‘Troubled blood’: novo livro de J.K. Rowling já desperta críticas

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Com homem cis que se veste de mulher para matar, obra é mais um capítulo na briga da autora de ‘Harry Potter’ com ativistas LGBTQI+
O Globo

A escritora britânica J. K. Rowling tem se envolvido em polêmicas com a comunidade LGBTQI+

Nesta segunda-feira, a hashtag #RIPJKRowling assustou fãs de Harry Potter em vários cantos do mundo. Não, a escritora de best-sellers britânica não morreu; a razão da hashtag alcançar os postos mais altos do Twitter em diversos países é o novo livro de Rowling, “Troubled Blood”, que chega às livrarias nesta terça-feira e parece ter aberto mais um capítulo de uma briga entre Rowling e ativistas identitários que se estende desde 2019.

“Troubled Blood” é o quinto livro de uma série com o detetive Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo de Robert Galbraith. Nele, o detetive investiga um homem cis que se veste de mulher para cometer assassinatos em série. Ex-fãs e ativistas da comunidade LGBTQI+ viram, na composição do vilão da trama uma clara provocação da autora, que foi acusada de transfobia após uma série de postagens no Twitter, em junho.

Na mesma época, a escritora, de 55 anos, escreveu um longo artigo de tom pessoal em seu site, em que questiona o que chama de “novo ativismo trans” e seu impacto em causas que ela apoia, como projetos para prisioneiras mulheres ou sobreviventes de abuso — ela própria revela, no texto, ter sido vítima de abuso doméstico e agressão sexual. A reação foi intensa e nem o relato pessoal aliviou as críticas à escritora.

O jornalista Jake Kerridge, que resenhou o livro para o jornal britânico “The Telegaph”, avisa que “Troubled Blood” tem uma “subtrama de fazer os críticos de Rowling fumegarem de raiva”. E eles já começaram nas redes sociais. “J.K. Rowling tem um novo livro onde um homem cis se disfarça de MULHER para matar OUTRAS MULHERES. É por isso que #RIPJKRowling tem rolado por aí…”, escreveu um fã (ou ex). Outro disse: “J.K. Rowling está morta… digo, sua carreira”.

Não é a primeira vez que J.K. Rowling é acusada de transfobia em seus livros. Em 2014, a escritora já havia sido criticada pela representação agressiva e instável de um personagem trans em “O Bicho-da-Seda”, segundo livro da série de Cormoron Strike. Em dezembro passado, a autora da amada série infanto-juvenil “Harry Potter” já havia causado insatisfação de fãs e ativistas ao apoiar uma mulher que havia sido demitida por tuitar que as pessoas não podem alterar seu sexo biológico.

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