Gisele Bündchen é homenageada em novo selo dos Correios

Arte com rosto da modelo brasileira faz parte do Bloco Especial Série Mercosul: Moda, divulgado nesta terça-feira, 29

Gisele Bündchen, Filipe Jardim e Bob Wolfenson ganham homenagem em novos selos dos Correios Foto: Instagram / @correiosoficial

Um selo com o rosto de Gisele Bündchen foi lançado nesta terça-feira, 29, pelos Correios. Ele faz parte da última emissão de 2020 e integra o Bloco Especial Série Mercosul: Moda. 

Além do selo de Gisele Bündchen, inspirado em foto da modelo feita por Nino Muñoz, também há uma estampa em homenagem ao ilustrador Filipe Jardim e a o fotógrafo Bob Wolfenson.

“A arte da emissão foi finalizada em quadricromia e impressão offset, com tiragem de 30 mil blocos, e cada um dos três selos tem valor de 1º Porte da Carta (R$ 2,05)”, informa comunicado, que ainda destaca os 25 anos da São Paulo Fashion Week em 2020.

Os selos em homenagem a Gisele Bündchen e ao mundo da moda podem ser adquiridos na loja virtual dos Correios e também nas principais agências do País a partir de janeiro de 2021.

Finalista trans Angel Lama faz história em concurso de beleza no Nepal

Angel Lama é a primeira transexual a desfilar como finalista em disputa de miss
Reuters

Angel quer mostrar a diversidade em concurso Foto: Reprodução/Instagram
Angel quer mostrar a diversidade em concurso Foto: Reprodução/Instagram

KATHMANDU – Quando Angel Lama desfilar pela passarela nas finais do Miss Universo Nepal na quarta-feira, ela fará história como a primeira mulher transgênero a ser finalista no evento anual mais glamoroso do país da região do Himalaia.

O Nepal está entre os poucos países do mundo que aceita pessoas trans em seus concursos nacionais e apenas o terceiro na Ásia, depois de Mianmar e Mongólia, de acordo com ativistas LGBT+.

A medida ocorre após a nova gestão ter flexibilizado os critérios de altura, peso e aparência, e permitido a participação de qualquer “mulher arrojada, bonita e confiante” entre 18 e 28 anos.

“Vim ao Miss Universo Nepal para mostrar a diversidade das pessoas na sociedade”, disse Lama, de 21 anos, que competirá contra 17 outras finalistas, à Thomson Reuters Foundation. “Se eu subir no palco e mostrar isso, será a maior coroa de todos os tempos.”

A maioria hindu do Nepal tem aceitado mais as pessoas LGBTs desde que uma insurgência maoísta de uma década terminou em 2006 e a monarquia feudal foi abolida dois anos depois. Em 2008, um parlamentar assumidamente gay foi eleito.

Para Nagma Shrestha, diretora nacional da organização Miss Universo Nepal, “todos são iguais”.

“Se elas dizem que são mulheres, são mulheres e devem ser tratadas como mulheres”, disse Shrestha, 29, que foi a primeira Miss Nepal a representar seu país no concurso de Miss Universo em 2017.

Cópia do iOS é considerada legal, e Corellium vence disputa contra Apple

Ao longo do último ano, a disputa judicial da Apple contra a Corellium foi uma das principais para o departamento jurídico de Cupertino.

Para quem não está muito a par da história, a firma de segurança criou uma cópia não-autorizada do iOS, que por algum tempo foi utilizada por pesquisadores e hackers para descobrir falhas e vulnerabilidades no sistema sem a supervisão da Maçã. A Apple, então, entrou com um processo contra a firma.

Pois hoje, depois de mais de um ano de idas e vindas judiciais, a surpresa: a Corellium ganhou a primeira disputa judicial contra a Maçã. Segundo o Washington Post, um juiz da Flórida considerou que a firma usa o iOS dentro dos termos de fair use da lei dos Estados Unidos — e não infringe, portanto, os direitos autorais da Apple.

Em sua argumentação, a Apple afirmou que os produtos da Corellium poderiam representar uma ameaça de segurança ao iOS e aos seus usuários caso caíssem nas mãos erradas, já que, assim como pesquisadores de segurança, crackers e outros malfeitores poderiam utilizar as soluções da empresa para encontrar falhas e vulnerabilidades no sistema. A Maçã afirmou, também, que a Corellium não fazia distinção entre os seus clientes, vendendo seus produtos a partes de todos os lados da lei.

O juiz Smith, entretanto, considerou essas acusações improcedentes. A guerra judicial ainda não terminou, entretanto: a Maçã afirmou que a Corellium burlou as medidas de segurança da empresa e violou a DMCA (Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital), lei dos EUA relacionada a produtos eletrônicos e a internet. Neste caso, a justiça ainda não emitiu uma decisão sobre as acusações da Apple.

O fato é que só essa primeira vitória da Corellium já é um indicativo de que as coisas podem não ser tão fáceis para a Maçã daqui para a frente — nem neste caso, nem em outros. O desenvolvedor Steve Troughton-Smith opinou algo do tipo:

Vamos, portanto, acompanhar essa história — certamente, essa é só a conclusão do primeiro capítulo dessa novela. [MacMagazine]

Max Mara | Fall Winter 2019/2020 | Full Show

Max Mara | Fall Winter 2019/2020 by Ian Griffiths | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week) #FFLikedalot

Kes Loy – Power Elite/Thought Control/New World Order/Unseen
Alex Arcoleo – Closer

Photographer Rebekka Eliza for L’Officiel Magazine with Jill Asemota

Photographer: Rebekka Eliza. Fashion Stylist: Jill Asemota. Hair & Makeup: Anai Perez. Retouching: Noir Retouch. Production: Fuse Studio Ibiza. Model: Jill Asemota.

Dress Jacquemus
Swimsuit Oye Swimwear
Coat Bottega Veneta

Dennis Stenild for L’Officiel Austria with Rebekka Eriksen

Photographer: Dennis Stenild at See Management. Fashion Stylist: Maria Angelova. Talent: Rebekka Eriksen at 2PM Models.

Morre o estilista Pierre Cardin aos 98 anos

Segundo sua família, Cardin estava internado em um hospital na periferia de Paris; causa da morte ainda não foi divulgada

O estilista Pierre Cardin Foto: CURTO DE LA TORRE / AFP

O estilista francês Pierre Cardin, um profissional visionário e pioneiro do prêt-à-porter, morreu nesta terça-feira, 29, aos 98 anos, segundo informou sua família.

Filho de imigrantes italianos que se transformou em um empresário mundialmente conhecido, Cardin morreu no hospital americano de Neuilly, ao oeste de Paris.

O estilista italiano nasceu em 1922, em Sant’Andrea di Barbarana, uma fração do município de San Biagio di Callalta, na província de Treviso, no Veneto, mas cresceu na França, país onde deu os primeiros passos na moda e cresceu para se tornar um dos costureiro mais importante da segunda metade do século 20, quando foi um gigante da moda e do design. Nascido em uma família de ricos fazendeiros, que acabou na pobreza após a Primeira Guerra Mundial, ele sempre permaneceu na Itália. Talvez, entre todos os costureiros do século passado, nascidos na Itália e criados na França, Cardin foi quem melhor representou aquela mistura de estilos entre a Itália e a França, motivo determinante de seu sucesso. 

O designer francês Pierre Cardin posa para uma fotografia durante a inauguração do Museu Pierre Cardin e a exposição de abertura ‘Passé Présent Futur’ (Passado Presente Futuro) em Paris, França, 13 de novembro de 2014  Foto: Yoan Valat/EFE/EPA
Publicado: 29/12/2020 | 12:22

A pobreza de sua família motivou-o a buscar a redenção e de fato levou seus pais a se mudarem para a França em 1924, quando ele tinha apenas dois anos de idade. E, com apenas 14 anos, em 1936, o jovem Pierre, cujo nome italiano, Pietro, havia sido afrancesado, começou seu aprendizado como alfaiate em Saint-E’tienne. Depois de uma breve experiência na Manby, alfaiate em Vichy, em 1945 ele chega a Paris trabalhando primeiro para Jeanne Paquin e depois para Elsa Schiaparelli. Primeiro alfaiate da maison Christian Dior durante sua inauguração em 1947 (depois de ser rejeitado por Cristobal Balenciaga), ele  participou do sucesso do mestre que inventou o New Look.

Em 1950, ele fundou sua própria casa de moda, aventurando-se pela alta costura em 1953. Cardin ficou famoso por seu estilo futurista, inspirado nas primeiras façanhas do homem no espaço. Ela preferia cortes geométricos, muitas vezes ignorando formas femininas. Ele adorou o estilo unissex e passou a experimentar novas linhas. 

Pierre Cardin
Pierre Cardin em seu estúdio de moda, em Paris, em foto de 10 de julho de 1979 Foto: Pierre Guillaud / AFP

Em 1954, Cardin introduziu o vestido bolha. Também foi um precursor na escolha de novos mercados e na assinatura de novas licenças. Em 1959, foi o primeiro estilista a abrir uma loja de alta costura no Japão. No mesmo ano, foi expulso do French Chambre Syndacale, por ter lançado pela primeira vez em Paris uma coleção sob medida para os grandes armazéns Printemps. Mas ele logo foi reintegrado. No entanto, Cardin é membro da Chambre Syndicale de la Haute Couture et du Pret-a’-Porter e da Maison du Haute Couture desde 1953 e renunciou à Chambre Syndacale em 1966.

Suas coleções desde 1971 foram exibidas em sua sede, o Espace Cardin, em Paris, anteriormente no Teatro Ambassador, próximo à Embaixada dos Estados Unidos, espaço que o estilista também aproveitou para divulgar novos talentos artísticos, como teatros ou músicos. Como muitos outros designers, Cardin decidiu em 1994 mostrar sua coleção apenas para um pequeno grupo de clientes e jornalistas selecionados. Em 1971, Cardin juntou-se na criação de roupas a seu colega André Oliver, que em 1987 assumiu a responsabilidade pelas coleções de alta costura, até sua morte em 1993.

Pierre Cardin
Modelos apresentam coleção de Pierre Cardin, no dia  1º de abril de 2012, em Pequim Foto: Mark Ralston / AFP

A trajetória de Cardin inspirou um documentário, apresentado no Festival de Cinema de Veneza, em 2019: House of Cardin por P. David Ebersole e Todd Hughes. Uma viagem que explora em todos os aspectos o que muitos definem o Enigma Cardin, dada a confidencialidade do homem, e a capacidade do artista e empresário de criar um império, com um valor que ultrapassou um bilhão de dólares, inovando em grande estilo, associando seu nome a centenas de produtos e com uma capacidade incomparável de exportar alta costura para o exterior. 

“Tudo começou com 200 mil casacos vermelhos vendidos nos Estados Unidos”, revelou no filme biográfico, mostrando as peças com que conseguiu se firmar nos mercados soviético e chinês desde 1970. Cardin “é um imperador total”, diz no filme Jean-Paul Gautier, entrevistado entre outros, como Sharon Stone, Naomi Campbell, Philippe Starck. O longa também traz detalhes da vida privada, como suas paixões por André Oliver (que morreu em 1993) e a atriz Jeanne Moreau, que morreu em 2017./ Com Agências Internacionais

‘Estava cansado de mim mesmo’, diz Philippe Starck

Em entrevista exclusiva para o ‘Estadão, o celebrado designer fala sobre seus novos projetos – incluindo um em São Paulo – e diz que o futuro está no imaterial
MARCELO LIMA – O ESTADO DE S.PAULO

Philippe Starck diz que a quarentena mudou pouco seu modo de vida, exceto pelo fato de não sofrer mais com o jet lag  Foto: Jean Batiste Mondino

Para o francês Philippe Starck, provavelmente o designer mais conhecido do planeta – e isso há pelo menos três décadas –, o design, por si só, não faz mais sentido. “Só a evolução humana me interessa. Durante todos esses anos de trabalho, sempre senti que ajudar neste processo era meu dever absoluto”, considera ele hoje, aos 71 anos, após ter dado vida a mais de dez mil projetos, entre eles alguns ícones do desenho contemporâneo, nas mais diversas áreas e escalas.

De móveis a espremedores de laranja. De escovas de dente a luminárias. Isso sem considerar os interiores de dezenas de casas, barcos, restaurantes, alguns dos hotéis-butique mais badalados do mundo e, atualmente, estações espaciais. De fato, é difícil imaginar algum território que tenha ficado imune à sua ânsia criativa.

Mas, para Starck, um dos primeiros, ainda nos anos 1980, a se preocupar com a democratização do design, os tempos agora são outros. “Entramos na era da desmaterialização e do bionismo, ou seja, da aliança do corpo com a alta tecnologia”, afirma ele, um pioneiro também em trazer a questão da sustentabilidade, hoje um consenso global, para o centro das discussões. 

Otimista em relação ao futuro, apesar de bastante preocupado com nossa realidade imediata, nesta entrevista exclusiva ao Estadão, por telefone, de Lisboa, o designer aponta alguns dos desafios globais gerados pela emergência do coronavírus. Comenta também os dias passados em quarentena e alguns de seus projetos recentes – entre eles a Cidade Matarazzo, em construção em São Paulo, e a cadeira A.I, produzida pela Kartell italiana. 

Bastante entusiasmado, aproveita para apresentar suas impressões sobre o Brasil. País que visitou diversas vezes e pelo qual diz manter uma admiração particular. “Existe uma leveza no povo brasileiro, uma vontade de existir o mínimo possível, de não se impor, que considero extremamente elegante”, considera Starck. 

Como viveu, ou melhor, está vivendo, os dias de quarentena?

Pessoalmente, no que se refere a minha vida cotidiana, devo dizer que teve pouca importância. No sentido em que eu normalmente já vivo em quarentena. Na prática, vivo como um monge. Quase não falo a ninguém, quase não vejo ninguém. Me concentro no meu trabalho, que ocupa todo meu dia. No mais, nada me dá mais prazer do que estar em uma cabana e ler. Seja no meio da floresta, na montanha, em meio às dunas. Apesar de todo o infortúnio que esta doença nos trouxe, no meu caso, devo admitir que ela até teve um aspecto positivo: parei de viajar. E, com isso, me vi livrei do jet lag, o que me fez um bem enorme. Na verdade, estou convencido do grande mal que viagens longas e constantes podem fazer para a saúde e, sobretudo, para o cérebro. O que não quer dizer, que não me sinto afetado pela conjuntura atual e por todas as ameaças globais provocadas pela pandemia. 

E quais são essas ameaças?

Antes de mais nada, me entristece o número de pessoas que vão morrer. Muitas vezes devido a uma politização desnecessária do debate, promovida, em escala global, por uma extrema-direita assassina e egoísta. Mas, para além das mortes, existe outra questão que me inquieta. Me parece inacreditável, por exemplo, que muitos ditadores, ou candidatos a, tenham hoje tantos seguidores, em tantos países. E mais. Que eles sejam capazes de politizar uma questão tão vital como a do uso das máscaras e ainda encontrem apoiadores. Além de todo o mal, temo pela perda de liberdade que estas pessoas possam trazer ao mundo. 

Certa vez, o senhor afirmou que um dos pilares da sua criatividade é o amor. Continua sendo assim, mesmo em dias tão turbulentos como os nossos?

Sem dúvida, continua sendo um dos meus motores criativos. Ainda mais nos dias em que estamos vivendo, quando vivemos a evidência da inevitabilidade do amor. E não me refiro apenas ao amor romântico, ao amor pelas crianças, ao amor pelos animais. Mas ao amor por tudo e por todos. De uma forma torta, esta pandemia nos fez ver que estamos todos interligados, partilhando o bem e o mal neste pequeno planeta. Corremos juntos os mesmos riscos e o amor, nas suas mais diversas formas, é o único recurso de que dispomos para sobreviver. E, por mais estranho que isso pareça, é ele que hoje está sendo colocado à prova. A escolha é clara: se formos egoístas, desapareceremos totalmente. Se formos altruístas, se amarmos o outro, se o ajudarmos, se o protegermos, estaremos nos protegendo.

Recentemente, o senhor declarou que o design, em si, não mais o interessa. Atualmente, quais seriam seus interesses?

Anel tecnológico desenhado por Philippe Starck para a Aeklys  Foto: Aeklys

Desde o início, o que sempre me interessou foi o ser humano. E me parece impossível falar do humano sem levar em conta que estamos em permanente evolução. Logo, meu dever absoluto é fazer parte deste processo e, na medida do possível, auxiliar nesta trajetória. No meu caso, desenhando produtos mais performáticos, mais úteis. Produtos capazes de atuar em uma maior simbiose com nossos corpos, de nos oferecer uma “humanidade” ampliada, a partir das novas tecnologias digitais (um dos últimos projetos do designer, por exemplo, o anel Aeklys, conecta seu usuário com o meio externo, substituindo documentos, cartões de pagamento e passagens aéreas). Nos últimos anos, tive a oportunidade de desenvolver trabalhos no espaço sideral, primeiro com a Virgin Galactic (empresa de turismo espacial) e agora com a Axiom Space (empresa privada de exploração) e a Estação Espacial Internacional (ISS), da NASA, o que me colocou em contato com novos e surpreendentes materiais, e posso assegurar que as possibilidades são imensas. Em resumo, eu diria que só me interessa desenvolver o que for realmente útil, porque assim sinto estar fazendo a minha parte. Nesse sentido, todos que façam como puder seu trabalho. Penso que estamos muito perto de ser inúteis, mas mesmo no nosso nível de inutilidade, devemos tentar ser úteis. 

Como foi a experiência de trabalhar com uma inteligência artificial na criação de um móvel como a cadeira A.I, projetada para a Kartell italiana?

Cadeira A.I., projeto de Philippe Starck e Autodesk para a Kartell 
Cadeira A.I., projeto de Philippe Starck e Autodesk para a Kartell  Foto: Kartell

Na verdade, devo admitir, eu estava um pouco cansado de mim mesmo. Já havia desenhado demais, alguns móveis até bem interessantes, mas, de repente, percebi que sempre fazia a mesma coisa. Olhei ao redor, para o que os outros faziam, e percebi que eles não faziam nada muito melhor do que eu. Ou seja, todos fazíamos a mesma coisa. E isso, no fundo, nem vai mudar a menos que surja uma tecnologia totalmente nova. Foi então que tomei contato com uma empresa norte-americana, a Autodesk, especializada na produção de softwares de engenharia e entretenimento, e juntos imaginamos a ideia de unir as inteligências artificial e humana na criação de uma nova cadeira para a Kartell, empresa italiana líder na produção de móveis de plástico, para a qual desenho há quase quatro décadas. Assim, colocamos para a máquina a seguinte questão: “Inteligência Artificial, você saberia nos dizer qual seria o melhor desenho para descansar nossos corpos usando o mínimo de materiais e consumindo o mínimo de energia possível?” A princípio fiquei preocupado. A pobre máquina parecia totalmente perdida, até que, algum tempo depois, ela teve um “clique” e começou a fornecer como resposta uma forma que, não me envergonho de dizer, me superou. Uma cadeira que não só respondia a todas as minhas solicitações, como ainda se assemelhava a muitas das muitas criações. A ponto de, ainda hoje, muitos me perguntarem se não fui eu que a desenhei. Mas, na verdade, nem foi isso o que mais me surpreendeu. O mais engraçado é que, quando olhamos para ela, a sensação é de estarmos diante de algo extraordinariamente vegetal, o que me levou a pensar que, de fato, quando perguntamos a uma inteligência sem cultura, sem memórias, sem influências, qual é a solução mais econômica para o desenho de um objeto, a resposta sugere uma forma natural. A.I, de qualquer forma, é o primeiro móvel que não foi moldado por nossos cérebros, hábitos e raciocínio e, com isso, um novo mundo se abre para nós. Um mundo ilimitado, onde os objetos poderão ser criados por uma outra inteligência. Não necessariamente superior, mas diferente da nossa.

A Cidade Matarazzo, em São Paulo, é, provavelmente, o maior projeto que o senhor já realizou no Brasil. Gostaria que comentasse o estágio atual da obra e suas impressões sobre o País.

Banheiro em apartamento tipo da Cidade Matarazzo, que deve ficar pronta no fim de 2021 
Banheiro em apartamento tipo da Cidade Matarazzo, que deve ficar pronta no fim de 2021  Foto: Ruy Teixeira

É realmente um projeto de grande escala, que deve ser entregue no próximo ano (localizado a uma quadra da Avenida Paulista, dentro do terreno onde ficava a antiga Maternidade Matarazzo, o complexo hoteleiro e residencial do grupo Rosewood Hotels & Resorts contará com uma torre de apartamentos projetada pelo arquiteto Jean Nouvel, além de espaços internos e externos desenhados por Starck). Trata-se, na prática, de um quase ecossistema, imaginado pelo talento visionário de meu amigo, o empresário Alexandre Allard, que, quando estiver concluído, acredito que no final de 2021, terá consumido quinze anos de nossas vidas. Tempo suficiente para eu ampliar meus conhecimentos sobre o Brasil, conhecer seu jeito de fazer as coisas (por exigência de Allard, Starck teve de trabalhar no projeto apenas com materiais e profissionais brasileiros), e captar um pouco da essência do País. Dos brasileiros admiro a paixão, o entusiasmo, mas, sobretudo, a leveza. Uma atitude diante da vida que considero extremamente elegante e que, por certo, se fará presente neste projeto. Allard, que respeita muito meu trabalho, e a quem me sinto muito próximo, costuma dizer que a única coisa que me falta é ser brasileiro. Acho até que ele tem razão. Mas aí já seria felicidade demais (risos). 

Harry e Meghan fazem reflexões sobre 2020 em podcast: ‘O amor vence’

Casal enviou mensagem de apoio às pessoas que sofreram durante a pandemia de coronavírus
Reuters

Harry e Meghan

LOS ANGELES – O príncipe britânico Harry e sua esposa, Meghan, agradeceram, nesta terça-feira, aos trabalhadores essenciais e ofereceram encorajamento às pessoas que sofreram durante a pandemia de coronavírus de 2020 em seu primeiro podcast divulgado no Spotify.

Harry e Meghan, conhecidos oficialmente como duque e duquesa de Sussex, são os protagonistas do episódio, que dá espaço às reflexões e esperanças do cantor Elton John, do produtor e ator Tyler Perry, da campeã de tênis Naomi Osaka e de outras celebridades para o próximo ano.

Em trechos divulgados pela plataforma, o casal agradece os profissionais de saúde e da linha de frente e outros que fizeram sacrifícios durante um ano desafiador.

“De nossa parte, direi que, independentemente do que a vida colocar no caminho de vocês, acreditem quando dizemos que o amor vence”, disse Meghan.

“O amor sempre vence”, acrescentou Harry.

Harry e Meghan abdicaram de suas obrigações de membros da realeza em janeiro e se mudaram para o sul do Estado norte-americano da Califórnia com o filho pequeno, Archie. Em setembro, eles assinaram um acordo de produção de vários anos para criar programas de televisão com a Netflix, seguido por um acordo de vários anos para produzir e apresentar podcasts para o Spotify.