Sucesso de ‘Bridgerton’ alavanca trilha sonora da série no Spotify

Regé-Jean Page e Phoebe Dynevor como Simon e Daphne, protagonistas de ‘Bridgerton’
Imagem: LIAM DANIEL/NETFLIX

O sucesso de “Bridgerton” — nova série da Netflix que já é a 4ª maior da plataforma — já chegou nas plataformas de streaming. Os fãs gostaram tanto da produção que correram atrás de saber quem teria feito as versões instrumentais de sucessos do pop que embalam a série e chegaram no Vitamin String Quartet.

De acordo com o Spotify, os números do grupo tiveram um salto de 170% globalmente do lançamento de “Bidgerton”, em 25 de dezembro, até o dia 4 de janeiro. Nos Estados Unidos, os streams cresceram 110%.

É o Vitamin String Quartet que está por trás das versões de “thank u, next”, da Ariana Grande, e “Girls Like You”, do Maroon 5 — pontos altos da trilha sonora da série. [Splash]


O Spotify ainda informou que foram criadas mais de 5,8 mil playlists com “Bridgerton” no título por usuários da plataforma de todo o mundo. Versões de “In My Blood”, “bad guy” e “Blinding Lights” — além das originais “Simon and Ladu Danbury” e “The Latest Whistledown” — também compõem a lista de músicas mais incluídas nas playlists dos fãs da série.

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Yerse | Spring Summer 2021 | Full Show

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Jonathan Lloyd – Side Of The Tracks/Big Blue/Another Day On Earth

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We hit the start button on 2021 with Honey Dijon live from Berlin, Germany to #DanceAway2020!

Sou 1º negro na lista de uma startup unicórnio, mas não serei o único, diz cofundador Robson Privado do MadeiraMadeira

Os fundadores da MadeiraMadeira Marcelo Scandian, Daniel Scandian e Robson Privado
Os fundadores da MadeiraMadeira Marcelo Scandian, Daniel Scandian e Robson Privado – Divulgação

pandemia da Covid-19 acelerou o avanço do site de artigos para o lar MadeiraMadeira: durante 2020, as vendas da empresa cresceram mais de 100%, depois de fechar com alta de 80% no ano anterior. Esses resultados positivos foram cruciais na hora de o comando da empresa decidir entrar em uma rodada de investimentos logo no início de 2021, em vez de 2022, como estava na programação inicial. E deu certo.

Nesta quinta-feira (7), a empresa anunciou que recebeu um aporte de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) e se tornou um unicórnio, jargão do setor para startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais.

“É um momento da história para a companhia. A gente brincava lá atrás, acreditava que podia chegar a este momento e, ao longo dos anos, a diferença foi diminuindo. Quem acompanha nossa história sabe que não foi por acaso”, diz Robson Privado, cofundador da MadeiraMadeira.

Privado, que atualmente ocupa o cargo de diretor-executivo de operações, tornou-se o primeiro negro brasileiro a ser cofundador de um unicórnio. Ele entrou na companhia em 2012, momento em que o negócio passou por uma redefinição de rumos, depois de três anos de operação. Ele figura como sócio e cofundador desde então.

Como foi receber a notícia de que a MadeiraMadeira tinha se tornado um unicórnio?
Hoje foi um dia super importante. A gente sempre compartilha tudo com nosso time de 1.400 colaboradores. E resolvemos fazer o anúncio para todos ao mesmo tempo. Também vamos fazer uma festa virtual hoje a noite. É um dia especial.

A valorização tem a ver com o desempenho da empresa no último ano de pandemia?
Ajudou, com certeza. É uma construção. A gente tinha captado uma rodada em outubro de 2019. O momento contribuiu para antecipar a rodada. Foi uma oportunidade que a gente viu. Nossas principais iniciativas começaram há dois anos, como a expansão das lojas físicas e a linha de produtos próprios. Agora, pretendemos acelerar isso em 2021 e surgiu a necessidade de capital.

2020 foi um ano marcado por novos projetos. Abrimos um centro de distribuição em Jundiaí, no interior de São Paulo, e vamos reduzir o prazo de entrega. A partir do final de fevereiro, clientes de São Paulo vão receber no dia seguinte. Também abrimos sete das nossas nove lojas entre novembro e dezembro de 2020.

Prevêem abrir o capital da empresa?
Fazer o IPO [oferta pública inicial de ações] é provavelmente um dos próximos passos, mas ainda não temos previsão. Os investidores dessa rodada [co-liderada pelo SoftBank Latin America Fund e Dynamo] vão ajudar a gente a implementar os atributos necessários, como práticas de governança. E nós vamos nos preparar para esperar o melhor momento.

O empreendedorismo negro é, geralmente, marcado pelo pioneirismo e a solidão. É o seu caso?
Sempre tive um grande exemplo dentro de casa. A minha mãe é branca e meu pai é negro. Então, tive o exemplo de um homem negro de sucesso em Curitiba, que é uma cidade predominantemente branca. Mas sempre fui um dos únicos negros no colégio, no clube, no intercâmbio. Tive uma oportunidade muito boa de ter um exemplo dentro de casa e de ter uma boa educação. Depois, foi um pouco do que acontece com todo empreendedor. Eu nunca tive o estigma ‘sou negro, não consigo chegar’. Meus pais trabalharam isso em mim.

Infelizmente, vivenciei vários preconceitos, mas nunca deixei que isso influenciasse os meus sonhos. O sucesso profissional ainda é muito solitário para os negros e agora estou me envolvendo com iniciativas para melhorar mais o ambiente, deixar ainda mais diverso. Não só na questão racial, mas de gênero e orientação sexual.

Que tipo de iniciativas?
Ainda não posso contar. Mas estamos desenvolvendo na empresa alguns programas, fazendo estudos para colocar o que a gente acredita. E como vamos colocar a diversidade. Não queremos criar a vitimização. Eu acredito que um ambiente de diversidade de opiniões é o melhor ambiente de negócios.

Como a MadeiraMadeira lida com a diversidade em seu quadro de funcionários?
Estamos fazendo um censo. Já temos alguns números e criamos um comitê de diversidade.

Acredita que vivemos tempos de mudança nessas questões?
A sociedade como um todo está mais aberta. Para o meu pai, na década de 1980, foi mais difícil do que foi para mim. Isso está claro. O jeito de construir isso é com empatia. Quanto mais a gente falar sobre o tema, isso ajuda as pessoas a gerar mais empatia e a entender que é todo mundo igual. Ainda falta para negros e mulheres a questão das oportunidades, mas daqui 20 anos, quando meu filhos estiverem empreendendo, vai ser um ambiente totalmente diferente.

O senhor disse que já vivenciou situações de preconceito. Alguma marcou?
Nenhuma. Não gosto de ficar me vitimizando. Entendo que pessoas têm preconceito porque nunca tiveram oportunidade de conversar com um negro. Quando passo por alguma situação de preconceito tento ser mais empático para entender e tentar reverter as pessoas. É menos uma questão de ser vítima e mais de ser um ator para mostrar que é uma pessoa como qualquer outra. Sou o primeiro negro nessa lista de unicórnios. Encaro com normalidade. Sou o primeiro, mas tenho certeza que não vou ser o único. Meu papel é mostrar que é possível chegar. Não é a cor da pele que faz diferença.

Scorpion | Spring Summer 2021 | Full Show

Scorpion | Spring Summer 2021 | Digital (Widescreen – Exclusive Video/1080p – 080 Barcelona Digital Fashion Edition)

Mathieu Rosenzweig – No Doubt Babe/Massive Alright/I Want You Back/Bay Laurel

Viktor & Rolf | Haute Couture Fall Winter 2020/2021 | Digital

Viktor & Rolf | Haute Couture Fall Winter 2020/2021 by Viktor Horsting and Rolf Snoeren | Digital in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video – Haute Couture Fashion Week – Paris/FR)

‘A desordem que ficou’: série bobinha, mas que distrai

Série da Netflix ‘A desordem que ficou’ (Foto: Divulgação)

Quem está procurando uma trama inofensiva e bem realizada para maratonar pode tentar “A desordem que ficou”. Mas aqueles que fogem das histórias de mistério cheias de truques devem evitar a série espanhola (Netflix). É que basta assistir ao primeiro capítulo para ficar capturado. Mesmo com inúmeras falhas, ela é irresistível, tanto que já figurou entre as dez mais populares da plataforma.

São oito episódios. Acompanhamos duas cronologias num mesmo cenário, uma escola numa cidade pequena. A protagonista do passado é Viruca (Bárbara Lennie), uma professora de literatura do ensino médio. Linda e dona de um ar triste e misterioso, ela tem uma atração por temas pesados. Em sala de aula, gosta de ouvir seus alunos lendo em voz alta poemas de Sylvia Plath, a escritora que ficou famosa depois de se suicidar em 1963. Muitos adolescentes nutrem por ela uma verdadeira adoração. Com outros, ela mantém uma relação complicada. Um dia, aparece morta. Há uma suspeita não confirmada de assassinato. Alguns meses mais tarde, Raquel (Inma Cuesta) chega à cidade para substituir Viruca, sem saber da tragédia envolvendo a antecessora. Seu desafio é imenso, já que os alunos, traumatizados, reagem mal a ela. As duas narrativas se intercalam até que o mistério sobre o crime seja solucionado. O roteiro tem manobras manjadas. Além disso, a lista de obras literárias citadas o tempo todo é de almanaque, cheia de obviedades. Mas “A desordem que ficou” merece ser vista sem preconceitos. E deve ser encarada como um drama adolescente que não tira pedaço de quem quer apenas entretenimento. [PATRÍCIA KOGUT]