BEATLES FOREVER

Você pode imaginar como seria o mundo se os Beatles estivessem unidos até hoje? 3 escritores convidados imaginaram
Alberto Bombig

Londres, um dia qualquer na segunda década do século 21. John Lennon desliga o telefone e comenta com George Harrison: “Aquele cineasta, o Tarantino, quer fazer um filme sobre os Beatles, uma ideia esquisita, entre outras coisas, no roteiro, a banda acaba em 1970 e eu sou assassinado sem mais nem menos por um maluco na porta de casa dez anos depois; ele diz que essa ficção vai mostrar que o mundo seria um lugar pior se nós quatro não estivéssemos juntos como ainda estamos”.

A triste notícia confirmada por Paul McCartney em 10 de abril de 1970 faz 50 anos. E, sim, o mundo ficou pior. Para marcar a data, o Estado convidou três ficcionistas brasileiros a imaginar como tudo teria acontecido se a banda não tivesse acabado prestes a lançar o maravilhoso álbum ‘Let It Be’.

A ideia foi inspirada no sucesso do filme Yesterday, do diretor Danny Boyle, que recria um mundo onde os Beatles, diferentemente da premissa do Estado, não tivessem existido. Os premiados Aline Bei, Joca Reiners Terron e Paulo Nogueira toparam.

CLOUDS

Aline Bei

minha casa está vazia, finalmente. nada contra a minha família, quer dizer
muita coisa contra, afinal, segundo o meu analista, praticamente todos os meus
problemas estão enraizados no chamado núcleo familiar involuntário, quem é
que escolhe o lugar de onde veio? ninguém, então
-por que eu sinto tanta culpa? – perguntei na última sessão
e o doutor Apolo mergulhado
em um silêncio penetrante, me dá um norte, reclamo, ele diz que preciso
aprender a conviver com as minhas próprias perguntas, pra você ter uma ideia:
meu analista é a cara do Ringo Starr, digita aí no Google doutor Apolo de Melo
Caldas pra você ver se eu estou brincando.
mas voltemos à minha casa. o fato é que ela fica muito mais receptível à Música
quando estamos só eu & ela, por isso esperei todos saírem
– pai no mercado, irmão no clube, mãe no salão de beleza –
para finalmente abrir esse pacote maravilhoso que chegou ontem

(barulho de embalagem rasgando)

Clouds, leio, e me percebo sorrindo.

viro o Disco, são 2 músicas apenas, meu deus, os caras não cansam de
surpreender. a capa é uma varanda
parece que da casa do John e da Yoko pelo que li em um site, uma varanda com
vista para um satélite da NASA ao invés de um simples céu.
espirro, emocionada. é que
a minha rinite ataca toda vez que o coração aperta
e como o essencial nunca muda, abro com mãos delicadas
a vitrola que herdei da minha avó. ela morava aqui com a gente, sabe como é
família italiana, até que um derrame a levou para baixo da terra
ou para o colo de Jesus, como diz a minha mãe, o que eu acho uma imagem bem
dramática.

-você não amava a sua avó?
é claro que eu amava.
-(visivelmente alterada) então você tem que desejar o melhor para ela!
-(mascando chiclete) mãe, a vó nem era cristã.

Dona Elisa. que mulher fincada no presente, nossa. por falta de medo da morte
ela nunca se conectou profundamente com nenhuma religião. minha vó é da
mesma geração dos fab four, ou seja, poderia estar vivíssima. e adorava os
Beatles, o único som gringo que ouvia, de resto só música sobre o sertão. às

-(Dr. Apolo) você tem algum problema com diminutivos?
-nenhum problema com vidas pequenas, doutor.

retiro o Disco do plástico.
meu primeiro namorado era beatlemaníaco, foi ele que me apresentou a banda.
gravou um cd room pra mim, coube até o Abbey Road, ele disse, e quando eu
terminei de ouvir pensei pronto, eis o limite, não tem como passar desse nível, e
se os Beatles só mantivessem o teto já seria catártico, mas o fato é que os caras
não param de evoluir. conheci Let It Be, depois The Beginners, depois Strange
way to say I love You
, mas quando eles lançaram All the Flowers, eu simplesmente
estava no topo do Everest, sério, vocês lembra quando eles vieram para o Brasil?
os ingressos esgotaram em segundos, eu só consegui entrar porque conhecia um
cara da produção. aliás, Beto. Obrigada, eu realmente estou te devendo uma.
foram tantos momentos emocionantes no show, as pessoas não paravam de fazer
vídeos. mas quando o Paul começou a cantar Yesterday, aí o pessoal só acendeu a
lanterna do celular, nós viramos um céu estrelado. Espirrei. nas arquibancadas,
tinha gente de todas as idades e jeitos de estar no mundo, famílias inteiras
unidas porque agora era hora da Música. gostar de uma mesma banda atenua
conflitos familiares, eu já disse isso para o Dr. Apolo, é como torcer para o
mesmo time de futebol. imagine o tanto de família que os Beatles já uniu? por ser
uma banda unanime
ou quase, aqui em casa infelizmente aconteceu o quase, só eu e a minha vó que
gostamos e na época do show ela já não estava mais aqui. eles tocaram até A Day
in the Life
, vocês lembram? fecharam com Hey Jude e toda aquela multidão que
saiu do show caminhando pelas ruas do estádio em direção aos estacionamentos
e pontos de ônibus seguiu cantando take a sad song and make it better até o fim
da noite e eu senti como se a morte não pudesse nos alcançar. uma banda que
atravessa tantas décadas mantendo uma qualidade artística alucinante, eles
mandam o seguinte recado para a Morte, escute. ainda que você me alcance. eu te
venci, sou maior que você.
no ano seguinte, por ironia do destino, o John foi diagnosticado com depressão. e
a Yoko fez aquela performance incrível lá no MoMA, ela pulava de cara em uma
cama elástica repetidas vezes ao som de Bjork. foi quando a banda teve um hiato,
6 anos sem disco. nesse meio tempo eu assisti um DVD do George, um show solo
que ele fez na Índia, e quando ele cantou Something eu chorei copiosamente, será
que o sonho acabou?
agora os caras respondem
com essas duas Músicas Imensas
ocupando um lado e outro do vinil.
coloquei o disco na vitrola.
me assustei quando a minha mãe apareceu na sala dizendo que tinha esquecido a
carteira
depois saiu
batendo a porta, nunca deu importância para a Música dos outros, só para a dela.
fiquei esperando o carro dar partida.
quando o silêncio voltou, coloquei a agulha no disco.
deitei no tapete peludo ainda ouvindo o chiado
em seguida a Voz
do John cantando we are slaves of desires that are not even ours
e o teto da sala Abriu.


HELP!

Paulo Nogueira

No início da travessia, um sol tipo gema de ovo, embora
já baixo, ainda ofuscava. Só uma nuvem branca e fofa, em
forma de turbante, pairava num céu esticado que nem a lona
de um circo. Depois a nuvem fugiu como se estivesse atrasada,
e o firmamento ficou de um negro fuliginoso.

Os quatro permaneceram sentados, equidistantes uns dos
outros. Há meia hora, aquilo era quase tão tranquilo quanto um
passeio de charrete no Hide Park – agora, o barco de metal
prateado empinava e serpenteava feito uma enguia.

– Cacete, George, larga esse remo! – berrou Paul. Quase
surdo, ele usava um aparelhinho engastado nas orelhas, e
tendia a falar cada vez mais alto, como se os interlocutores é
que fossem duros de ouvido. – Quem pensa que é? Ben-Hur?
Tomou algum treco, né?

– Só um ácido bem basiquinho. E nem vem que não tem,
Paul! Foi Bob Dylan que nos apresentou à maconha, e hoje ele
é Nobel de literatura.

Antes de zarparem, Paul tirara o motor da cabine e
instalara-o na popa. O motor tossira e pegara na terceira
tentativa, e Paul assumira o leme. A ideia daquela casquinha de
noz fora dele. Por isso, para John, Paul estava apenas com
vergonha, a vergonha que uma pessoa sente quando percebe
que correu um risco idiota, depois de já ter se arriscado.

– Este barco está parecendo ovos mexidos, Paul! –
ironizou John.

Xi, ruminou Ringo, John quebrou o tabu: nunca recordar
que o primeiro nome de “Yersterday” era “Scrumbles Eggs”.
Credo, o próprio John estampava de uma lividez farinácea…
Seria medo de morrer? OK, os olhos de Lennon também
estavam turvos, mas aquilo era das cataratas, cuja cirurgia ele
sempre adiava. E pensar que nos velhos tempos John não subia
ao palco de óculos, por pura vaidade.

– Você pode tentar andar sobre a água, John! – disse
Paul. – Afinal, é mais famoso que Jesus Cristo…

– Caras, o objetivo dessa jornada é comunhão, não uma
DR. – disse George.

– Olha quem fala! – resmungou John. – O primeiro do
grupo a lançar um álbum-solo, com aqueles indianos pirados.
Aliás, alguém já lhe disse que seu cabelo parece um ninho de
cegonha?

– Bom, ao menos não está pintado de cor de burro
quando foge, John.

– Ao menos é cabelo meu, George.

– John, mas o caçulinha tem razão! Estamos indo a Leslo
para viver em paz. Não concluímos que nada resolve:
nacionalismo, fascismo, comunismo, religião, dinheiro, fama?

– Nosso cemitério de elefantes…

– Não, John! Tudo bem, nenhum homem é uma ilha, mas
não somos os quatro mosqueteiros?

– Os mosqueteiros eram três.

– Só no começo. E nós já fomos cinco.

– E a ilha custou 90 mil libras. Em 1967. Já hoje…

– Sempre pensando em grana, Paul…

– Também penso nos outros, John. Foi por isso que escrevi
Hei, Jude para seu filho, na maior fossa porque você chutou a mãe dele.

“Por causa daquele dragão de Komodo”, pensou George.

“Por causa daquele Godzilla”, pensou Ringo.

– Se quer saber, John – continuou Paul –, a compra dessa
ilha foi a única vez que os Beatles ganharam dinheiro com um
negócio.

– Só que fomos lá no nosso iate – disse John. – Com uma
tripulação de oito, incluindo capitão e um chef. Agora somos os
quatro cavaleiros do Apocalipse, remando contra a maré.

O tridente de um relâmpago rabiscou o horizonte, e um
trovão ribombou. Partículas de água dissolviam-se no ar,
impregnando tudo com o odor do mar – ozonífero, písceo.
Soprou um vento irascível do leste, e parecia que o Egeu se
enchia até à boca, como um jacuzzi a transbordar.

– Pessoal, aqui o que não falta é água para lavar a roupa
suja. – disse Ringo. – Mas é nosso aniversário de meio século de
reconciliação. E a ilha será nossa nova casa. Ninguém mais vai
falar aquilo que falaram quando gravamos o álbum Branco:
“Quatro álbuns-solo sob um mesmo teto”

George pegou uma cerveja e deu um gole. Morna.
Manchas hepáticas cobriam a pele da sua mão. Úmidas, as
letras do rótulo escorriam, como uma maquiagem velha.
Harrison deu outro gole e cuspiu na água, onde a pocinha
amarela boiou com reflexos opalescentes. O tridente se
transformou no Z do Zorro, e a abóbada celeste tornou a rufar.

“Somos tão diferentes”, pensou Ringo, pela enésima vez.
“Se fôssemos parecidos, teríamos sido os Beatles? Ou apenas
como a banda daquele beiçudo pé-frio?” Disse:

– Quando criança, quase morri de várias doenças. Ficava
em casa, com este narigão encostado à janela, olhando os
navios que saíam do estaleiro de Liverpool, quebrando
champanhes imaginários nos cascos e inventando nomes para
eles. Vamos dar um nome a este barco?

– Santa Maria! – exclamou Paul.

– Pequod – murmurou George.

– Argo – disse John.

– Arca de Noé! – disse Ringo, e todos caíram na risada.
Calaram-se quando uma alarmante rajada de vento adernou o
barco.

Lennon engoliu em seco.

– Éolo é o deus do vento, né? Lembram quando, em 1963,
começamos a ser paparicados pelos intelectuais? Teve aquele
crítico que comparou “Not A Second Time” com Mahler, e falou
em “cadências eólicas”. Nunca me esqueci, porque nunca
entendi.

Da camisa, puxou uma geringonça pouco maior que um
canapé.

– Tenho mais de mil canções no meu bolso. Já
imaginaram?

– E tem os Dadabots – disse Paul, soturno. – Desde março,
tocam ao vivo no YouTube, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Baita façanha. Ou seria, se fossem uma banda humana, e não
uma rede neural que gera canções em tempo real.

George chupou um resto de cerveja do bigode grisalho.

– E tem o Wekinator. Inteligência Artificial. Um software
que aprende com as criações humanas e as ensina ao
computador. Para mim não passa da porra de um karaokê.

Ringo revirou os olhos.

– A Warner assinou contrato com um algoritmo para 20
álbuns. Ele cria trilhas sonoras que correspondem às atividades
do ouvinte: trabalhando, viajando, dormindo.

As ondas agora eram como mandíbulas arreganhadas,
vorazes, com caninos brancos de espuma.

– Acho melhor mudar meu nome do barco! – gritou Paul. –
Yellow Submarine!

– Eu também! – disse John. – Titanic! Não me olhem
assim… No Titanic, a banda continuou tocando até o fim.

“A vida é complicadíssima.”, pensou Ringo. “Comparada
com ela, a morte é muito simples – um interruptor.”

Os quatro ficaram ali parados, como num jardim recém-plantado
depois de uma chuva tépida. Podiam sentir a vida,
silenciosa e invisível.


CÉU DE GOIABADA

Joca Terron

Depoimento de Ringo Starr ao jornalista Jean-Pierre Norret para biografia dos Beatles que permanece inédita; não datado.

O lance da banda não era só música, não, tá ligado? A turma também se fazia de ator,
curtia poesia e teatro. E andava meio cansada de gravar disco e brigar pra
composição entrar nos disco, essas parada. O Paul e o John é fogo, sempre querem
enfiar as deles e esquece do George e daí rola aquele climão. Sobra pra mim, que fico
no meio dessa briga de cachorrão. Bem, esse foi um dos motivo. O outro foi o
Salinger, tá ligado no J.D. Salinger, o cara que escreveu aquele livrinho que tem o
Holden Caulfield e depois sumiu, nunca mais publicou porra nenhuma. Pois foi a
Yoko que veio com as ideia, quem diria, na verdade só podia ser ela mesma, que
curte aquelas parada conceitual mutcho loka. Só que não dá pra dizer que ela
inventou o lance, ela só se lembrou de um troço que a gente já tinha feito, meio de
traquinagem, meio a sério, na época em que viajou pra Índia pra conhecer o
Rajneesh, tá ligado? Naqueles tempo o George tava andando com os maluco do
Monty Phyton, acho que foi o Terry, não o Gilliam, o Jones, que sugeriu, e se cês
mandasse uns sósia no lugar, ele disse, assim cês ia ter mais tempo pra cuidar da
vida docês. Foi o John que me explicou essas parada de sósia, de duplo, eu nem sabia
que isso existia, o John é super cabeçudo, né. Daí a gente fez tipo uma seleção, o
pessoal chamava de casting, e era cada figura, tudo igualzinho a gente, parecia que
nóis tava passeando no museu da madame Tussaud. Achar um parecido comigo foi
difícil, com essa napona que eu tenho, mas o George, caramba, acho que o pai dele
andou aprontando lá pras banda de Birmingham, nussa, tinha uma porrada de cara
que era a fuça cuspida e escarradinha dele. Bem, a gente elegeu os mais parecido,
todos assinaram um contrato super cheio de umas cláusula pequetita assim que só
de pensar em falar o cara já puxava uma cana, tá ligado. Então os sósia, que eu
chamava de cópia, foram lá pras Índia gandaiar com o Rajneesh e aparecer naquelas
foto fantasiado de riponga, enquanto nós viajamo pro Brasil. Foi aí que o John e o
Paul vieram com essas parada de Salinger, tá ligado, a gente andava pegando umas
cachoeira num lugar chamado Minas ou algo-que-o-valha, sei lá, era a primeira vez
que eu ouvia falar em Brasil, e o John chapadão na cachoeira falou, e se a gente
largasse de mão e viesse morar aqui no sítio, compor, improvisar um somzim, fumar
palheiro? Só por curtição, a gente nunca mais vai lançar um disco. Que nem o
Salinger, tá ligado? O Paul também tava diboa, pois até inventou a tal separação da
banda, e depois teve ideia de esparramar nossas cópia pelo mundo, uma cópia do
George com a Pattie num sei onde, outra do John em Nova York. Eu acho que essa
piração toda foi por causa dos queijo e dos doce, pelo menos no começo, o John tinha
uma larica foda, o Paul era igualzim. Só que isso foi antes de a gente conhecer a
rapaziada lá, o Milton e tal, e foi daí que melhorou. Bem, primeiro a gente teve de
fazer aquele show lá em cima do prédio, tava no contrato com a gravadora e não deu
pra sair fora. A gente contratou de novo os cópia que tinham viajado pra Índia em
nosso lugar e explicou direitim que daquela vez o contrato era vitalício, que um ia
ser o John pra sempre, e já tinha até outra japinha pro lugar da Yoko e tal, eles iam
lá, morar no Dakota. Que azar da porra daquela cópia do John, putz, e de novo o
Salinger nas parada. Mas nisso a gente, os real, já tava morando lá no interiorzim,
comendo feijãozim, fumando umzim, diboinha, tá ligado, só no sapatim. Noutro dia
pintou aquela moçada que tava gravando uma bolacha lá em BH, o Miltim, o Lô (que
o George apelidou de Slow, o moleque vivia chapadão de cogu e era lerdo demais da
conta). Bem, a gente tomou o busão e tocou pra capital, chegando lá foi pro estúdio
onde a rapaziada, também tinha o Waguim e o Tonim, que tocava uma guita massa,
fora o Betim, que curte uma cachacim que nem euzim, e nussenhorafemaria, aqueles
cara mandava bem demais, e o LP deles era o chuchu mais chapante da galáxia, tá
ligado, o Clube da Esquina e tal. A gente até chegou a dar uns toque, mesmo não
precisando, os cara tocava muito, eles nem aí com nossos pitaco, pois acharo que
nóis era as cópia, e não os Beatles real, então viraro nossos mano, nossos parça
mesmo, e a gente foi ficando em Minas, foi ficandim, só diboinha, curtindim um
coguzim nas cachoeirim, porque com eles num tinha isso de beatlemaníaco, não, os
cara era gente como a gente, e depois que aquele lóqui matou o cópia do John lá em
NY, bem, daí que a gente resolveu ficar de vez, e foi bom por muito tempo, até o
George ter aquela porra de tuberculose, mas mesmo depois que ele partiu a gente
continuou lá no matim, e o Miltim e o Slowzim sempre pintam lá prum cafezim, e
naquele sitiozim as nuvem é de queijim, escorre doce-de-leite das cachoeirim, as
árvore é de tangerina e o céu de goiabada. Lá a gente é felizim.

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