Demanda por profissionais de tecnologia cresce também em outros setores

Crescimento não acontecia em setores não associados a tecnologia desde 2014 segundo Tech Report 2020
Por Felipe Matos

Depois de quatro anos de estabilidade, o número de profissionais de tecnologia que atuam em empresas que não têm como foco produtos ou serviços de tecnologia, voltou a crescer no Brasil. A corrida pela transformação digital para aumentar a competitividade, adaptação a marcos regulatórios dos setores financeiro e de energia e a explosão do e-commerce durante a pandemia explicam a alta.

Os dados são do Tech Report 2020 – estudo realizado pelo Observatório da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e pela Neoway, com apoio da Finep – e demonstram um aumento investimento do setor produtivo em processos de digitalização. O número dos chamados trablhadores “in house” saltou de estáveis 310 mil de 2014 a 2017 para 365 mil em 2018 – uma alta de 17%.

Só para ter uma ideia da dimensão dessa corrida, essa semana eu conversei com empresários tradicionais de setores como moda e vestuário, logística e energia, todos com a mesma demanda: acelerar a transformação digital e os processos de inovação. É um grupo que até então não investia tanto em times internos de tecnologia, mas que agora passam a considerar modelos híbridos, com pessoal próprio, terceirizados e parcerias com startups, para automatizar processos, inovar e atualizar suas ofertas.Um exemplo é da Next Shipping, empresa de logística internacional com foco em importação. É responsável por gerenciar o transporte da carga desde o país de origem até seu destino. Desde o ano passado, investe em um time de tecnologia próprio. Em 2019 contratou uma pessoa e em 2020 já são três profissionais de TI, sendo que ainda possuem três vagas em aberto para contratação. A empresa viu a necessidade de contratar profissionais de tecnologia para automatizar muitos processos, que antes eram feitos de forma manual, e agilizar a entrega de informações para os clientes.

Se de um lado, o movimento demonstra um maior esforço conjunto por inovação das empresas nacionais, por outro, reforça a competição pro mão de obra-qualificada, disputada também por startups, empresas de tecnologia consolidadas, bancos e consultorias. Como eu mostrei em artigo recente aqui no Link, a disputa por mão de obra qualificada no setor vem aumentando de forma considerável , trazendo para o país o desafio da formação de novos profissionais qualificados.

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