Almap lança curso de formação para ampliar a diversidade na propaganda

Por Mariana Barbosa

Alunos do curso de formação profissional da agência AlmapBBDO | Divulgação

A publicidade brasileira avançou em relação à representatividade do negro nos comerciais, mas ainda há um longo caminho a se percorrer — e o trajeto passa pelo aumento da diversidade dentro das próprias agências. 

Nesse sentido, a agência AlmapBBDO começa a dar seus primeiros passos, com a criação da Sala Almap, um curso de formação profissional com foco em inclusão socioeconômica.

O curso é uma introdução às diferentes disciplinas e às rotinas de trabalho de uma agência, com aulas sobre criação, relações públicas, produção audiovisual, pesquisa e mídia, e interação com clientes. (Na semana que vem, estão previstas aulas com o CEO da Gol, Paulo Kakinoff, e com a vice-presidente de marketing da PepsiCo, Daniela Cachich.)

Para ajudar na seleção dos estudantes, a Almap conta com a assessoria do PerifaLions, projeto que ajuda a dar acesso ao mercado a estudantes de publicidade e comunicação da periferia, e da Adus, ONG que trabalha com refugiados e que recrutou pessoas que atuavam com comunicação em seus países de origem, mas que não tiveram oportunidade de seguir a carreira no Brasil.

A primeira turma da Sala Almap, de 20 alunos, vai se formar no fim do ano. O plano é lançar novas turmas a cada três meses, sem prazo para acabar. Não é preciso ter curso universitário para participar, e ser selecionado para a Sala Almap não garante vaga de trabalho na agência. Porém, mesmo antes da conclusão do curso da primeira turma, alguns alunos já estão em processo de contratação. 

— O conhecimento é o maior bem que podemos oferecer. Somos a agência dessa década, trabalhando pela próxima: mais diversa, inclusiva e igualmente criativa — diz Filipe Bartholomeu, sócio e CEO da AlmapBBDO, referindo-se ao prêmio conquistado no último festival de Cannes

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A iniciativa da Almap se soma à da Wunderman Thompson, antiga JWT, que lançou em 2017 o programa Equidade Racial 20/20, que tinha por objetivo chegar ao final de 2020 com 20% das vagas em áreas estratégicas preenchidas por profissionais negros. A meta foi ultrapassada: hoje são 24% de negros.

O programa começou com a oferta de 10 vagas para estágio. Destes, metade segue na agência e a outra metade está no mercado, trabalhando para os concorrentes. Agora, a agência está ampliando o compromisso para que a representatividade seja proporcional à presença do negro na sociedade: 56%.

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