Produções de Hollywood são interrompidas com avanço da Covid-19 em Los Angeles

Cidade superou 7.000 hospitalizações por coronavírus pela primeira vez na segunda-feira (28)

Letreiro de Hollywood em Los Angeles, Califórnia
Letreiro de Hollywood em Los Angeles, Califórnia, em dezembro de 2020 – Patrick T. Fallon/AFP

AFP – A maioria das produções de Hollywood foi interrompida novamente até pelo menos meados de janeiro, anunciou o sindicato da indústria cinematográfica, enquanto os casos da Covid-19 atingem níveis recordes em Los Angeles.

O sindicato disse que a maioria das produções de entretenimento “permanecerá em pausa até a segunda ou terceira semana de janeiro, senão mais tarde”, segundo um comunicado enviado aos membros na terça-feira (29).

O anúncio foi divulgado depois que as autoridades de saúde do condado de Los Angeles, na véspera de Natal, apelaram aos cineastas que “considerassem a possibilidade de interromper seus trabalhos por algumas semanas durante esse aumento catastrófico de casos de Covid”.

Los Angeles –o condado mais populoso do país– emergiu como o mais recente epicentro da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos, superando 7.000 hospitalizações por Covid pela primeira vez na segunda-feira (28).

O extenso condado de 10 milhões de habitantes registrou quase 750 mil casos, incluindo pouco menos de 10 mil mortes.

A ordem de “ficar em casa” no sul da Califórnia foi prorrogada indefinidamente na terça-feira, com vários hospitais sobrecarregados e obrigados a recusar ambulâncias.

O sindicato conduziu esforços de meses para reativar Hollywood desde seu fechamento inicial em março, coassinando um acordo com os principais estúdios em setembro para aumentar as medidas de segurança contra o coronavírus para seus atores, incluindo testes.

Mesmo assim, as produções de entretenimento de Los Angeles operavam com menos da metade de seus níveis normais em outubro, antes de cair novamente, à medida que os casos de Covid começaram a disparar.

O Film LA, o órgão que concede licenças para produções em Los Angeles, disse que as inscrições para filmes caíram recentemente para “níveis que não víamos desde as semanas após o reinício da produção no verão passado”.

Além de algumas dezenas de filmes independentes, poucas produções foram retomadas em Los Angeles neste ano, com a maior parte da atividade de filmagem restrita a comerciais e gravações de videoclipes.

No entanto, produções de alto nível foram retomadas no exterior, incluindo o último blockbuster de Tom Cruise, “Missão Impossível 7”, no Reino Unido e na Itália, e séries de TV como “Supergirl” e “Batwoman” no Canadá.

A falta de seguro contra o coronavírus continua a atrapalhar as produções que esperam retomar os trabalhos.

O sindicato disse que garantiria “as precauções adequadas para o período de pausa do feriado, incluindo tempo adicional para testes antes da retomada da produção”.

Bridgerton | Criador comenta revelação do final da 1ª temporada

Chris Van Dusen revelou que o enredo foi pensado para agradar fãs novos e antigos
GABRIEL AVILA

Penelope Featherington (Nicola Coughlan)

[Cuidado com spoilers da primeira temporada de Bridgerton]

A primeira temporada de Bridgerton mal chegou à Netflix e já está fazendo bastante barulho. Sem dúvidas, um de seus grandes momentos está no episódio final, quando é feita a grande revelação de que a Lady Whistledown, personagem responsável por criar um jornal cheio de fofocas que circula entre a alta sociedade, é na verdade Penelope Featherington (Nicola Coughlan). Em entrevista ao The Wrap, o criador e showrunner Chris Van Dusen revelou que essa revelação foi planejada para agradar fãs novos e antigos:

“Ao planejar a primeira temporada sabíamos que haveria um grupo de espectadores formado por pessoas que já leram os livros [de Julia Quinn] e sabem a identidade Lady Whistledown. E também haveria todo um grupo de pessoas que não os leram e não tem ideia de para onde estávamos indo. Então foi importante para nós contar a história de Penelope nessa temporada para termos dois caminhos, um para cada grupo… Para as pessoas que não sabiam que era a Penelope, nós nunca quisemos apressar as coisas ou telegrafar algo que queríamos que fosse um mistério. Mas então, para as pessoas que sabiam que era Penelope, nós tínhamos que tornar a coisa divertida. Tínhamos que tornar interessante para todas essas pessoas. Então para mim, o fim da primeira temporada foi o momento perfeito para revelar quem era a Lady Whistledown – ou quem acreditamos que seja”.

Em seguida, Van Dusen revelou que algumas pistas deixadas para o público foram sugeridas pela própria Nicola Coughlan, a atriz que interpreta Penelope:

“Depois de assistir a primeira temporada, adoraria que o público voltasse – agora sabendo que foi Penelope – e realmente assistisse com essa perspectiva. Na verdade, uma ideia da Nicola, com quem trabalhei muito próximo durante as filmagens. Ela sempre fazia sugestões meio ‘bem, por que Penelope não está simplesmente andando por aqui, levemente fora de foco’, ou ‘talvez ela pudesse passar daqui para cá, para podermos vê-la de relance’. Achei genial colocar esses pequenos trechos da Penelope, para que você veja em uma segunda assistida”.

Questionado sobre uma possível segunda temporada, Chris Van Dusen afirmou que já tem planos caso a Netflix renove a produção:

“Pode ser muito cedo para falar sobre isso. Tenho planos e uma visão em minha cabeça para a sequência. A primeira temporada foi sobre Daphne e seguiu sua históra de amor com Simon. E os livros de Bridgerton são oito, e são sobre os oito irmãos. Na sequência adoraria explorar as histórias e romances de cada um dos irmãos Bridgerton”.

Baseado na série de livros da autora Julia Quinn, Bridgerton conta a história de uma família aristocrata inglesa que se vê envolvida em uma rede de luxúria e traições. No elenco estão nomes como Jullie AndrewsAdjoa AndohRuby BarkerJonathan BaileyJason Barnett Sabrina Bartlett. A primeira temporada já está disponível na Netflix.

Mulher-Maravilha 1984 bate recorde no HBO Max e em pirataria

O longa Mulher-Maravilha 1984 foi o primeiro de uma lista com outros filmes com lançamento simultâneo no HBO Max e no cinema
Por André Fogaça

Mulher-Maravilha 1984 (Imagem: Divulgação/Warner)

O filme Mulher-Maravilha 1984 ainda não foi lançado em muitos mercados, mas já registrou sua marca no HBO Max como o filme mais assistido na plataforma em suas primeiras 24 horas de vida. Por outro lado, como ele está disponível apenas para assinantes do serviço de streaming, a pirataria também conseguiu contar números expressivos.

O lançamento de Mulher-Maravilha 1984 deveria acontecer nas salas de cinema, como é o esperado para grandes produções, mas a pandemia de COVID-19 mudou os planos em alguns momentos, levando o longa para o streaming junto da chegada em alguns poucos locais físicos.

Disponível apenas no HBO Max, que não pode ser acessado por brasileiros ou pessoas que estão visitando o Brasil, o filme marcou um recorde para a marca da Warner Bros. Ainda não existem dados oficiais de espectadores, mas a empresa dona do streaming garante que quase metade de todos os assinantes da plataforma assistiram o filme no dia de seu lançamento.

Mulher-Maravilha 1984 quebrou recordes e superou nossas expectativas em todas as principais visualizações e métricas de assinantes em suas primeiras 24 horas, o interesse e o momento que estamos vendo indicam que isso provavelmente continuará para além do final de semana”, comenta Andy Forssell, vice presidente executivo e gerente geral da WarnerMedia para consumidor final.

A pirataria também gostou de Mulher-Maravilha 1984

Enquanto filmes lançados da forma tradicional demoram meses para chegar em qualidade aceitável em sites de pirataria, já que gravar o longa com uma câmera no cinema sempre resulta em um vídeo que tende a ser horrível, o cenário no streaming é bem diferente. Se o HBO Max liberou Mulher-Maravilha 1984 em 4K para seus assinantes, não foram necessárias muitas horas para essa qualidade toda estar disponível em torrents espalhados pela internet.

O site Torrent Freak afirma que vídeos de ótima qualidade, não necessariamente em altíssima resolução, já pipocavam em sites de compartilhamento ilegal poucos minutos após o lançamento do filme. Essa realidade estava presente em versões para download e até mesmo para soluções que fazem a pirataria acontecer via streaming.

No lado pirata da Força também não existem números concretos sobre este lançamento, mas a estimativa é que Mulher-Maravilha 1984 ocupou quase 10% de todos os downloads deste tipo em seu lançamento, mantendo 6,26% deles no dia seguinte.

O site compara Mulher-Maravilha 1984 com Soul, ambos lançados no mesmo dia e com números completamente diferentes. O longa da Pixar, que também foi lançado exclusivamente em apenas um serviço de streaming, neste caso o Disney+, ocupou apenas 2,37% dos downloads em sua estreia, com 1,98% no dia 26 de dezembro.

Colocando os números lado a lado, os 10% de Mulher-Maravilha 1984 estão aproximadamente 321% acima dos 2,37% da animação SoulVingadores: Ultimato, lançamento de muito peso no ano passado, esteve em 5,63% de todos os downloads no dia de sua estreia.

HBO Max lançará mais filmes junto dos cinemas

Mulher-Maravilha 1984 não foi o único lançamento simultâneo da plataforma de streaming e salas de cinema para o HBO Max, que já prometeu outros longas para o ano que vem e que contam com número generoso de espectadores no aguardo. A lista inclui o quarto filme da série MatrixMortal KombatDuneGodzilla vs KongTom & Jerry e a sequência de Space Jam.

Com informações: Ars Technica e Torrent Freak.

Domínio das ações de tecnologia nos EUA será testado em 2021

Um salto nas ações de empresas de tecnologia ajudou a elevar os índices dos Estados Unidos para recordes em 2020
Por Agências – Reuters

Elon Musk, fundador da Tesla

Investidores estão avaliando o quanto apostarão em ações de empresas de tecnologia dos Estados Unidos no próximo ano diante de avaliações mais caras de preços, riscos regulatórios maiores e revitalização de companhias impactadas pela pandemia.

Um salto nas ações de empresas de tecnologia ajudou a elevar os índices dos EUA para recordes este ano. Apenas os ganhos de Apple, Amazon e Microsoft responderam por mais da metade do retorno total de 16,6% do índice acionário S&P 500 até 16 de dezembro, de acordo com Howard Silverblatt, analista sênior da S&P Dow Jones Indices.

Mas o setor de tecnologia ficou em segundo plano nas últimas semanas, à medida que as esperanças de uma recuperação econômica liderada pelas vacinas geraram uma alta nos setores de energia, finanças e outros segmentos menos populares do mercado.

Embora não esteja claro quanto tempo vai durar a mudança na liderança do mercado, o movimento destaca um dilema que os investidores enfrentaram ao longo da última década. Limitar a exposição às empresas de tecnologia tem sido uma aposta perdida há anos e a pandemia do coronavírus acelerou as tendências que podem beneficiar o setor.

Mas as avaliações próximas às máximas de 16 anos estão aumentando as preocupações sobre a vulnerabilidade do setor, especialmente com a reabertura econômica dos EUA.

“Acho que as pessoas vão manter sua exposição às empresas de tecnologia, mas não acho que haverá muito dinheiro novo investido nessa área no próximo ano”, disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de investimentos da Ally Invest.

O setor de tecnologia juntamente com ações de grandes empresas relacionadas – Amazon, Google e Facebook – respondem por cerca de 37% do valor de mercado do S&P 500, dando-lhes grande influência nas oscilações do índice e nas carteiras dos investidores. Os gestores de fundos consultados pelo BofA Global Research afirmaram que comprar ações de empresas de tecnologia foi a posição mais comum no mercado pelo oitavo mês consecutivo.

O setor é negociado a 26 vezes as estimativas de lucros futuros e é um dos poucos que devem registrar crescimento de resultados em 2020, de acordo com dados da Refinitiv. Já para 2021, a expectativa é de alta de 14,2% no lucro, ritmo mais lento do que a previsão de alta de 23,2% para empresas do S&P 500 em geral.

“Continuamos a acreditar que essa rotação de valor que começamos a ver nas últimas semanas também tem pernas para 2021”, disse Mona Mahajan, estrategista de investimentos nos EUA da Allianz Global Investors.

Erika Lust, a diretora que converteu os filmes pornôs em ‘revolução feminista’ e império comercial

ANGELO ATTANASIO

Diretora e produtora sueca Erika Lust tornou-se referência em pornografia feminista e alternativa
Diretora e produtora sueca Erika Lust tornou-se referência em pornografia feminista e alternativa – BBC News Brasil/Mònica Figueras

“Você tem que dizer que sou muito legal e que eu ando de skate.” “E o que mais?”, pergunto. Lara me lança um olhar desconfiado. Seus olhos verdes escuros me espreitam por baixo dos fios de cabelo ruivo que coroam sua cabeça e caem, desgrenhados, sobre sua testa.

“Que a minha mãe é a melhor, a mais moderna e a mais legal de toda Barcelona!”, diz ela, escondendo-se atrás do sorvete de morango que acaba de comer. “Ahhh…”, suspira a mãe, a cineasta Erika Lust, sem tirar os olhos da filha.

“Só de Barcelona?”, provoca o pai, Pablo Dobner. Lara move o skate com o pé. No fundo, a cerca de 20 metros de distância, uma dezena de adolescentes como ela fazem piruetas na praça.

“Bem… do mundo!”, grita ela, convencida. “E o que você acha do trabalho da sua mãe?”, pergunto. “Eu concordo”, responde ela, séria. “Sei que ela faz filmes eróticos não machistas que são focados no prazer das mulheres. E isso está bom para mim!”

Lara mal termina a frase quando, no skate, alcança as amigas rapidamente. “Juro para você que não a doutrinamos”, diz, orgulhosa, sua mãe, a mulher que há 15 anos quer “fazer a revolução” com a pornografia.

ENTRE O ESTIGMA PÚBLICO E O PRAZER PRIVADO

Poucas expressões culturais são tão universais quanto a pornografia. Na América, Ásia ou Europa, as pessoas se comunicam em centenas de línguas distintas, suas culinárias usam ingredientes diferentes e até se amam ou se odeiam por sentimentos tão únicos quanto os seus. Mas é muito provável que a grande maioria dos adultos que habita o planeta tenha em comum o fato de terem visto pela menos uma vez na vida alguma imagem pornográfica.

Ao mesmo tempo, poucas manifestações culturais geraram reações tão mistas em relação ao que a Real Academia Espanhola (RAE), instituição cultural dedicada à regularização linguística do mundo de língua espanhola, descreve como a “apresentação aberta e crua do sexo que busca produzir excitação”.

Na linha milenar e acidentada da história humana, a pornografia representou para alguns o atalho mais conveniente para o paraíso do prazer, enquanto para outros tem sido uma movimentada avenida de corrupção moral.

Foi e é considerada uma fonte inesgotável de escândalos e perversões e, ao mesmo tempo, o nutriente de baixo custo do desejo sexual; a principal causa da depravação adolescente, mas também o lubrificante das práticas prazerosas dos adultos; a forma moderna e aceita de objetificar o corpo da mulher e, ao mesmo tempo, o símbolo de sua libertação e emancipação do patriarcado.

Sem mencionar que, entre o ying do estigma público e o yang do prazer privado, a pornografia deu vida a um negócio nem sempre transparente avaliado em vários milhares de milhões de dólares. Mas mesmo nessa linha milenar, acidentada e contraditória da história humana, não faltam pontos cardeais a confiar para não se perder. Dois, especificamente.

Iván Rotella, porta-voz da Associação Estadual de Profissionais de Sexologia (AEPS) da Espanha, me explica o primeiro. “A pornografia sempre fez parte da nossa cultura. Sobreviveu a todas as ditaduras, todas as épocas e todas as religiões. E enquanto as relações sexuais tiverem algo a ver com seres humanos, vamos assistir à pornografia.”

E o segundo é ilustrado pela arqueóloga Caterina Serena Marcucci enquanto caminhamos pelos corredores do Gabinete Secreto de Nápoles, na Itália. Nessas salas do Museu Arqueológico (MANN) da cidade italiana, os reis da dinastia Bourbon coletaram os artefatos de tema erótico ou sexual que a partir de 1748 vieram à tona nas escavações de Pompeia e Herculano.

Nas paredes e prateleiras do que também foi chamado de “Gabinete de Objetos Obscenos”, destacam-se enormes falos de argila, jarras decoradas com cenas sexuais e murais nos quais homens, mulheres e animais mitológicos se contorcem, muitas vezes nus, em poses às vezes imaginativas, às vezes previsíveis.

Os monarcas concederam-lhes acesso apenas a “pessoas maduras de moralidade reconhecida”, ou seja, para homens ricos e poderosos. Eles salvaram os pobres, os jovens e especialmente as mulheres da perdição que tal visão traria. “Em todas as representações do acasalamento sexual, o protagonista é o homem. A mulher era apenas um objeto de prazer”, diz Marcucci. “O prazer feminino nunca foi contemplado.”

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“O homem sempre teve o direito de desfrutar da sua sexualidade”, diz Erika Lust quando nos encontramos no enorme terraço de uma enorme casa modernista no bairro Eixample de Barcelona. É aqui, no andar nobre de um edifício do século 19, para onde ela e o marido decidiram mudar os escritórios da ErikaLustFilms, sua produtora de filmes pornôs feministas, há um ano e meio.

“Mas nós (mulheres) temos nossos próprios impulsos sexuais, nossos desejos. Nossos corpos na sociedade são hipersexualizados, mas, ao mesmo tempo, nos disseram que deveríamos ter vergonha de ser abertamente sexuais e de ser donas de nossa sexualidade se ela não estiver próxima de um homem”, diz.

Sentada atrás de uma mesa de jardim, as mãos sacudindo no ar, o sotaque escandinavo de Erika golpeia as consoantes de seu excelente espanhol.

Ela me conta que, nos últimos 15 anos, o objetivo de seus filmes tem sido acabar com o estigma associado ao corpo feminino, que ela quer mostrar que o prazer feminino é importante, que “a única resposta ao pornô ruim é fazer pornô melhor”. Mas o que isso significa?

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PORNOGRAFIA PODE SER DIFERENTE

A primeira vez que viu um filme pornô, Erika Lust se chamava Erika Hallqvist, tinha a mesma idade de sua filha Lara –13 anos– e morava na mesma cidade onde nasceu, em 1977, Estocolmo. “Ugh! Que feio!” Com a memória dessa experiência, seu rosto se contorce como o de uma criança rejeitando algo. “Achei que o que estávamos vendo não era nada interessante. Que era até ridículo.”

Na segunda vez, tinha 19 anos. A experiência foi proposta pelo namorado da época e ela aceitou, intrigada. Dessa vez, não se sentiu enjoada, mas sentiu algo que ainda não conseguia descrever.

“Senti meu corpo reagir”, diz. “Obviamente, ver imagens sexuais poderosas deixa você excitada, e eu queria gostar disso. Mas também me lembro de que meu cérebro discordava. ‘Por que sinto que gosto de algo de que não gosto?’

“Vi claramente que meus amigos homens se sentiam confortáveis com a pornografia, que era algo que eles consumiam e que não lhes causava nenhum conflito, ao passo que para mim e muitas de minhas amigas, a sensação era oposta”, diz. “Queríamos entender e ver se poderíamos mudar um pouco.”

Mas a “revelação” –como ela chama– foi quando viu a obra de Candida Royalle, que Erika define em seu livro Pornô para mulheres como “a pioneira dos filmes eróticos dirigidos sob a ótica feminina”. “Até então, pornografia para mim era um gênero feito por homens para homens”, explica Erika. “Mas de repente entendi que não tem que ser necessariamente assim”.

Ela entendeu que as protagonistas não precisam necessariamente ser lolitas seduzidas por professores lascivos ou donas de casa que fazem sexo com o encanador, que não há necessidade de silicone, que as cenas não precisam terminar após a ejaculação masculina, que pode posteriormente haver beijos, carícias e até promessas de amor eterno.

Ela estava estudando Ciência Política na Universidade de Lund e sua leitura era focada em estudos de gênero, ou seja, nas relações de poder na sociedade entre homens e mulheres.

Mas Erika Hallqvist ainda era “a típica aluna um pouco nerd e muito tímida para pensar em fazer filmes pornôs” e não conseguia imaginar que o que ela acabara de descobrir se tornaria a base para os filmes da futura Erika Lust.

O que Erika Hallqvist ainda não tinha era uma consciência de qual poderia ser seu destino, um punhado de encontros decisivos e um lugar que se tornaria importante para o restante de sua vida.

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TRÊS DESCOBERTAS INESPERADAS

Além dos estudos de gênero, Erika Hallqvist era apaixonada pela cultura espanhola e se colocava à prova em situações inusitadas, como passar um verão inteiro a bordo de um navio da Marinha sueca. Finalmente, em 2000, decidiu morar em Barcelona, cidade que naqueles anos era o destino de uma geração de jovens europeus por sua atraente mescla de modernidade cultural e sua invejável qualidade de vida.

Lá, nas margens do Mediterrâneo catalão, três eventos decisivos mudariam para sempre a vida de Erika. O primeiro foi o que ela chama de “processo libertador”: a exploração de sua feminilidade. “A Suécia é uma sociedade com moral dupla”, explica. “Por um lado, a sexualidade e a nudez são amplamente aceitas, mas, por outro lado, a prostituição e a pornografia costumam ser muito malvistas.”

Nesse processo, conheceu Pablo Dobner, um argentino alguns anos mais velho do que ela e que se tornaria seu sócio, pai de suas duas filhas e atual CEO da empresa ErikaLustFilms. A segunda foi a descoberta um tanto acidental de um talento para a organização.

Barcelona era naqueles anos o cenário preferido de muitos diretores para fazer filmes e propagandas, e Erika começou a trabalhar como assistente em várias produtoras audiovisuais. Mas provavelmente o evento mais importante foi a produção de seu primeiro filme pornô.

A ideia surgiu na primavera de 2004, durante “uma noite de muito álcool” com um amigo que trabalhava para uma conhecida empresa na área de entretenimento adulto. Erika estava terminando um curso de fotografia e decidiu que seu trabalho final seria um curta-metragem com cenas de sexo explícito: The Good Girl.

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‘É AQUI QUE A MÁGICA ACONTECE’

Alex, uma mulher de negócios inteligente e bem-sucedida, retorna a seu apartamento após um dia intenso de trabalho. Ela tira os sapatos, se serve de uma taça de vinho e decide pedir uma pizza. Quando chega o entregador, um moreno atraente, o filme se concentra nas efusivas relações sexuais dos dois protagonistas.

Após a relação sexual, os dois, aninhados na cama, começam a brincar e rir. “E, além disso”, explica Erika, “ela paga a pizza”, dando uma longa gargalhada. É o enredo do The Good Girl, um curta-metragem que, por um lado, zomba de um dos maiores clichês do cinema pornô e, por outro, atende às expectativas do gênero.

Ela o rodou com suas economias –”Os atores me custaram muito!”– no loft que dividia com seu parceiro. “Foi tão ingênuo que usei uma música do U2 como trilha sonora e assinei com meu nome verdadeiro. Não tinha ideia de que poderia vendê-lo!”

Durante uma festa em casa, eles o exibiram para amigos, que a incentivaram a enviá-lo para festivais. No ano seguinte, o curta ganhou mil euros (cerca de R$ 6,4 mil, em valores atuais) do primeiro prêmio no Festival Internacional de Cinema Erótico de Barcelona. “Aí entendi que era esse o caminho.”

No entanto, quando Erika pediu a um produtor pornô que assumisse a distribuição, eles responderam que não havia mercado para esse tipo de produto. “Mulheres não pagam por pornografia”, disseram-lhe, “mulheres são pagas para fazê-la.”

Naquela época, início de 2005, as principais redes sociais eram os blogs e Erika tinha uma conta no Blogspot, uma das plataformas de blogs online mais populares. Ela então subiu o filme para a plataforma que, em poucos dias, foi baixado mais de 2 milhões de vezes. Foi assim que “a mágica” aconteceu, diz, referindo-se ao sucesso comercial do curta.

Logo depois, nasceu Erika Lust (Luxúria, em português), um sobrenome que definiria seu destino. Nos anos seguintes, Erika fundou, com seu sócio Pablo, sua própria produtora especializada em “pornografia feminista”, dirigiu outros filmes e os comercializou em DVD em lojas especializadas em entretenimento adulto na Europa e América do Norte.

Assim como aconteceu com a Netflix, com a disseminação da internet banda larga e a popularização dos dispositivos móveis, o modelo de negócios passou do DVD para o streaming online.

Atualmente, a empresa ErikaLustFilms conta com quatro plataformas –XConfessions, LustCinema, ElseCinema e The Store– e seus catálogos oferecem mais de uma centena de filmes. As três primeiras são acessíveis por meio de uma assinatura que custa entre US$ 70 e US$ 100 (R$ 360 e R$ 525) por ano. Na quarta, é possível pagar por cada filme individualmente.

Nos últimos 15 anos, a empresa vem crescendo paulatinamente e hoje conta com dezenas de milhares de usuários e assinantes, distribuídos principalmente entre Alemanha, Estados Unidos, França e Canadá, mas com presença significativa também no Brasil e na Argentina.

‘POR QUE ESCOLHI UMA CARREIRA NA PORNOGRAFIA’

Neste ano, a receita ficará em torno de US$ 7 milhões (R$ 37 milhões), mais do que nunca, diz Pablo Dobner, ao fato de muitas pessoas terem ficado mais tempo em casa por causa da pandemia de covid-19. “Minha mãe não conseguia entender como uma mulher com boas notas, ‘nerd’, determinada, pudesse querer se dedicar a isso”, desabafa Erika, com um misto de alegria e angústia. “E ela ainda não entendeu.”

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‘AS MULHERES QUEREM VER OUTRAS MULHERES SE DIVERTINDO’

Atrás da mesa na enorme casa modernista onde estamos, Erika defende sua visão. Ela faz isso com a mesma facilidade que mostra os livros que publicou, as dezenas de entrevistas que deu, os muitos programas de televisão dos quais participou, o capítulo de uma série de documentários da Netflix em que apareceu e até uma palestra Ted, que acumula 1 milhão de visualizações no YouTube.

Erika diz que foi seu parceiro que convenceu a ativista determinada, mas introvertida, de que ela deveria vestir a carapuça de Erika Lust e entrar no mundo da comunicação. Natascha Tucek, que a conheceu no início de 2000 e segue sendo uma de suas amigas mais próximas, também confirma esse embate entre a natureza introvertida e a faceta pública extrovertida de Erika.

“Ela sabia que se quisesse atingir seu objetivo, se quisesse mudar algo neste mundo, tinha que sair. Com o tempo, ela criou uma personalidade pública, como se fosse uma atriz”, diz Tucek, que também trabalha na produtora. “Ela veste a fantasia de Erika Lust e sobe ao palco.”

Com essa fantasia, Erika me explica que seus filmes são chamados de “pornografia” por mostrarem sexo explícito, mas ela imediatamente esclarece que a palavra é altamente estigmatizada e associada às cenas extremas e violentas que estão disponíveis em sites gratuitos.

É por isso que prefere falar do seu trabalho como “pornografia alternativa”, “cinema adulto independente” ou “cinema erótico”. “Porque meus filmes”, explica, “também lidam com a compreensão erótica, como as pessoas se conectam, de onde vem o desejo.”

A poucos metros de nós, pelas janelas por onde entra uma luz diáfana de outubro, estão alguns dos funcionários da sua produtora. Eles têm cerca de 30 anos e são quase todas mulheres, Erika me diz com orgulho.

“Não temos uma política de não contratar homens”, esclarece, “mas temos muito cuidado com quem entra na nossa organização. Fazemos questão de que entendam nossos valores”. “Meu principal objetivo”, diz ela, “é retratar mulheres que estão cientes de seu poder e de seus limites, que são inteligentes, que têm uma atitude positiva em relação ao sexo e que não têm vergonha de mostrar seu eu erótico.”

“E como você faz isso?”, questiono. “Estamos acostumados com filmes adultos feitos por homens, focados no prazer masculino e no atletismo sexual”, diz ela. “Mas quero retratar o sexo emocionante e realista com uma visão cinematográfica e capturar todos os sentimentos: a química entre os artistas, seus corpos se tocando e a evolução de suas sensações durante o sexo”, acrescenta.

É por isso que eu só faço o pornô que eu apreciaria como espectadora e com o qual prefiro que minhas filhas se envolvam.” Para conseguir isso, primeiro ela teve que “despornotisar” seus atores, pedindo-lhes que fizessem sexo “como fazem em sua vida normal”.

Além disso, assegura que haja mulheres atrás das câmeras, que tenham seu olhar e que decidam como o filme é produzido e apresentado. “Penso muito sobre de onde vem esse olhar para definir o que é erótico, o que é sexy, o que queremos ver.” “E o que as mulheres querem ver?”, pergunto.

“Elas querem ver mil coisas diferentes, assim como os homens. Somos muito diferentes entre nós, mas temos uma coisa em comum: gostamos de ver o prazer feminino. As mulheres querem ver outras mulheres desfrutando e vivendo livremente sua sexualidade!”

De repente, o tom de voz de Erika sobe, seu sotaque escandinavo fica mais pronunciado. “Estamos cansadas de ver todas aquelas situações falsas nas quais as mulheres estão tendo aqueles orgasmos irreais sem nem ser estimuladas!”.

O volume da sua voz aumenta ainda mais. “É por isso que insisto tanto no olhar. Como mulheres, como vemos o mundo? O que queremos? Como queremos? Tudo está dentro de nós e por isso é tão importante para mim ter tantas mulheres no meu time”.

“É por isso que seu pornô foi definido como feminista?”, pergunto. “Sempre disse que sou feminista e naturalmente meus valores estão injetados em tudo que faço”.

“Para mim, o feminismo está tentando lutar por uma verdadeira igualdade de gênero, a fim de ter mulheres com vozes relevantes nas decisões sociais e políticas, além de protagonismo nas relações e no sexo”. “Não é disso que trata o feminismo? Se não, bem… Isso significa que eu sou uma feminista indecente!”, finaliza.

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ESTRATÉGIA DE MARKETING?

“É puro absurdo. Erika Lust diz que está capacitando mulheres ao redor do mundo para desfrutar do sexo, quando o que ela está fazendo é explorá-las.” Gail Dines, professora emérita de sociologia e estudos femininos no Wheelock College em Boston, no Estado americano de Massachusetts, esbraveja comigo.

A reação de Dines foi a uma pergunta que lhe fiz. “O que você pensa sobre a pornografia feminista de Lust? Você realmente acha que se trata de um instrumento de empoderamento das mulheres?”. Dines não mede palavras: “O que conta é marketing puro. Não compre dele. Não compre”.

O jornal britânico The Guardian a definiu há alguns anos como “a principal acadêmica e ativista antipornografia do mundo” e ela orgulhosamente usa a descrição em seu site. A pornografia é, de acordo com Dines, “a crise de saúde pública da era digital” com duas consequências “terríveis”.

Uma é a “degradação e humilhação” das mulheres, que são “reduzidas a objetos descartáveis”. Isso e a linguagem usada –chamá-las de “prostitutas” ou “vadias”– reforçam estereótipos sexistas de dominação de gênero e legitimam a violência contra elas, diz a especialista.

A outra é que a pornografia se tornou a “principal forma de educação sexual” para milhões de menores de idade. “As crianças estão aprendendo que a violência, a degradação e a humilhação são fundamentais para o sexo. E tudo isso em uma sociedade patriarcal em que a violência contra a mulher está totalmente fora de controle, seja por estupro, incesto ou agressão. “

Aos que a acusam de ser contra o sexo, Dines responde que não, pelo contrário, que as mulheres merecem absolutamente o seu prazer sexual. Segundo ela, o papel do feminismo é dar às mulheres o direito de encararem o sexo da forma como quiserem, sem tabus.

Mas isso é muito diferente de transformá-lo em um produto industrial, ressalva, e para explicar por que, ela faz um paralelo com o McDonald’s.

“Não há nada de errado em fazer seus próprios hambúrgueres e desfrutar deles, mas você compra os produtos de uma indústria que está destruindo o meio ambiente, causando obesidade”, diz. “Ninguém está dizendo que quem se opõe ao McDonald’s é contra comer, você só é contra essa corporação”, continua.

Da mesma forma, “não somos contra o sexo. Na verdade, eu diria que, se você é a favor da sexualidade feminina, precisa ser antipornografia”.

Dines diz que comprou assinatura de uma das plataformas da Erika Lust, mas a única coisa que se destaca positivamente é que mais beijos são vistos em seus filmes. “Mas isso não muda o fato de que o que ela faz é monetizar os corpos das mulheres para que possa ter seus lucros”, diz.

Na opinião de Dines, Erika planejou “uma estratégia de relações públicas muito inteligente” para se destacar em um mercado saturado. “Consiste em se envolver em uma bandeira feminista e dizer que o que você faz é ético, para que as pessoas que compram seus produtos se sintam melhor. Mas é como dizer que você está comendo um McDonald’s ético, e isso não é possível.”

O PORNÔ DE QUE AS MULHERES GOSTAM

Rosa Cobo, diretora do Centro de Estudos Feministas e de Gênero da Universidade de La Coruña, na Espanha, também diz acreditar que a pornografia, seja de que tipo for, nada mais é do que “erotização da violência contra a mulher” .

A autora de Pornografía. El placer del poder (Pornografia. O prazer do poder, em tradução livre para o português)”, livro que acaba de publicar, afirma que o gênero “está fortalecendo a cultura do estupro” e também “leva à prostituição, ao alimentá-la, nutri-la e legitimá-la” . “A pornografia é uma parte fundamental da indústria da exploração sexual”, completa.

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Calcular o valor de mercado da indústria pornográfica online não é fácil. Primeiro, por causa de um problema de definição. Onde estão os limites do que é considerado “conteúdo adulto”? A segunda razão é que as empresas privadas que atuam neste setor tendem a ser nebulosas, tanto no que diz respeito a seus proprietários como a seus dados de faturamento.

No entanto, de acordo com estimativas de 2018 da revista econômica Quartz sobre o mercado de entretenimento dos Estados Unidos, a indústria pornográfica americana teria faturado entre US$ 6 bilhões e US$ 15 bilhões naquele ano.

Para efeitos de comparação, a Netflix registrou no mesmo ano receita de US$ 11,7 bilhões, enquanto a indústria cinematográfica de Hollywood como um todo gerou US$ 11,1 bilhões. Em outras palavras, o negócio da pornografia online é enorme.

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‘NOSSO PORNÔ É COMO UMA COZINHA DE AUTOR’

“Não jantamos, então temos que comer bem”, diz Pablo Dobner diante de uma mesa repleta de pratos de sushi em um restaurante japonês localizado próximo à sede da produtora. “A pornografia é realmente como comida”, acrescenta Erika. “Mas nem tudo é igual. O que fazemos você não pode engolir como um saco de batatas.”

“É mais como uma cozinha de autor”, destaca Pablo. “Na nossa, cada detalhe é visto, os sabores são provados”, interrompe Erika. E “estamos focados em um consumo mais responsável, algo que acontece cada vez mais no pornô”, completa. “As pessoas se perguntam: ‘O que estou vendo corresponde aos meus valores? É bom ou ruim para mim?'”

Quando pergunto se ela conhece Gail Dines, Erika me olha com um sorriso irônico. Claro que a conhece. No entanto, Erika and Dines concordam em uma coisa: que há um problema com a disseminação da pornografia online entre os adolescentes.

De acordo com relatório da ONG Save The Children de junho deste ano, com a disseminação dos smartphones e das redes sociais, a idade em que os adolescentes acessam a pornografia é cada vez menor, em torno dos 12 anos, e quase uma em cada 10 crianças faz isso antes dos 10 anos.

O estudo revela que, em muitos casos, o primeiro contato com conteúdo pornográfico é acidental. “Não se busca pornografia, se encontra pornografia”, afirma um menino entrevistado. E o fato de ser tão facilmente acessível em plataformas gratuitas cria o risco de que meninos e meninas moldem seus desejos com base no que veem neles.

Neste sentido, torna-se “um terreno fértil para o surgimento de várias formas de violência –gênero, cyberbullying, discriminação, bem como relações baseadas na violência, na desigualdade e na homofobia”, conclui o estudo.

“É assim”, confirma Erika, preocupada, ao me contar sobre o dia em que sua filha e suas amigas encontraram um homem se masturbando enquanto navegavam em um chat online sem necessidade de registro.

“Ela reagiu na hora e fecharam. O que acontece é que, como ela é minha filha, ela sabe muito sobre isso.” “Você lhe explicou o que você faz?”, pergunto. “Sim, claro”, responde Erika. “E como você fez isso?”, prossigo.

“Ela sabe disso desde a infância, como algo natural. Houve uma conversa em que me sentei com ela e lhe expliquei. ‘Sabe o que a sua mãe faz?’ O que fazemos faz parte de quem somos e eu faço o que faço sem nenhuma vergonha, sem nenhum medo. E procuro comunicar isso às minhas filhas”, explica Erika.

“E como você acha que ela vai reagir quando se deparar com algumas imagens pornográficas convencionais?”, pergunto. “É preciso ajudar as crianças, dando-lhes ferramentas para serem capazes de pensar criticamente, saber distinguir entre o que é correto e o que não é”, diz.

“Mas você não deve insultar a inteligência delas, você não pode tratá-las como se elas não pudessem controlar suas emoções. Você não pode lhes dizer que a pornografia online irá pervertê-las e que elas não serão capazes de desenvolver uma vida sexual normal”, acrescenta.

Para Erika, ao contrário de Dines e várias outras ativistas, o remédio para o problema da facilidade de acesso à pornografia não está em estabelecer uma regulamentação mais rígida, muito menos em bani-la. “O desejo de ver gente fazendo sexo é muito forte nos humanos, então o problema se tornaria ainda mais sério, pois ficaria confinado à dark web, na qual os controles são muito mais difíceis”, explica.

Uma medida para consertar isso, diz Erika, é fazer com que todo o conteúdo pornográfico seja pago, como é o seu. E a outra já é uma de suas frases mais emblemáticas e repetidas: a única resposta para “o pornô ruim é fazer pornô melhor”, tanto para o consumidor quanto para quem trabalha nessa área.

“A realidade das pessoas que se dedicam ao trabalho sexual é muito diferente das teorias daqueles que têm visões utópicas do mundo”, diz. “Conheço pessoalmente muitas profissionais do sexo e a grande maioria tem uma preocupação acima de tudo: que seus direitos sejam garantidos para que não temam os clientes, a polícia ou o estigma dessa profissão”, acrescenta.

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RELAÇÃO COM OS ATORES

“E aqui está um trio e uma cena com Sylvan.” Sentada atrás de sua enorme mesa, Erika ouve atentamente sua funcionária. Entre pilhas de papéis e vários envelopes de cartas manuscritas, bem ao lado de uma bolsa de maquiagem, uma placa vermelha lembra quem toma a decisão final neste escritório. “Girl Boss”, diz a placa.

A funcionária apresenta o resultado do casting (formação de elenco) do filme que vão rodar daqui a algumas semanas. Mas algo preocupa Erika.

O filme conta a história de amor e sexo entre uma jornalista, um professor de história e uma coreógrafa — “um trio poliamoroso”, esclarece, erguendo os olhos atrás da tela do computador — e uma das atrizes é lésbica.

“Quero ter certeza de que ela quer fazer esse filme”, reforça Erika a sua colaboradora. “Não quero começar a filmar e ter momentos estranhos.” “Ela disse que sim”, responde a funcionária. “Não quero ser chata, mas quero ter certeza”, insiste Erika. “Não se preocupe. Vamos perguntar a ela de novo”, diz a funcionária.

As dezenas de atrizes, atores e diretores que trabalharam com Erika Lust e com quem falei para esta reportagem destacam sua coragem como pioneira de um novo gênero, seu profissionalismo e empatia no set de filmagens, e o respeito pelas condições de trabalho e financeiras que muitos definem como satisfatórias.

Mas apesar dos muitos elogios, há críticas –de fato, em menor número. Mas os críticos só concordam em compartilhá-las comigo sob condição de anonimato. Uma atriz que trabalhou por muitos anos na indústria pornográfica e que decidiu parar há um tempo, acredita que “Erika e seu produtor estão aproveitando o rótulo feminista para faturar”.

Essa atriz rodou vários filmes dirigidos por Erika Lust e considera que, se realmente respeitam os princípios éticos de que falam, deviam pagar aos atores royalties sobre venda dos seus filmes e das suas fotos.

“Há muitas empresas que estão produzindo muito e não recebem a metade da atenção porque não são um império”, escreve-me mensagem.

Outros lamentam que não haja maior variedade em termos de representação racial e orientação sexual. Em 2018, Erika Lust estava envolvida em um caso polêmico devido a supostos ataques de uma diretora de sua produtora.

Enquanto Erika está ocupada em uma sessão de fotos no escritório, pergunto a Pablo Dobner, seu sócio e CEO da empresa, os motivos dessas acusações.

“Algumas pessoas querem obrigar Erika Lust a fazer coisas que nunca pediram a outras empresas com as quais trabalharam”, protesta Pablo. “Existem muitos ativistas no mundo das profissionais do sexo que são contra Erika Lust porque se trata de uma empresa capitalista.”

Após o caso de 2018, a ErikaLustFilms publicou uma “Declaração de Direitos do Artista” e “Diretrizes para Diretores Convidados” que seus colaboradores devem seguir.

Esses documentos estabelecem as diretrizes a serem respeitadas antes, durante e após as filmagens, desde a alimentação no set de filmagem até o consentimento explícito para a realização de determinadas práticas sexuais e o direito de recusa em praticá-las.

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BARBIES E PÔNEIS

Erika está prestes a terminar uma sessão de fotos promocional em seu escritório. Ele usa jeans e uma camiseta branca, e um brinco em forma de E brilha em suas orelhas. “Quando sua mãe a viu hoje de manhã, ela perguntou: ‘Você vai vestida assim?'”, Pablo diz, enquanto Erika posa deitada na cama.

“Quando a BBC a escolheu como uma das 100 mulheres mais relevantes de 2019, sua mãe não entendeu por que ela estava na lista”, lamenta o marido. A sessão de fotos acabou e Erika se senta para descansar.

Pergunto se Erika já considerou atuar em um de seus filmes. Ela rapidamente responde que não, que não combina com sua personalidade. “Sou muito mais voyeur do que exibicionista”, diz com um sorriso que revela alguma modéstia. “O que gosto é de estar atrás das câmeras, criando as imagens que vejo e imagino.”

“Quando era criança, minha irmã e eu brincávamos com muitas Barbies. Aprendi a criar narrativas e dirigir personagens em cena. Também andava a cavalo e escrevia artigos para uma revista de equitação”, lembra. “Sabe?”, acrescenta ela, “Acho que no fundo nunca parei de brincar de Barbies e pôneis”, e dá uma gargalhada.

Pergunto se há limites que impôs em seus filmes. De repente, Erika fica séria. Diz ser muito clara sobre eles: nunca faria uma cena de violência contra uma mulher ou ousaria representar uma cena de discriminação racial.

“Tento incorporar meu ativismo à minha vida”, assinala. “Se vejo algo de que não gosto, paro e protesto”, mesmo que isso tenha consequências para ela. “Você tem que nadar mais forte quando vai contra a corrente”, diz ela, fixando o olhar em mim. “Mas acho que todos nós que vamos contra a corrente estamos fazendo uma revolução.”BBC NEWS BRASIL

Edição: Leire Ventas

Chemist Creations X Zippo

Com a convicção de oferecer um estilo de vida melhor ao público, a Chemist Creations está sempre a caminho de abordar categorias de estilo de vida mais diversas, injetando sua estética minimalista.

Com isso em mente, acabam de lançar um isqueiro de edição limitada em colaboração com a Zippo. A base do isqueiro é revestida com tinta de borracha bege exclusiva da Chemist Creations e o logotipo clássico é impresso na frente e nas costas do corpo utilizando a técnica de serigrafia. Mesclando o minimalismo da Chemist Creations com a sofisticada tecnologia da Zippo em direção ao isqueiro, o isqueiro colaborado apresenta a base do clássico isqueiro Zippo à prova de vento, apresentando uma aparência mais criativa e delicada.

Para celebrar a colaboração, a Chemist TV lançou o short film “The War of Starving”, directed by Chen Yixi and performed by the Chemist Creations team.

Take a look below:

Cerâmicas e louças com frases de afeto e otimismo emprestam charme extra neste fim de ano

Palavras como sorte, fé, amor e saúde estampam pratos, copos, talheres e jarras cheias de graça
Isabela Caban

Cerâmicas e louças com frases de afeto e otimismo emprestam charme extra neste fim de ano Foto: Reprodução

Palavras como sorte, fé, amor e saúde sempre fizeram parte do repertório de fim de ano, é verdade, mas em 2020 ganharam um sentido ainda maior. E andam estampando pratos, copos, talheres e jarras cheias de graça, junto com frases inspiradoras. A ceramista Rosana Bazzo, da marca Olaria Carioca, está desde o meio da pandemia bolando coleções que possam transmitir um pouco de otimismo. Uma delas, batizada “Palavras que cantam”, vem com trechos de músicas famosas, em composições de diferentes pratos. “Essa coleção acabou virando uma campanha solidária. Arrecadei mais de 110 cestas básicas para Rocinha com esse aparelho de jantar”, conta Rosana, orgulhosa.

Jogo de pratos com palavras bonitas Foto: Reprodução

A ceramista Denise Stewart revisitou uma parceria com a estilista Isabela Capeto, cerca de seis anos atrás. Agora, desenvolveu o conjunto exibindo a função da peça (as jarras “Suco” e “Água”) acompanhada de afeto (os pratinhos “Amo” e “Adoro”). As peças estão em exibição na loja Lá em Casa, no Jardim Botânico, que tem ainda copinhos de cerâmica com recados em inglês, assinados por Renata Curado, para a hora do chá e do cafezinho.

As peças da ceramista Denise Stewart Foto: Reprodução

Escrever em cerâmicas, talheres e até em pratos de papel é a base do negócio da mineira Amanda Monteiro, dona da Contém Bolo. A marca é pura poesia, unindo flores, palavras, frases e, para quem quiser ainda, claro, um bolo. Tudo começou em 2016, quando ela foi chamada pra fazer o coffee break de um worskshop sobre arranjos florais. A moça caprichou e estampou uma poesia do persa Rumi: “O amor é um jardim”. Todos caíram de amor. Hoje, sua linha conta com palavras que brincam com o utensílio (na faca para pastinha tem “vai passar”; na travessa, “travessia”; na colher, “acolher”). “É uma característica do Manoel de Barros, por quem eu sou muito apaixonada, essa brincadeira de descobrir e inventar novos significados para as palavras”, declara Amanda. “Um exercício constante de criatividade.”

Spider-Man Miles Morales: jogo da Marvel tem vendas abaixo do esperado

Novo game do Homem-Aranha teve queda de 70% nas vendas em relação ao jogo anterior
Por Rafael Monteiro – TechTudo

Spider-Man: Miles Morales tem grande queda nas vendas em relação ao game anterior — Foto: Reprodução/PlayStation

Spider-Man: Miles Morales registrou vendas digitais abaixo do esperado, com uma queda de 70% em relação ao jogo original. Os dados são do site SuperData, da Nielsen Company, que é especializado no comércio de games. Enquanto Marvel’s Spider-Man (2018), primeiro game da série e exclusivo do PlayStation 4 (PS4), vendeu por volta de 2,2 milhões de cópias, a aventura de Miles comercializou apenas 663 mil unidades digitais. O título, que foi o principal de estreia do PlayStation 5 (PS5), teve seu lançamento em 12 de novembro, junto com o novo console da Sony e ganhou, também, versão para PS4.

Uma questão digna de destaque é que o segundo jogo do Homem-Aranha não funciona realmente como uma sequência completa, mas sim como algo próximo a uma expansão independente. O game apresenta a mesma jogabilidade do título original, com a adição dos novos poderes exclusivos de Miles e um enredo muito mais curto. Em comparação, a escala do projeto seria algo semelhante a Uncharted: The Lost Legacy, um jogo paralelo da franquia Uncharted em que o jogador não controlava o tradicional protagonista da série, Nathan Drake. As vendas Spider-Man: Miles Morales, no entanto, pelo menos superaram as de The Lost Legacy.

Uma das possibilidades levantadas pelo site SuperData é que as vendas possam ter sido prejudicadas pela falta de estoque do PlayStation 5, principal plataforma do game. Conforme a teoria, jogadores que não conseguiram comprar o novo console teriam adiado a compra de alguns jogos. Vale dizer, inclusive, que as vendas de Spider-Man:Miles Morales foram tão baixas que o título não entrou nem mesmo nos mais vendidos de novembro, período em que foi lançado, ficando abaixo de Marvel’s Avengers, game que teve problemas com falta de conteúdo e polêmicas em sua estreia.

Via Cosmic Book NewsSuperData

9 resoluções de beleza e bem-estar para 2021

É hora de cuidar de você e do planeta. Desde apoiar empresas de beleza de empreendedores negros até investir em batons recarregáveis
TISH WEINSTOCK

(Foto: Jamie Spence (Condé Nast))

Este ano está finalmente chegando ao fim, o que significa que é hora de ‘Marie Kondo’ qualquer coisa que não ‘desperte alegria’ e abrir caminho para você se tornar uma pessoa melhor. Globalmente, estamos exaustos: trabalhar em casa embaralhou os limites da nossa vida profissional e pessoal; a segurança financeira foi colocada em xeque; ansiedades sobre a saúde física e mental de entes queridos e temores gerais em relação ao futuro nunca foram tão comuns.

Claro, os eventos mundiais estão fora das nossas mãos, mas existem algumas coisas que conseguimos controlar. Em 2021, é hora de cuidar de si mesmo, cuidar uns dos outros e ajudar a cuidar do nosso amado planeta.

Você pode realizar tudo isso fazendo algumas simples mudanças em sua rotina de beleza e bem-estar. Aqui estão suas nove resoluções de beleza para 2021.

1. Apoie empresas de beleza de emprendedores negros

Do coronavírus afetando os negros em uma taxa desproporcionalmente alta às mortes sem sentido de George Floyd, Breonna Taylor e muitos brasileiros inocentes, tem sido um ano angustiante (ainda mais) para os negros – e é por isso que agora, mais do que nunca, é crucial apoiar a comunidade negra. Uma maneira de fazer isso é comprando produtos de marcas de beleza de emprendedores negros. Para maquiagem, há Negra Rosa, Divas Bllack, Makeda Cosméticos e Mayore Beauty. Para cabelo, veja Makeda Cosméticos e SoulBrio Cosméticos. Para bem-estar, conheça a Lunna Care.https://4e29253aed64a4bfa46aaea8c2e185a7.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

2. Opte por marcas com embalagens ecológicas

Todos os anos, a indústria de beleza produz mais de 120 bilhões de unidades de embalagens, enquanto anualmente 8 milhões de toneladas métricas de plástico entram em nossos oceanos com consequências devastadoras para os ambientes marinhos. Ajude a fazer a diferença escolhendo marcas que usam embalagens ecologicamente corretas, sejam garrafas de vidro ou de plástico reciclado, incluindo Care Natural Beauty, Aveda, Biossance, Weleda, Baims Natural Makeup, Laces, Be Plus Natural Care, Simple Organic e Almanati.

3. Invista em um batom recarregável

Finalmente: uma alternativa ao plástico descartável que não custa um absurdo – o tubo de batom recarregável. Em vez de mandar suas embalagens de batons vazias para aterros sanitários em 2021 e contribuir lentamente para a destruição do planeta e de seus habitantes, por que não investir em um batom recarregável? Marcas que oferecem esse tipo de item, assim como outros cosméticos, são Charlotte Tilbury, Lush, Guerlain, Hourglass e La Bouche Rouge.

4. Aposte no cruelty-free

Desfrute da beleza sem prejudicar os animais no processo. Em 2013, os testes de cosméticos em animais foram proibidos na União Européia, mas pesquisas mostram que pelo menos 115 milhões de animais ainda são usados para testes em todo o mundo todos os anos. Em 2021, é hora de fazer compras com responsabilidade e pensar nos animais. Essas marcas estão entre as que fazem exatamente isso: Drunk Elephant, Glossier, Bare Minerals, CoverGirl, Illamasqua e NYX Cosmetics.

5. Mude para o shampoo sólido

Desde as garrafas plásticas que os comportam até sua alta pegada de carbono, os shampoos líquidos podem causar muitos danos. No próximo ano, por que não experimentar um shampoo em barra? Incrivelmente ecologicamente corretas, as barras de shampoo são geralmente veganas, livres de crueldade e de produtos químicos prejudiciais. Elas também são leves por natureza, o que significa uma baixa pegada de carbono, sem embalagem de plástico, além de serem concentradas para durar mais. Experimente B.O.B, KOHA Beauty and Lush.

6. Suporte marcas que apoiam a comunidade LGBTQ+

As conversas sobre inclusão nunca foram tão comuns e a representação das comunidades LGBTQ+ está em alta como nunca esteve antes. Agora é hora de colocar seu dinheiro onde sua boca está. Não compre apenas de marcas que vendem um item com a cor do arco-íris em cada Mês do Orgulho LGBTQIA+. Em vez disso, apoie marcas que são autenticamente inclusivas durante o ano todo e que retribuem às comunidades necessitadas, como Sallve, KimChi Chic Beauty, NOTO Botanics and Fluide.

7. Faça um upgrade no seu autocuidado

Foi um ano traumático para muitos. Estamos preocupados com empregos, finanças, saúde, saúde mental, amigos, família e, claro, o planeta – tudo isso tem um preço. É hora de dar um passo atrás e cuidar de nós mesmos, tanto mental quanto fisicamente.

Além de acender um incenso e carregar alguns cristais, o ato de autocuidado requer que você se nutra verdadeiramente e esteja totalmente presente. Desde a meditação e a respiração, que estimulam uma sensação de calma mental, até a atividade física, que faz com que o corpo libere o estresse e a tensão, existem inúmeras maneiras de recarregar e reiniciar o corpo e a mente. Para obter mais informações sobre bem-estar e autocuidado, siga estas contas: @Indira, @LizzoBeeating, @pslovejoli e @ryan.heffington.

8. Desintoxicação digital

Se você assistiu o documentário The Social Dilemma, saberá que a mídia social é inequivocamente ruim para sua saúde mental. Se você ainda não viu, faça. Se você quiser se comprometer com a proteção do seu bem-estar mental, desligue todas as notificações do seu telefone, corte as redes sociais antes de ir para a cama e introduza desintoxicações digitais esporádicas.

9. Coma bem

De acordo com estudos de psiquiatria nutricional, existe uma ligação direta entre os alimentos que você ingere e seu bem-estar mental. Os especialistas aconselham uma dieta variada, incluindo peixes que são ricos em ômega-3 e supostamente ajudam a reduzir a sensação de ansiedade; grãos inteiros, que são ricos em triptofano – um aminoácido que ajuda a produzir serotonina; iogurte, que contém probióticos que podem reduzir os níveis de estresse, e frutas vermelhas, que são ricas em antioxidantes e podem ajudar a melhorar os sintomas associados à depressão. Experimente comer ingredientes sazonais – não só é melhor para você, mas também para o planeta, pois sua comida viaja distâncias menores, reduzindo assim sua pegada de carbono.