Por que as ‘Gilmore Girls’ perduram?

Poucos previram em 2000 que ‘Gilmore Girls’ seria um programa tão duradouro. Não foi um sucesso espetacular durante os 7 anos no ar. Mas com o boca a boca, as vendas de DVD, a nostalgia dos millennials e o poder da Netflix, ele perseverou
Saul Austerlitz, The New York Times

Lauren Graham
A estrela da série, Lauren Graham, homenageou os fãs no Twitter: ‘Seu carinho e devoção a este programa trouxe-me tanta alegria durante todos esses anos’. Foto: Elizabeth Weinberg/The New York Times

Há muito tempo, numa época e lugar distantes, quando as pessoas podiam se divertir livremente na companhia de estranhos, digamos dezembro de 2018, uma enorme multidão estava reunida no espaço da Warner Bros em Burbank, na Califórnia. Lá estavam duelando Team Jess e Team Dean e, enquanto os guias do tour faziam seu habitual discurso sobre Harry Potter e Batman, as pessoas que faziam parte de um tour pelo estúdio nesse dia na verdade estavam lá por uma razão: visitar Stars Hollow.

O estúdio havia recriado por um tempo curto a cidadezinha de Connecticut da série de TV Gilmore Girls, transmitida de 2000 a 2007, e filas se formavam em frente ao Luke’s Diner e ao coreto para serem fotografadas pelos funcionários da Warner. Era uma simulação e um falso pretexto, completados com bibelôs com o tema de Gilmore Girls à venda, mas também era uma lembrança tangível de quão apaixonadas as pessoas ainda estavam por esse programa agradável, cordial e espirituoso sobre família e comunidade.

Outubro marcou o 20º aniversário da estreia de Gilmore Girls e, esta semana, o revival de 2016 Gilmore Girs: Um ano para Recordar será levado ao ar como uma minissérie especial na The CW, rede onde tudo começou, quando o canal ainda era conhecido como WB. (Um ano para Recordar foi lançado na Netflix). A estreia tardia da série foi uma tentativa da CW para preencher o buraco provocado pela covid-19 na sua programação, mas também uma prova da atração persistente que é a série.

Gilmore Girls foi lançado em cinco de outubro de 2000 e o mês passado trouxe mais evidências de que é um momento amado do início dos anos 2000. Algumas das estrelas do show, incluindo Keiko Agena e Yanic Truesdale, apareceram no programa Good Morning America para comemorar o vigésimo aniversário do programa. A criadora de Gilmore GirlsAmy Sherman-Palladino, e seu marido, o roteirista e produtor executivo Daniel Palladino, publicaram um comunicado prestando homenagem a “um elenco que mudou nossas vidas”. A estrela da série, Lauren Graham, também homenageou os fãs no Twitter. “Seu carinho e devoção a este programa trouxe-me tanta alegria durante todos esses anos”.

Amy Sherman-Palladino, cujo talento para criar diálogos engenhosos e emoções sutis cuidadosamente elaboradas, ingredientes-chave que tornaram essa série tão atraente, disse que devido à pandemia ela havia esquecido do aniversário até que alguém a lembrou no início deste ano.

“Comemorar aniversários no momento está em segundo plano”, disse ela. “Você está apenas tentando evitar que as pessoas tussam e espirrem na sua direção“.

Mas ela fica feliz em conversar sobre as origens do show que ainda é sua mais famosa criação, mesmo numa carreira que inclui séries como Bunheads e The Marvelous Mrs. Maisel, sucesso da Amazon premiada várias vezes com o Emmy. “Quando você faz alguma coisa que as pessoas ficam interessadas por mais de uma semana, é um grande prazer”, disse ela.

Poucas pessoas previram em 2000 que Gilmore Girls seria um programa tão duradouro. Não foi um sucesso espetacular repentino durante os sete anos no ar. Nunca alcançou uma audiência maciça, jamais foi indicado a um Emmy importante, nunca foi considerado um programa imprescindível que tinha de ser visto, como algumas séries que chegaram no mesmo período. Mas com o boca a boca, as vendas de DVD, a nostalgia dos millennials e o poder da Netflix, que deu sinal verde em 2016 para sua retomada depois de comprar os direitos da série, novos fãs, alguns que nem haviam nascido quando o programa estreou pela primeira vez, descobriram Lorelai e Rory.

“Não passa um dia sem que meninas de 14, 15, 16 anos me digam que estão assistindo à série agora”, disse Truesdale, que interpretou Michael, o amargo colega de trabalho de Lorelai.

Nos anos 1990, Amy Sherman-Palladino era roteirista da série de sucesso da ABC Roseanne – antes de a criadora Roseanne Barr “começar com teorias de conspiração”, ela observou. Mas, no fim, ela percebeu que não queria mais trabalhar em comédias de 30 minutos. Seu marido, Daniel Palladino, que na época fazia parte da equipe de roteiristas de Family Guy, convenceu-a a fazer uma pausa e escrever alguma coisa original.

A ideia do programa era contar a história de uma adolescente que adorava livros cuja melhor amiga era sua mãe, de cerca de 30 anos de idade. O pano de fundo seria uma cidade idílica de Connecticut repleta de pessoas excêntricas e o tom seria uma mistura de comédia e drama, tudo num ritmo mirabolante.

“Os fãs com os quais converso no geral se inserem em duas categorias: ou têm uma relação tipo Lorelai e Rory, ou desejam desesperadamente ter uma relação como a de Lorelai e Rory”, disse Sheila Lawrence.

Depois de a série ser adquirida pela Warner Bros, Sherman-Palladino insistiu que o programa só teria continuidade depois de ela encontrar os intérpretes ideais para cada papel, independente da sua experiência anterior ou fama. Ela escolheu Lauren Graham para o papel de Lorelai entre várias atrizes conhecidas, por causa da sua perspicácia literária.

“Ela foi a primeira atriz que pronunciou corretamente o nome Kerouac”, disse Amy Sherman-Palladino ao seu marido depois de entrevistá-la.

Embora a série tivesse uma estética visual estilosa como outras da WB da época, como Dawson’s Creek e One Tree Hill, o roteiro era distinto. Os roteiros eram “muito sofisticados e brilhantes e estávamos nessa nova rede cujos programas eram dedicados aos adolescentes que seguiam religiosamente tudo o que estivesse em moda”, disse Jamie Babbit, que dirigiu 18 episódios de Gilmore Girls.

A série no início era algo que assustava os artistas, que tinham de memorizar os roteiros com 20 páginas a mais do que nas séries normais de uma hora de duração. E, para tornar as coisas mais difíceis, Amy insistia que os intérpretes dissessem suas frases exatamente como estavam escritas. “Era uma série em que, se você mudava uma palavra, eles cortavam”, disse Truesdale.

Gilmore Girls
Cena se ‘Gilmore Girls: Um ano para Recordar’. Poucas pessoas previram em 2000 que ‘Gilmore Girls’ seria um programa tão duradouro. Foto: Suzanne Hanover/Netflix

Os atores também tiveram de se adaptar à ideia de Amy de que os personagens de TV em 2000 deveriam se parecer com Cary Grant e Rosalind Russel.

“O feedback era este: pode repetir a cena, mas um pouco mais rápido?”, disse Agena, que interpretou Lane, a melhor amiga de Rory.

Segundo Babbit, os diálogos eram muito rápidos para permitir a edição tradicional. “Era como assistir a um jogo de pingue-pongue”, disse ela. “Juntar dois personagens no quadro e deixar que eles falassem, com cenas que continham cinco ou 10 páginas do roteiro, em vez de uma página e mais um quarto, como é habitual”.

Scott Patterson, que interpreta Luke, disse que Graham percebeu que eles tinham de deixar o cigarro se quisessem sobreviver. “Ela precisava de ar e eu também”, disse ele.

Além do volume e o ritmo dos diálogos, estudar o roteiro também implicava uma luta para os intérpretes. Patterson lembra que, num dia de gravação que começava com “uma cena de 10 páginas”, o texto foi entregue pelos roteiristas às 6h30. “Lauren e eu estávamos sentados na sala de maquiagem, olhamos um para o outro aterrorizados, e começamos a trabalhar”.

Alexis Bledel, uma modelo e aluna de faculdade com pouca experiência em TV, precisava de mais ajuda do que os outros, não sabia nem para qual câmera devia olhar. “Lembro-me de dizer num certo ponto para Lauren, “adoro quando estou assistindo ao programa, como você está sempre a tocando”, disse Kelly Bishop, que interpretou Emily Gilmore. “Ela me respondeu ‘na verdade, a razão disto é porque queria que ela obedecesse à marcação’”.

Talvez em parte porque estivesse numa WB incipiente, e competia com séries gigantes como Friends e American Idol, e também por causa da sua reputação como uma série de garotas numa era que celebrava anti-heróis masculinos de meia idade como Tony Soprano, Gilmore Girls nunca recebeu muita atenção nas premiações. A série teve uma indicação para o Emmy e um prêmio pelo melhor make-up.

O elenco e a equipe ficaram especialmente decepcionados com o fato de Graham nunca ter sido indicada para o Emmy, que achavam que ela merecia. “Não conheço ninguém que conseguiu fazer o que ela fez. E odeio o fato de não ter sido reconhecida por isto”.

Alguns veteranos de Gilmore Girls culpam o sexismo pelo fato de ser considerada uma série de segunda classe. Programas sobre os triunfos e dores de cabeça comuns de mulheres até recentemente eram tratados como de interesse inerentemente limitado.

“O setor é de fato conservador e não entende como são as grandes coisas, especialmente quando escritas e criadas por mulheres e sobre mulheres”, disse Babbit.

Gilmore Girls completa 20 anos enquanto estamos refugiados em nossas casas, separados e nervosos, aguardando boas notícias e o eventual retorno da comunidade. Para muitos fãs, Stars Hollow sempre foi seu lugar feliz e no momento é mais ainda.

“Estou na Califórnia neste momento, você não pode respirar, não pode sair de casa, se encontrar com outras pessoas e a eleição está se aproximando”, disse Stephens em outubro. “O mundo pode ser um lugar terrível, mas pode ir a Stars Hollow, onde o mundo ainda é aquele lugar adorável, maravilhoso”.

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Apple TV+: especial de Natal com Mariah Carey ganha trailer

A Apple divulgou hoje o primeiro trailer do “Especial de Natal Mágico de Mariah Carey” (“Mariah Carey’s Magical Christmas Special”), o qual estreará exclusivamente no Apple TV+ na próxima sexta-feira, 4 de dezembro, como divulgado pelo Deadline.

O especial de Natal contará com a participação de celebridades como Tiffany Haddish, Billy Eichner, Ariana Grande, Jennifer Hudson, Snoop Dogg, Jermaine Dupri, Misty Copeland e Mykal-Michelle Harris.

Como podemos esperar, o especial será recheado de apresentações musicais, dança e animações natalinas, tudo isso conduzido por uma “história universalmente emocionante”.

Este ano, prepare-se para curtir o maior e mais mágico Natal com Mariah Carey e seus convidados de todo o mundo.

Como informamos, a trilha sonora do especial, intitulada “Oh Santa!”, chegará (em primeira mão) ao Apple Music no dia 4 de dezembro, antes de ser distribuída em outras plataformas de streaming, a partir do dia 11/12.

VIA MACRUMORS


CCXP Worlds anuncia três novos quadrinistas da editora Nemo

Adrian Tomine, Mikael Ross e Pénélope Bagieu participam de conteúdos do palco Artists’ Valley
CAMILA SOUSA

CCXP Worlds, em parceria com a editora Nemo, anuncia mais três novos nomes do mundo dos quadrinhos para o maior festival de cultura pop do planeta. Adrian TominePénélope Bagieu e Mikael Ross participarão de painéis na programação do Artists’ Valley, falando sobre seus trabalhos mais recentes e também suas carreiras. Outros quatro quadrinistas do catálogo da editora – Fabien ToulméJeff LemireMargaux Motin e Chloé Cruchaudet – também estão confirmados para esta edição.

O cartunista best-seller do New York TimesAdrian Tomine, teve seu aclamado trabalho Intrusos publicado pela Nemo em 2019. A graphic novel de contos traz um retrato bem-humorado e irônico da vida contemporânea, sem deixar de tocar em temas sensíveis. Em seu mais recente livro, A solidão de um quadrinho sem fim, que chegou ao Brasil em setembro, ele explora sua relação conflituosa com as HQs e a cultura dos quadrinhos, enquanto ilustra os absurdos da vida e o modo como escolhemos dispor do nosso tempo. Já Pénélope Bagieu tem três sucessos publicados pelo selo: Uma morte horrível e a série Ousadas, que conta, em dois volumes, histórias incríveis de mulheres à frente do seu tempo.

Mikael Ross juntou-se recentemente ao time de autores da editora. Ross publicou, em agosto, Aprendendo a cair, graphic novel vencedora do Max Und Moritz de 2018, o maior prêmio alemão dos quadrinhos. No enredo, o autor nos apresenta a Noel, um jovem com necessidades especiais que vai morar sozinho em uma vila criada para abrigar pessoas como ele, após a morte da sua mãe.

CCXP Worlds: A Journey of Hope, primeira edição 100% digital do maior evento de cultura pop do mundo, acontecerá entre os dias 6 de dezembro de 2020. A venda dos ingressos acontece pelo site www.ccxp.com.br.

‘The undoing’, da HBO: um exemplo de como TV e internet se alimentam

PATRÍCIA KOGUT

Nicole Kidman e Noah Jupe como Grace e Henry em ‘The undoing’, da HBO (Foto: Niko Tavernise/HBO)

Certas séries mal estreiam e viram assunto de todas as rodas de conversa virtuais. Está acontecendo agora com “The crown” (Netflix) e com “The undoing” (HBO). Esse interesse também se nota nas nossas redes. Muitos seguidores do @colunapatriciakogut (no Instagram) vêm comentando sobre ambas. Está todo mundo ansioso para conferir o último episódio da produção estrelada por Nicole Kidman e Hugh Grant. Essa conexão entre a TV e a internet faz pensar.

“The crown” foi lançada pela Netflix de uma só vez. Essa estratégia é um convite ao binge watching, aquela prática de assistir a uma temporada sem parar. O formato chegou com o streaming e mudou o comportamento do usuário. Até um neologismo se popularizou por causa dele: maratonar.

Com “The undoing” é diferente. Os episódios inéditos saem aos domingos na TV e no aplicativo da HBO (e dias depois no Now). É a boa e velha dinâmica da serialização. Quem perde a exibição acaba ficando de fora da conversa que começa a esquentar nas redes pouco antes das 23h, quando o capítulo começa. É no Twitter e no Instagram que se multiplicam as teorias sobre o “quem matou?”.

Esta semana, a HBO lançou nas suas redes uma chamada em que Hugh Grant convoca para o episódio final: “É hora de conhecer a verdade”, diz ele. Fez o maior sucesso. Guardadas as devidas proporções, “Game of Thrones”, também semanal, tinha esse efeito. Reunia uma multidão aos domingos, quando ia ao ar inédita, só para comentar. São mostras de que a televisão e a internet são capazes de um casamento harmônico.

Miley Cyrus faz pop-rock retrô, feminista e anti-Trump em ‘Plastic hearts’

No disco, cantora divide microfone com Dua Lipa e com seus ídolos do rock Stevie Nicks, Joan Jett e Billy Idol
Ronald Villardo – O GLOBO

Miley Cyrus lança novo disco, ‘Plastic hearts’ Foto: Divulgação

Legítima diva pop contemporânea afeita a atenções e reinvenções, Miley Cyrus está pronta para causar mais uma vez: chega nesta sexta-feira aos serviços de streaming “Plastic hearts”, seu sétimo álbum de estúdio. O trabalho sucede “Younger now” (2017), incursão da cantora pelo familiar universo country — ela é filha e afilhada de ídolos do gênero, Billy Ray Cyrus e Dolly Parton, respectivamente — e o esquisitão “Miley Cyrus & Her Dead Petz”, de 2015, disco de rock psicodélico experimental feito em parceria com a turma indie dos Flaming Lips.

Já “Plastic hearts”, que tem entre os produtores o vencedor do Oscar Mark Ronson, apresenta o lado pop-rock, feminista e político de Miley, uma ruptura leve se comparada àquela que a cantora provocou em 2013, em performance estridente no Video Music Awards, da MTV.

Até então, a americana do Tennessee era lembrada como Hannah Montana, a personagem do canal Disney que a apresentou ao universo adolescente, em 2006. Como todo artista talhado pelos ditames da Disney, Miley rapidamente tornou-se febre entre crianças e jovens, trilhando caminhos antes traçados por Britney Spears, Justin Timberlake, Christina Aguilera e tantos outros ex-astros e estrelas do império televisivo do Mickey Mouse. O problema é que o público cresce. E Miley cresceu para aparecer. A cantora chocou fãs e imprensa ao surgir na cerimônia fazendo danças provocadoras, mostrando a língua e esfregando-se em tudo o que estivesse por perto, de objetos de cena aos fãs na plateia.

Deu certo. Todo mundo falou de Miley no dia seguinte. Nem sempre bem, é claro.

Sete anos depois, ela segue chamando a tal da atenção, desta vez não por uma certa irreverência, mas por conta dos vocais poderosos em apresentações ao vivo e por covers bem construídos, como o de “Heart of glass”, do Blondie, no festival iHeart Festival, em setembro. O número fez tanto sucesso que acabou entrando como faixa bônus em “Plastic hearts”.

Aos 28 anos completados no último dia 23, Miley inaugurou a nova era em agosto, ao cantar “Midnight sky”, o primeiro single de “Plastic hearts”, mais uma vez, no Video Music Awards. Embalada num look retrô-disco-rock, de vestido brilhante, batom vermelho e cabelo Debbie Harry, ou seja, louríssimo, Miley ganhou logo espaço entre os assuntos mais comentados do Twitter, ainda durante a apresentação.

E a faixa foi hit instantâneo, entrando nas dez mais tocadas do Spotify no dia seguinte. Nascia a Miley mulher independente, que na letra da canção declara o poder de tomar as decisões sobre a própria vida: “I was born to run/ I don’t belong to anyone/ I don’t need to be loved by you” — em tradução livre, “Nasci para correr/ não pertenço a ninguém/ não preciso ser amada por você”. Meninas, meninos e menines adoraram.

Na semana passada, Miley apresentou “Prisoner”, o segundo single de “Plastic hearts”, um dueto com um dos nomes mais quentes do pop contemporâneo, a britânica Dua Lipa, indicada a seis Grammys. Na faixa, a dupla insinua um relacionamento enquanto canta a faixa descrita pelo semanário britânico “NME” como “um hino disco-punk”.

Os críticos acertaram. O novo álbum leva as inspirações roqueiras de Miley Cyrus, que vão de Stevie “Fleetwood Mac” Nicks (que aparece em versão de “Midnight sky” e na faixa extra “Edge of seventeen”) a Joan “I love rock and roll” Jett (com quem canta “Bad karma”, inspirada pela eleição de Donald Trump, em 2016), a um novo patamar. É rock mas é pop. É pop mas é forte.

“Eu aprendi isso com o Billy Idol”, revelou a popstar ao DJ e apresentador Zane Lowe, em entrevista publicada no perfil da Apple Music no YouTube, semana passada. “A música dele é rebelde, mas também tem ganchos que nos prendem. E não gosto de fazer música para acumular trabalhos, eu faço música para que as pessoas cantem comigo”. Miley e Billy dividem a faixa de sotaque eletrônico-oitentista “Night crawling”.

No lado político, além de “Bad karma”, Trump também inspira outra faixa, “Golden G string”. “Fala sobre as pessoas que têm ódio de artistas ousados mas absolvem um presidente que diz pegar as mulheres por ‘lá’”, conta a Lowe.

E, como no mundo pop som e imagem andam de mãos dadas, Miley arremata a empreitada musical com uma viagem fashion, posando para a capa do disco devidamente embrulhada num belíssimo look Jean Paul Gaultier. Porque retrô pouco é bobagem.

‘Esquecemos que somos mãe e filha’, diz Fernanda Montenegro sobre contracenar com Fernanda Torres

Atriz falou sobre gravações durante a pandemia em entrevista ao ‘Conversa com Bial’

Fernanda Montenegro e Fernanda Torres durante as gravações de ‘Amor e Sorte’ Foto: Globo / Divulgação

A atriz Fernanda Montenegro será a entrevistada do Conversa com Bial desta sexta-feira, 27. Ela falou sobre trabalhar com sua filha, Fernanda Torres, no especial Amor e Sorte e também no episódio Gilda, Lúcia e o Bode, que vai ao ar em 25 de dezembro.

“Acho que nós esquecemos que somos mãe e filha. É o trabalho de uma profissional, de uma artista, com quem eu estou contracenando”, comentou a veterana de 91 anos.

Sobre a diferença entre as gravações dos dois especiais, Fernanda Montenegro comentou: “A primeira foi uma viagem de experimentos. Agora, não. Agora tivemos acho que 15 técnicos em quarentena. Foram duas semanas de muitas horas de trabalho por dia. O roteiro já definido, o elenco ampliado”.

Sobre o cansaço como atriz, analisa: “Desde que você esteja, em primeiro lugar, fazendo o que você ama fazer, é como um esporte: requer seu físico. Tem uma hora que a disponibilidade do fazer te domina, é como o barato de uma droga”.

Roberto Medina planeja festival nos moldes do Rock in Rio em SP

Sonia Racy

Roberto Medina. Foto: Grupo Prisa

Roberto Medina assinou ontem carta de intenção com a Prefeitura para realizar um evento da magnitude do Rock in Rio na capital paulista. Se tudo der certo, em 2022, o País será sede de um novo festival. Para 2021, o empresário confirmou as datas da edição do Rock in Rio, no Parque Olímpico na capital carioca, dias 24, 25, 26 e 30 de setembro e 1, 2 e 3 de outubro.

Ao todo, o RiR contabiliza 10 milhões de visitantes em 20 edições. Brasil, Europa e Estados Unidos já foram palco do festival. Medina já expressou o desejo de transformar o Rock in Rio em um parque temático permanente