As cores e estampas da The Paradise inspiram uma moda livre de amarras

As cores e estampas da The Paradise inspiram uma moda livre de amarras
Alice Ferraz, O Estado de S.Paulo

O Paraíso é aqui. Marca, conhecida pelo animal print, traz a borboleta como símbolo de renovação e aposta no produto feito no País  Foto: Darwin Campos/Divulgação

Sob o nome The Paradise, a marca de espírito carioca dos criadores Thomaz Azulay e Patrick Doering já nasceu livre, pautada pelo surrealismo e pela exuberância. Criada em 2015 com um forte DNA de estampas autorais e modelagens soltas, a grife surge como uma representante da moda brasileira que valoriza a alegria de viver. “Para nós, a marca é um grito de liberdade que cai muito bem nesse momento. As roupas são uma forma de expressão absoluta”, contam Azulay e Doering sobre suas criações durante a pandemia.

“Especulamos muito ao longo da quarentena sobre qual seria a moda que viria no pós-pandemia. Seria apenas confortável, minimalista? Acreditamos que não seja o caso. Cada ocasião está sendo tão importante, estamos dando tanto valor a momentos que antes passavam despercebidos. Queremos estar bonitos para viver esses momentos, mas sem amarras”, complementam.

A nova coleção, que é resultado de um sonho tropical, está desembarcando em multimarcas pelo Brasil e no e-commerce de abrangência nacional da The Paradise. Chamada Perdidos no Paraíso, a nova linha é marcada por uma energia vibrante. A borboleta, símbolo máximo de renovação, ganha destaque e vem acompanhada por estampas botânicas e animal prints já característicos da marca. “A natureza sempre foi a maior fonte de inspiração do homem. Por vezes, até esquecemos o quanto somos parte dela. Nessa ilha paradisíaca encontramos espécies deslumbrantes – de felinos, cujas estampas de animais vencem qualquer pretinho básico e aves e borboletas multicoloridas que ofuscam qualquer bordado”, diz o texto que explica o conceito das peças.

A coleção, que é a décima da marca, reforça a visão orgânica que seus criadores têm da moda, imagem que ambos compartilham com orgulho e que se encaixa com perfeição nos tempos atuais. “É um certo desarmamento, a moda antes era sobre se proteger atrás de códigos que nem sempre refletem o que você é, não viramos ciborgues, cada vez mais queremos o avesso disso, queremos o humano. Tudo o que aconteceu veio para limpar um monte de ideias preconcebidas ”, comentam.

Pode-se dizer que o desejo de liberdade de expressão é algo que vem de berço para Thomaz. O diretor criativo da grife é filho de Simão Azulay, um dos maiores nomes da moda carioca nos anos 1980 com a sua Yes, Brazil, marca que, assim como a The Paradise, nasceu de uma expressão máxima do tropicalismo e surgiu como um grito de liberdade na moda brasileira. Uma vanguarda estética de pura brasilidade que atualmente inspira, desperta desejo e se adapta aos novos tempos. “No início da pandemia lançamos nossas máscaras com a mesma estampa das roupas , queremos trazer a essência da brasilidade em todos os nossos produtos.”

Criada em um dos paraísos tropicais mais conhecidos do mundo, o Rio de Janeiro, a The Paradise carrega para o futuro a chama de valorização do trabalho e das cores do nosso País: “Sempre buscamos mão de obra 100% feita no Rio, e vamos manter isso, é importante para a marca valorizar a cadeia produtiva local. A sociedade está em um momento de rever conceitos e valorizar o feito no Brasil”, concluem.

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