Zendaya pode viver cantora Ronnie Spector do grupo The Ronettes em filme biográfico

Longa será baseado em Be My Baby, autobiografia da artista
NICOLAOS GARÓFALO

Zendaya está em negociações para interpretar a cantora Ronnie Spector

Cantora icônica do grupo The RonettesRonnie Spector deve ser vivida por Zendaya em um longa inspirado em sua autobiografia. O filme será produzido pela A24, produtora responsável por filmes como O FarolHereditário e Midsommar. Segundo o Deadline, o roteiro pode ser escrito por Jackie Sibblies Drury, dramaturga vencedora do Pulitzer que negocia com o estúdio.

A própria Spector teria indicado Zendaya, que recentemente venceu o Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática por sua interpretação em Euphoria, também produzida pela A24.

Ainda não há data prevista para o início das filmagens.

Relembre alguns dos principais sucessos de Spector abaixo, incluindo “Be My Baby”, “Walking In The Rain” e “Paradise”:

Disney anuncia que vai demitir cerca de 28 mil funcionários de sua divisão de parques temáticos

Em comunicado, empresa cita a incerteza contínua sobre a duração da pandemia de coronavírus
Reuters

Disney anuncia que vai demitir 28 mil funcionários devido à pandemia Foto: Divulgação

LOS ANGELES – A Disney vai demitir cerca de 28 mil funcionários nos EUA em sua divisão de parques temáticos, disse a empresa nesta terça-feira, enquanto seus resorts operam com público limitado e o fechamento da Disneylândia da Califórnia devido à pandemia do coronavírus.

Em comunicado, a empresa disse que dois terços desses funcionários são trabalhadores de meio período.

A Disney fechou seus parques temáticos ao redor do mundo quando o novo coronavírus começou a se espalhar, no início deste ano. Todos, exceto a Disneylândia, foram reabertos gradualmente, embora a empresa tenha sido forçada a limitar o número de visitantes para permitir o distanciamento físico.

“Tomamos a decisão muito difícil de iniciar o processo de redução de nossa força de trabalho em nosso segmento de Parques, Experiências e Produtos em todos os níveis”, disse Josh D’Amaro, presidente da unidade de parques, em um comunicado.

D’Amaro citou a capacidade limitada dos parques e a incerteza contínua sobre a duração da pandemia, que, segundo ele, foi “exacerbada na Califórnia pela falta de vontade do estado em suspender as restrições que permitiriam a reabertura da Disneylândia”.

Um tour pelo novo escritório do BNP Paribas em Plovdiv, Bulgaria

O grupo bancário internacional BNP Paribas contratou recentemente a empresa de arquitetura e design de interiores DA Architects para projetar seu novo escritório em Plovdiv, na Bulgária.

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Open-plan workspace

“O grande desafio neste projeto particular foi criar um design específico e exclusivo para o novo escritório do BNP Paribas. O projeto também tem um aspecto social – os Call Centers da Bulgária não têm boas condições de trabalho suficientes, como especialistas em TI. Nosso objetivo era redefinir totalmente a ideia, como um escritório de Contact Center deveria ser e criar o primeiro Call Center novo e inspirador e mostrar que isso é possível sem a necessidade de estourar o orçamento. Para quebrar o padrão típico de grade monótona e paleta de cores. Desenhar espaços e microespaços fluidos e coloridos, que se correspondam e interajam, integrando espaços de relaxamento, de colaboração e de processo de trabalho focado.

As unidades de estação de trabalho são de projeto individual dos arquitetos DA, criado especialmente para este projeto de escritório e não possuem analogia no equipamento de escritório. A sua forma trapezoidal específica permite flexibilidade, ao mesmo tempo que cria grupos de espaços de trabalho de forma livre que proporcionam a cada funcionário um maior espaço pessoal, devido à rotação e à mudança de direção de cada uma das unidades. A disposição das estações de trabalho também define a paisagem cênica do escritório com várias camadas visuais e várias profundidades do espaço ”, afirma DA Architects.

  • Location: Plovdiv, Bulgaria
  • Date completed: 2018
  • Size: 14,700 square feet
  • Design: DA Architects
  • Photos: Martin Ryashev
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Communal space
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Relax room
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Open-plan workspace / breakout space
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Meeting space
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Lounge
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Meeting room
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Workstations
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Workstations
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Café / breakout space
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Café
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Private booth

Discover Alina Marazzi’s Film for the Dior Spring-Summer 2021 Show

Os convidados que compareceram ao show recém-inaugurado da Dior Spring-Summer 2021 em Paris assistiram a uma exibição de “Cortar é pensar”, um curta-metragem especialmente encomendado pela diretora italiana Alina Marazzi que celebra o legado de Lucia Marcucci, uma figura comprometida com Vanguarda italiana. Uma jovem personagem feminina baseada no alter ego da artista é capturada vagando por um espaço semelhante a uma galeria de arte, misturando imagens e palavras recortadas e recompostas. A obra poética – disponível para ver na íntegra aqui – também remete aos mundos imaginários que marcaram Maria Grazia Chiuri, diretora criativa das coleções femininas da Dior, em sua juventude.

Cássia Kis: “Não tenho a menor necessidade de aparecer nua na frente de homem”

Fazendo um profundo mergulho para dentro de si durante a pandemia, a atriz Cássia Kis encara a impermanência da vida; fala sobre as mudanças que a maturidade traz com relação ao corpo e a sexualidade; lamenta a perda recente da mãe e vê similaridades entre o momento que vivemos e o drama que sua personagem, a bruxa Haia, enfrenta na série “Desalma”, da Globoplay, que estreia em outubro

LIGIA MESQUITA – MARIE CLAIRE

Cassia Kis (Foto: Caroline Curti (RM MGMT))

A pandemia levou Cássia Kis a refletir sobre a finitude, tema que também perpassa o drama de sua personagem, a bruxa Haia, na série Desalma – no ar a partir do dia 22 na Globoplay. A série, criada por Ana Paula Maia e com direção artística de Carlos Manga Jr., tem a mitologia eslava como pano de fundo, com um enredo sobrenatural sobre a não aceitação da morte. Na tarde de setembro em que conversou com Marie Claire, fazia três semanas que sua mãe, Piedade, havia morrido sem que Cássia pudesse ter se despedido. “Não tem ensaio para isso.” A mãe criou os três irmãos e ela com dificuldade. A família, muito pobre, vivia em um cortiço em São Caetano do Sul, no ABC, Grande São Paulo, e Cássia chegou a dormir na rua quando saiu de casa, antes de se tornar uma das mais importantes atrizes do país e de ter entrado para a história das telenovelas por, entre outros feitos, matar Odete Roitman, em Vale Tudo (1988).

Numa conversa sem objeção a nenhum tema, Cássia falou de assuntos dolorosos, como assédio sexual, moral e até dermatológico que sofreu. E de um de seus maiores arrependimentos: um aborto feito em 1985. Hoje, contrária a qualquer interrupção de gravidez, ela tem quatro filhos, de dois dos seus cinco casamentos: Joaquim, 24, Maria Cândida, 23, Pedro Gabriel, 18, e Pedro Miguel, 16. E diz que nunca foi tão mãe quanto agora, confinada em sua casa no Rio com os três filhos homens. Ela também conta que nunca esteve tão bem sozinha e que não sente mais necessidade alguma de sexo. Prefere buscar sabedoria. A seguir, a da conversa com Marie Claire.

MARIE CLAIRE Desalma fala sobre a imortalidade da alma. Como você vê a morte e qual a mensagem da série?
CÁSSIA KIS
 Com o confinamento, temos a oportunidade de refletir sobre a morte. Está claro, para mim, que tudo diante dos meus olhos tem finitude. Mas o que morre é nosso corpo, que fica cansado. No budismo você nasce, cresce, envelhece, adoece e morre. Isso aqui é uma passagem. Minha personagem é uma mulher sozinha, que vive na floresta. Em 1988, a filha dela desaparece numa festa de Ivana Kupala [cerimônia milenar ucraniana]. Trinta anos depois, decidem realizar novamente a festa e coisas começam a acontecer. A série é uma oportunidade para debater vida e morte. Perdi minha mãe há três semanas. É difícil perder uma mãe, não tem ensaio para isso. Todos nós só existimos porque temos uma mãe.

MC Sua personagem é uma bruxa. Você acredita em bruxaria?
CK Meu pai era húngaro. A Transilvânia, lugar das bruxas, fazia parte da Hungria. Tenho uma espiritualidade grande. Sempre gostei de mergulhar dentro de mim. Não estou na rede social, mas buscando ouvir pessoas que me acrescentem. Eu não vim ao mundo para passear. Olho para trás e vejo uma vida de muita luta. Estou enfiada em casa, sem empregada, e cuido de tudo. Podo até árvore. Nunca fui tão mãe. Estou focada e alimentando minha espiritualidade. Mais do que nunca, preciso me preparar para uma passagem, para a morte, não é? Se eu for contaminada, posso morrer e quero estar pronta. E posso te dizer que estou pronta para morrer. Mas não queria que fosse agora, porque meu filho mais novo ainda tem 16 anos, e estou vivendo um momento esplêndido com eles.

“Se você me perguntar qual o meu desejo mais ardente, te digo: me encontrar com Jesus”Cássia KIs


MC Você é budista?
CK
 Não, mas gosto muito da filosofia budista, uso técnicas de meditação do budismo. Minha mãe colocava os quatro filhos ajoelhados ao lado dela para a gente rezar; fiz catecismo, ia à missa. Se você me perguntar qual o meu desejo mais ardente, te digo: me encontrar com Jesus.

MC Por quê?
CK
 Meu amor por Jesus sempre foi gigante. Mas, para chegar até ele, preciso ter a experiência do amor dele por nós. E não tenho a prática da bondade. Por mais que tenha visto minha mãe, Piedade, numa vida tão pobre… A gente morava num cortiço em São Caetano do Sul (SP) e, quando aparecia alguém pedindo comida, a gente tinha tão pouco e mesmo assim ela repartia. Ainda faço muito pouco.

MC Teve alguma epifania, reviu valores nesta pandemia?
CK
 Tenho mudado a cada passo, estou mais consciente. Há coisas que estou deixando ir, amores, amizades. Não estou desesperada querendo trazer algo de volta. Preciso correr atrás de sabedoria, de me relacionar melhor com o outro, compreender o que se passa em minhas relações, no mundo. Venho de cinco casamentos, e estou sozinha aos 63 anos. Não há culpados. O que há é uma trajetória de erros. Tem muita coisa que gostaria de poder corrigir. A pandemia está me fazendo uma pessoa melhor.

MC Acha que aprenderemos algo após a pandemia?
CK
 Muitos não vão aprender nada. A quantidade de pessoas que faz coisas sem uma gota de consciência, sem pensar no todo, é assustadora. Temos uma oportunidade para melhorar, mas não é para todos. Sabemos que o Brasil precisa de educação de qualidade. Mas o que a gente faz? Como nos movemos? Moro numa casa de 900 m2 na Barra da Tijuca, pego meu Land Rover, ligo o ar-condicionado, boto meu filho de 16 numa escola de classe média alta e no caminho vejo crianças pedindo dinheiro. Seguimos de olhos fechados.

Cássia Kis como a Bruxa Haia em cena de Desalma (Foto: Globo/Estevam Avellar)
Cássia Kis como a Bruxa Haia em cena de Desalma (Foto: Globo/Estevam Avellar)



MC Você disse que sua maior satisfação em relação a seus filhos é que “são pessoas que podem viver em sociedade”.
CK
 Nunca escondi minha origem humilde, dormi em banco de praça. Meus filhos não conhecem isso. Fazemos movimentos simples. Estou com eles dentro daqueles “big carros” e crianças param para pedir comida. Compramos, eles distribuem, há esse movimento de atender àquela necessidade imediata. Isso é uma coisa. Outro dia, lavando roupas do Miguel, disse a ele que poderia comprar novas camisetas, já que as dele estão rasgadas. E ele respondeu: “Pra que gastar dinheiro? Não estou saindo de casa”. Somos prisioneiros de nossos desejos.
 

“Espero agora nesse remake de Pantanal fazer uma participação. Pode ser abrindo uma porta que vou ficar satisfeita. Vai ser lindo, a Globo vai arrebentar. Ah, como queria ser jovem para fazer uma novela assim”Cássia Kis

MC Como recebeu a notícia de que a Globo fará um remake de Pantanal?
CK
 Em 1988, fiz Vale Tudo, tinha matado Odete Roitman. Quando terminou a novela, eu estava sem contrato com a Globo, e me chamaram para Pantanal  [na extinta TV Manchete]. Fiz uma personagem linda de morrer, a Maria Marruá. Vivenciei coisas incríveis lá, gravei cenas no rio cheio de piranhas, jacarés. A novela marcou um novo momento da história da telenovela, dando de presente ao público um respirar, um contemplar a natureza. E foi quando a Globo levou um susto grande da sua concorrente, porque a novela foi um sucesso gigante. Espero agora nesse remake fazer uma participação. Pode ser abrindo uma porta que vou ficar satisfeita. Vai ser lindo, a Globo vai arrebentar. Ah, como queria ser jovem para fazer uma novela assim.

MC Em 1990, você protagonizou Barriga de Aluguel. Dava para imaginar que hoje recorrer ao útero de outra mulher para gerar um filho seria algo viável?
CK
 Não. O tema foi tão bom que a novela teve mais de 240 capítulos. Agradou, o que significa que precisamos conversar sobre isso até hoje. O que me interessa é a vida.  Estou me perguntando se eu seria uma barriga…

MC Seria? E recorreria a essa alternativa?
CK
 Acho que não, adotaria. Hoje, se pudesse, abriria creche. Gosto da ideia de que somos mães, várias mães. O tema que mais me preocupa hoje é o aborto.

MC O que a preocupa no aborto?
CK
 Quando olho para trás, uma das coisas que teria corrigido seria um aborto que fiz em 1985. Por mais que eu tenha me inclinado diante desse problema, pedido perdão, lamentado, às vezes faço as contas e vejo quantos anos esse filho teria, se eu seria avó. Quando sei de um aborto, me dói. Sou a favor da vida em qualquer situação.

“Quando olho para trás, uma das coisas que teria corrigido seria um aborto que fiz em 1985. Sou a favor da vida em qualquer situação”

MC Muitas mulheres acima de 60 estão em um movimento de explorar a sexualidade. Como lida com isso?
CK
 Conheço mulheres atentas à reposição hormonal para poder estar em dia, mas eu não quero isso. Quero estar em dia com outra coisa. Meu corpo tá descendo a ladeira. Estou envelhecendo e gostando de ver. Sou uma mulher com 450 mil rugas. Não tenho concorrente. Minhas referências como atriz são, no Brasil, madame Fernanda [Montenegro], e as inglesas Judi Dench e Maggie Smith, porque elas estão preocupadas com a consciência, com as relações, com a qualidade do trabalho. Não tenho a menor necessidade de aparecer nua na frente de homem. Imagine que vou ficar escondendo isso, aquilo, para que correr esse risco? Não significa que não esteja cuidando de mim. Me masturbo com menos frequência do que há 30 anos, hoje uma vez a cada três meses.  Às vezes você está num relacionamento, não tem vontade de transar, e quando vê está abrindo as pernas para o seu macho. Isso já é violento. Essa é uma das razões que fazem com que eu esteja sozinha. Nao estou mais a fim de transar, não quero. É maravilhoso esse lugar de falar não. Não preciso ter “dor de cabeça”. Queria poder viver um relacionamento com um homem em que esse encontro sexual acontecesse num lugar que não é do desejo. Tenho desejo? Se vejo uma cena sensual, me dá tesão, minha libido ainda existe. Mas só.

MC Já sofreu assédio?
CK
 Sofri assédio sexual quando tinha 11 anos. Venho de uma família muito pobre, em que não se ia ao médico, quiçá dentista. Mas minha mãe me levou ao dentista porque perdi um dente por cárie. Entrei sozinha no consultório e me lembro desse homem esfregar o pênis no meu braço. É assustador. Fiquei anos sem ir ao dentista, nem sabia que tinha um trauma. E isso se repetiu na vida adulta mais duas vezes, uma delas nesta década, de outro jeito. E não consegui reagir. Vivi três episódios de assédio sexual com dentista. E sofri abuso psicológico, que é horrível. Viver um relacionamento no qual a pessoa vai minando sua moral, destruindo sua personalidade. Você perde referências de valores, não acredita mais em você, é quase levada à morte. O outro te mata sem usar arma. Demora para se recuperar, para você se amar. Se não fosse minha profissão, provavelmente não estivesse viva.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

MC Você teve depressão e transtorno bipolar. Foi difícil assumir que não estava bem? E como você se tratou?
CK
 Tenho algumas certezas: é difícil a gente adoecer sozinha. Tem sempre algo do lado que alimenta isso. Precisamos vigiar as pessoas com quem nos relacionamos, os ambientes. Passei sete anos tomando três medicamentos. Fui a um psiquiatra já dizendo que eu era bipolar, porque conheci uma pessoa que me chamava de bipolar, e pensava que alguma coisa estava errada. Precisava resgatar o cuidado comigo e comecei a ouvir, a me relacionar com quem significava saúde. E fui tirando os medicamentos devagar. Busquei ajuda em outras terapias, autocontrole, budismo, com a vida de Jesus. Lá se vão cinco anos sem medicamento. É uma conquista.

MC Em 2012, após ganhar um prêmio você disse que ainda não era uma grande mulher. Ainda pensa assim?
CK
 Hoje eu digo para você: eu estou me amando. Eu estou viva. E mais do que isso, não estou com medicamento e estou me amando. Esses são passos gigantes para uma mulher. A luta da mulher é inacreditável.

MC Na quarentena, muitas mulheres se sentiram livres e bem com cabelos brancos, sem manicure… Quando você decidiu não ficar presa a esses padrões? Já fez algum procedimento estético ou sofreu pressão para fazer?
CK
 Já me falaram para fazer plástica, mas nunca me senti pressionada a ponto de querer fazer. Se você enfia botox aqui, ali, melhora, mas… aí eu não vou ficar assim [aponta as marcas de expressão]. Uma vez, fui a uma dermatologista e disse que queria uma pele mais fina. Ela então passou algo no meu rosto, achei que fosse um creme, mas era uma anestesia. Quando percebi, ela estava atrás de mim com uma agulha [para aplicar botox]. E aí foi um drama. Agora, me dou conta de que foi um assédio. Fiz a peça Meu Quintal É Maior que o Mundo, inspirada em texto de Manoel de Barros, e interpreto um menino, pulo amarelinha, corro. As pessoas me perguntavam como fazia aquilo. Eu não tenho 200 anos, tenho 60! E me cuido. Não vou pra academia puxar barra, não estou cheia de músculos, mas está tudo vivo aqui.

MC Você já falou que usou maconha, cogumelo, mais jovem. Hoje usaria alguma droga?
CK
 Faria uso se tivesse certeza de algum benefício hoje. E não estou sentindo necessidade alguma. Mas você ir aos Estados Unidos e saber que pode entrar numa farmácia e comprar maconha é muito interessante. Quanta gente poderia ter acesso lícito a uma droga, e aí me limito à maconha, porque eu conheço, fui de uma geração, de 77, em que se fumava maconha. Hoje não é fumar maconha, é fumar uma droga.

MC Você amamentou um filho até os 4 anos e foi muito criticada. Hoje isso não é mais condenável?
CK
 A crítica é essa coisa de julgar. Amamentava o Miguel com 4 anos na hora de dormir, não andava com ele pendurado no meu peito. Deviam se preocupar com a história das pessoas. Tem sempre uma história por trás.

MC Você disse que não votou no presidente Jair Bolsonaro. Como vê o governo dele? E o que achou da breve passagem de Regina Duarte na Secretaria Especial da Cultura?
CK
 Subestimamos o fato de que ele pudesse chegar à presidência. E ele chegou. Ele morava aqui perto quando foi eleito. Eu encomendei um buquê especial de flores, fiz uma carta falando que me colocava ao lado de um grupo de artistas para falar de arte e cultura, e mandei para ele. Não sei se ele recebeu. Eu sabia que o homem sendo eleito era um ignorante, sem relação com a cultura.  Ele não é um homem bom, um homem bom não exclui. Ele exclui mulheres, indígenas, desvalidos, negros, jornalistas…A Regina eu torci para que desse certo. Ela ficou tão pouco tempo que não conseguiu. Eu via a Regina quando tinha 15 anos e chorava, amava vê-la fazendo Malu MulherIrmãos Coragem. Espero que ela esteja sendo bem acolhida. Não tenho direito de julgar. Não conheço a vida pessoal dela. Nao quero fazer parte do grupo de pessoas que fala ‘você fez algo ruim, e eu excluo você’. Nós mudamos a cada dia.

‘Estava desesperadamente infeliz’, diz Mel C do Spice Girls sobre fama

Em entrevista, Mel C falou sobre o processo de lidar com depressão e um transtorno alimentar que surgiram quando se tornou conhecida
JOÃO PEDRO MALAR – O ESTADO DE S.PAULO

‘Aos 30 anos, houve momentos em que acreditei que meu momento havia passado. Agora, na casa dos 40 anos, decidi: caramba ‘: Melanie C. Photograph: Chris McAndrew/Camera Press

A cantora Melanie Chisholm, que ficou mais conhecida como Mel C, se tornou uma estrela mundialmente conhecida quando fez parte do grupo Spice Girls. Em entrevista publicada no sábado, 26, ela falou sobre os efeitos negativos da fama, incluindo a depressão e anorexia.

“Os pontos baixos de ser famosa foram devastadoramente difíceis. Eu estava vulnerável, e os jornais foram cruéis e insensíveis”, comentou a cantora em entrevista para o jornal The Guardian. Melanie destacou que estava “lutando” contra um transtorno alimentar e a depressão.

A cantora afirmou que as personalidades não são vistas como humanos, e revelou que “tinha tudo que sonhei, mas estava desesperadamente infeliz”. Melanie também ressaltou que é importante saber quando é hora de pedir ajuda, e que esse é o ponto mais difícil no processo de melhora.

“As pessoas ao redor de mim sabiam que as coisas não estavam certas, mas eu estava envergonhada e não via um jeito de sair, então eu as evitei”, contou. Anos depois de sair do grupo e já recuperada, ela deverá lançar um novo álbum solo, intitulado Mel C, no dia 2 de outubro.

Briga com Victoria Beckham

Melanie já havia falado sobre os problemas que enfrentou em uma entrevista em 23 de fevereiro de 2020, para a BBC Radio 4. Nela, a cantora considerou que uma briga com a colega de grupo, a cantora Victoria Beckham, foi um momento que transformou seu jeito de se comportar.

“Me disseram que se esse comportamento ocorresse de novo, eu seria expulsa [das Spice Girls]”, revelou a cantora. “Foi onde começou alguns dos meus problemas, pois eu comecei a ser muito restrita comigo mesma, eu não podia falhar”.

A cantora contou que estava “em busca da perfeição”, o que a levou à anorexia e a deixou “incrivelmente depressiva”. “Quando seu conto de fadas máximo realmente acontece com você, você se sente culpada por reclamar, de qualquer coisa”, observou Mel C.

Nova ferramenta do Facebook centraliza funções de apps em um só local

O recurso permitirá que você poste um conteúdo ao mesmo tempo no Facebook, no Instagram e no Messenger

A ferramenta do Facebook também vai permitir a sincronização de detalhes dos perfis nas três plataformas

A integração entre FacebookInstagram e Messenger está cada vez mais forte. A empresa de Mark Zuckerberg anunciou nesta terça-feira, 29, uma nova ferramenta, chamada de Accounts Center (centro de contas, na tradução do inglês), que permitirá que você poste um conteúdo ao mesmo tempo nas diferentes redes sociais do Facebook, além de uma opção de login único para as plataformas. O recurso começará a ser testado a partir desta semana. 

Com a ferramenta, será possível, por exemplo, postar um Stories no Instagram e no Facebook simultaneamente. O recurso também vai permitir a sincronização de detalhes dos perfis nas três plataformas, como nome e foto.

Além disso, segundo a companhia, o sistema de transações financeiras Facebook Pay também será incluído no serviço até o final do ano —  com isso, será possível inserir suas informações de pagamento uma vez e usá-las nas três plataformas. Recentemente, o Facebook vem investindo na área de compras online — exemplo disso é a ferramenta Instagram Shop, anunciada em agosto deste ano, que funciona como uma aba de compras personalizadas no app. 

O anúncio do Accounts Center acontece em um momento de pressão antitruste contra a rede social. Em audiência no Congresso americano em julho, focada na discussão de concorrência desleal de gigantes de tecnologia, Mark Zuckerberg foi confrontado por documentos que mostram que o Facebook teve a intenção de comprar o Instagram para se proteger de competição no mercado. 

Porém, o plano de integrar as diferentes plataformas da empresa não é novidade. Em janeiro de 2019, Zuckerberg disse ao jornal The New York Times que estava planejando a integração dos serviços de mensagem da companhia (WhatsApp, o Instagram e o Facebook Messenger). 

2045 – Daniel Mehre By Feng

Daniel Mehre at Want Management shot and art-directed by Feng and styled by Bulia Puteeva, in exclusive for Fucking Young! Online.

Photography & Art Direction: Feng (@feng_ish)
Model: Daniel Mehre(@dm440rice) from (@wantmanagement)
Styling: Bulia Puteeva (@bulia_fashionator)
Makeup & Hair: Lisa Kolmakova (@lisakolmakova)
Hair: Shaquilla McBean (@queenmcbn)
Assistants: Jennifer Li (@siufantome) & AJ Nayake (@na.yake)
BRANDS: Bulia Puteeva, Kiko Kostadinov × Asics, Kaise Dyes, Lisa Kolmakova, Tornado Mart, Crocs, Trida-Simone Easey, Calvin Klein.

Marvel’s 616 | Official Trailer | Disney+

Oito histórias notáveis. Oito cineastas únicos. Um Universo Marvel. Comece o streaming de todos os episódios de ‘Marvel’s 616’ em 20 de novembro na Disney +!