Apple lança novos iPhones 12 prontos para o 5G, mas vale a pena investir na troca de aparelho?

Principal aposta da companhia é na nova geração de telefonia móvel, mas são poucas as redes em operação no mundo. No Brasil, leilão foi adiado para 2021
Sérgio Matsuura

O CEO da Apple, Tim Cook, apresentou a nova geração de iPhones, com quatro modelos compatíveis com o 5G Foto: BROOKS KRAFT / AFP

A Apple apresentou nesta terça-feira sua nova linha de smartphones, com quatro modelos diferentes de iPhone 12, todos compatíveis com o 5G. O iPhone 12 mini, com tela de 5,4 polegadas, é produto de entrada, com preço estipulado nos EUA em US$ 699. Já o iPhone 12 padrão tem tela maior, de 6,1 polegadas, e custa US$ 100 a mais. Os iPhones 12 Pro e Pro Max, com telas de 6,1 e 6,7 polegadas, respectivamente, saem por US$ 999 e US$ 1.099.

— Hoje, é o começo de uma nova era para os iPhones. Hoje, estamos trazendo o 5G para os iPhones — afirmou o CEO da Apple, Tim Cook, no evento de lançamento. Mas será que será suficiente para atrair o interesse do consumidor, ainda mais num momento de crise econômica global provocada pela pandemia?

Para os entusiastas da tecnologia, que desejam estar em linha com o que há de mais moderno, apenas a compatibilidade 5G pode ser argumento suficiente para a troca. Mas é importante pesar que são poucos os países no mundo que já possuem redes em operação.

Por aqui, o leilão das frequências para a nova tecnologia foi adiado para o ano que vem, ainda sem data para acontecer. E depois do leilão, existe o período para preparação e instalação da rede.

E com poucos usuários, ainda não existe um serviço ou uma aplicação sedutora, que exija a alta velocidade e a baixa latência da próxima geração da telefonia móvel. O 5G não é uma novidade para outras fabricantes do mercado, como Samsung, Motorola, Huawei e Xiaomi, mas elas não foram capazes de atrair a atenção dos consumidores.

De acordo com a consultoria Canalys, apenas 13% dos smartphones vendidos no primeiro semestre eram compatíveis com a nova tecnologia, e apenas 6% dos consumidores colocam o 5G como fator primário para a próxima compra.

A previsão é que neste ano sejam vendidos 280 milhões de smartphones 5G, sendo 62% deles na China, onde a implantação da rede está mais avançada e existem opções mais em conta no mercado.

— Aparelhos 5G com preços agressivos já estão disponíveis na Europa, como o Motorola G 5G Plus e o Xiaomi Mi 10 Lite 5G — avaliou Ben Stanton. — Mas em mercados dominados pela Apple, como Reino Unido e EUA, existe uma grande base de usuários que estava aguardando pelo iPhone 5G.

Antecipando o futuro

A decisão de compra, obviamente, é individual, mas alguns aspectos devem ser avaliados. A primeira pergunta que o consumidor deve se fazer é: “O meu smartphone atende as minhas necessidades?”.

Se o aparelho é lento em rodar os aplicativos cotidianos, não recebe mais atualizações de sistema operacional ou tenha outros problemas que atrapalham o uso, talvez seja hora de pensar na troca.

Mesmo com o 5G ainda sem data para entrar em operação no país, ele deve ser considerado por quem for trocar de aparelho. Quando uma nova geração de iPhones é lançada, o modelo anterior fica mais barato. Mas, para quem puder, vale investir na versão 5G para já estar preparado para o futuro.

O principal avanço do iPhone 12 é a compatibilidade com o 5G Foto: BROOKS KRAFT/APPLE / via REUTERS
O principal avanço do iPhone 12 é a compatibilidade com o 5G Foto: BROOKS KRAFT/APPLE / via REUTERS

Para quem não tem pressa, a recomendação é comparar as especificações do iPhone 12 com as do aparelho atual. Uma característica importante para muitos consumidores é o conjunto de câmeras.

A nova geração de iPhones tem modelos com duas — iPhone 12 mini e iPhone 12 — ou três câmeras traseiras — iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max —, característica já presente na geração anterior. Ou seja, para donos do iPhone 11 não se trata de algo tão sedutor, mas pode atrair consumidores que tenham versões anteriores.

LiDAR e MagSafe são novidades

O sensor LiDAR, presente nos modelos Pro e Pro Max, é uma novidade. Ele ajuda a mapear superfícies em 3D e agiliza o foco das câmeras. Nos smartphones, ele foi pensado para aplicações em realidade artificial e realidade aumentada, sem muita utilidade prática no dia a dia além do foco quase instantâneo.

Outra novidade é o uso da tecnologia MagSafe, que facilita o carregamento sem fio e permite o uso de acessórios únicos, como uma pequena carteira que se gruda magneticamente ao aparelho. É interessante, chama a atenção, mas não parece determinante para uma compra.

O chip A14 Bionic é mais poderoso que as gerações anteriores. Segundo a companhia, a performance do novo chip é 50% superior a do iPhone 11. Mas para o uso no dia a dia, isso é praticamente imperceptível, a não ser que o seu aparelho já esteja “engasgando”.

Num passado recente, os softwares e aplicativos requeriam cada vez mais poder de processamento, o que forçava a troca de aparelhos mais constante. Hoje, os desenvolvedores apostam em códigos mais leves, para ampliar a base de usuários.

Smartphones de quatro ou cinco anos atrás ainda funcionam bem para a maioria das aplicações. O iOS 14, lançado neste ano, tem compatibilidade até o iPhone 6s. Ou seja, a própria Apple considera que o hardware lançado em 2015 está preparado para suportar seu software mais recente.

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