Alice in Borderland | Neflix divulga trailer completo do live-action

Série adapta mangá de Haro Aso
NICOLAOS GARÓFALO

Netflix revelou o primeiro trailer da adaptação live-action de Alice in Borderland, popular mangá de Haro Aso publicado entre 2014 e 2015. A série mostra um grupo de amigos que vai parar em uma versão alternativa da Terra em que precisam enfrentar perigosos jogos para sobreviver – assista a prévia acima.

A primeira temporada conta com Kento Yamazaki e Tao Tsuchiya e estreia em 10 de dezembro na Netflix.

Isabel Marant | Spring Summer 2020 | Full Show

Isabel Marant | Spring Summer 2020 by Isabel Marant | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week)

Jair Claudino Rodrigues Junior – Sonho Bom/Deixa Cair

Nos EUA, depoimento de executivos de tecnologia vira simulacro da polarização na internet

Debate sobre liberdade de expressão nas redes sociais, com a participação de presidentes de Facebook, Google e Twitter, mostrou como republicanos e democratas estão afastados em discussões
Por Bruno Capelas e Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, teve momento cômico no depoimento, quando teve de pedir intervalo para conseguir se conectar

Pela segunda vez em 2020, líderes de grandes empresas de tecnologia tiveram de se apresentar perante o Congresso dos Estados Unidos para discutir problemas em suas operações. Mas desta vez, a discussão não foi sobre concorrência desleal, como em julho, e sim sobre liberdade de expressão e interferência política nas redes sociais. Em um debate nesta quarta-feira, 28, que durou pouco menos de quatro horas, Mark Zuckerberg, do FacebookSundar Pichai, do Google, e Jack Dorsey, do Twitter, tiveram de responder a perguntas que evidenciaram a polarização presente na internet atualmente. 

De um lado, conservadores acusam as empresas de censurar suas ideias; do outro, liberais e democratas afirmam que as companhias precisam fazer mais para evitar a disseminação de desinformação em suas plataformas. Marcado no início do mês, o depoimento tinha uma função clara: discutir se seriam necessárias mudanças na Seção 230, lei introduzida em 1996 nos EUA e que garante regras sobre liberdade de expressão e moderação de conteúdo na internet. De forma resumida, a regra diz que as plataformas e sites não são responsáveis pelo conteúdo ali publicado por terceiros. Ao fazer isso, a norma garante a liberdade de expressão e evita que as plataformas sejam inundadas por processos judiciais, o que ajudou a internet a crescer, especialmente em seus primeiros anos. 

No entanto, há quem acredite que a mesma regra hoje seja usada para fazer com que as plataformas se esquivem de ter atitudes mais pró-ativas com relação a desinformação ou discursos de ódio. “A internet mudou e as empresas que nela atuam não são mais startups de garagem. São corporações que têm poder na economia, na cultura e na opinião pública”, ressaltou o senador republicano Roger Wicker, presidente do Comitê de Comércio do Senado dos EUA, no qual ocorreu a sessão. 

Apesar de ser o tema proposto para o debate, possíveis mudanças na Seção 230 acabaram ficando em segundo plano durante a discussão. Quem mais falou sobre o tema foi Mark Zuckerberg, que se mostrou favorável a uma mudança na regulação, sugerindo maior transparência nos processos de moderação de conteúdo. O executivo do Facebook protagonizou ainda um momento curioso no início do debate: teve de pedir um recesso de cinco minutos porque estava com problemas para se conectar à sessão. 

Sundar Pichai, do Google, contemporizou a questão: “Sejam cuidadosos se forem mudar a Seção 230 e tenham noção dos impactos que isso pode causar em toda a internet”, disse. É uma frase importante: uma mudança na regulação pode não só afetar a liberdade de expressão, mas também criar regras que só possam ser atendidas por grandes empresas, inibindo a inovação e a livre concorrência no mercado. 

Durante o debate, falou-se ainda sobre o reforço na transparência na forma como as empresas moderam os conteúdos dentro de suas plataformas – algo que os três líderes das gigantes concordaram ser uma necessidade, mas não entraram em detalhes como deve ser feito. 

Quem melhor se pronunciou sobre o tema foi Jack Dorsey, do Twitter, que comentou ser uma possibilidade o uso de algoritmos criados por terceiros para filtrar conteúdo dentro de sua plataforma. “É algo que pode aumentar significativamente o poder das pessoas para escolher como recebem seu conteúdo”, disse o executivo. Mark Zuckerberg, por sua vez, citou os relatórios de transparência do Facebook, publicados trimestralmente, e presença de uma equipe de 35 mil moderadores de conteúdo, como bons sinais de que a transparência está aumentando. 

O debate sobre as equipes de moderação de conteúdo também apareceu com força – republicanos chegaram a perguntar se as empresas contratam pessoas para essas equipes com base em suas convicções ideológicas, algo que foi negado pelas empresas. (Faz sentido: preencher cotas de ideologia poderia ser considerada uma atitude discriminatória na seleção de candidatos, podendo gerar processos trabalhistas). 

Já a senadora democrata Amy Klobuchar chegou a dizer que as empresas deveriam ter apenas moderação humana de conteúdo, porque tem dinheiro para isso. Hoje, o Facebook diz gastar US$ 3 bilhões com moderação; o Google, mais de US$ 1 bilhão, enquanto Dorsey não soube precisar a quantia. A discussão sobre uso de algoritmos também foi importante no debate – em um raro momento em que um republicano não falou de censura, a senadora Deb Fischer questionou a transparência desses métodos. 

Debate político predominou

A discussão sobre as mudanças nas regras da Seção 230 para as plataformas, porém, tem forte sabor político: em maio, o presidente americano Donald Trump assinou uma ordem executiva pedindo a revisão da lei, após o Twitter rotular algumas de suas publicações como falsas, imprecisas ou potencialmente danosas – por diversas vezes neste ano, Trump declarou informações que não eram verdadeiras, por exemplo, sobre a pandemia do novo coronavírus. 

O tom de rivalidade e polarização marcou a dinâmica do debate: na maior parte de sua duração, senadores republicanos questionaram os líderes das três empresas sobre porque tinham chamado a atenção sobre declarações de Trump, mas não de outras pessoas que, por exemplo, negaram a existência do Holocausto. Em resposta, os senadores democratas alegaram que as empresas têm ajudado os conservadores a ter suas vozes mais ouvidas, mesmo quando suas declarações se aproximam da desinformação e de discurso de ódio. “Os executivos estão sendo acusados de atacar os conservadores, mas na verdade, têm feito justamente o contrário, cedendo terreno para eles”, disse o democrata Brian Schatz, do Havaí. 

Seu colega de partido Richard Blumenthal, de Connecticut, acusou os republicanos, que têm maioria no Senado neste momento, de promover o depoimento para influenciar as eleições. “Meus colegas republicanos estão fazendo bullying com as gigantes de tecnologia e o timing desta sessão é inexplicável, a seis dias do pleito. Trump quebrou todas as regras nas plataformas, promovendo desinformação danosa”, declarou. 

Mesmo ‘menor’, Dorsey foi o mais atacado dos três

Dos três líderes das empresas de tecnologia, Jack Dorsey foi quem esteve mais sob a mira dos congressistas americanos. Há motivos para isso: sua empresa, o Twitter, foi a mais vocal das três a respeito de rotular desinformação e discurso de ódio que poderia ter surgido a partir de declarações de Trump e outros políticos conservadores. Dorsey também parece ser o que mais saiu arranhado do debate. Ele teve momentos complicados, quando chegou a dizer que negar o Holocausto não é desinformação no Twitter, ou afirmar que sua plataforma não influencia as eleições. 

É uma questão complexa, até pelo tamanho do Twitter na comparação com as outras redes sociais – enquanto Google e Facebook tem bilhões de usuários, o Twitter nunca ultrapassou a marca de 500 milhões de pessoas em sua plataforma. Por outro lado, desde a eleição de Trump, a rede social de Dorsey se tornou o epicentro de discussões políticas e econômicas – é de lá que as ideias são levadas para outras plataformas, abertas como Facebook e YouTube, ou fechadas como o WhatsApp. 

Já Pichai sofreu com um problema menor: praticamente todos os senadores pronunciaram seu nome de forma errada: “pick-eye” era a pronúncia mais comum (o correto é “pixai”). Não é um mero detalhe: nas redes sociais, muitos levantaram a questão de como a pronúncia incorreta mostra a distância entre os políticos e o universo da tecnologia, com os primeiros nem se preocupando em aprender o nome corretamente. 

Conheça Gabi Spaciari, atriz, escritora e produtora brasileira do premiado curta ‘Broken Hills’ e do filme ‘Fora de Cena’

Broken Hills’ marca sua estreia como escritora e venceu o prêmio de melhor curta internacional no Los Angeles Brazilian Film Festival. Morando há 5 anos nos Estados Unidos, a atriz batalhou para se estabilizar no país e agora mostra todo seu talento: “A vida artística não é fácil, mas não fazer arte é pior”

Gabriella Spaciari – Crédito: Iwi Onodera

Com apenas 12 anos, Gabriella Spaciari decidiu entrar em um curso de teatro em uma cidade de apenas 6 mil habitantes. Nascida em Cambira, no Paraná, deu seu primeiro passo no universo da arte. “Foi quando tudo começou, fui incentivada a ler os clássicos, viajávamos de kombi fazendo apresentações nas cidades ao redor e vi o poder que a arte tinha de transformar a mim e aos outros. Soube ali que era para isso que eu queria dedicar a minha vida”, conta a artista, que hoje com 28 anos, mora em Los Angeles e se consagra como atriz, escritora e produtora, estreando o curta “Broken Hills”, que ganhou o prêmio de melhor curta internacional no Los Angeles Brazilian Film Festival de 2020, e atuando ao lado de nomes como Douglas Silva, Hugo Bonemer e Marcelo Menezes, no longa-metragem nacional “Fora de Cena”.

Aos 17 anos, ingressou na UNICAMP, onde se formou em Artes Cênicas. Antes de se mudar para a Califórnia, morou por mais dois anos em São Paulo. O desejo de morar fora veio justamente da paixão pela arte: “Sempre achei importante conhecer outras culturas e queria ter a experiência de morar fora para estudar cinema”, conta. Após um ano de estudo, surgiu sua primeira oportunidade de emprego e L.A. tornou-se seu lar, onde nem tudo foi fácil. “Passei muita dificuldade no início. Não falava bem inglês, fiquei mais de um ano sem ver a minha família, fui garçonete, bartender, uber, dei aulas, fiz eventos, tive que me reinventar, me virar do avesso”.

Gabi em ‘Broken Hills’

Versatilidade em ‘Broken Hills’

Do papel as câmeras, em “Broken Hills”, Gabi esteve em todas as etapas. Escritora, produtora e atriz em seu próprio curta, a artista completa diz que queria contar uma história e este foi o pontapé inicial, “comecei e foi um processo de muita paciência. Quem escreve sabe que quanto mais estudamos o roteiro, mais trabalho tem a ser feito”.

O curta, dirigido por Edmilson Filho retrata a vida de uma jovem que sonha em ser bailarina e vai em busca de seus objetivos nos Estados Unidos sem o auxílio familiar. Através da indústria adulta, trabalhando com webcam, a protagonista descobrirá a verdade sobre sua própria família. “É gratificante ver uma ideia que era só minha, sendo desenvolvida junto a uma equipe de profissionais que admiro e sendo exibida ao público ao lado de filmes de outros cineastas talentosos”, comemora Gabi.

Mas engana-se quem pensa que “Broken Hills” foi a primeira produção da atriz em Los Angeles. Em 2018, atuou ao lado do ator chileno Tomás Martic na peça em espanhol “Paisaje Marino con Tiburones y Bailarina”, que ficou em cartaz por um mês no The Broadwater Theatre em Hollywood e foi indicada ao Encore Awards. Antes da Califórnia, Gabi participou da peça “Killer Joe”, em São Paulo, na produção do clipe “One Last Time” do FTampa e da canadense Maggie Szabo, gravado em Los Angeles, além do famoso comercial da Pepsi com David Luiz para a copa do mundo.

Filme “Fora de Cena”

Trabalhando em território nacional, Gabi Spaciari começou a gravar em outubro de 2020 o longa-metragem “Fora de Cena”, ao lado de grandes nomes como Hugo Bonemer, Douglas Silva, Naruna Costa e Marcelo Menezes. A atriz afirma estar empolgada com o projeto, “estou muito feliz de estar ao lado de tanta gente talentosa e empenhada em fazer um filme especial. Apesar de morar fora, acredito muito no cinema nacional e em nossos artistas. Produzir e atuar aqui também é um desejo meu”, revela.

Em tempos de pandemia, a preparação para a personagem foi feita através da plataforma Zoom com Marcelo Menezes e as gravações estão sendo realizadas com toda a estrutura de segurança necessária durante o período delicado. “A gente vai sempre até certo ponto na preparação, a magia acontece mesmo no set. Eu tinha algumas coisas parecidas com a personagem, mas ela toma decisões muito diferentes das que eu tomaria. Tive que encontrar os porquês, e quando você se coloca no lugar do outro, você encontra o outro em si” conta sobre a personagem que viverá no cinema.

Crédito: Iwi Onodera

Vida de Artista

A trajetória artística está longe de ser fácil e mesmo assim foi surpreendente para Gabi. “Mesmo sendo muito pé no chão, não tinha ideia do tamanho das dificuldades que eu ia enfrentar. Não só as comuns de quem mora fora e tem que se virar, mas atuar em outra língua é muito desafiador”, conta. Para Gabi, a principal dificuldade da carreira é perseverar em meio às incertezas, inclusive a financeira: “Mesmo quando nada acontece, é preciso manter o trabalho” e para enfrentar os percalços, a artista entrou em processo intenso de produção. “Fui conhecendo pessoas e um projeto foi chamando o outro. É preciso ter consciência de que o aprendizado nunca acaba, saber o que você quer dessa experiência e ter paciência. Ainda tenho muito a consolidar”. 

Por muito tempo, o cinema americano recebeu holofotes muito mais fortes que o cinema nacional. O quadro vem mudando, mas Spaciari ainda sente uma grande diferença, que diz não definir como melhor ou pior. “O principal sentimento que fica é que no Brasil ainda temos que lutar pelo direito de fazer cinema. Produzimos anualmente muito menos que Hollywood produzia quando começou”.

Futuro

Em menos de um ano, “Fora de Cena” foi o segundo longa de Gabi. Em novembro de 2019, a atriz esteve no Brasil gravando “Um Caso de Outro Mundo”, com direção de Henrique Sattin, estrelado por Nívea Maria, Glauce Graieb, Marcondes Lobo e outros grandes nomes. Ganhando cada vez mais espaço no cinema nacional, revela que pretende continuar no meio. Inspirada em atrizes renomadas como Marion Cotillard, Jessica Chastain, Margot Robbie e Nicole Kidman, os planos de carreira da atriz vão muito além do básico: “Tenho muita vontade de fazer filmes de ação e de época. Além disso, estou desenvolvendo o longa de ‘Broken Hills’, e outro curta para ser rodado no Rio de janeiro”, finaliza.

www.instagram.com/gabispaciari

Custo Barcelona | Fall Winter 2020/2021 | Full Show

Custo Barcelona | Fall Winter 2020/2021 by Custo Dalmau | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – 080 Barcelona Fashion)

Alex Arcoleo – Neon Feels/Jamz/Afterglow Spirit

Kim Kardashian gasta R$ 5,7 milhões em aniversário de 40 anos

Empresária alugou um avião com 88 lugares, bar e restaurante, para levar o grupo para ilha The Brando, que possui 35 casas – todas com piscina privativa e diárias de até 20 mil reais, sem incluir as taxas

Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)


Kim Kardashian gastou 1 milhão de dólares, cerca de 5,7 milhões de reais na cotação desta quarta-feira (28), em sua festa de aniversário de 40 anos de idade. De acordo com o site PageSix, o valor milionário pagou o aluguel de um avião particular e de uma ilha na Polinésia Francesa para a celebração com amigos e familiares.

A empresária alugou um avião com 88 lugaresbar restaurante, para levar o grupo para ilha The Brando, que possui 35 casas – todas com piscina privativa e diárias de até 20 mil reais, sem incluir as taxas. Estavam no local as irmãs Kourtney KardashianKhloé KardashianKendall JennerRob Kardashian e a mãe do clã, Kris Jenner.

Segundo a fonte do site, todos os convidados foram testados várias vezes para coronavírus. “Os exames foram feitos antes de entrarem no avião”, disse a fonte. “Quando chegaram à ilha, eles se esbanjaram com jantares, tratamentos no spa e trilhas na natureza. Kim não economizou. Todos foram proibidos de postar coisas nas redes sociais para manter a privacidade dela”, acrescentou.

Apesar de não aparecer nas fotos, Kanye West, marido de Kim, também teve a presença confirmada na festa. O grupo viajou de Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 20 de outubro e retornou ao país cinco dias depois.

Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Kim Kardashian comemora seus 40 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

Emilly Nunes, descendente do povo indígena Aruans, vira nome quente da moda

Paraense vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de estrelas capa de revistas estrangeiras e campanhas de grifes
Gilberto Júnior

Emilly Nunes: de vendedora de chip de celular a modelo

Das muitas belezas do Pará, Emilly Nunes é a favorita da indústria da moda no momento. Com apenas sete meses de carreira, a modelo, de 22 anos, pode ser considerada um fenômeno. Já estrelou capas das versões brasileira e portuguesa da revista “Vogue” e foi alçada ao posto de garota-propaganda de Lenny Niemeyer, estilista que sempre priorizou, especialmente em seus desfiles, nomes consagrados como Izabel Goulart, Michelle Alves, Raica Oliveira, Ana Beatriz Barros e Leticia Birkheuer.

“Acreditava que minha idade seria um empecilho. As meninas dão os primeiros passos no meio cedo, ainda adolescentes. Eu comecei depois dos 20 anos”, observa a new face, que divide um apartamento com três colegas de profissão. “A ideia é que eu passe uma temporada em Londres assim que as coisas se normalizarem. Enquanto isso, estou me preparando para não fazer feio. Faço aulas de inglês, e confesso que não é fácil. Mas é fundamental para minhas pretensões.”

Emilly Nunes no inverno 2020 da estilista Lenny Niemeyer Foto: Divulgação
Emilly Nunes no inverno 2020 da estilista Lenny Niemeyer Foto: Divulgação

De origem simples, Emilly vendia chip de celular nas ruas de Belém antes de assinar contrato com a Way Model, a mesma agência que cuida os interesses das tops Alessandra Ambrosio, Candice Swanepoel e Carol Trentini. “Era um sonho antigo. Sempre quis essa vida para mim. Assistia aos vídeos de Gisele Bündchen e ficava me imaginando naquela situação”, diz a modelo. “Por causa da pandemia, não participei ainda da São Paulo Fashion Week, mas tenho muita vontade de estar na passarela. Quando criança, brincava com os saltos altos da minha mãe, quebrava alguns… Certa vez, arrumei uma confusão com papai porque ele queria me dar um tênis de presente. Eu desejava um escarpin!”, diverte-se.

Descendente do povo indígena Aruans, a moça aprendeu a pescar e a fazer farinha de mandioca com a avó paterna, que, apesar de não ter crescido numa aldeia, foi a responsável por zelar e passar os costumes e tradições adiante. “Posso afirmar que sou a cara do Brasil. Tenho sangue indígena, negro e branco correndo pelo meu corpo”, comenta.

Emilly Nunes na capa da Vogue Portugal Foto: Reprodução
Emilly Nunes na capa da Vogue Portugal Foto: Reprodução

“Na moda, meu objetivo é trabalhar para todas as marcas: Prada, Gucci, Dior, Chanel, Versace… Minha intenção é levar a beleza da mulher amazônica para o mundo. Cresci sem essa representatividade. Ninguém parecia comigo nas revistas ou na televisão. Quero inspirar outras garotas; mostrar que é possível chegar lá.”

The Mandalorian | Relembre a primeira temporada em menos de 2 minutos

Série estreia novos episódios nesta sexta (30), nos EUA
MARIANA CANHISARES

Às vésperas do lançamento da segunda temporada de The Mandalorian, o Disney+ divulgou um vídeo recapitulando o primeiro ano da série em menos de dois minutos.

Primeira série live-action de Star Wars na TV, a trama de The Mandalorian é focada em um mandaloriano caçador de recompensas, interpretado por Pedro Pascal. No primeiro ano, ele se depara com a missão de entregar uma criatura, que é um bebê da raça de Yoda. Ao se recusar a fazer, ele precisa fugir e encontrar um lugar seguro para a criança.

Durante a exibição, o bebê Yoda acabou sendo adotado pela internet e ganhou diversos produtos. A segunda temporada de The Mandalorian estreia em 30 de outubro, no streaming Disney+.

Depoimento de CEOs evidencia polarização

Debate sobre liberdade de expressão nas redes sociais, com a participação de presidentes de Facebook, Google e Twitter, mostrou como republicanos e democratas estão afastados em discussões
Por Bruno Capelas e Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, teve momento cômico no depoimento, quando teve de pedir intervalo para conseguir se conectar

Pela segunda vez em 2020, líderes de grandes empresas de tecnologia tiveram de se apresentar perante o Congresso dos Estados Unidos para discutir problemas em suas operações. Mas desta vez, a discussão não foi sobre concorrência desleal, como em julho, e sim sobre liberdade de expressão e interferência política nas redes sociais. Em um debate nesta quarta-feira, 28, que durou pouco menos de quatro horas, Mark Zuckerberg, do FacebookSundar Pichai, do Google, e Jack Dorsey, do Twitter, tiveram de responder a perguntas que evidenciaram a polarização presente na internet atualmente. 

De um lado, conservadores acusam as empresas de censurar suas ideias; do outro, liberais e democratas afirmam que as companhias precisam fazer mais para evitar a disseminação de desinformação em suas plataformas. Marcado no início do mês, o depoimento tinha uma função clara: discutir se seriam necessárias mudanças na Seção 230, lei introduzida em 1996 nos EUA e que garante regras sobre liberdade de expressão e moderação de conteúdo na internet. De forma resumida, a regra diz que as plataformas e sites não são responsáveis pelo conteúdo ali publicado por terceiros. Ao fazer isso, a norma garante a liberdade de expressão e evita que as plataformas sejam inundadas por processos judiciais, o que ajudou a internet a crescer, especialmente em seus primeiros anos. 

No entanto, há quem acredite que a mesma regra hoje seja usada para fazer com que as plataformas se esquivem de ter atitudes mais pró-ativas com relação a desinformação ou discursos de ódio. “A internet mudou e as empresas que nela atuam não são mais startups de garagem. São corporações que têm poder na economia, na cultura e na opinião pública”, ressaltou o senador republicano Roger Wicker, presidente do Comitê de Comércio do Senado dos EUA, no qual ocorreu a sessão. 

Apesar de ser o tema proposto para o debate, possíveis mudanças na Seção 230 acabaram ficando em segundo plano durante a discussão. Quem mais falou sobre o tema foi Mark Zuckerberg, que se mostrou favorável a uma mudança na regulação, sugerindo maior transparência nos processos de moderação de conteúdo. O executivo do Facebook protagonizou ainda um momento curioso no início do debate: teve de pedir um recesso de cinco minutos porque estava com problemas para se conectar à sessão. 

Sundar Pichai, do Google, contemporizou a questão: “Sejam cuidadosos se forem mudar a Seção 230 e tenham noção dos impactos que isso pode causar em toda a internet”, disse. É uma frase importante: uma mudança na regulação pode não só afetar a liberdade de expressão, mas também criar regras que só possam ser atendidas por grandes empresas, inibindo a inovação e a livre concorrência no mercado. 

Durante o debate, falou-se ainda sobre o reforço na transparência na forma como as empresas moderam os conteúdos dentro de suas plataformas – algo que os três líderes das gigantes concordaram ser uma necessidade, mas não entraram em detalhes como deve ser feito. 

Quem melhor se pronunciou sobre o tema foi Jack Dorsey, do Twitter, que comentou ser uma possibilidade o uso de algoritmos criados por terceiros para filtrar conteúdo dentro de sua plataforma. “É algo que pode aumentar significativamente o poder das pessoas para escolher como recebem seu conteúdo”, disse o executivo. Mark Zuckerberg, por sua vez, citou os relatórios de transparência do Facebook, publicados trimestralmente, e presença de uma equipe de 35 mil moderadores de conteúdo, como bons sinais de que a transparência está aumentando. 

O debate sobre as equipes de moderação de conteúdo também apareceu com força – republicanos chegaram a perguntar se as empresas contratam pessoas para essas equipes com base em suas convicções ideológicas, algo que foi negado pelas empresas. (Faz sentido: preencher cotas de ideologia poderia ser considerada uma atitude discriminatória na seleção de candidatos, podendo gerar processos trabalhistas). 

Já a senadora democrata Amy Klobuchar chegou a dizer que as empresas deveriam ter apenas moderação humana de conteúdo, porque tem dinheiro para isso. Hoje, o Facebook diz gastar US$ 3 bilhões com moderação; o Google, mais de US$ 1 bilhão, enquanto Dorsey não soube precisar a quantia. A discussão sobre uso de algoritmos também foi importante no debate – em um raro momento em que um republicano não falou de censura, a senadora Deb Fischer questionou a transparência desses métodos. 

Debate político predominou

A discussão sobre as mudanças nas regras da Seção 230 para as plataformas, porém, tem forte sabor político: em maio, o presidente americano Donald Trump assinou uma ordem executiva pedindo a revisão da lei, após o Twitter rotular algumas de suas publicações como falsas, imprecisas ou potencialmente danosas – por diversas vezes neste ano, Trump declarou informações que não eram verdadeiras, por exemplo, sobre a pandemia do novo coronavírus. 

O tom de rivalidade e polarização marcou a dinâmica do debate: na maior parte de sua duração, senadores republicanos questionaram os líderes das três empresas sobre porque tinham chamado a atenção sobre declarações de Trump, mas não de outras pessoas que, por exemplo, negaram a existência do Holocausto. Em resposta, os senadores democratas alegaram que as empresas têm ajudado os conservadores a ter suas vozes mais ouvidas, mesmo quando suas declarações se aproximam da desinformação e de discurso de ódio. “Os executivos estão sendo acusados de atacar os conservadores, mas na verdade, têm feito justamente o contrário, cedendo terreno para eles”, disse o democrata Brian Schatz, do Havaí. 

Seu colega de partido Richard Blumenthal, de Connecticut, acusou os republicanos, que têm maioria no Senado neste momento, de promover o depoimento para influenciar as eleições. “Meus colegas republicanos estão fazendo bullying com as gigantes de tecnologia e o timing desta sessão é inexplicável, a seis dias do pleito. Trump quebrou todas as regras nas plataformas, promovendo desinformação danosa”, declarou. 

Mesmo ‘menor’, Dorsey foi o mais atacado dos três

Dos três líderes das empresas de tecnologia, Jack Dorsey foi quem esteve mais sob a mira dos congressistas americanos. Há motivos para isso: sua empresa, o Twitter, foi a mais vocal das três a respeito de rotular desinformação e discurso de ódio que poderia ter surgido a partir de declarações de Trump e outros políticos conservadores. Dorsey também parece ser o que mais saiu arranhado do debate. Ele teve momentos complicados, quando chegou a dizer que negar o Holocausto não é desinformação no Twitter, ou afirmar que sua plataforma não influencia as eleições. 

É uma questão complexa, até pelo tamanho do Twitter na comparação com as outras redes sociais – enquanto Google e Facebook tem bilhões de usuários, o Twitter nunca ultrapassou a marca de 500 milhões de pessoas em sua plataforma. Por outro lado, desde a eleição de Trump, a rede social de Dorsey se tornou o epicentro de discussões políticas e econômicas – é de lá que as ideias são levadas para outras plataformas, abertas como Facebook e YouTube, ou fechadas como o WhatsApp. 

Já Pichai sofreu com um problema menor: praticamente todos os senadores pronunciaram seu nome de forma errada: “pick-eye” era a pronúncia mais comum (o correto é “pixai”). Não é um mero detalhe: nas redes sociais, muitos levantaram a questão de como a pronúncia incorreta mostra a distância entre os políticos e o universo da tecnologia, com os primeiros nem se preocupando em aprender o nome corretamente.