‘A Eloisa Fontes é uma grande vítima do meio, da moda e da vida’, diz amiga de modelo resgatada em favela

Baiana, que também foi modelo, é uma das poucas amigas que a alagoana tem. A intenção é intervir para ajudar Eloisa a se recuperar
Marjoriê Cristine

Eloisa Fontes em uma das últimas imagens postadas em suas redes sociais, em março de 2020, no Rio Foto: Redes Sociais / Reprodução
Eloisa Fontes em uma das últimas imagens postadas em suas redes sociais, em março de 2020, no Rio Foto: Redes Sociais / Reprodução

O sonho de se tornar uma modelo internacional sempre esteve nos planos de Eloisa Fontes. Antes mesmo de completar 18 anos, a jovem deixou o interior de Alagoas para buscar o seu objetivo em São Paulo, um dos maiores mercados da moda no mundo. Mas se nas passarelas e nos ensaios fotográficos a modelo se destacava e brilhava cada vez mais, no lado pessoal as coisas não eram tão belas quanto pareciam.

Uma amiga de Eloisa revelou ao GLOBO que a modelo, que foi resgatada desorientada por agentes do Ipanema Presente no Morro do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, na terça-feira, dia 6, não tinha amigos próximos e era “uma vítima da vida”.

— É tudo meio complicado. A Eloisa é uma grande vítima do meio, da moda, da vida! Se aproveitam das pessoas com fraqueza, como é o caso dela. Tanto fora quanto aqui, falta um suporte maior. Ela sempre foi muito desamparada. Vive há anos sem amigos, que só aparecem quando querem e só se preocupam com a sua vida. Ela já sofreu muita coisa e, provavelmente, não contou para ninguém. Já fui modelo como ela, sei como esse meio funciona — conta a jovem, que é baiana e prefere não se identificar.

Eloisa Fontes Foto: .
Eloisa Fontes

Segundo a amiga, que também é ex-modelo, os problemas podem ter começado quando justamente nessa transição do interior para cidade grande. Ela explica que as agências de modelos não dão suporte psicológico para suas agenciadas, o que prejudica ainda mais a carreira de muitas delas, como no caso de Eloisa. A falta de amigos próximos e fieis também prejudicaram o lado emocional da alagoana.

— Eu acredito que ela esteja nessa situação por falta de suporte. Ela não tinha amigos próximos. Na verdade, não tem. Como tem problemas psicológicos, ela não se permite ser aproximada, não fala muito, não compreende muitas coisas. Comigo mesma, ela aparece, fala um pouco e some. Logo depois desse desaparecimento em NY, ela veio me contar que estava no Rio, que estava tudo bem — afirma.

 Sem instruções sobre apoio psicológico, ela não conseguiria procurar sozinha a ajuda de um profissional qualificado, como psicólogo ou um psiquiatra.

— A grande questão é que as agências de modelos não nos dão suporte, não dão apoio psicológico. Na verdade, poucas fazem isso, só pensam em faturar e só se preocupam quando você traz dinheiro para eles. Mas quando você está em casa sem trabalhar, daí o problema é seu. Ela ganhou muito dinheiro com os trabalhos que fazia, mas não sei quem toma conta do dinheiro dela agora. Mas por ela não compreender muito das coisas, as pessoas pagavam menos do que ela merecia —  diz.

Eloisa segue internada no Instituto Municipal Philippe Pinel, em Botafogo, desde o dia 6 de outubro. Por enquanto, sem previsão de alta. A família não vive no Rio, mas a mãe da modelo virá para capital Fluminense quando ela for liberada pelos médicos. A amiga baiana afirma que vai tentar levá-la para Salvador ou ajudá-la a ficar segura com a mãe em Alagoas.

— Quero tentar intervir, tentar trazer ela para Salvador. Tenho amigos no Rio, mas não queria deixar ela lá porque é mais fácil de cair nessa situação novamente. O melhor é ela ir para o interior de Alagoas com a mãe ou vir para cá, ou para um lugar onde tenha apoio.

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