Tim Cook fala sobre Fitness+, Apple Watch, Tempo de Uso e mais em entrevista ao podcast Outside

“Se você está olhando para o seu dispositivo mais do que para os olhos de outra pessoa, você está fazendo a coisa errada”
MacMagazine

Ontem, a Apple finalmente confirmou que lançará (em seis países) o Fitness+, sua plataforma de exercícios conectada ao Apple Watch e que poderá ser acessada pelo iPhone, iPad ou Apple TV, no dia 14 de dezembro. Pois hoje, como de costume após lançamentos dessa magnitude, Tim Cook foi a campo para dar uma entrevista sobre a novidade — desta vez, ao podcast Outside, apresentado por Michael Roberts.

Apesar de a conversa ser claramente motivada pelo Fitness+, o papo entre Cook e Roberts acabou girando mais em torno de saúde e bem-estar numa perspectiva geral. O CEO1 falou, por exemplo, sobre como os anéis de atividade do Apple Watch o estimulam a não cair no sedentarismo:

Para mim, é uma motivação. Sabe, a ideia de fechar os círculos — todos nós sabemos, intuitivamente e agora com as pesquisas científicas, que atividade física e exercícios são parte importantíssima da sua longevidade e da sua qualidade de vida e tudo mais. Então eu realmente quero isso para mim. E tendo o Watch aqui para me motivar, eu posso escolher qualquer coisa — basicamente qualquer exercício conhecido pelo homem é suportado por ele, hoje. E nós temos o Fitness+ vindo aí.

Cook revelou também que faz seus exercícios religiosamente toda manhã, apenas com o Apple Watch no pulso para registrar a atividade — afinal, aquele é também o único momento que ele tem para se desligar do mundo exterior.

Ainda sobre a questão do bem-estar, o CEO falou sobre a nossa relação com nossos dispositivos eletrônicos:

Minha regra básica é: se você está olhando para o seu dispositivo mais do que para os olhos de outra pessoa, você está fazendo a coisa errada. Muito simples.

A partir daí, o CEO emendou a fala com uma explicação sobre o recurso Tempo de Uso, já presente no iOS/iPadOS e no macOS:

Nós percebemos que alguns dos nossos usuários não estavam felizes com a quantidade de tempo que gastam em seus dispositivos, então pensamos em uma forma de ajudá-los. Colocamos todas as nossas energias em criar esse recurso. Então, desse esforço, surgiram os controles parentais, porque algumas pessoas ficam aflitas em relação aos filhos. Na verdade, todos nós deveríamos estar aflitos em relação a nós mesmos. Então nós criamos o Tempo de Uso, que serve para adultos e crianças. E não há dúvida de que iremos além.

Cook falou, ainda, que a inclusão de novos sensores no Apple Watch a cada nova versão do produto é uma progressão natural, como se você puxasse um fio e começasse a desenrolá-lo — começamos com a medição da frequência cardíaca, seguimos para o ECG, para o oxímetro e, daqui em diante, o céu é o limite, sempre em serviço da saúde do usuário.

Por fim, para sair um pouco do assunto geral, Cook falou também sobre as iniciativas da Apple no mundo da realidade aumentada:

São tantas coisas, para falar a verdade. Eu acho que nós estamos na linha de frente de muitas coisas. Nós estamos na linha de frente da realidade aumentada — que é uma coisa muito animadora pra mim porque, ao contrário da experiência solitária da realidade virtual, a realidade aumentada nos permite ter uma conversa. E isso pode se tornar uma conversa ainda mais vívida porque você pode estar falando sobre algo que viu numa revista, e você pode simplesmente puxar aquele elemento e olhar para ele.

Interessante, não? A entrevista completa de Cook pode ser ouvida no site do Outside ou no Apple Podcasts.

VIA CULT OF MAC

Discover the #DiorMenFall 2021 collection by Kim Jones

Robert Pattinson

Hipercolorido, hiperreal; a coleção masculina outono 2021 de Kim Jones combina a herança única da casa com a excelência do savoir-faire reinterpretado por meio de tecnologias inovadoras. Uma filosofia que se reflete no coração de cada criação, informada por um espírito revisitado de alfaiataria, bem como pela paleta de néon vibrante de Kenny Scharf *. Combinando cultura pop e ficção científica, e inspirado em desenhos animados e surrealismo, o artista americano, em colaboração com o diretor artístico das coleções Dior Men, projetou uma série de estampas e bordados em tons brilhantes repletos de energia alegre. Reveladas em Pequim em um evento que reinventou a experiência do desfile de moda, essas novas silhuetas celebram o artesanato chinês excepcional em um diálogo cativante com os códigos da casa. Unindo técnicas ancestrais e audácia futurística, esses encontros multifacetados e virtuosos são revelados por meio de um vídeo exclusivo que explora as transformações da percepção de tempo e espaço neste contexto global específico.

Para a ocasião, Dior Men vestiu Xavier Dolan, Robert Pattinson e JBalvin entre outros, que você pode ver abaixo.

Discover more about the collection at www.dior.com

J. Balvin
Ryusei J
Kailand Morris
Kenny Scharf
Sehun
Kingsley Ben Adir
Slow Thai
Paapa Essiedu
Younes Bendjima
Xavier Dolan
Arthur Chen
Arnaud Valois
Douglas Boooth
Fai Khadra

Jeremie Laheurte

#DIORMENFALL 

www.dior.com

Simona Marziali MRZ | Fall Winter 2020/2021 | Full Show

Simona Marziali MRZ | Fall Winter 2020/2021 by Simona Marziali | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week)

Gareth Johnson – One Shot To Shine
George Georgia – Dirty Waves/Persisting

Demanda por profissionais de tecnologia cresce também em outros setores

Crescimento não acontecia em setores não associados a tecnologia desde 2014 segundo Tech Report 2020
Por Felipe Matos

Depois de quatro anos de estabilidade, o número de profissionais de tecnologia que atuam em empresas que não têm como foco produtos ou serviços de tecnologia, voltou a crescer no Brasil. A corrida pela transformação digital para aumentar a competitividade, adaptação a marcos regulatórios dos setores financeiro e de energia e a explosão do e-commerce durante a pandemia explicam a alta.

Os dados são do Tech Report 2020 – estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e pela Neoway, com apoio da Finep – e demonstram um aumento investimento do setor produtivo em processos de digitalização. O número dos chamados trablhadores “in house” saltou de estáveis 310 mil de 2014 a 2017 para 365 mil em 2018 – uma alta de 17%.

Só para ter uma ideia da dimensão dessa corrida, essa semana eu conversei com empresários tradicionais de setores como moda e vestuário, logística e energia, todos com a mesma demanda: acelerar a transformação digital e os processos de inovação. É um grupo que até então não investia tanto em times internos de tecnologia, mas que agora passam a considerar modelos híbridos, com pessoal próprio, terceirizados e parcerias com startups, para automatizar processos, inovar e atualizar suas ofertas.Um exemplo é da Next Shipping, empresa de logística internacional com foco em importação. É responsável por gerenciar o transporte da carga desde o país de origem até seu destino. Desde o ano passado, investe em um time de tecnologia próprio. Em 2019 contratou uma pessoa e em 2020 já são três profissionais de TI, sendo que ainda possuem três vagas em aberto para contratação. A empresa viu a necessidade de contratar profissionais de tecnologia para automatizar muitos processos, que antes eram feitos de forma manual, e agilizar a entrega de informações para os clientes.

Se de um lado, o movimento demonstra um maior esforço conjunto por inovação das empresas nacionais, por outro, reforça a competição pro mão de obra-qualificada, disputada também por startups, empresas de tecnologia consolidadas, bancos e consultorias. Como eu mostrei em artigo recente aqui no Link, a disputa por mão de obra qualificada no setor vem aumentando de forma considerável , trazendo para o país o desafio da formação de novos profissionais qualificados.

Dior apresenta coleção masculina alegre e psicodélica em desfile online

Peças brincam com as silhuetas clássicas da grife e o universo do artista americano Kenny Scharf, que criou, nos anos 1980, conexões entre o mundo artístico contemporâneo e o do grafite
AFP

Dior
Desfile virtual da Dior de sua coleção outono inverno 2021/2022 Foto: Clemence Couturier/Christian Dior

A maison Dior apresentou nesta terça-feira. 8, online sua coleção masculina para o outono 2021, marcada por cores vivas, motivos psicodélicos e uma extravagância luxuosa, que transmite jovialidade em tempos de pandemia.

“Quando iniciamos a coleção, estávamos saindo do primeiro confinamento e quis trazer alegria, felicidade e esperança”, explicou Kim Jones, criador britânico das coleções masculinas da marca de luxo francesa, em vídeo que acompanha a apresentação dos modelos.

Dior
Desfile virtual da Dior de sua coleção outono inverno 2021/2022 Foto: Clemence Couturier/Christian Dior

A coleção, à qual ele quis dar um toque “leve e divertido”, brinca com as silhuetas clássicas da Dior e o universo do artista americano Kenny Scharf, que criou, nos anos 1980, conexões entre o mundo artístico contemporâneo e o do grafite ao estilo Jean-Michel Basquiat ou Keith Haring. “Adoro o contraste de cores. Quando pegamos os opostos, triste e alegre, e os colocamos juntos, isso cria a tensão e efervescência que adoro”, explicou Scharf.

Os motivos de suas obras são reproduzidos em jaquetas, suéteres, camisas e boinas. Os bordados com ponto nó, uma das técnicas mais antigas do mundo, foram produzidos na China.

A novidade no que se refere à silhueta foi a abundância de jaquetas e casacos ajustados com cinto, usados com calças largas e mais curtas, que deixam os tornozelos à mostra acima de “chunky boots” coloridas ou pantufas, uma referência ao confinamento que impulsionou a moda do “homewear”.

A cenografia do desfile, transmitido pelo site da marca, foi elaborada pelo diretor francês Thomas Vanz como uma odisseia espacial virtual.

Dior
Desfile virtual da Dior de sua coleção outono inverno 2021/2022 Foto: Clemence Couturier/Christian Dior

Startups de moda circular querem revirar seu armário

Com apoio de tecnologia e celebridades, empresas de moda circular avançam com mudanças de comportamento
Por Giovanna Wolf e Bruna Arimathea – O Estado de S. Paulo

Formada em Direito, Luanna fundou a Troc, recém-adquirida pela Arezzo&Co
Formada em Direito, Luanna fundou a Troc, recém-adquirida pela Arezzo&Co

Seja em um brechó ou no boca a boca, não é de hoje a prática de comprar uma roupa seminova ou vender aquela peça que está ocupando espaço no armário. Nos últimos anos, a internet ampliou esses horizontes, mas, muitas vezes, o custo da operação não compensava a oportunidade de adquirir uma peça de segunda mão. Agora, porém, uma série de empresas tem usado a tecnologia para dar escala a esse processo: no lugar de lojas empoeiradas, elas usam plataformas e algoritmos para conectar guarda-roupas abarrotados a quem busca um novo look. 

São as chamadasstartups de moda circular, que vêm ganhando espaço no Brasil e atraindo a atenção do mercado. Com um acervo de 40 mil peças, a curitibana Troc ilustra bem esse interesse: em setembro, a empresa levantou um aporte com a Reserva. No mês seguinte, acabou tendo 75% de seu capital adquirido pela grife Arezzo&Co, que já havia comprado a marca de Rony Meisler anteriormente. 

Fundada em 2017 por Luanna Toniolo, a empresa surgiu depois que a advogada largou o Direito e foi estudar Marketing na Universidade Harvard. Nos EUA, ela percebeu uma movimentação forte no mercado de brechós online e também que a proposta poderia funcionar no Brasil, em uma nova tendência de consumo. “Além do problema de descarte de roupas, existe a acumulação, em que se perde dinheiro com peças estocadas. Era uma questão de tempo para esse tipo de serviço crescer por aqui”, conta ela. 

Com produtos como roupas, sapatos e bolsas, incluindo peças infantis, a Troc intermedeia toda a venda: se o vendedor for de Curitiba, sede da startup, ou de São Paulo, é só agendar a coleta do item na casa dele. Para outras cidades, o envio deve ser feito pelo correio. É a empresa que realiza a análise, a etiquetação, o cadastro e o anúncio das peças na plataforma digital, desenvolvida internamente. Depois da venda, a Troc fica com uma comissão que varia de acordo com o valor da peça – para roupas de até R$ 250, a taxa é de 60%. 

A Troc também possui um programa com grandes marcas, que permite ao consumidor repassar uma peça usada para ganhar desconto em uma nova compra – modelo bastante popular no mercado de smartphones e que agora aparece em novos setores. Sob o guarda-chuva da Arezzo, a plataforma da Troc agora pode ser acessada pelo site da grife. A startup, porém, continuará existindo no seu site independente e não vai se limitar somente à venda de produtos da Arezzo&Co. 

Segundo a grife, há vários motivos para a compra da Troc – como o foco em sustentabilidade e em tecnologia. “A Troc traz uma oportunidade de análise de dados, de entender o que os clientes têm no guarda-roupa e o tempo de uso das peças. Com isso, abrem-se possibilidades, como parceria com marcas que são muito usadas pelos clientes”, afirma Aline Penna, diretora de estratégia da Arezzo&Co. 

Sacola

Quem também mostra que o mercado está aquecido é a Repassa, que levantou um aporte de R$ 7,5 milhões em setembro, com participação dos fundos Redpoint eventures e Bossa Nova. A Repassa também tem uma loja própria, mas funciona de forma ligeiramente diferente. Quem quer vender precisa comprar uma sacola de R$ 25 (a “sacola do bem”) para enviar os produtos. Após o controle de qualidade pela startup, as peças são colocadas à venda no site. Quem está abrindo mão de uma roupa recebe 60% do valor da venda, que pode ser sacado, doado ou usado em novas compras – neste último caso, há o benefício de ter 10% de desconto. 

“As roupas ficam paradas porque as pessoas não têm tempo para fotografar, cadastrar e anunciar uma peça online. Assumimos, então, todo esse trabalho”, diz o publicitário Tadeu Almeida, fundador da Repassa. A startup tem ainda uma parceria com a C&A e faz um programa-piloto com a Renner para a distribuição de sacolas entre os clientes de programas de fidelidade das varejistas. 

Tadeu Almeida, fundador da Repassa
Tadeu Almeida, fundador da Repassa

Na vitrine

Para especialistas, a aceleração dos brechós online é reflexo de um amadurecimento da economia circular, que se tornou uma tendência contemporânea com a ideia de se viver com “menos posse e mais experiências”. “Essas propostas sempre tiveram importância sustentável, mas havia medo de gerar impacto econômico negativo. Mas elas estão mostrando o contrário, que é positivo criar valor e levar de volta para o mercado um recurso que estava parado”, afirma Daniel Guzzo, professor do Insper. 

Segundo ele, a quarentena também influenciou. “Muitos estão em casa revisitando seus armários e a crise também pode levar as pessoas a buscarem produtos mais baratos”, diz o professor. É algo sentido pelas startups: até o fim de novembro, a Repassa viu sua receita crescer 180% em relação a 2019. 

O setor está tão aquecido que já tem até uma empresa na Bolsa de Valores: nascida como um blog em 2009, a Enjoei já conectou quase 2 milhões de vendedores e 1,5 milhão de compradores. Na estreia na Bolsa, em novembro, a empresa captou R$ 1,13 bilhão. “A abertura de capital é um momento de financiamento para nossas frentes de expansão, como melhorar a experiência da plataforma e parcerias com marcas”, diz a cofundadora Ana Luiza McLaren. 

Luxo

Nesse universo de brechós 2.0, há também quem esteja focado em produtos de luxo. É o caso da Gringa, fundada em junho pela atriz Fiorella Mattheis, que começou a empresa após uma experiência pessoal. “Comecei vendendo minhas peças, mas não encontrei no Brasil um lugar que me passasse confiança. Aí vi oportunidade de negócio”, diz Fiorella ao Estadão. Segundo a atriz, a Gringa tem crescido cerca de 25% por mês e já vendeu mais de 500 produtos em sua plataforma. 

A atriz Fiorella Mattheis é dona do brechó online de luxo Gringa
A atriz Fiorella Mattheis é dona do brechó online de luxo Gringa

Outra startup que aposta em luxo e tem celebridades no meio é a Cansei Vendi, que tem a atriz Luana Piovani como uma das sócias. “Hoje, o valor médio de uma compra é de R$ 2,5 mil. Nós ajudamos o cliente a ter segurança por trás desse valor”, afirma Leilane Sabatini, CEO da empresa. A startup nasceu como uma conta no Instagram e depois, devido a alta demanda, acabou se estruturando com um site próprio.

Para Mariana Rocha, professora de moda da Faculdade Santa Marcelina, os brechós online ainda têm um longo caminho para conquistar o mercado em geral. “Ainda é um movimento muito restrito a um grupo mais informado e envolvido com reaproveitamento. Além disso, há um desafio cultural na resistência às roupas usadas.” 

Dentro do setor, há a expectativa de que celebridades e o apoio de grandes marcas ajudem a mudar essa visão. “Agora, temos a chancela de um grande grupo falando que moda circular é o futuro”, diz Luanna, da Troc. 

Brechó de luxo Inffino usa inteligência artificial para checar se produto é falso

A Inffino, criada em 2010, vende bolsas e roupas de grife usadas e usa um algoritmo para comparar fotos microscópicas do produto e descobrir se são verdadeiras
Por Bruna Arimathea – O Estado de S. Paulo

Com produtos que podem passar dos R$ 40 mil, a maior parte do e-commerce se concentra nas bolsas de grifes
Com produtos que podem passar dos R$ 40 mil, a maior parte do e-commerce se concentra nas bolsas de grifes

Na onda dos brechós online em 2020, a Inffino, e-commerce de artigos de luxo de segunda mão, está apostando em um método que vai além da expertise do mercado glamuroso: a startup criou um sistema de innteligência artificial (IA) para reconhecer a veracidade de suas peças. 

Segundo Cássio Silbermann, sócio da Inffino, que também é sócio do Onovolab, um centro de inovação localizado em São Carlos, a tecnologia está sendo empregada para dar mais rapidez à triagem dos produtos. Na empresa, todas as peças passam por uma verificação tripla, que envolve a tecnologia de IA, o reconhecimento de características, como cheiro do couro e barulho do zíper, por exemplo, e a identificação de série individual. 

Para saber quais peças são verdadeiras, o sistema de IA compara as fotos microscópicas tiradas do produto com outras imagens que já existem no banco de dados. A partir daí, é possível fazer o “match” entre as características de um produto real ou falsificado. 

Silbermann também explica que o banco de dados se retroalimenta, ou seja, quanto mais imagens ele armazena, mais precisa será a avaliação das peças autenticadas. É esse machine learning (aprendizado de máquina) que permite que a tecnologia possa substituir o conhecimento humano, pelo menos no descarte de artigos falsificados. 

“A inteligência artificial acaba sendo mais rápida na negação. Então se chega uma peça, a gente tira a foto e o sistema diz que é falsa, aí acabou, trouxe agilidade. É um grande passo, mas ainda tem muita coisa pra acontecer nesse sentido. É como se fosse um reconhecimento facial, só que das bolsas. Quanto mais a gente usa, melhor fica o banco pra gente”, afirma.

Nascida em 2010, a Inffino faz parte do mercado de segunda mão que vive um bom momento. Nos últimos cinco anos, a empresa registrou um crescimento médio anual de cerca de 60% e Silbermann acredita que a credibilidade é a grande responsável pelo aumento das vendas.  “A autenticação é a chave do nosso negócio. No setor, a gente acaba tendo pouca competitividade porque pra fazer essa autenticação precisa de experiência, de credibilidade. Nosso ticket médio é em torno de R$ 2 mil, é preciso ter credibilidade, e tem uma barreira muito grande”.

O sistema de IA compara as fotos microscópicas tiradas do produto com outras imagens que já existem no banco de dados
O sistema de IA compara as fotos microscópicas tiradas do produto com outras imagens que já existem no banco de dados

Cada peça é precificada de acordo com seu estado e preço original, e a empresa recolhe entre 30% e 50% do valor do item. Com produtos que podem passar dos R$ 40 mil, a maior parte do e-commerce se concentra nas bolsas de grifes como Louis VuittonGucciPrada Hermès.

A pandemia, porém, também trouxe seus bônus para o setor. Em geral, o maior tempo em casa permite que as pessoas reflitam sobre seus itens e decida desapegar, ao mesmo tempo em que dá mais espaço para as pessoas navegarem no e-commerce, além daquelas que quiseram gerar renda com itens parados no guarda-roupa, afirma Silbermann. 

“A pandemia foi uma surpresa pra gente porque pro nosso mercado foi muito bom. As pessoas estavam em casa e acabaram tendo que conhecer um pouco mais do e-commerce, muita gente ainda não acessava. Teve gente que teve tempo e teve gente que precisou levantar recursos. E a nossa empresa faz isso, a gente vende mas a gente paga também”. 

Para o futuro, Silbermann acredita que o mercado de segunda mão ainda pode render mais frutos, principalmente no segmento de luxo. Apesar do “tabu” da compra de usados, o empresário aposta na cultura da nova geração de consumidores, que estão mais engajados no conceito de moda circular.

“As empresas estão percebendo que as marcas, hoje, não tem mais essa aversão ao produto de segunda mão, estão até fazendo parcerias com esses negócios, porque estão percebendo que a geração millennial, quando tem certeza que pode vender a peça depois, compra o produto primário. Essa geração está mais preocupada com sustentabilidade, com economia circular”. 

Android 11: Samsung divulga calendário e celulares que receberão One UI 3.0

Por Fellipe Viana

A Samsung sempre começa suas atualizações pela Coreia do Sul e depois distribui para outras regiões. Desta vez não será diferente, obtivemos a lista por meio da Comunidade Samsung, com os aparelhos que devem receber nova versão da sua interface personalizada One UI.

A versão 3.0 da skin é baseada no recém-lançado Android 11 e promete uma série de novos recursos e melhorias visuais.

Confira o cronograma de atualização para a One UI 3.0 no Brasil.

Dezembro de 2020:

  • Galaxy S20 (varejo)
  • Galaxy S20+ (varejo)
  • Galaxy S20 Ultra (varejo)

Janeiro de 2021:

  • Galaxy S10 (varejo)
  • Galaxy S10+ (varejo)
  • Galaxy S10 Lite (varejo)
  • Galaxy S20 (Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy S20+ (Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy S20 Ultra (Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy Note 10 (varejo)
  • Galaxy Note 10+ (varejo)
  • Galaxy Note 20 (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy Note 20 Ultra
  • Galaxy Z Flip (varejo)
  • Galaxy Z Fold 2 (varejo)
  • Galaxy Fold (varejo)

Fevereiro de 2021:

  • Galaxy Note 20 (Tim)
  • Galaxy S20 (Tim)
  • Galaxy S20+ (Tim)
  • Galaxy S20 Ultra (Tim)
  • Galaxy Note 10 (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy Note 10+ (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy S10 (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy S10e (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy S10+ (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy S10 Lite (Claro, Vivo)

Março de 2021:

  • Galaxy Note 10 Lite (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy S10 Lite (TIM)
  • Galaxy A51 (varejo, Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy M31 (varejo)
  • Galaxy Tab S7 (varejo)

Abril de 2021:

  • Galaxy Note 10 Lite (TIM)
  • Galaxy A51 (TIM)
  • Galaxy M51 (varejo)

Maio de 2021:

  • Galaxy A21s(varejo)
  • Galaxy A31 (varejo)
  • Galaxy A50(varejo, Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy A80 (varejo, Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy A70 (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy A71 (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy Tab S6 (varejo)
  • Galaxy Tab S6 Lite (varejo)

Junho de 2021:

  • Galaxy A01 Core (varejo)
  • Galaxy A11 (varejo)
  • Galaxy A30 (varejo)
  • Galaxy A01 (varejo, Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy A21s (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy A31 (Claro, Vivo)
  • Galaxy A50 (TIM)
  • Galaxy A70(TIM)
  • Galaxy A71 (TIM)
  • Galaxy Tab A (varejo)

Julho de 2021:

  • Galaxy A01 (TIM)
  • Galaxy A31 (TIM)
  • Galaxy A11 (Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy A30 (Claro, Vivo, Oi)
  • Galaxy Tab S5e (varejo)

Agosto de 2021:

  • Galaxy A10 (varejo)
  • Galaxy A10s (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy A20 (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy A30s (varejo, Claro, Vivo)
  • Galaxy A11, A30 (TIM)
  • Galaxy Tab A 10.1 2019 (varejo)
  • Galaxy Tab A8 Plus 2019 (varejo)

Setembro de 2021:

  • Galaxy A10 (Claro, Vivo)
  • Galaxy A10s (TIM)
  • Galaxy A20 (TIM)
  • Galaxy A30s (TIM)
  • Galaxy A20s (Claro, Vivo, TIM)
  • Galaxy Tab A8 2019 (varejo)

Outubro de 2021:

  • Galaxy A10 (TIM)

Novembro de 2021:

  • Galaxy XCover Pro (varejo)

As informações foram publicadas no app Samsung Members.

Fonte: Comunidade Samsung

Um olhar sobre o escritório contemporâneo da Nordea em Varsóvia, Polônia

O escritório de arquitetura Workplace projetou recentemente um novo espaço de escritório para a empresa bancária Nordea em Varsóvia, Polônia.

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Communal space

“Os arquitetos propuseram fundir os dois últimos andares de um edifício recém-construído em um único espaço de dois andares e construir uma escada interna conectando os três andares de todo o escritório. Essas modificações construtivas integraram o espaço. Além disso, melhora o fluxo de comunicação e diminui o tempo de reação a erros do sistema.
Uma visão coerente de um escritório é inspirada em temas futuristas. A cenografia é uma narração referente ao caráter sigiloso do local. A decoração cósmica evoca cenas da Odisséia no Espaço de Kubrick e das produções de ficção científica de Hollywood. As formas geométricas e cores monocromáticas são enfatizadas por cenários de iluminação programados – uma parte integrante do design. Combinado com os sistemas de vegetação em todos os quartos, cria um ecossistema de trabalho único.

O projeto é detalhado a partir de escrivaninhas especialmente projetadas, mesas com vegetação e construções de AV móveis, até cenários de iluminação programados, animações e gráficos exibidos em enormes paredes de vídeo, além de uma marca espacial personalizada e wayfinding.

Você entra no escritório através da eclusa de ar de controle de segurança especial. Então, vemos a escada – o coração da Horizon. Possui espelhos infinitos em ambos os lados e se assemelha a um túnel do espaço-tempo. Os degraus se iluminam sob nossos pés. Descendo, podemos tocar a parede verde visível ao longo de toda a escada. O principal espaço de trabalho é um auditório de dois andares com uma grande parede de vídeo. Para garantir a segurança dos dados exibidos na tela grande, as paredes foram projetadas em policarbonato celular que embaça a imagem e é permeável à luz.

A equipe de gerentes supervisiona o trabalho da ponte de capitães. No caso de algum risco de erro, eles podem alertar os controladores mudando a cor de todo o sistema de iluminação interior para vermelho. O principal espaço comum é uma cozinha ligada a uma cantina. O elemento central deste espaço é um viveiro de vidro com espécies de plantas tropicais, rodeado por instalações florais. Ao lado dela, há cápsulas para dormir com camas de casal. A parte principal do centro é o The Experience Hub, um espaço de experiência interativa com audiovisual programado. É um espaço fechado que apresenta as possibilidades tecnológicas do espaço, onde o design garante experiências multissensoriais. Entrar na sala aciona uma sequência de apresentação interativa, levando você a uma viagem astral. A arquitetura e os efeitos audiovisuais se misturam e se fundem, e o espaço parece ser uma criatura viva ”, diz Workplace.

  • Location: Warsaw, Poland
  • Date completed: 2020
  • Size: 26,909 square feet
  • Design: Workplace
  • Photos: Adam Grzesik
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Lobby
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Open-plan workspace
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Open-plan workspace
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Breakout space
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Breakout space
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NASA decoration
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Conference room
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Meeting room
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Meeting room
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Breakout space
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Meeting space
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Meeting room
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Corridor
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Breakout space
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Meeting room / corridor
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Café
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Open-plan workspace