Apple apresenta o seu primeiro chip para Macs, o M1

Como prometido, a Apple começou hoje de forma oficial a sua transição da Intel para os seus próprios chips. E o primeiro apresentado pela empresa para equipar esses novos Macs é o M1.

O processador é, como em iPhones e iPads, um SoC1 completo, englobando CPU2, GPU3, RAM, chip de segurança (Secure Enclave), processador de sinal de imagens, entre outros que antes eram “componentes isolados” na placa lógica do Mac.

Ele também tem uma arquitetura de memória unificada (agilizando a troca de dados) e é fabricando num processo de 5 nanômetros (como o A14 Bionic). No total, temos nada mais nada menos que 16 bilhões de transistores e oito núcleos da CPU, com núcleos de performance e de eficiência separados (quatro para cada). De acordo com a Apple, o núcleo de performance é o mais rápido do mundo.

Os núcleos de eficiência usam 1/10 de força, mas ainda oferecem ótima performance para aqueles momentos que você não precisa de muito desempenho do Mac. Já com os núcleos de performance em funcionamento, temos um desempenho similar ao de um MacBook Air atual dual-core.

Em termos de GPU, temos também oito núcleos que chegam a 2,6 teraflops de performance. Segundo a Maçã, a eficiência coloca o M1 bem acima de qualquer GPU eficiente hoje no mercado, ao mesmo tempo em que oferece um desempenho inigualável — são, ao todo, 11 trilhões de operações por segundo executadas pelo M1.

macOS Big Sur

O macOS Big Sur, é claro, funciona em perfeita sincroniza com o chip M1. O Safari, por exemplo, ganhou melhorias de performance com o novo processador; as animações de sistema estão mais responsivas bem como a edição de vídeos e outras tarefas comuns no macOS.

O sistema dará acesso a mais memória gráfica do que nunca para apps e também otimizará ao máximo o gerenciamento de força quando rodando no M1. Como consequência disso, teremos Macs mais silenciosos e com baterias que duram ainda mais.

Todos os apps nativos da Apple foram otimizados para o M1 — desde o mais simples até os complexos, como Logic Pro, Final Cut Pro e GarageBand — e a tendência é que o mercado como um todo também faça essa migração de forma acelerada. Para termos uma ideia, renders de vídeos ficam até 6x mais rápidos usando o M1.

Mas o Big Sur não abandonará quem não estiver pronto para essa transição de imediato. A Apple oferecerá suporte a apps universais (que funcionam em Macs com chips Intel e da própria Apple) bem como conta com o Rosetta 2, ferramenta que entende e adapta apps automaticamente para a nova arquitetura, mantendo a melhor performance possível. Em alguns cenários, eles rodam até melhor do que em Intel. 😱

De acordo com a Apple, o macOS Big Sur será lançado na próxima quinta-feira, dia 12 de novembro. [MacMagazine]

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