Crítica francesa detona série ‘Emily em Paris’: ‘Nenhum clichê é poupado’

Comédia romântica da Netflix estrelada por Lily Collins erra nos estereótipos, aponta a imprensa local

Lily Collins em cena de ‘Emily em Paris’, série da Netflix Foto: Divulgação

“Emily em Paris”, série da Netflix lançada em 2 de outubro, vem ganhando atenção dos fãs de comédias românticas. Estrelada por Lily Collins, um dos rostos mais conhecidos das tramas água com açúcar recentes, e criada pelo prestigiado produtor Darren Star, também responsável por sucessos como “Sex and the city”, “Melrose Place” e “Beverly Hills 90210”, a história mostra a jovem Emily, recém chegada de Chicago, descobrindo agruras e belezas de viver na capital francesa. A abordagem, porém, não tem deixado os críticos locais animados.

“[Em ‘Emily em Paris’] aprendemos que os franceses são ‘todos maus’ (sim, sim), que são preguiçosos e nunca chegam ao escritório antes do final da manhã, que são paqueradores incorrigíveis que não estão realmente apegados ao conceito de lealdade, que são sexistas e retrógrados e, claro, que têm uma relação duvidosa com o chuveiro. Sim, nenhum clichê é poupado, nem mesmo os mais fracos”, escreve Charles Martin, em crítica para o “Premiere”.

Emily (Lily Collins) e Gabriel (Lucas Bravo) em cena de 'Emily em Paris', série de comédia romântica da Netflix Foto: Divulgação
Emily (Lily Collins) e Gabriel (Lucas Bravo) em cena de ‘Emily em Paris’, série de comédia romântica da Netflix Foto: Divulgação

Em tom sarcástico, Cosette Way escreve no site “Sens Critique” que “os roteiristas devem ter cogitado por dois ou três minutos enfiar uma baguete debaixo [do braço] de cada francês, ou mesmo uma boina para distingui-los claramente, por outro lado, todos fumam cigarros, paqueram até a morte”. O texto compara a Paris da série com a do filme “O fabuloso destino de Amélie Poulain” (2001). Em ambas produções, avalia, é “uma espécie de cidade-testemunho onde cada rua se torna pitoresca sem o menor lixo, com figurantes vestidos de alta costura e só chove se Lily Collins está triste”.

A rádio RTL relembra mais produções que também idealizaram Paris dessa forma. “Raramente tínhamos visto tantos clichês sobre a capital francesa desde os episódios parisienses de ‘Gossip girl’ [série americana lançada em 2007] ou do final de ‘O diabo veste Prada’ [filme de 2006]”, opina Aymeric Parthonnaud.

Apesar dos pontos fracos levantados pela imprensa francesa, “Emily em Paris” tem movimentado as redes sociais com comentários de quem maratonou a primeira temporada e agora espera uma segunda. O serviço de streaming ainda não revelou se a história terá uma sequência, mas o produtor Darren Star já comentou, em entrevista à “Oprah Magazine”, os seus planos para a protagonista.

Se, na primeira temporada, Emily, uma jovem executiva da área de marketing enviada a Paris para ensinar aos colegas franceses formas de explorar melhor as redes sociais de marcas de luxo, sofre rejeição no escritório, nos próximos tempos ela estará melhor inserida. “Ela fará parte da estrutura do mundo em que está vivendo. Ela será mais uma residente da cidade”, contou Star. “Terá um pouco mais os pés no chão. Ela está construindo uma vida lá”, disse também.

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