This Is Me – William W, William A, Zakaria, and Maximilian at Le Management shot by Ida Zander

William W, William A, Zakaria, and Maximilian at Le Management shot by Ida Zander and styled by Bianca Forsblom, in exclusive for Fucking Young! Online.

DOP: Carolina Diaz @linasgv
Make-up: Jasmine Lundmark @jasminelundmark
Hair: Swedish Hair Mafia @swedishhairmafia

Mulher-Maravilha 1984 | Mattel lança bonecas inspiradas no filme

Linha de colecionáveis especiais do longa inclui Diana com seu uniforme tradicional e com armadura dourada
NICOLAOS GARÓFALO

Mattel anunciou a nova linha de bonecas inspirada em Mulher-Maravilha 1984, novo filme da heroína previsto para chegar aos cinemas em 17 de dezembro. Entre as novas bonecas estão três diferentes versões de Diana e uma da vilã Mulher-Leopardo – veja abaixo:

Mulher-Maravilha 1984 conta com o retorno da diretora Patty JenkinsGal Gadot e Chris Pine, mas também inclui Pedro Pascal e Kristen Wiig como nova dupla de vilões. O filme estreia em 17 de dezembro.

Vale lembrar que o filme será um dos destaques do painel da Warner Media na CCXP Worlds.

Bisneta de Monteiro Lobato quer apagar o racismo de sua obra com novas edições

Versão de livro sobre Narizinho passou por adaptações, mas não escapou de críticas
Leonardo Sanchez

Ilustração da nova edição de "A Menina do Narizinho Arrebitado", de Monteiro Lobato, que passou por adaptação de sua bisneta, Cleo Monteiro Lobato
Ilustração da nova edição de “A Menina do Narizinho Arrebitado”, de Monteiro Lobato, que passou por adaptação de sua bisneta, Cleo Monteiro Lobato Rafael Sam/Divulgação

Um dos cânones da literatura infantil brasileira completa, neste mês de dezembro, cem anos. Escrito por Monteiro Lobato, “A Menina do Narizinho Arrebitado” introduziu o universo do “Sítio do Picapau Amarelo” e agora suscita não só comemorações, mas também debates fervorosos em torno do autor, considerado racista por alguns leitores e estudiosos, e uma reedição de sua obra, adaptada por sua própria bisneta, Cleo Monteiro Lobato.

Adaptada porque esta não se trata de uma reimpressão do texto original, com adendos e novo prefácio, como já ocorreu em outras reedições, mas de uma reformulação da obra, com exclusões e alterações de trechos e personagens sendo representados de maneiras diferentes, menos problemáticas.

Tudo para entrar em sintonia com as críticas de que o escritor paulista teria maculado a inocência das aventuras da boneca Emília ao incutir concepções preconceituosas e estereotipadas em seus livros.

Tia Nastácia, a mulher negra que trabalha no sítio, “trepa que nem uma macaca de carvão” em determinada passagem do original, por exemplo. Mas não mais nesta reedição, que vem na esteira de uma série de celebrações do centenário e é atrelada à publicação de uma tradução da obra para o inglês.

“Eu acho que há passagens problemáticas para quem lê os livros hoje em dia. A gente queria uma versão atualizada, cujo teor fosse compatível com os valores sociais contemporâneos, mas que mantivesse o estilo do Lobato”, diz Cleo, a bisneta do autor. “Eu queria que essa versão provocasse essa discussão que provocou, que não é sobre o Lobato, mas sobre o racismo estrutural no Brasil. Essa é a intenção.”

Cleo refuta o termo censura ao falar das alterações feitas à obra e lembra que o bisavô foi responsável por traduzir diversos clássicos infantis para o portugês, como “Alice no País das Maravilhas”, mas não sem os adaptar, de forma incisiva, para o público brasileiro.

“A obra hoje está em domínio público. Nós não a desvirtuamos, porque a original continua lá, existindo e disponível”, diz ela. “Se eu tenho a possibilidade de me posicionar de maneira positiva [por meio dos livros], eu escolho a mudança.”

A ideia de tomar essa liberdade criativa veio depois que Cleo notou diversos conhecidos ou fãs de Monteiro Lobato que tinham dificuldade em ler a obra para crianças, já que, vez ou outra, era preciso interromper a narrativa para explicar termos e representações ofensivas —principalmente aquelas direcionadas a Tia Nastácia.

Mas, mesmo assumindo que alguns aspectos na obra não estão em concordância com os tempos atuais, Cleo é assertiva ao dizer que o bisavô não era racista e que os trechos problemáticos de sua obra também não o são. É um posicionamento polêmico e complicado, ela assume, afirmando que é preciso ter um entendimento total da vida e da obra de Monteiro Lobato para opinar sobre o assunto.

“O que eu noto é que quem leu tudo, luta fervorosamente contra as acusações de racismo. Quem pega uma carta, um livro e analisa por um prisma estreito, enxerga o Lobato oposto”, diz Cleo, sobre documentos escritos pelo autor em que ele faz menção positiva à Ku Klux Klan e às ideias eugenistas de seu tempo.

Monteiro Lobato ao lado da família, em foto de data desconhecida
Monteiro Lobato ao lado da família, em foto de data desconhecida – Arquivo Pessoal

Monteiro Lobato não é o primeiro —e nem será o último— artista com obras submetidas a intervenções cirúrgicas. Se no caso do pai de Emília o procedimento parece invasivo demais, em outros ele é mais comedido.

No audiovisual, avisos de que as ideias e representações observadas em alguns filmes são datadas, discriminatórias e que refletem o pensamento predominante de uma outra época se tornaram frequentes, diante do ressurgimento de obras antigas em plataformas de streaming.

É esse tipo de mea-culpa que acompanha, por exemplo, diversas animações disponíveis na plataforma Disney+, como “Peter Pan” e “A Dama e o Vagabundo”, e o clássico “… E o Vento Levou”, agora no catálogo do HBO Max, hoje indisponível no Brasil.

“Eu entendo a decisão tomada pela família, mas a minha posição seria de que vale a pena fazer, no máximo, alterações ortográficas, em relação à língua, e manter a obra em si tal qual ela está”, diz Mário Augusto Medeiros da Silva, professor de ciências sociais da Unicamp e que se debruça sobre a área da literatura.

“Que o leitor seja beneficiado com uma nota prévia, um prefácio, um texto analítico para que faça suas próprias ponderações, embora eu entenda que a adaptação é uma saída que ela [Cleo Monteiro Lobato] encontrou para se adequar aos novos tempos.”

Segundo o acadêmico, é importante compreender Monteiro Lobato inserido no contexto em que viveu, também enquanto cidadão e não só como escritor. Segundo ele, limpar esse aspecto de sua vida e obra é uma opção da família, mas que ofusca a trajetória e as contradições do autor.

“Isso não apaga o editor, o homem preso pelo Estado Novo, o nacionalista que lutou pela Campanha do Petróleo, o criador de uma literatura infantil no Brasil. Mas também faz parte dele ser pensado como um autor que não foi tão além de seu tempo, um tempo racista. Nenhum artista deve ser tratado de maneira sagrada, todos estão envolvidos com questões de seu tempo, e é saudável que os leitores saibam disso.”

“Eu não defendo censurar e também não concordo com o apagamento de sua obra —e mesmo essa limpeza dessa nova versão pode ser lida como apagamento, o que precisa ser debatido. Mas uma atitude antirracista talvez mais adequada seria inserir um estudo crítico a respeito da obra e, então, deixar para o leitor tomar suas posições”, conclui.

NARIZINHO ARREBITADO

  • Preço R$ 34,99
  • Autor Monteiro Lobato. Ilustrações de Rafael Sam
  • Editora Underline Publishing
  • Centenário Mais informações obre o evento de centenário da obra em narizinho100anos.com​

Cerimônia do Oscar será presencial em 2021, garante Academia

Ubiratan Brasil

Dolby Theatre. Teatro tem 3.400 lugares. Foto Mike Blake/Reuters

Apesar dos números cada vez mais alarmantes de novos casos da covid-19 nos Estados Unidos (ainda o país com mais infectados no planeta), a revista Variety divulgou, nesta terça, 1, que a cerimônia de entrega do Oscar em 2021 será presencial.

“Não haverá Oscars ‘virtuais’”, afirma um representante da Academia e também da rede ABC, que transmite a cerimônia, à revista. “A transmissão presencial vai acontecer.” Trata-se de uma aposta arriscada, pois nenhum outro evento artístico desse porte aconteceu presencialmente nos EUA nos últimos meses – e mesmo a Broadway anunciou que não deverá reabrir antes de maio do ano que vem.

Por conta da pandemia, a Academia de Hollywood atrasou a data da cerimônia de entrega do Oscar para 25 de abril de 2021. A expectativa é que os cinemas reabrissem no final de 2020, especialmente os de Nova York e Los Angeles, grande fonte de renda.

Como isso não aconteceu – e a produção ainda de novos filmes foi retardada -, a Academia precisou flexibilizar as próprias regras, como estender o cronograma de elegibilidade de 31 de dezembro para 28 de fevereiro de 2021, além de permitir que filmes com estreia em plataformas de streaming se qualifiquem para inscrição.

O atraso da cerimônia provocou também alteração nas premiações que antecedem habitualmente o Oscar: Globo de Ouro (28 de fevereiro),  Critics Choice (7 de março), SAG (14 de março) e BAFTA (11 de abril).

A insistência em sustentar a cerimônia presencial vai promover uma série de novas preocupações. Como, por exemplo, a forma de ocupação do Dolby Theatre, em Los Angeles, onde ocorre a entrega do Oscar – tradicionalmente, a festa faz com que os 3.400 lugares sejam disputados e sempre ocupados.

“A Academia fez um tour pelo Dolby recentemente para ver todas as possíveis opções”, disse à Variety um divulgador de prêmios, familiarizado com a situação.

Outro importante detalhe diz respeito à idade de grandes estrelas, que têm chance de disputar a estatueta, mas que se encontram em um grupo de risco. É o caso de Anthony Hopkins, 82 anos; Ellen Burstyn, 88; Sophia Loren, 86; Meryl Streep, 71; David Strathairn, 72; e Yuh-Jung Youn, 73.

Houve mais de 13 milhões de casos confirmados de coronavírus nos Estados Unidos, com mais de 269 mil mortes. De acordo com o Centro de Recursos do Coronavírus Johns Hopkins, o Condado de Los Angeles é o líder nos EUA em casos (mais de 400 mil) e mortes (mais de 7.600).

Dívida da Ancine em fundo internacional põe em risco coproduções brasileiras

Programa Ibermedia, uma das mais importantes fontes de fomento no setor, ainda não recebeu cota referente a 2019. Agência brasileira se reúne nesta terça (1) para debater imbróglio

Ancine não repassou sua cota ao Programa Ibermedia em 2019 Foto: Adriana Toffetti / Agência O Globo

RIO — A cultura brasileira pode sofrer mais um duro golpe no já difícil ano de 2020, alertam produtores do audiovisual brasileiro. Nesta terça-feira (1), a Diretoria Colegiada da Ancine deve decidir sobre o cumprimento das cotas de 2019 e 2020 do Programa Ibermedia, um dos mais importantes fundos internacionais do audiovisual, que a agência deixou de pagar no último ano.

O fundo tem a participação de 22 países ibero-americanos e a Ancine é a autoridade cinematográfica que representa o Brasil. Mas, como não fez o aporte, os selecionados brasileiros na convocatória de 2019 não puderam ter acesso aos recursos do programa ao longo de todo este ano.

O não-pagamento prejudica iniciativas como o BrLab, evento de referência para o desenvolvimento de projetos de formação técnica, uma das três frentes de fomento do Ibermedia — ao lado de desenvolvimento de roteiros e coproduções.

Diretor do BrLab, Rafael Sampaio conta que o evento participa do programa desde 2011 e nunca enfrentou este tipo de situação, sempre recebendo os repasses em dia. Para ele, a inadimplência da Ancine trata-se de uma “vergonha internacional”.

— Fomos contemplados pelo Ibermedia no fim de 2019. Desde junho, o programa nos diz que não pode repassar a verba por causa da falta de pagamento da Ancine. Teoricamente, a agência quitaria tudo em outubro, mas, até agora, nada — lamenta Sampaio — Esse imbróglio coloca o Brasil na contramão do mundo.

Circuito de festivais

Mas não é só o mercado brasileiro que sai prejudicado desse contexto. A postura da Ancine afeta também empresas de outros países, como a argentina Dar a Luz Cine, parceira da brasileira Valkyria Filmes na coprodução “Ladrilleros”.

A preocupação dos produtores é ainda maior porque nesta quinta-feira acontece a reunião anual do Comitê Intergovernamental, quando autoridades dos países que formam o Ibermedia definirão os projetos selecionados de 2020.

— O temor é abrir um precedente de dois anos sem pagamento da cota, o que potencialmente tira o Brasil da Ibermedia. Pode abrir a lacuna séria de uma interrupção da participação nacional num programa de significado tão importante, que garante acesso a festivais de categoria A, como Veneza, Cannes, Berlim. O não-pagamento tira as empresas selecionadas deste circuito — explica Angelisa Stein, da Valkyria Filmes.

O Ibermedia foi criado em 1998 e faz parte da Conferência de Autoridades Audiovisuais Ibero-Americanas (CAACI). Em 22 anos, esta foi a primeira vez que a Ancine deixou de pagar sua cota — os valores anuais que cada membro aporta variam de acordo com o país, e a cota brasileira é significativa.

— Em dezembro de 2019, as nove empresas selecionadas receberam comunicação oficial, da Ancine e da Ibermedia, inclusive com os valores determinados. Em fevereiro acendeu um sinal amarelo, pois até os projetos de desenvolvimento de roteiro, que são menos complexos, estavam sem receber. Em abril, entendemos que a cota brasileira não havia sido paga. E, pelo regimento da CAACI, se um país não paga, o programa não pode contratar empresas daquele país — conta Stein.

22 anos de coproduções

Entre os filmes que foram produzidos com o apoio de recursos do Programa Ibermedia ao longo dos últimos 22 anos, estão os brasileiros “O grande circo místico”, de Cacá Diegues, “Os silêncios”, de Beatriz Seigner, e “Quase dois irmãos”, de Lucia Murat, “Kamchatka” e “Plata quemada”, do argentino Marcelo Piñeyro,  ou “O banheiro do Papa”, dos uruguaios Enrique Fernández e César Charlone — todos coproduções internacionais com participação, majoritária ou não, brasileira. 

— De abril até agora, só obtivemos da Ancine que o Programa Ibermedia é importante para a agência, e que ela reconhecia a importância do Brasil dentro dessa estrutura — diz Angelisa Stein, que também é advogada e ex-funcionária da Ancine. — O Brasil sempre jogou atuou num papel fundamental dentro das articulações e das políticas audiovisuais, seja aproximando mercados internacionais e abrindo territórios para os filmes, seja abrindo caminho para os talentos brasileiros serem mais e melhor conhecidos.

Na última sexta-feira,  foi entregue uma carta à Diretoria Colegiada da Ancine reforçando a urgência na deliberação do pagamento da cota brasileira do programa.  O documento é assinado pela ABRACI — Associação Brasileira de Cineastas, pela APACI — Associação Paulista de Cineastas, pela API — Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, pela Bravi — Brasil Audiovisual Independente, pela Conne — Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste, pelo Fames — Fórum Audiovisual Minas, Espirito Santo e Sul e pelo Sicav — Sindicato Interestadual da Industria Audiovisual.

A reunião da Diretoria Colegiada da Ancine acontece nesta terça-feira (1), às 14h. Às 15h30, o caso do Programa Ibermedia será debatido. Procurada pela reportagem, a Ancine preferiu não se manifestar sobre o assunto.

Indya Moore – Vogue India November 2020 By Greg Swales

Indya Rising   —   Vogue India November 2020   —   www.vogue.in
Photography: Greg Swales Model: Indya Moore Styling: Anna Trevelyan Hair: Hos Hounkpatin Make-Up: Renee Garnes Manicure: Shirley Cheng  Set Design: Lucy Holt

Blumpa e Parafuzo se unem em ‘Uber’ do serviço doméstico

Líderes do segmento de plataformas de intermediação de serviços domésticos vão formar nova empresa
Por Matheus Piovesana – O Estado de S.Paulo

Brasileiro, da Parafuzo, será COO da nova empresa.
Brasileiro, da Parafuzo, será COO da nova empresa.

Blumpa e a Parafuzo, líder e vice-líder no segmento de plataformas especializadas na intermediação de serviços domésticos, vão se fundir em uma nova empresa. O comando será do time da Blumpa, mas elas operarão sob a marca da Parafuzo. A transação, que não teve o valor revelado, busca dar impulso às companhias na saída da crise. O “Uber do serviço doméstico” quer dobrar o volume de serviços em um ano, ajudar a formalizar profissionais para que se tornem microempreendedores e trazer para o online um serviço cuja contratação é majoritariamente pessoal.

As duas empresas foram fundadas em 2014 a partir da percepção dos empreendedores de que o boca a boca não ajudava os profissionais, fossem eles diaristas, montadores de móveis e outros prestadores de serviços domésticos, nem aos clientes. Por meio da internet, as empresas colocaram nos aplicativos o pagamento dos serviços, transformaram a indicação de amigos e parentes em avaliações públicas e fizeram o meio de campo entre a agenda dos clientes e a dos prestadores, uma das maiores dores de cabeça nesse tipo de contratação.

Hoje, a Blumpa é especializada em serviços de limpeza, e atua na Grande São Paulo. Já a Parafuzo vai da diarista ao montador, e está em 78 cidades de 12 Estados. As duas calculam que, em média, o serviço de limpeza, o mais popular, renda aos diaristas R$ 125 por uma faxina de quatro horas e meia. Já a plataforma tem sua receita proveniente de comissões: elas levam de 15% a 20% do total pago. A Parafuzo tem 3 mil profissionais cadastrados, e a Blumpa não abre números. As duas mantêm em sigilo a base de clientes.

“Fora do app, é difícil para o cliente encontrar o profissional. Para o profissional, é difícil encher a agenda, e tem muito calote”, diz Felipe Brasileiro, CEO da Parafuzo, que será diretor de operações da nova companhia. “Resolvemos os problemas do profissional e os do cliente.” 

Além de CEO, Felipe é sócio-fundador da empresa, criada em parceria com um amigo em 2014. A Blumpa nasceu no mesmo ano, e depois foi adquirida pelo fundo de venture capital NH Investimentos, que havia feito um aporte inicial na empresa. Antes da crise, as duas empresas davam lucro – algo raro na economia digital. Com a demanda em queda na pandemia e a necessidade de investir, voltaram ao prejuízo. A partir daí, a fusão ganhou sentido.

“Veio a pandemia e as histórias se encontraram”, diz Francisco Belda, que foi diretor da Blumpa entre 2018 e 2019 e voltará à nova empresa como CEO. “A fusão nos ajuda a entender melhor os interesses dos nossos usuários, não só clientes, mas também prestadores de serviço.”

O acordo de fusão prevê que o grupo gestor da Blumpa assumirá o controle e fará um aporte, de valor não revelado, na empresa. Os sócios da Parafuzo seguem na base, que vai virar a marca de ambas por ser mais conhecida.

Ellen Page anuncia que é um homem trans e muda nome para Elliot Page

Ellen mudou o nome para Elliot

Conhecido pelos papéis nos filmes ”Juno”, ”X-men” e ”A origem” e também pela participação na série ”Umbrella academy”, Ellen Page anunciou na tarde de terça-feira que é um homem transgênero e que mudou o nome para Elliot Page. O ator de 33 anos publicou um longo comunicado sobre sua transição de gênero no Twitter.

”Gostaria de compartilhar que eu sou trans. Meus pronomes são ele/eles e que meu nome é Elliot. Eu me sinto sortudo por estar escrevendo isto. Por estar aqui. Por ter chegado neste lugar na minha vida”, começou no longo texto publicado no microblog.

Apesar dos agradecimentos, Elliot admitiu que não foi fácil se assumir como um homem trans e que ele ainda tem medo quanto ao que sua revelação pode acarretar: ”Minha felicidade é real, mas é frágil. A verdade é que, embora eu me sinta profundamente feliz agora e tenha noção dos meus privilégios, eu também tenho medo. Tenho medo da invasão, o ódio, as ”piadas” e da violência.”

Ellen Page anunciou que é um homem trans e que mudou o nome para Elliot Foto: Reprodução
Ellen mudou o nome para Elliot

Elliot destacou a atual situação das pessoas trans, falando sobre os índices de discriminação contra esses indivíduos. Ele ainda acusou os governantes que não impedem assassinato de pessoas trans de ter ”sangue nas mãos”. O ator também afirmou que combater comportamentos agressivos contra trans não é ”cancelamento”: ”Você estão machucando as pessoas, e eu sou uma delas. Nós não vamos nos calar diante de seus ataques”.

O ator também reforçou que vê os outros transgêneros e que fará o possível para mudar a situação de preconceito vivida pela grande maioria. ”Para todas as pessoas trans que lidam diariamente com assédio, auto-aversão, abusos e ameaças de violência: eu vejo vocês, eu amo vocês e eu farei tudo o que puder para mudar esse mundo para melhor.”

Elliot terminou o texto afirmando que ”ama ser trans”. ”Eu abraço totalmente quem eu sou. Quanto mais eu sonho, mais meu coração cresce”, garantiu.

O ator canadense também alterou o nome em suas redes sociais. Quando se identificava como uma mulher cis, Elliot se assumiu lésbica. O artista, que é conhecido pelo forte ativismo pela comunidade LGBTQ, já chegou a entrevistar o presidente Jair Bolsonaro.

Ainda como Ellen, ator se identificava como lésbica
Ainda como Ellen, ator se identificava como lésbica Foto: Reprodução
Ellen mudou o nome para Elliot Foto: Reprodução/Twitter