5 provas de que Chadwick Boseman era um rei também fora das telas

Ator faleceu dia 28 de agosto, vítima de um câncer

Lupita Nyong’o, Chadwick Boseman e Letitia Wright em cena de Pantera Negra

Chadwick Boseman, conhecido por suas atuações em Pantera Negra e 42, faleceu no dia 28 de agosto, após quatro anos enfrentando um câncer no cólon. O ator, que nunca divulgou sua batalha contra a doença, recebeu diversas homenagens de amigos e colegas de Hollywood e praticamente todas as mensagens o chamavam de “rei”.

Além de ser uma referência ao seu papel no MCU, a palavra também mostrava o respeito e a admiração que todos sentiam por Boseman, fosse por seu trabalho ou por suas ações longe das câmeras.

Abaixo 5 provas de que Boseman era mais do digno do título.

5 – CRIAÇÃO DE UM REI

Boseman gostava de se envolver em todo o processo de construção de um filme e o melhor exemplo disso está justamente em sua construção do Pantera Negra. Originalmente, T’Challa não teria um sotaque marcado pois a Marvel temia que o público não aceitasse a ideia. Ainda assim, ele convenceu o estúdio com o seguinte argumento: esse é um rei africano que o dialeto não foi colonizado pelo ocidente. Boseman solidificou a ideia durante as gravações de Guerra Civil. No filme, Boseman fala o dialeto Xhosa, nativo de John Kani, que é sul-africano. O ator aprendeu algumas palavras no dia e combinou com o colega de fazer a cena nesse dialeto. A equipe da produção gostou e o sotaque virou parte essencial de T’Challa.

4 – LUTA CONTRA O CÂNCER

Foi em 2016, ano de lançamento de Guerra Civil, que Boseman descobriu o câncer de cólon. Ele preferiu não revelar nada, pois queria continuar trabalhando. Entre tratamentos e cirurgias, ele gravou diversos filmes, entre eles Pantera NegraGuerra Infinita e Ultimato, onde aparecia com um físico mais forte e atuava em diversas cenas de ação, Marshall, no qual fazia um advogado e precisava ficar com o físico um pouco mais magro, e Destacamento Blood, em que precisou filmar em um sol de 40 graus no Vietnã com um equipamento de 20 kg nas costas. Ao mesmo tempo, ele também compareceu em premiações, tapetes vermelhos, deu entrevistas e fez tudo relacionado ao lançamento de seus trabalhos. 

3 – IMPORTÂNCIA DA REPRESENTATIVIDADE

Chadwick Boseman sempre se preocupou com a maneira com que negros são representados na televisão e no cinema. Um exemplo disso foi logo no início de sua carreira, quando fazia a novela All My Children. Em determinado momento, ele começou a pontuar para os produtores os esteriótipos racistas do roteiro e, por isso, acabou sendo demitido. Por conta disso, ele perdeu vários papeis ao longo da carreira, conseguindo seu primeiro protagonista somente aos 36 anos em 42, onde viveu o ícone do beisebol Jackie RobinsonRyan Coogler, diretor de Pantera Negra, explica que Boseman dizia entre takes que o longa era como se fosse Star Wars ou O Senhor dos Anéis e a importância disso tudo pode ser vista em vídeo de pessoas abraçando o pôster e em crianças comemorando a oportunidade de assistir o filme.

2 – VISITAR CRIANÇAS EM RECUPERAÇÃO

Boseman sabia da importância de seu herói e, mesmo com o câncer e as gravações, ele encontrava tempo para visitar crianças que travavam sua própria batalha contra a doença. O ator continuou um exemplo até o fim e, ainda este ano, doou US$ 4,2 milhões para comunidades carentes dos Estados Unidos que passavam necessidade durante a pandemia. 

1 – ÍCONE

Ao longo de sua carreira, Boseman interpretou ícones como Jackie Robinson, o primeiro jogador de beisebol negro de uma grande liga; James Brown, um dos maiores nomes da música; Thurgood Marshall, um dos maiores juízes e advogados da história dos EUA; e deu vida a um herói que marcou uma geração. Ao interpretar tantos ícones, o astro acabou virando ele mesmo um ícone, marcou seu nome na história e será lembrado para sempre como um herói, um rei e um exemplo de superação. [Omelete]

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JACQUEMUS lança segundo livro: “IMAGENS”

“I have 85 041 photos and 22 739 videos on my phone. Here are a few of my favorite ones.” — Simon Porte Jacquemus

Depois de “MARSEILLE JE T’AIME“, JACQUEMUS publica um segundo livro intitulado “IMAGENS“, que reúne fotos tiradas por Simon Porte Jacquemus com seu iPhone, desde 2010. Das 85 041 fotos em seu telefone, o designer selecionou 321. No trabalho, com a família, com os amigos, enquanto viajando, essas imagens evocam uma poesia crua, no momento, intocada.

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O Museu Britânico reabre em meio a um mundo mudado

Além dos novos protocolos sanitários, museu atende aos apelos dos movimentos antirracistas e contextualiza algumas de suas peças controversas
Alex Marshall, The New York Times

Galeria de arte egípcia do Museu Britânico Foto: Tom Jamieson/The New York Times

LONDRES — Depois de passar 163 dias fechado por causa da pandemia do coronavírus, o Museu Britânico se tornou mais recente entre os grandes museus europeus a retomar as visitações na quinta feira.

E, como ocorre atualmente em outras instituições, havia estações de desinfetante para as mãos e corredores de mão única, restrição ao número de visitantes e muitas máscaras. Mas o museu também fez algumas mudanças permanentes.

O diretor do museu, Hartwig Fischer, disse em entrevista que o assassinato de George Floyd pela polícia de Minneapolis em maio e os subsequentes protestos do movimento Black Lives Matter em todo o mundo tinham “alterado o grau de conscientização de todos”. Os acontecimentos o levaram a intensificar o trabalho do museu no sentido de remediar seus elos com a escravidão e o colonialismo, disse ele.

O museu fez duas mudanças principais para a reabertura, disse Fischer. A primeira foi transferir o busto de Hans Sloane (médico e colecionador de curiosidades cujo patrimônio formava a base do museu na época de sua fundação, em 1753) de um pódio de destaque em uma galeria importante para uma caixa de exposição. Agora Sloane não é apenas celebrado como colecionador de história natural, sendo descrito também como “dono de escravos”. A vitrine contém outros objetos relacionados ao envolvimento britânico no comércio de escravos.

A segunda mudança foi a criação de um caminho dirigido pelo museu chamado “Coleção e império”, com placas explicando como determinados artigos, como um escudo de casca de árvore da Austrália, chegaram ao museu (a placa destaca que a maioria dos artigos foi comprada ou doada ao museu, e não roubada).

“Nossa tarefa é elucidar a história dessa instituição, e a história de cada objeto nela”, disse Fischer a respeito das alterações. “São mudanças inspiradas pela ideia da abertura.”

As alterações anunciadas podem parecer discretas, mas seu anúncio causou polêmica na Grã-Bretanha essa semana.

A decisão de transferir o busto, descrita por Fischer em entrevista ao jornal conservador Daily Telegraph, irritou alguns tradicionalistas. O grupo Save Our Statues disse no Twitter que o gesto era uma “demonstração de desrespeito e ingratidão ao homem cuja generosidade ajudou a preservar muito da história mundial que milhões desfrutam hoje”. Outros usuários do Twitter apontaram que o próprio Sloane não era dono de escravos, mas sua riqueza veio de plantações que pertenciam à mulher dele.

Fischer disse que não acessa as redes sociais, acrescentando estar ciente da confusão criada e defendendo a decisão tomada. Sempre há quem se queixe, disse ele: “Temos que fazer a coisa certa”.

Essa semana, as críticas ao museu vieram principalmente dos conservadores, mas, em junho, seus detratores foram os ativistas da justiça social quando a instituição emitiu um comunicado em apoio às manifestações do movimento Black Lives Matter [Vidas Negras Importam]. No comunicado, Fischer disse que o Museu Britânico estava “alinhado com o espírito e a alma” do movimento. A declaração foi ridicularizada na internet.

“Nossas vidas importavam quando vocês ROUBARAM TODAS AS NOSSAS COISAS?” perguntou no Twitter a autora Stephanie Yeboah. “Se importamos tanto assim, devolvam o que levaram.”

A falta de diversidade entre os funcionários do alto escalão da curadoria também foi destacada em junho, quando um entrevistador da BBC perguntou a Fischer quantos pretos havia entre os 150 curadores do museu. Ele respondeu que nenhum era preto, acrescentando que “trata-se de um problema importante que precisamos sanar” (na verdade ele se enganou: de acordo com uma porta-voz do museu, há entre os curadores um arqueólogo preto).

Fischer disse que o museu tenta se redimir dos elos com o colonialismo e a escravidão desde antes da chegada dele, em 2016, por meio da pesquisa das origens das peças do acervo na tentativa de descobrir como foram adquiridos, e envolvendo as comunidades ligadas aos artefatos nas decisões de curadoria. O novo texto que explica os elos de Hans Sloane com a escravidão, por exemplo, foi “escrito em parceria com a comunidade preta britânica”, disse ele.

“Não é um começo no sentido de encarar a própria história”, disse Fischer, acrescentando, “Veremos muitos outros gestos do tipo no futuro”.

Os debates na Grã-Bretanha a respeito dos legados do colonialismo e da escravidão se tornaram cada vez mais contundentes depois que uma estátua de Edward Colston, mercador de escravos do século 17, foi derrubada em junho em Bristol, Inglaterra, durante um protesto do Black Lives Matter. Essa semana, os jornais e as redes sociais foram consumidos por um debate envolvendo a canção Rule, Britannia! (1740), tradicionalmente tocada no concerto Last Night at the Proms, que encerra o festival anual de música clássica da BBC. O refrão da canção patriótica inclui o verso, “Os britânicos jamais serão escravos, jamais”.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson deixou de lado as solicitações para que a canção fosse retirada do evento. “Acho que é hora de parar de sentir vergonha da nossa história”, disse ele aos repórteres na terça feira.

Alguns defensores do Museu Britânico dizem que é impossível vencer no clima atual. “O Museu Britânico é como aquele colega da turma quer todos decidiram intimidar e constranger”, disse por e-mail Bonnie Greer, jornalista e dramaturga nascida em Chicago. Bonnie, americana preta, foi vice-diretora do conselho do museu durante quatro anos, e realizou uma série de debates ali este ano a respeito de como as instituições culturais podem acertar suas contas com o legado do colonialismo.

“Eles fazem muito, e deveríamos falar a respeito disso”, disse ela. O fato de o museu não alardear seus feitos é “provavelmente uma coisa britânica”.

A romancista egípcia Ahdaf Soueif, que deixou o conselho do museu no ano passado em protesto contra uma série de questões, incluindo o legado colonial, disse que realocar o busto de Sloane e criar o novo caminho “parecem medidas excelentes”.

“Acho que eles estão começando a se mobilizar”, disse ela.

Na quinta feira, no museu, entrevistados disseram ter ouvido a respeito do busto de Sloane na mídia.

Kath Miller, de 73 anos, disse considerar positivo o fato de o museu não ocultar seus elos com a escravidão. “Provavelmente não era boa pessoa”, disse ela, de pé diante do busto. “Não parece ser.”

Maria Morte, de 50, disse ter lido a respeito do busto no jornal. “É uma medida no espírito dos tempos, não?” disse ela.

“Me parece uma decisão acertada”, acrescentou. “Antes, falava-se apenas em suas viagens e em como ele reuniu seu acervo. Mas não se pode ignorar o legado da escravidão.” / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Britney Spears pede na Justiça que tutela mantida por seu pai se torne pública

Cantora registrou no Tribunal Superior de Los Angeles petição para que os detalhes do controle dos seus pais não sejam sigilosos
AGÊNCIA – EFE

Britney Spears chega a premiere do filme ‘Era Uma Vez em Hollywood’, em Los Angeles, em 22 de julho de 2019 Foto: Mario Anzuoni/ Reuters

Britney Spears registrou no Tribunal Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos, uma petição para que os detalhes e os procedimentos de tutela legal controlada pelos pais por mais de uma década venham à tona.

Num movimento sem precedentes durante os 12 anos que a vida pública e privada da artista permaneceu sob controle, seu advogado Samuel D. Ingham III mencionou pela primeira vez o apoio público que os seguidores dão para a cantora para no caso que é administrado em segredo, conforme exigido por seu pai, James Spears.

“A tutela de Britney atraiu um nível de escrutínio sem precedentes da mídia principal e redes sociais “, diz o documento entregue à Justiça na quarta-feira, 2, e publicado pelo Los Angeles Times nesta quinta-feira, 3.

“Longe de ser uma teoria da conspiração ou uma ‘piada’ como James disse à mídia, muito desse escrutínio é um resultado razoável e até previsível do uso agressivo de procedimentos de ‘selagem’ por James para minimizar oquantidade de informações significativas disponibilizadas para o público “, acrescentou.

A objeção faz parte das audiências que estão sendo realizadas para decidir o futuro jurídico da cantora de 38 anos, que em outros documentos expressaram sua “forte oposição” para que seu pai volte ao controle de suas decisões de vida pública e privada.

Até agora, todos os processos abertos correram a portas fechadas e sem informação pública, algo a que se opõe a cantora. O advogado de Spears pede maior transparência no caso “para que mantenha a confiança do público” sobre  o “processo cautelar”. “Nesse caso, não é exagero dizer que todo o mundo está olhando “, acrescenta.

Há duas semanas, os tribunais prorrogaram a tutela legal de Spears até fevereiro de 2021, embora a autora da música Toxic afirmasse

que a função de controle deveria ir para as mãos de um advogado especializado e não de seu pai, o que não significa Spears renunciar “de qualquer forma ao seu direito de solicitar rescisão da mesma”.

Cartazes levados por fãs de Britney Spears para o lado de fora de um tribunal de Los Angeles, em 10 de maio de 2019
Cartazes levados por fãs de Britney Spears para o lado de fora de um tribunal de Los Angeles, em 10 de maio de 2019 Foto: Andrew Cullen/The New York Times

Embora o caso desperte grande atenção da mídia sob o movimento “#FreeBritney” (Liberdade para Britney), pelo qual até mesmo vários manifestantes protestaram nos tribunais de Los Angeles chamando a medida de “sequestro”, Spears nunca referiu-se explicitamente ao processo.

Tudo isso remonta ao infame ano de 2007 para a cantora Toxic, que foi marcado por seu comportamento errático e problemas com drogas, somado ao assédio de paparazzi após seu divórcio de Kevin Federline e o lançamento do álbum Blackout.

O pai de Spears teve um papel importante naquela época, assumindo sua tutela quando em 2008 foi internada em um hospital psiquiátrico e perdeu a custódia de seus filhos.

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Após morte de Chadwick Boseman, ‘Pantera Negra 2’ pode ter Shuri como protagonista

Especialistas sugerem que irmã do super-herói na história assuma o papel central

Chadwick Boseman no papel de Pantera Negra, e Letitia Wright, que faz Shuri, irmã dele na história – Divulgação

Pouco depois de saber da morte de Chadwick Boseman, astro de “Pantera Negra”, aos 43 anos, os fãs pediram que a Marvel Studios não reformulasse o papel. A demanda criou um dilema para o estúdio que planeja uma sequência do primeiro grande filme de super-herói de Hollywood com um elenco predominantemente negro.

Escritores, acadêmicos e ativistas falaram à agência Reuters sobre o impacto cultural do filme e o desempenho de Boseman. Eles acreditam que a Marvel e sua empresa-mãe, Walt Disney Co, deveriam honrar o legado de Boseman com um enredo que consagre uma nova Pantera Negra do elenco existente do filme ou em outro lugar no Universo Marvel.

“Eles realmente deveriam considerar seguir o enredo da história em quadrinhos e levar Letitia Wright (que interpreta Shuri, a irmã gênio da tecnologia do personagem de Boseman) nesse papel central”, disse Jamil Smith, escritor sênior da revista Rolling Stone.

“Nós a vimos em ação. Nós a vimos no meio dessas lutas. Por que não pensaríamos que ela teria coragem e força para se tornar a próxima Pantera Negra?”

Essa estratégia poderia ajudar a acalmar os fãs que teriam dificuldade em ver um ator masculino diferente continuar no papel.

“Talvez a resposta, para aqueles de nós que ainda não estamos prontos para ver alguém naquele traje, seja passar as rédeas um pouco mais cedo do que eles esperavam e permitir que Shuri assuma o manto talvez para um ‘Pantera Negra 2’”, disse April Reign, vice-presidente de estratégia de conteúdo do Ensemble, um estúdio de conteúdo.

A Disney e a Marvel não quiseram comentar. O estúdio se concentrou até agora em homenagear Boseman.

REUTERS