Ordinary People – Elle UK January 2021 – Adrienne Juliger By Laurie Bartley

Ordinary People   —   Elle UK January 2021   —   www.elle.co.uk
Photography: Laurie Bartley Model: Adrienne Juliger Styling: Aurelia Donaldson Hair: Gareth Brommel Make-Up: Lisa Houghton  Prop/Set Design: Trish Stephenson

Mulher-Maravilha 1984 | Primeiras reações dizem que filme é ótimo para o momento

Comentários inciais sobre o longa são postivos
GUILHERME MACHADO

As primeira reações a Mulher-Maravilha 1984 chegaram. Alguns influenciadores e jornalistas já assistiram ao filme e os comentários são bastante positivos.

Comentaristas destacaram o clima esperançoso do longa e disseram que ele é o filme certo para o atual momento do mundo. 

Mulher-Maravilha 1984 é o filme que o mundo precisa neste momento, não importa o tamanho da tela na qual você o assista“, declarou Luke Bugg, influenciador do Reino Unido.

Eu assisti Mulher-maravilha ontem e…honestamente, é bem o que eu precisava. O que todos precisamos. É inspirador, esperançoso, e completamente Mulher-Maravilha. Um filme lindo com temas que te atingem bem no coração“, disse Amy Ratcliffe, editora do Nerdist.

Perri Nemiroff, do Collider, prefiriu o primeiro longa ao segundo, mas disse que aprecia as voas direções que o longa tomou e afirmou que os valores de compaixão e amor ficam evidentes.

Mulher-Maravilha 1984 conta com o retorno da diretora Patty JenkinsGal Gadot e Chris Pine, mas também inclui Pedro Pascal e Kristen Wiig como nova dupla de vilões.

Vale lembrar que o filme será um dos destaques do painel da Warner Media na CCXP Worlds.

O filme será lançado simultaneamente nos cinemas e na HBO Max em 25 de dezembro.

Confira outras reações abaixo.

Detestar o Facebook é fácil, difícil é sair dele

Teia social formada pelos Grupos dentro da rede social impede que muitas pessoas desistam de usar a plataforma, mesmo não concordando com as posturas políticas da empresa de Zuckerberg
Por Heather Kelly – The Washington Post

Dos 2,74 bilhões de usuários em todo o mundo que abrem o Facebook pelo menos uma vez por mês, dois terços costumam usar o recurso dos Grupos

Antes da pandemia, Andrea Norrington mal acessava o Facebook. Essa professora de Letchworth, Inglaterra, se dizia preocupada com a desinformação a respeito do Brexit que se espalhou pela rede social sem que a empresa tomasse providências. Ela pensava seriamente em abandonar a plataforma de Mark Zuckerberg de vez. Então, no fim de março, Andrea contraiu a covid-19. Quando continuou se sentindo mal depois de duas semanas com a doença, ela começou a procurar na internet relatos de outras pessoas que também apresentavam os mesmos sintomas. 

Foi então que ela descobriu um grupo no Facebook para pessoas sofrendo com a covid no longo prazo, pessoas que ainda apresentam sintomas da doença depois de um mês.“Quando comecei, não havia muitos membros, cerca de dois mil, mas foi muito útil saber que eu não estava sozinha”, disse ela.

O grupo e outros do tipo se tornaram uma parte importante do seu cotidiano e sua recuperação. Os integrantes conversavam com médicos, trocavam detalhes a respeito dos sintomas e acompanhavam juntos os tratamentos para descobrir o que tornava as coisas melhores ou piores. Como muitos usuários do Facebook, Andrea se deu conta de que abandonar a maior rede social do mundo não é tão fácil quanto apertar um botão, especialmente quando fazemos parte de suas comunidades online. É difícil convencer as pessoas a sair, aprender a usar uma nova ferramenta e recriar a facilidade de reunir uma gama tão variada de pessoas.

Dos 2,74 bilhões de usuários em todo o mundo que abrem o Facebook pelo menos uma vez por mês, dois terços usam o recurso dos Grupos pelo menos uma vez por mês, em busca de interesses que vão da saúde e dos hobbies até a organização política.

O Facebook diz que houve um aumento no número de pessoas usando o recurso dos Grupos durante a pandemia. Com as alternativas de sociabilidade presencial limitadas para desacelerar a disseminação do novo coronavírus, as pessoas se voltaram para comunidades virtuais como os Grupos em busca de companhia ou simplesmente para passar o tempo.

Mas os meses mais recentes também mostraram uma nova onda de justificativas para se abandonar o Facebook. Faz tempo que as pessoas criticam a empresa por não fazer o bastante ao reprimir os grupos que difundem teorias da conspiração sem nenhum fundamento como a QAnon, e em seguida por anunciar que todas as contas ligadas ao QAnon seriam banidas. Por não agir com suficiente firmeza contra publicações do presidente Donald Trump contendo informações falsas e mentiras, e por marcar como falsas as publicações dele declarando vitória na eleição.

Nas semanas mais recentes, forças conservadoras – incluindo vários políticos e especialistas – se frustraram com a crescente moderação do Facebook em relação ao conteúdo eleitoral, pedindo às pessoas que procurassem uma rede social alternativa chamada Parler. Na semana seguinte à eleição, essa empresa, que se orgulha de manter a “liberdade de expressão” e excluir checagens de fatos, viu sua base de usuários saltar de 4,5 milhões para 7,6 milhões de contas. Ainda não se sabe ao certo quantos desses novos usuários realmente abandonaram o Facebook e nem quanto tempo permanecerão afastados.

As ondas de apelos para que o Facebook seja abandonado pelos usuários costumam ser motivadas pela controvérsia que trouxer a empresa aos holofotes no momento. E não faltaram polêmicas nos 16 anos da empresa, desde as questões envolvendo a Cambridge Analytica e a privacidade dos dados até a forma de combater a desinformação.

Por causa do tamanho maciço do Facebook, os efeitos dos eventuais êxodos foram indetectáveis até o momento, como arremessar sementes contra um tiranossauro. A rede é tão grande que nem mesmo a partida de anunciantes a afeta. Em julho, mais de 1 mil empresas participaram de um boicote ao Facebook por causa de sua forma de lidar com os grupos de disseminação do discurso de ódio, tirando da plataforma sua verba de publicidade. Isso atraiu bastante atenção da imprensa, mas não afetou significativamente a receita de publicidade da empresa.

Grupos são vistos como futuro da rede social desde 2017

A empresa promove os Grupos como sendo o futuro do Facebook desde 2017, quando o interesse dos usuários em seu feed de notícias tradicional estava diminuindo. Investiu-se pesado no recurso, tornando o Grupos uma parte central das campanhas de publicidade, e a empresa começou até a organizar um evento anual chamado “cúpula das comunidades”.

“Minha única razão para não abandonar o Facebook agora mesmo são os grupos. Tudo mais pode ser substituído”, disse Julia Pfeil, de 23 anos, que mora no norte da Flórida e participa de 55 grupos do Facebook.

Ela interage em grupos do bairro para receber notícias locais, grupos que falam de jogos e conspirações, tem um grupo dedicado ao artesanato sob o efeito de drogas e outro que reúne apenas reações furiosas ao milho (com mais de 150.000 membros). Os grupos favoritos dela são o de identificação de cães e um para pessoas que tiveram uma doença específica da qual Julia também sofreu. Atualmente, ela calcula que passa cerca de duas horas por dia no Facebook, mesmo passando um tempo ainda maior no Twitter.

Mas, nas semanas mais recentes, ela tem se preocupado cada vez mais com as políticas adotadas pelo Facebook e acredita que a rede está censurando as pessoas, frequentemente sem explicar por quê. Para ela, o principal problema é o diretor executivo Mark Zuckerberg: “Não gosto da influência dele, não gosto de suas decisões, não gosto do que ele diz”.

Algumas pessoas conseguem se afastar do Facebook enquanto continuam usando o Instagram ou o WhatsApp – seja por não saber que esses aplicativos pertencem à mesma empresa e compartilham dados entre si, seja por não estarem dispostos a abandoná-los. Outros tentam medidas mais temporárias para se distanciar da empresa, como desabilitar suas contas em vez de apagá-las, deixando assim a porta aberta para um retorno. Podem apagar o aplicativo para limitar seu tempo de uso, ou deixar de compartilhar informações pessoais e olhar passivamente para o seu feed.

Sem a possibilidade de exportar o histórico de um grupo ou transferir seus usuários para uma alternativa externa, não há opção perfeita para suas comunidades. “Não acho que a questão seja o Facebook em si. Não é difícil imaginar uma plataforma melhor, mas não sei como fazer para transferir sequer uma fração do público”, disse Robyn Tevah, de 63 anos, organizadora comunitária da Filadélfia.

Robyn é moderadora de um grupo do seu bairro de Germantown, com mais de 7.000 membros. Os integrantes usam o grupo para tudo: encontrar animais de estimação perdidos, pedir recomendações de encanador, divulgar campanhas de distribuição de alimentos. São pessoas de todas as idades e perfis, algo que seria difícil de reproduzir imediatamente em outro site. Como a maioria dos grupos, este demanda um considerável volume de trabalho não remunerado dos moderadores e administradores.

O Facebook oferece maneiras de exportar os dados do seu perfil para que tenhamos uma cópia deles, e até uma ferramenta para transferir as fotos para serviços concorrentes. Mas não há configurações de exportação para os grupos, e nenhuma maneira fácil de transferi-los para outro site. E, mesmo que houvesse, seria quase impossível convencer uma centena de membros a migrar para outro app e aprender a usá-lo – que dirá centenas de milhares de usuários. Sem uma maneira sistemática de transferir os grupos para fora do Facebook, esses grupos teriam que se reconstruir do zero.

Alternativas existem, mas ainda são nichadas (e têm problemas parecidos)

Se houver interesse, há alternativas de grupos em fóruns públicos e privados, incluindo Slack, Reddit, Twitter e Discord, e pode-se criar grupos privados de bate-papo em ferramentas como Signal e iMessage. E o Vale do Silício está criando startups para grupos, como a Mighty Networks, além de aplicativos de redes sociais com viés político específico, como o Parler, que não oferece o recurso dos grupos. Mas mudar de uma empresa de tecnologia para outra pode não ser uma panaceia.

“Para solucionar esse problema, precisamos de uma mudança estrutural, uma mudança nas políticas”, disse Andrea Downing, pesquisadora de segurança e defensora do direito à privacidade que fundou a ONG Light Collective para ajudar comunidades online voltadas para a saúde.

Em 2018, Andrea encontrou uma brecha no Facebook permitindo que terceiros baixassem listas de membros de grupos fechados usando uma extensão do Chrome. Subsequentemente, o Facebook fechou a brecha. Administradora de um grupo de pessoas com uma mutação no gene BRCA que aumenta o risco de câncer de mama e no ovário, Andrea quer que seu grupo e outros possam fazer backup do seu histórico, transferi-lo para outra plataforma e apagá-lo do Facebook. Ela segue usando a rede social, ao mesmo tempo em que defende que a empresa seja subdividida e investigada por reguladores.

O Facebook não quis comentar a respeito das configurações dois grupos nem de seus planos futuros para o recurso. “Eu adoraria dizer que as pessoas deveriam evitá-los, mas sei que, para alguém do grupo com sintomas prolongados de covid ou para alguém que acaba de ser diagnosticado com câncer, eles farão todo o possível para encontrar outras pessoas que as orientem nessa jornada”, disse Andrea. “Só vou sair quando todos puderem sair juntos.”

As pessoas que permanecem no Facebook e trabalham – de graça – administrando os grupos não o fazem pela empresa. Seu compromisso é com as comunidades que eles criaram e às quais aderiram – elos que pesam mais do que as preocupações com a empresa. “Não sinto nenhum tipo de lealdade especial em relação a eles, pois me parece que trabalhei bastante e gratuitamente”, disse Sandy B., advogada de Los Angeles que falou sob condição de preservar seu sobrenome.

Sandy administra um punhado de grupos e difunde a educação antirracista no Facebook. Ela investe horas do seu tempo tentando combater o racismo em espaços públicos e privados do Facebook, denunciando grupos que usam termos depreciativos no nome e lidando com as mensagens ameaçadoras e racistas que recebe na caixa de entrada do Messenger. Ela valoriza as conexões que criou graças ao site e diz que, graças à rede social, conheceu pessoas que normalmente não teria encontrado. Mas o tempo de trabalho que ela investe no Facebook é cansativo.

“É como um relacionamento abusivo”, disse Sandy. “Quantas vezes teremos que nos queixar das mesmas coisas e escrever artigos a respeito dos mesmos temas até que mudanças sejam feitas?”. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Vogue Spain April 2017 – Cameron Russell & Adwoa Aboah By Emma Summerton

The Power Of Fashion
Vogue Spain April 2017

www.vogue.es Photography: Emma Summerton Model: Cameron Russell & Adwoa Aboah Styling: Patti Wilson Hair: Luke Chamberlain Make-Up: Matthias Van Hooff

TikTok perde prazo para venda nos EUA, mas governo não vai cobrar, dizem fontes

Segundo comunicado, Departamento do Tesouro americano disse que está em conversas com a rede social para que o assunto seja resolvido rapidamente
Por Agências – Reuters

O TikTok é acusado pelos EUA de espionagem

Na última sexta-feira, 4, vencia o prazo que o governo americano deu para a chinesa Bytedance, dona do aplicativo TikTok, completar a venda das operações americanas da rede social. E o governo americano decidiu que não vai estender o prazo para a empresa asiática, mas as negociações poderão continuar, disseram duas fontes próximas ao assunto à agência de notícias Reuters

Na noite da sexta-feira, um porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA disse que o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês) “está em conversas com a Bytedance para que a venda seja completada, bem como os passos necessários para resolver os riscos à segurança nacional”.  Nos últimos meses, o CFIUS vinha estendendo o prazo para que a chinesa vendesse sua rede social de sucesso nos EUA. 

É um passo em uma novela que tem se arrastado desde o primeiro semestre, depois que o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva proibindo que o TikTok e seu compatriota WeChat operassem nos EUA – sem apresentar provas, Trump afirmou que os dois sistemas captam dados de cidadãos americanos e os repassam ao governo chinês. Inicialmente, a data limite para a venda era de 12 de novembro, mas o TikTok ganhou duas extensão de prazos. 

Procurados pela Reuters, o Departamento de Justiça dos EUA não estava imediatamente disponível para comentar o tema. A Casa Branca não comentou. E o TikTok se recusou a comentar o tema. 

Sob pressão, a Bytedance tem negociado há meses para fechar um acordo com o Walmart e a Oracle para vender os ativos do TikTok nos EUA e criar uma nova empresa capaz de satisfazer os pedidos do governo americano. A empresa tem submetido diversas propostas para o governo americano liberar a transição – neste caso, Oracle, Walmart e os investidores americanos da Bytedance serão responsáveis por cuidar dos dados e da moderação de conteúdo da rede social nos EUA.

Syrena | Spring Summer 2021 | Full Show

Syrena | Spring Summer 2021 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – DC Swim Week)

Alex Arcoleo – I Go/Let’s Roll/Absolute Zero

Grávidas e exaustas: as dificuldades enfrentadas por gestantes latinas em busca de asilo nos EUA

Os novos controles de imigração colocados em prática sob o governo de Donald Trump tornaram mais difícil para os migrantes cruzarem a fronteira ao sul do país, mas tem sido particularmente difícil para mulheres grávidas, que após viagens árduas, chegam à fronteira exauridas
Lynsey Addario, do New York Times

Imigrantes da América Latina em uma doação de rooupas feita na ponte internacional que conecta Matamoros, no México, com Brownsville, no Texas (18/09/2019) Foto: Lynsey Addario para o New York Times

MATAMOROS, México — Griselda estava com 38 semanas de gravidez quando atravessou o Rio Grande sorrateiramente para os Estados Unidos tarde da noite no ano passado. Ela começou a ter contrações em uma instalação da Patrulha de Fronteira em McAllen, Texas, e foi levada a um hospital onde a equipe médica aplicou uma injeção para acalmar sua dor e impedi-la de entrar em trabalho de parto prematuro.

Dois dias depois, Griselda estava em um ônibus lotado de volta ao México, mudando-se para um acampamento com centenas de outros imigrantes que aguardavam permissão para entrar nos Estados Unidos. Quando finalmente deu à luz, dez dias depois, sua filhinha juntou-se a ela até que um abrigo local abriu espaço para as duas.

Os novos controles de imigração colocados em prática pelo governo de Donald Trump tornaram mais complicado cruzar a fronteira ao sul dos EUA, mas tem sido particularmente difícil para mulheres grávidas, que, muitas vezes, chegam à fronteira após viagens árduas, em estado de exaustão. 

Anteriormente, muitas dessas mulheres teriam permissão para fazer um pedido de asilo e dar à luz em segurança nos Estados Unidos enquanto seus casos estavam sendo considerados. Mas, agora, a maioria, como Griselda, é enviada rapidamente de volta ao México para se arriscar em abrigos lotados e acampamentos de tendas imundos. Algumas são mantidas em centros de detenção nos EUA por meses. 

Em uma petição aos tribunais federais no ano passado, a American Civil Liberties Union (União Americana pelas Liberdades Civis; ACLU, na sigla em inglês) disse que entrevistou 18 mulheres migrantes que foram detidas pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) e retornaram ao México. Todas enfrentavam sérias preocupações sobre como dar à luz com segurança e manter seus bebês saudáveis.

Uma mulher disse que foi informada por um agente da CBP que “Trump não queria que houvesse mais grávidas aqui”, de acordo com a queixa judicial da ACLU. 

Quando começaram a surgir relatos sobre o que estava acontecendo com as mulheres na fronteira, Lynsey Addario viajou até lá para documentar. Em seu trabalho como fotojornalista, ela passou uma década investigando a saúde materna em todo o mundo. Estava claro para ela que uma potencial crise de saúde, do tipo que ela havia visto em países muito menos desenvolvidos, estava se desdobrando diretamente nas portas da América. 

Addario foi acompanhada por Caitlin Dickerson, uma redatora nacional de imigração do “New York Times”. As duas jornalistas encontraram Griselda em um abrigo em Matamoros, no estado mexicano de Tamaulipas, em uma das várias viagens que fariam à região no próximo ano. 

Seu trabalho levou a um relatório sobre a situação de mulheres que vivem ilegalmente nos Estados Unidos e que estão renunciando aos cuidados pré-natais e dando à luz em casa por medo de serem deportadas. Mas seus relatórios revelaram uma gama muito mais ampla de problemas enfrentados por mulheres grávidas na fronteira. A maioria delas pediu que seus sobrenomes não fossem publicados para não comprometer suas chances de obter residência legal nos Estados Unidos. Seus rostos, porém, falavam muito.

Xiomara Quintanilla, 26, estava grávida de sete meses quando chegou à fronteira perto de McAllen, Texas, com seus dois filhos pequenos, Brianna, 3, e Dylan, 1. A família fugiu de El Salvador, cruzando o Rio Grande para os Estados Unidos e pedindo asilo. Ela gastou US$ 9 mil na viagem de 15 dias, pagando contrabandistas ao longo do caminho. 

Muitas vezes, as famílias eram separadas pelas autoridades de imigração dos EUA na fronteira naquela época, mas Quintanilla decidiu correr o risco de viajar durante a gravidez avançada e a possibilidade de ser separada dos filhos. “Vim por causa da falta de segurança em El Salvador e das gangues”, disse ela. “Não há trabalho lá. Tenho que pensar no futuro dos meus filhos ”. 

Em Austin, Texas, Addario fotografou Lisbeth, 29, que fugiu da gangue MS13 em El Salvador depois que seu marido foi visado pelo grupo. Ela chegou aos Estados Unidos perto de Tijuana e se entregou à Patrulha da Fronteira.

Ela havia sido mantida em um centro de detenção em Otay Mesa, Califórnia, por dois meses, durante seu segundo trimestre de gestação, sem nunca ter feito um exame pré-natal. Ela contou histórias angustiantes de outras mulheres grávidas que tiveram graves problemas de saúde no centro de detenção. 

“Vi tantas mulheres grávidas sofrendo abortos espontâneos e tentei ser forte, porque não queria que isso acontecesse comigo”, disse ela. 

Lisbeth acabou indo para Austin, onde conseguiu um apartamento e encontrou um emprego em uma pizzaria, ganhando US$ 13 a hora. 

Gabriela tinha viajado de Choluteca, Honduras, e estava esperando o final de sua gravidez em um estado de purgatório. Ela havia feito um exame pré-natal com uma parteira na alfândega de Matamoros, mas não tinha ideia do que aconteceria com sua crescente família. 

“Estou preocupada com meus filhos”, disse ela. “E se eles ficarem doentes? Onde vamos dormir? Comer?” 

Entre as centenas de pessoas em busca de asilo que esperavam no campo de Matamoros para apresentar seus casos nos Estados Unidos, mais de uma dúzia estava, como Gabriela, grávida. Muitos moravam ali há meses, com poucas possibilidades de voltar para casa, seja porque o dinheiro havia acabado ou porque era ainda mais perigoso no lugar de onde vieram.PUBLICIDADE

As condições no acampamento eram péssimas, às vezes congelante à noite e sufocante durante o dia. Houve um surto de COVID-19 durante o verão. 

Algumas gestantes, como Griselda, conseguiram encontrar espaço em um abrigo, com camas quentes e protegidas das intempéries. 

Mas algumas mulheres se cansaram de esperar e tentaram atravessar o rio. Algumas delas têm a sorte de ser apanhadas por agentes da Patrulha de Fronteira e liberadas em um abrigo para migrantes nos Estados Unidos. 

Mas para muitas outras, o veredicto é rápido e duro: uma viagem de ônibus de volta ao México. 

Regina King – WSJ. Magazine Dec 2020 / Jan 2021 By Alexandra Leese

The Rise of Regina King   —   WSJ. Magazine Dec 2020 / Jan 2021   —   www.wsj.com
Photography: Alexandra Leese Model: Regina King Styling: Alexander Fisher Hair: Araxi Lindsey Make-Up: Tym Buacharern

Grife italiana Moschino lança bolsa em formato de baguete por mais de R$ 6 mil

Criação faz parte da coleção de inverno da grife italiana Moschino

Bolsa em formato de baguete vendida pela Moschino Foto: Reprodução/Moschino.com

A frase “estou só indo comprar pão” usada em memes que ironizam quem anda furando a pandemia nunca fez tanto sentido. Se você quiser desfilar por aí com uma bolsa em forma de baguete, a marca italiana Moschino realizou o seu desejo. Mas a criação, considerada bizarra por muita gente, tem um preço um tanto salgado: US$ 1,240 ou R$ 6.400, segundo a cotação do dia.

Batizada Baguette Bag, a bolsa é feita de couro sintético e traz uma placa com o nome da grife folheada a ouro. O acessório abre e fecha como uma pão cortado ao meio para que os pertences possam ser guardados em seu interior.

Detalhe da bolsa em formato de pão criada pela Moschino Foto: Reprodução/Moschino.com
Detalhe da bolsa em formato de pão criada pela Moschino Foto: Reprodução/Moschino.com

O pão gigante faz parte da linha outono/inverno 2020 da marca, que também apresenta outros acessórios inspirados no universo das padarias, como o croissants. Que tal?