Longe dos holofotes, Leila Cravo morre esquecida na Urca

Por Ana Cláudia Guimarães

Leila Cravo na capa da revista “O Cruzeiro” e hoje em dia, no apartamento onde mora atualmente, na Urca. A atriz tinha 67 anos |

Morreu no dia 5 de agosto a atriz  Leila Cravo (1953-2020), que também era  escritora e empresária. Ela estreou como atriz nos meados dos anos de  1970, em novelas,  e ficou muito conhecida no cinema  por interpretar personagens notáveis em pornochanchadas. Leila também apresentou o “Fantástico”, foi capa de muitas  revistas, posou nua e era comparada a Sandra Bréa.

Em 1975, ela foi vítima de espancamento e estupro, por três homens, no Motel Vips. Ao chegar no quarto do motel com um homem, ela encontrou outros dois dentro do quarto. Um deles, ministro de Estado (ela nunca revelou o nome) da ditadura. Leila sofreu politraumatismo craniano por ter recebido uma coronhada de revólver que deixou 34 minifraturas no rosto e sequelas. Ela ficou em coma por 13 dias e dizia que havia sobrevivido por “milagre”. Leila foi encontrada dentro de um lençol na rua, na frente do motel, na Avenida Niemeyer, tendo convulsões, e com um papel nas mãos como se ela tivesse tentado o suicídio. A versão do suicídio nunca foi confirmada. 

Leila Cravo dizia que havia contado tudo para a polícia. Mas na capa dos relatórios oficiais, publicavam uma foto retratando uma espécie de  suicídio (com o bilhete na mão). O motivo seria o  término de um  relacionamento com um homem casado. 

Leila Cravo deixa uma filha.

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