, afirmou Nolan.

Ele aconselha algo mais seguro, como conversar calmamente, em tom baixo. O seu comportamento em situações sociais é determinado pela maneira como as pessoas ao seu redor agem, disse Jeanine Skorinko, uma professora de Psicologia Social do Worcester Polytechnic Institute em Massachusetts. Se o seu grupo observa as normas do distanciamento social, conversa calmamente e evita compartilhar bebidas, provavelmente você fará o mesmo.

Colocar vários canudos em um coquetel gigante

Sabe aqueles copos para bebida alcoólica comicamente gigantescos? Às vezes são chamados Scorpion bowls e a bebida é compartilhada por várias pessoas com canudos longos. São decorados com peixes de plástico nadando em uma tigela de plástico para peixe. Ou então o drinque pode ser um Moscow Mule servido em uma caneca de cobre do tamanho de um vaso de flores.

Estes coquetéis gigantes são baldes de porcarias, avisam os epidemiologistas. Nolan disse que o álcool pode matar tudo o que passa pelo canudo, embora Hassig avise que alguns germes e vírus “podem sobreviver a um pedacinho de pão ou biscoito em uma bebida”. Se é que estas bebidas voltarão, só as compartilhe com companheiros de quarto muito próximos.

Convidar pessoas para uma partida de pôquer ou de Settlers of Catan Night

Receber amigos em casa pode ser melhor do que sair, porque pelo menos você controla quem pode convidar para um contato mais próximo. Mas o anfitrião deve pensar em convidar “indivíduos de uma espécie semelhante de tolerância ao risco”, disse Hassig. E você pode querer fazer uma dessas reuniões ao ar livre, se possível, dizem os especialistas.

Embaralhar e distribuir as cartas, ou inclinar-se sobre uma mesa para manipular as peças de um jogo, cartas, dados, etc., pode ser arriscado. Nolan sugeriu que se escolham apenas jogos que não exigem contato com os outros jogadores. Charada, alguém vai? (Vale observar que os jogos de cartas populares e os jogos de mesa, como Settlers of Catan, têm aplicativos que podem ser jogados com um grupo que usa telefones, tablets ou computadores.)

Apertar as mãos, abraçar um amigo, beijar o rosto

Voltemos a Fauci e ao aperto de mão. Quais as alternativas? Encostar os cotovelos – por mais desajeitado e sem graça que seja – seria talvez uma alternativa a longo prazo, segundo Hassig. Mas há uma boa notícia no que diz respeito ao abraço: é menos arriscado do que um beijo na face e menos do que o aperto de mão, segundo Nolan, porque quando abraçamos normalmente desviamos o rosto uns dos outros.

Mesmo assim, todos estes cumprimentos fazem com que as pessoas tenham um contato mais próximo quando, muitas vezes, não é necessário. “Há cumprimentos que funcionaram durante séculos”, que não implicam em tocar o outro, disse Hassig, citando o wai na Tailândia, no qual unimos as mãos como em oração e nos inclinamos ligeiramente. Ela também sugeriu apenas acenar com a mão de longe. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA