Uma espiada no elegante escritório da Baker McKenzie em Pequim, China

O escritório de advocacia Baker McKenzie contratou recentemente o escritório de design de interiores MCX Interior para projetar seu novo escritório em Pequim, China.

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Lobby

“Baker McKenzie contratou a MCX Interior para ajudá-los na mais recente reforma de seu escritório existente no China World Trade Center.
O design cria um espaço dinâmico que subdivide sua placa de piso existente em espaços funcionais e flexíveis para atender às diversas necessidades operacionais e de reunião do cliente.

Montanhas e água inspiram a estética de design do novo escritório para refletir elegância e dignidade. Na cultura tradicional chinesa, a água representa inteligência e sabedoria, bem como flexibilidade e suavidade, enquanto as montanhas refletem constância, eternidade e firmeza.

Os acabamentos em mármore, as obras de arte e os padrões de carpete ecoam o tema das montanhas e da água para criar uma atmosfera que evoca confiança e confiabilidade. Os acabamentos do piso e do teto criam uma transição fluida entre os espaços e orientam os usuários por este escritório recém-reformado, inovador e multifuncional ”, afirma MCX Interior.

  • Location: Beijing, China
  • Date completed: 2020
  • Size: 6,000 square feet
  • Design: MCX Interior
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Coffee point
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Conference room
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Conference room

Marion Cotillard – Madame Figaro May 19th, 2017 By Domnique Issermann

The New Life of Marion Cotillard
Madame Figaro May 19th, 2017

madame.lefigaro.fr Photography: Domnique Issermann Model: Marion Cotillard Styling: Julie Gillet Hair: Wendy Iles Make-Up: Christophe Danchaud Manicure: Edwige Llorente

Uma olhada no escritório biofílico da Nordea em Gdynia, na Polônia

A empresa bancária Nordea contratou recentemente o estúdio de arquitetura e design de interiores Workplace para projetar seu novo escritório em Gdynia, na Polônia.

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Open-plan workspace

“O objetivo principal era projetar um local que se tornasse uma ferramenta de imagem e negócios para a empresa escandinava Nordea. Um espaço de trabalho funcional e centrado no ser humano. Em um ambiente de trabalho moderno, projetado para desenvolvedores e programadores, os arquitetos implementaram a ideia de “escritório verde”.

No Biophilic Office existem cerca de 220 grandes plantas nos 770 m2 de área disponível. A área foliar total das plantas era equivalente a cerca de 4 quadras de tênis. A quantidade ideal de vegetação, que se baseia no relatório da NASA, foi de 15 m2 por pessoa. As diretrizes da NASA também ajudaram os projetistas a selecionar as espécies de plantas mais eficazes para purificar o ar e fornecer oxigênio. As soluções incluíram vasos de vários tamanhos fáceis de ajustar, bem como paredes verdes e plantas integradas nos móveis.

O design foi inspirado na reserva natural local “Kępa Redłowska”. A naturalidade deste parque, que se situa sobre uma falésia, estava em harmonia com a ideia de um escritório verde. Esta falésia, rodeada de vegetação, constituiu o cerne do projeto do escritório. Nas demais áreas do escritório, o piso aproveitou as cores naturais para atravessar uma área de praia e depois passar para o delicado azul do mar. Os quartos do Brainstorm foram inspirados em bunkers cujos vestígios podem ser encontrados na área da reserva ”, diz Workplace.

  • Location: Gdynia, Poland
  • Date completed: 2015
  • Size: 8,288 square feet
  • Design: Workplace
  • Photos: Adam Grzesik
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Reception
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Open-plan workspace
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Meeting room
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Communal space
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Communal space
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Brainstorming room
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Corridor

‘Industry’ usa o mundo das finanças para falar de diversidade

Série da HBO tem entre seus produtores Lena Dunham, da série ‘Girls’, e tem como protagonistas um grupo de ‘outsiders’
Mariane Morisawa – O Estado De S.Paulo

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‘Industry’ é uma espécie de ‘Grey’s Anatomy’ do mercado financeiro Foto: HBO

Fosse feita uns 15 anos atrás, Industry, ambientada no mundo das finanças, provavelmente teria no centro homens brancos vindos das melhores escolas inglesas. “Mas não tínhamos interesse nisso”, disse Mickey Down, que criou a série da HBO com Konrad Kay, em entrevista ao Estadão. “Queríamos pessoas que você nunca tinha visto na TV.”

Então a personagem principal é Harper (Myha’la Herrold), americana, negra, de classe média baixa. Os outros protagonistas também são todos “outsiders” de alguma maneira, segundo Down. Mas nem sempre de maneira óbvia: Yasmin (Marisa Abela) vem de família iraniana abastada, Hari (Nabhaan Rizwan) é filho de imigrantes, Gus (David Jonsson), negro que estudou em Eton, a escola frequentada pelos príncipes William e Harry, e Robert (Harry Lawtey) tem uma origem mais simples. 

A escolha de personagens femininas, de classes sociais menos privilegiadas ou que não são brancas não foi uma tomada de posição. Para eles, era o que tornava a história mais interessante. E, a bem da verdade, ainda que o mercado financeiro seja ainda majoritariamente branco, heterossexual e masculino, a diversidade existe. Down e Kay sabem, porque trabalharam na indústria. “Isso porque os bancos estão preocupados com sua imagem.”

“Os bancos dizem que não importa sua origem socioeconômica, sexo, cor da pele, todos começam na mesma linha de partida”, afirmou Kay. “Então colocamos esses personagens que não vemos tanto na TV na mesma linha de partida e perguntamos em que diferentes tetos eles vão bater e quando?” 

Por exemplo, Yasmin é chefiada por Kenny (Conor MacNeill), que faz dela uma garçonete de luxo e sente raiva porque a moça tem dinheiro. Já Harper fica sob a asa de Eric (Ken Leung), americano e não branco como ela e que lhe dá mais espaço para errar e aprender. “A verdade é que os dois abusam do seu poder com essas mulheres”, disse ao Estadão a atriz Marisa Abela. “Dá para perceber as microagressões diárias que as duas sofrem. É o cenário de uma cultura de assédio.”

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Myha’la Herrold interpreta Harper, personagem principal da série Foto: HBO

Industry, que tem Lena Dunham (da série Girls) entre seus produtores, é uma espécie de Grey’s Anatomy, uma história de início de carreira, só que com um banco no lugar de um hospital, e mais sexo e drogas. Mas a narrativa é bem menos novelesca e mais sutil, com personagens surpreendentes que podem ser amados num momento e odiados em outro. 

Harper, por exemplo, fará tudo para dar certo, afirmou a atriz Myha’la Herrold ao Estadão. “Sou negra, mulher, queer, então sei que sempre vou ter de ser melhor do que a pessoa a meu lado, porque estou começando de uma posição mais atrás.” Numa cena, diz para a insegura Yasmin que ela deve agir como os homens brancos heterossexuais, simplesmente sentindo ter o direito de estar ali e fazer sua voz ser ouvida. “É interessante porque Yasmin está acostumada, em seu mundo, a ter privilégios. Ela espera portas abertas. E Harper sabe que os bancos não estão configurados para elas e que ninguém vai dar nada de graça para as duas. Elas precisam tomar”, acrescentou Abela.

Empresas agora monitoram o descanso, e não o trabalho dos funcionários

Bloquear a agenda de reuniões em determinados dias e horários ainda é movimento tímido, mas virou norma institucional em algumas empresas; na Sanofi, está proibido ter reunião às quintas
Letícia Ginak, O Estado de S.Paulo

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Ana Paula Franzoti, gerente de cultura organizacional da Unilever Brasil; empresa institucionalizou horários barrados para fazer reuniões e pausas durante o dia.  Foto: Taba Benedicto/Estadão

Zoom, Teams, Meet. Workplace, Yammer. Miro. Hangouts, Slack, WhatsApp. Para fazer reuniões, integrar todos os funcionários em um mesmo espaço virtual e trocar mensagens, essas são algumas das plataformas e aplicativos que se tornaram essenciais em tempos de home office. O paradoxo é que, ao mesmo tempo em que essas tecnologias proporcionam migrar companhias inteiras para o trabalho remoto (e assim manter todos minimamente seguros dos riscos de contágio pelo coronavírus), o desgaste mental causado pelo tempo e quantidade de telas bate à porta. Após oito meses de home office, as empresas se deparam com o desafio de equalizar o tempo em que os funcionários estão conectados e, incrivelmente, monitorar o descanso. 

Como toda novidade, o aprendizado vem em ondas. Inicialmente, o desafio era garantir a ergonomia, com mesa e cadeira apropriadas. Em paralelo, veio a saúde mental, com o oferecimento de telemedicina e teleterapia. Depois, novos tipos de benefícios entraram em jogo. Já mirando a necessidade de oferecer soluções de lazer, plataformas de bem-estar foram criadas, com aulas de exercícios físicos. Mas tudo via plataforma de vídeo, afinal o mundo presencial está em quarentena. Agora, a exaustão pelo tempo de conexão e de tela chegou. 

O primeiro passo dado pelas empresas foi pensar na etiqueta das reuniões em vídeo, orientando sobre horários mais apropriados e até mesmo trazendo a reflexão sobre a necessidade de tudo se tornar uma reunião com câmera ligada. O próximo passo, mais longo e ainda tímido, é estabelecer de forma institucional pausas ou dias sem reuniões.

É o caso da farmacêutica Sanofi, que implementou há três meses o no internal Zoom meeting day (dia sem Zoom) na unidade de negócios Consumer Healthcare. Todas as quintas-feiras está suspenso qualquer tipo de reunião interna. A ação é mais do que uma orientação, pois a agenda de todos os 400 colaboradores foi travada neste dia até o final do ano pelo general manager da unidade, Rodolfo Hrosz. Eles ainda recebem alertas todas as semanas para lembrá-los de não marcarem reuniões às quintas-feiras. 

“Os apontamentos sobre a estafa em relação ao Zoom vieram de rodas de conversas que fazemos com os gestores. Percebemos que aquela parada que os funcionários davam quando estavam no trânsito começou a ser positiva, porque era o momento em que ele conseguia desligar da tela”, diz Sueli Thome, gerente sênior de recursos humanos  da unidade de negócios Consumer Healthcare da Sanofi. “As pessoas criaram uma rotina do Zoom que elas mesmas perderam o autocontrole”, completa. 

O funcionário fica livre neste dia. “Falamos: use esse dia a seu favor”, diz Sueli, que completa explicando que os feedbacks que recebeu depois da criação do dia sem Zoom a surpreendeu. “A princípio, achei que o impacto fosse pequeno. Mas de todas as ações que a gente trouxe para o home office, essa foi a que teve maior repercussão”. 

Sobre o número de plataformas utilizadas pela empresa, Sueli diz que o Zoom é a ferramenta oficial para as reuniões e o Yammer, rede social corporativa, é utilizado para a comunicação entre todos. “O WhatsApp é incontrolável, mas ele não é uma ferramenta de comunicação corporativa. A gente tem um grupo sim por lá, mas se tornou um espaço de encontro entre todos, em que não se fala muito de trabalho. Quando a gente percebe que o uso está indo além dos limites (em relação a trabalho), a gente dá uma segurada”, conta. 

Outra empresa que também começa a colocar em prática pausas e bloqueios institucionais é a Unilever Brasil. Depois de organizarem duas semanas voltadas ao bem-estar no mês de julho, com palestras e atividades, a empresa reuniu um time de 20 pessoas com diversos níveis hierárquicos e áreas de atuação para ouvir as principais demandas e dificuldades do home office.

“Quando você organiza um evento de bem-estar você está ofertando, mas não está ouvindo”, diz Ana Paula Franzoti, gerente de desenvolvimento organizacional e cultura da Unilever Brasil. “Ouvimos muitas queixas sobre a falta de tempo  para se planejar, criar, ler e mesmo almoçar. ‘Passo o tempo todo em reunião’, era o que mais diziam”, conta Ana Paula. 

De cima para baixo

Foi então que surgiram as ‘regras de ouro’, na qual foram vetadas reuniões entre 12h e 13h30 e após as 18h, reuniões em horas cheias, ou seja, é preciso fazer uma pausa de 10 minutos entre uma reunião e o outro compromisso, e o expediente de sexta-feira se encerra agora às 16h. A regras foram comunicadas pelo presidente, Fernando Fernandez. “A comunicação vir de forma corporativa deu um peso maior. Não é um posicionamento da área de recursos humanos. É um posicionamento da Unilever Brasil”, diz. 

Para exemplificar a efetividade das ‘regras de ouro’, Ana Paula acredita que a hora do almoço virou “sagrada”. “Vejo o movimento da liderança, mas também do funcionário para cima. Essa é a transformação mais importante, o funcionário se sentir confortável para ele dizer ‘olha, não dá pra fazer reunião nesse horário’”. A empresa usa a plataforma Teams como ferramenta de reuniões e emite um boletim diário sobre o que acontece na organização. É no boletim que a empresa também incentiva os momentos de desconexão dos funcionários, com dicas de livros, receitas e atividades que possam ser feitas ao ar livre.

Maria Elisa Moreira, psicóloga especialista em psicologia organizacional e professora do Insper, ressalta a importância de as práticas de desconexão e alívio de tela virem de cima para baixo: corporação, liderança, time. “A gente viu líderes completamente despreparados para lidar com esse momento. Líderes que cobravam presença virtual, registro em foto, marcavam reuniões em horários absurdos. É a instituição que vai nortear a postura de liderança. E, já que as pessoas não se organizaram, eu como empresa vou ter que dizer que esse período é para você descansar. As empresas vão ter de monitorar o descanso”, acredita. 

Você sabia?

Antes de existir o zoom fatigue  (exaustão mental causada pelo excesso de interação em telas, não importa a plataforma ou app), já existia a Síndrome Visual Relacionada a Computadores (SVRC). Os sintomas mais comuns da SVRC é sensação de areia, ardência, embaçamento e vermelhidão nos olhos, além de dores de cabeça, sonolência, mal-estar, tontura e cansaço. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia alerta que até 90% das pessoas que utilizam computador por mais de três horas diárias apresentam algum sintoma relacionado à SVRC.