Descoberto em Salvador, modelo Carlos Cruz vira estrela de documentário

Aos 28 anos, ele conta como deixou Salvador para se tornar um dos queridinhos de grandes nomes da moda em um filme biográfico
THIAGO BALTAZAR (THIAGOBALTAZAR)

Carlos Cruz (Foto: Alex Lyrio / Divulgação)

Carlos Cruz não imaginava, mas sua vida estava prestes a mudar quando pegou um ônibus rumo ao escritório de contabilidade onde trabalhava em Salvador. Um produtor se aproximou e perguntou se o rapaz, então com 23 anos, teria interesse em se tornar modelo.

“Eu, automaticamente, respondi que não, pois não havia conhecido pessoas que venceram na vida trabalhando com arte, minha família sempre enfatizava os estudos”, contou ele, que se formou em radiologia, à Vogue.

Carlos Cruz posa para a Vogue italiana  (Foto: Divulgação)
Carlos Cruz posa para a Vogue italiana (Foto: Divulgação)

Pouco tempo depois, no entanto, Carlos pensou melhor sobre a proposta e decidiu dar uma chance ao produtor.  “Eu aceitei e já comecei a trabalhar com moda. Depois, passei a integrar o casting da agência One Models e eles me ajudaram a mudar para São Paulo”.

Quando chegou na capital paulista, Carlos ainda estava num momento de transição de carreira, o que o forçou a buscar alternativas para se manter.  “Eu conciliei o trabalho  de modelo com profissão de motorista de aplicativo, porque não conseguia me manter somente com as oportunidades que apareciam na moda”, lembrou.

Mas não demorou muito para Carlos conquistar seu espaço. Logo depois, ele foi convidado a trabalhar com grandes nomes da moda, como Mario Testino, e estrelou ensaios para a “Vogue”. Além disso, foi convidado a estrelar um documentário contando sua trajetória.

Carlos Cruz (Foto: Alex Lyrio / Divulgação)
Carlos Cruz (Foto: Alex Lyrio / Divulgação)

“No início de dezembro, recebi o convite de um diretor de cinema para contar minha história, relatando vivências pessoais para motivar outras pessoas que, como eu, não ousavam em ter sonhos grandes”, relatou ele.

O filme está sendo produzido pelo poeta e cineasta Giovane Sobrevivente, mas ainda não tem data de estreia. “Ele me provocou a falar sobre racismo no mundo da moda e a mostrar que dinheiro e fama não salva preto”, argumentou.

“O Brasil é um país que tem maioria negra e, infelizmente, nos trabalhos somos sempre 1 ou 2. Mas seguimos lutando para da um futuro melhor”.

O documentário sofreu um atraso em decorrência da pandemia de Covid-19, mas em novembro entrará para a fase e edição.

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