Governo alemão obriga grandes empresas a terem mulheres nos conselhos de administração

A chanceler Angela Merkel manifestou frustração com o ritmo lento das empresas em nomear mulheres em postos de liderança
Thomson Reuters Foundation

Nova lei vai obrigar grandes empresas alemãs a ter mulheres em seus conselhos de administração. A chanceler Angela Merkel manifestou frustração com o ritmo lento das empresas em nomear mulheres em postos de liderança

BERLIM. O governo da Alemanha aprovou na quarta-feira (6) uma legislação que força grandes empresas a ter ao menos uma mulher em seus conselhos de administração, uma decisão que chega depois de anos de debates sobre o tema.

“Esta lei é um marco para mais mulheres chegarem a posições de liderança”, afirmou Franziska Giffey, ministra da Família do SPD, em comunicado.

A lei, que vale para empresas com mais de três pessoas no conselho de administração, é umademanda do Partido Social Democrata (SPD, na sigla alemã), mas os democratas cristãos de Angela Merkel se opunham à medida. A chanceler, no entanto, manifestou sua frustração com a lentidão das empresas em nomear mulheres em postos de liderança.

“Há anos que observamos que poucas mudanças são feitas voluntariamente e o progresso é muito lento”, disse ela.

A nova legislação afeta cerca de 70 empresas, dentre as quais cerca de 30 não tem nenhuma mulher em seus conselhos de administração.

Depois de uma mudança na lei, datada de 2015, a percentagem de mulheres nos conselhos desupervisão corporativa ultrapassou o limite de 30% em 2017 e atingiu 35,2% em Novembro de 2020.

Nos conselhos de administração das cerca de cem maiores empresas, as mulheres representavam apenas 11,5% dos cargos. A expectativa é que a nova legislação gere mudança. A lei também prevê regras mais rígidas de igualdade de gênero nas empresas controladas pelo governo, nas quais os conselhos com mais de dois membros deverão ter ao menos uma mulher.

O DIW, um think tank alemão especializado em economia, afirma que a medida terá impacto limitado.

“Não vai mudar de imediato. Isso aplica-se a poucas empresas”, disse Katharina Wrohlich, chefe de Economia de Gênero do DIW, ao jornal “Rheinische Post”.

De acordo com um estudo publicado no ano passado, as mulheres representam um terço do pessoal ns conselhos executivos das maiores empresas europeias, mas ocupam apenas uma pequena minoria de cargos de liderança. A Noruega está no topo do ranking em diversidade de gênero, seguida da França.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.