Ideia fixa: óleo de coco durante 15 dias para reconstituir os fios

A editora de beleza Paola Deodoro passou 15 dias ininterruptos aplicando óleo de coco nos fios, seguindo um cronograma capilar para hidratar, nutrir e recuperar a forma dos cachos
PAOLA DEODORO

Paola Deodoro: cronograma capilar com óleo de coco (Foto: Arquivo Pessoal)

Já faz um certo tempo que eu me encantei com o óleo de coco. Ele foi meu grande parceiro durante a gravidez, para prevenir estrias, é um hidratante poderoso para áreas muito ressecadas, como pés, joelhos e cotovelos e um ótimo finalizador para os meus cachos. Ou quase cachos. Eu digo “quase” porque o meu fio fica entre o 3B e o 3C, mas a raiz é mais aberta e no comprimento ele não chega a formar aquela ondinha cilíndrica, redondinha. Desde que terminei minha transição capilar, há três anos, quando seca ao natural ele forma uma onda achatada, e só cria esse efeito arredondado quando está muito, mas muito bem hidratado. E como o meu fio é altamente ressecado, chegar a um nível básico de hidratação requer bastante dedicação. E mais: tenho deixado alguns fios brancos crescerem livremente – e eles tem a textura ainda mais seca.

Foi então que eu decidi reunir tudo o que eu li, ouvi ou reportei nessa vida sobre o óleo de coco em um único programa, afinal de contas, ele é ideal para umectação regular e umectação noturna. Funciona muito bem como pré-shampoo, é um bom booster para máscaras capilares e também é indicado para fazer fitagem e day after em cabelos crespos. Ou seja: criei meu próprio cronograma capilar. E o resultado foi um relacionamento sério com o óleo de coco durante 15 dias e, aproveitando o isolamento social e o home office, ter licença para aplicar o produto em quantidades industriais, sem medo de ser feliz

Paola Deodoro: cronograma capilar com óleo de coco (Foto: Arquivo Pessoal)

– Um pouquinho sobre o óleo:
O óleo de coco é de origem vegetal, extraído do fruto por prensagem mecânica ou extração química. No óleo possui nutrientes como ácidos graxos, ferro e vitaminas E e K. Ele também é rico em lipídios – o que ajuda a manter a barreira protetora do cabelo e evita a perda de nutrientes. Quando massageado, melhora a circulação sanguínea do couro cabeludo e ainda pode dar uma ajudinha para o crescimento dos fios.

Foram 15 dias, intercalando umectações regulares, umectações noturnas (cada vez mais estendidas), máscaras de reconstrução. Nesse período tiveram 3 dias livres (sem óleo de coco nos fios) e duas lavagens, uma sem e outra com shampoo. Siga o fio!

Óleo de coco virgem, Inoar (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia 1: umectação noturna
A noite, antes de dormir, apliquei uma quantidade grande, duas colheres de sopa, de óleo de coco nos cabelos secos. É muito importante separar os cabelos e aplicar mecha por mecha para garantir que o produto alcance todos os fios. Como o óleo de coco tem a textura pastosa, é importante esfregar o produto nas mãos para aquecer e dissolver um pouco.

Dia 2: umectação noturna
No segundo dia, acordei e não lavei. Já tinha feito essa experiência de emendar alguns dias de aplicação de óleos, e aqui a ideia é estender ao máximo essa experiência. Além de não lavar, apliquei mais uma quantidade nos fios antes de dormir. Mas dessa vez foi menos produto, uma colher de sopa, caprichando na parte de trás, onde os fios são mais ressecados.

Paola Deodoro: cronograma capilar com óleo de coco (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia 3: umectação regular
No terceiro dia, pela manhã, apliquei um pouquinho mais de óleo nos fios, sem dividir as mechas porque ainda tinha bastante resíduo. Fiz massagem no couro cabeludo e 20 minutos depois enxaguei com bastante água, mas sem shampoo.

Dia 4: óleo para fazer day after
Primeiro dia que acordei com os fios sem óleo. Então o que eu fiz? Apliquei só um pouquinho, uma colher de chá, aquecido na palma da mão e espalhado nos cabelos a partir da pontas, para acordar os cachos que estavam amassados da noite de sono.

Dia 5: umectação noturna
Antes de dormir, fiz a aplicação generosa de óleo de coco: duas colheres de sopa, mecha por mecha, desde a nuca em direção a testa. Amarrei um lenço de algodão e fui dormir.

Dia 6: umectação noturna
Como no início da semana, não retirei o óleo do dia anterior e agora acrescentei mais duas colheres de sopa de óleo de coco antes de dormir.

Paola Deodoro: cronograma capilar com óleo de coco (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia 7: umectação noturna
Pela primeira vez, tentaria a terceira noite seguida de umectação na vida! Mas como os fios tinham absorvido boa parte do óleo, não tive receio de aplicar mais uma colher de sopa, em cada mecha, e, desta vez fui dormir com uma touca de seda.

Dia 8: umectação regular
Acordei com o cabelo pesado, mas ainda assim com bem pouco resíduo de óleo. Apliquei mais uma pequena quantidade (uma colher de chá), fiz massagem no couro cabeludo e lavei com um shampoo levemente hidratante. Confesso que senti um certo alívio. O cabelo não estava oleoso, mas percebi oleosidade na pele (que também é bem seca) no contorno do rosto. Assim que tirei o shampoo senti a pele também mais leve. E imediatamente percebi a formação de alguns cachinhos. Aproveitei para secar com difusor.

Dia 9: óleo para fazer day after
Por ter dormido com touca de seda, os cachos estavam quase intactos, com volume na raiz. Usei um pouco de óleo de coco para modelar os cachos com a mão. Mas ao longo do dia prendi os fios e os cachos perderam novamente a forma.

Dia 10: máscara capilar + óleo de coco
Á noite, fiz uma máscara reconstrutora com aminoácidos do trigo (Máscara de Reconstrução Résistance Thérapiste, Kérastase) adicionando duas colheres de óleo de coco (derretido no microondas). Deixei 30 minutos do cabelo e enxaguei apenas com condicionador. Senti o fio mais hidratado, mas ficou leve demais. Deixei secar ao ar livre e os cachos não ficaram tão redondinhos.

Dia 11: umectação noturna
De volta a última rodada de umectação durante a noite: duas colheres de óleos espalhadas nos cabelos mecha por mecha. Agora serão quatro noites e já começo preparada para entrar em todas as reuniões online da semana com os cabelos presos.

Paola Deodoro: cronograma capilar com óleo de coco (Foto: Arquivo Pessoal)

Dia 12: umectação noturna
Acordei com os fios ainda pesados mas ao longo do dia todo o excesso de óleo tinha sido absorvido. À noite reforcei a aplicação com mais duas colheres de óleo. Lenço de algodão e cama.

Dia 13: umectação noturna
Ainda tinha bastante óleo nos fios ao acordar. Mas, de novo, foi sendo absorvido ao longo do dia – passei o dia de cabelo preso em um coque alto e quando soltei a noite tinha se formado uns cachos bem abertos. Apliquei mais uma colher de óleo de coco e fui dormir.

Dia 14: umectação noturna
Confesso que aqui acordei com a sensação de cabelo oleoso – fato inédito na minha vida. Então soltei um pouco os cachos com os dedos, tentando ajudar a gordura a se espalhar melhor. E adiantou. Fios abertos, leves e bem cilíndricos. Mas como ainda tinha mais um dia de experiências, coloquei um pouco menos de óleo (menos de uma colher), mais nas pontas e parte de trás dos cabelos, antes de dormir.

Dia 15: umectação regular
Último dia do intensivão de hidratação, nutrição e reconstrução. Pela manhã apliquei mais uma colher de óleo de coco no comprimento dos fios, enxaguei com bastante água e lavei com Creme de Limpeza Tratamento Capilar Patauá, L’Occitane Au Bresil, um shampoo sem sulfato que faz pouca espuma e limpa o couro cabeludo sem ressecar tanto. Os cabelos não ficaram nada pesados e os cachos começaram a tomar a forma arredondada, sobretudo próximo à raiz. Bem onde estão nascendo os cabelos brancos que estou resistindo em pintar. Mas isso é uma próxima conversa…

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