CEO Simon Segars da ARM também está otimista em relação aos chips M1

Os chips da Maçã são parte de um movimento bem interessante no segmento, segundo o executivo

Unanimidades não existem no mundo, mas o M1 (e o Apple Silicon em geral) está bem perto de ser uma: o chip da Apple já foi elogiado pelo fundador do Linuxpor gigantes de Hollywood e até mesmo por concorrentes da área dos processadores, como a Qualcomm e — hoje mais cedo — a AMD. Agora, foi a vez da ARM.

Em uma entrevista durante a Consumer Electronics Show (CES) 2021, o CEO1 da empresa, Simon Segars, afirmou que o M1 e outras iniciativas parecidas são sinais de que começaremos a ver inovações num mercado que, por muito tempo, esteve estagnado em termos de avanços tecnológicos.

Segars opinou que a aquisição da ARM pela NVIDIA (que ainda está em fase de análise por parte dos órgãos reguladores) será benéfica para o mundo dos processadores, já que o know-how combinado das duas empresas poderá criar mais um terreno fértil para inovações. O CEO admitiu que o mercado dos chips para PCs é notoriamente difícil de se entrar, mas que a experiência da ARM em combinar performance e eficiência energética poderá trazer bons resultados à empreitada.

De fato, o mundo dos chips para computadores tem visto uma série de avanços nos últimos meses. Além do M1, temos os processadores bem animadores da AMD — como os da série Ryzen 5000, que dão até 17,5 horas de bateria aos computadores com ele equipados — e as novidades da Intel, que ontem apresentou seus novos chips da série “Alder Lake”.

Quanto à ARM, a empresa continuará licenciando seus designs para que outras empresas comercializem chips neles baseados — hoje em dia, basicamente todo chip de smartphone Android tem base num projeto da ARM, mesmo com diferentes fabricantes (como a Qualcomm ou a Samsung). Entretanto, o cenário atual indica que as empresas passarão a adotar designs próprios e a ARM precisará apostar em inovações para manter seu lugar no mercado.

De qualquer forma, os prospectos do segmento são muito interessantes. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. [MacMagazine]

VIA CNET

Apple lança novos projetos em prol de igualdade racial nos EUA

Como ventilado ontem, a Apple acabou de fazer um grande anúncio — e ele realmente não tem nada a ver com novos produtos, nem sobre tornar suas lojas físicas postos de vacinação contra a COVID-19.

Mais especificamente, a companhia divulgou um conjunto de novos projetos importantes como parte da sua Iniciativa sobre Equidade e Justiça Racial (Racial Equity and Justice Initiative, ou REJI), anunciada em 2020, para “ajudar a desmantelar as barreiras sistêmicas às oportunidades e combater as injustiças enfrentadas pelas comunidades de cor” nos Estados Unidos.

Entre esses projetos estão a construção do Propel Center, um centro de inovação e aprendizado global pioneiro para faculdades e universidades historicamente negras (HBCUs); a primeira Apple Developer Academy nos EUA para oferecer “suporte à educação em programação e tecnologia” para alunos em Detroit e investimento em capital de risco para empreendedores negros e pardos, entre outros.

Veja o que o CEO1 da Apple, Tim Cook, falou sobre a iniciativa:

Somos todos responsáveis pelo urgente trabalho de construir um mundo mais justo e equitativo — e esses novos projetos enviam um sinal claro do compromisso duradouro da Apple. Estamos lançando as iniciativas mais recentes da REJI com parceiros em uma ampla gama de setores e experiências — de alunos a professores, desenvolvedores a empreendedores e organizadores de comunidades a defensores da justiça —, trabalhando juntos para capacitar comunidades que sofreram o impacto do racismo e da discriminação por tempo demais. Estamos honrados em ajudar a concretizar essa visão e em corresponder nossas palavras e ações aos valores de equidade e inclusão que sempre valorizamos na Apple.

Propel Center em Atlanta

Propel Center

Como dissemos, o Propel Center será um centro de inovação e aprendizado voltado para a comunidade HBCU de Atlanta (Geórgia). Para isso, a Apple está investindo US$25 milhões, além de fechar parcerias com a Southern Company e uma série de outras empresas, para criar um ambiente de educação e especialização acessível para comunidades negras.

O centro foi projetado para apoiar a próxima geração de diversos líderes, fornecendo currículos inovadores, suporte de tecnologia, oportunidades de carreira e programas de bolsa de estudos. O Propel Center oferecerá uma ampla gama de cursos educacionais, incluindo inteligência artificial e aprendizado de máquina, tecnologias agrícolas, justiça social, artes do entretenimento, desenvolvimento de aplicativos, realidade aumentada, design, preparação de carreira e empreendedorismo. Os especialistas da Apple ajudarão a desenvolver currículos e fornecer orientação contínua e suporte de aprendizagem, além de oferecer oportunidades de estágio.

Como parte da parceria da Apple com as HBCUs, a empresa também está estabelecendo duas novas concessões para apoiar programas de engenharia dessas faculdades: a primeira delas para subsidiar as faculdades de engenharia das HBCUs e, a segunda, para apoiar educadores das HBCUs em Pesquisa e Desenvolvimento com programas de orientação, assistência para o desenvolvimento de currículos e fundos para equipar seus espaços de laboratório.

Apple Developer Academy em Detroit

Iniciativa social da Apple

Ainda neste ano, a gigante de Cupertino abrirá uma Apple Developer Academy em Detroit — a primeira dos EUA. A escolha do local não foi ao acaso: de acordo com a Apple, Detroit tem uma “vibrante comunidade negra de empreendedores e desenvolvedores”.

A instituição foi projetada para “capacitar jovens empreendedores, criadores e programadores negros, ajudando-os a cultivar as habilidades necessárias para empregos na economia de aplicativos iOS em rápido crescimento”.

Os cursos da Apple Developer Academy — lançados em colaboração com a Universidade Estadual do Michigan — serão abertos a todos os alunos de Detroit, independentemente de sua formação acadêmica ou de qualquer experiência anterior em programação.

A Apple espera que o projeto alcance cerca de 1.000 alunos todos os anos, oferecendo um currículo que abrange programação, design, marketing e habilidades profissionais.

Financiamento de parcerias e comunidades

Iniciativa social da Apple

Para abordar as barreiras sistêmicas de acesso e financiamento enfrentadas por empreendedores negros e pardos, a Apple também anunciou dois novos investimentos em capital de risco e espaços bancários, ambos projetados para fornecer capital a empresas de propriedade de minorias.

O primeiro financiamento, de US$10 milhões, será voltado para a Harlem Capital — uma empresa de capital de risco com sede em Nova York — para apoiar seus investimentos nos próximos 20 anos.

Já o segundo financiamento, no valor de US$25 milhões, visa ajudar a Siebert Williams Shank, uma companhia que fornece capital para pequenas e médias empresas, a apoiar companhias que operam ou atendem a mercados em desenvolvimento que promovem iniciativas de crescimento inclusivo.

Por fim, a Maçã está fazendo uma contribuição para o The King Center, um memorial vivo ao legado do Dr. Martin Luther King Jr. para “compartilhar seus ensinamentos e inspirar novas gerações a levar adiante seu trabalho inacabado”. [MacMagazine]

‘Podemos ter a próxima Apple ou Amazon’, diz diretora Camilla Junqueira da Endeavor Brasil

Chefe de rede que reúne grandes nomes do empreendedorismo há duas décadas no País fala sobre mudanças no ecossistema nacional
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor Brasil
Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor Brasil

De origem americana, a Endeavor é uma organização global sem fins lucrativos, presente em mais de 30 países, com o objetivo de acelerar o crescimento da economia por meio de empreendedores. Quando ela chegou ao Brasil em 2000, ainda falava-se pouco sobre empreendedorismo e startups. Era um cenário bem diferente daquele de duas décadas depois: de acordo com a ABStartups, o Brasil já conta hoje com mais de 13 mil startups – destas, 14 já valem mais de US$ 1 bilhão e são unicórnios.

Aqui no Brasil, a entidade tem uma equipe de cerca de 90 pessoas para promover iniciativas empreendedoras. E mais importante: o trabalho é realizado com a ajuda de grandes empreendedores brasileiros, como Paulo Veras, fundador do app de transporte 99, e de executivos de grandes corporações como Frederico Trajano, do Magazine Luiza. Hoje, a rede da Endeavor no Brasil reúne 121 empreendedores e, entre eles, estão executivos de unicórnios como LoftEbanxCreditas e Vtex.

No ano passado, as empresas da rede tiveram faturamento de R$ 8 bilhões. E o plano é acelerar o crescimento. Ao Estadão, Camilla Junqueira, diretora da Endeavor Brasil, relembra a transformação da ONG nos últimos 20 anos e fala sobre a estratégia da organização para manter o laço estreito com o empreendedor, oferecendo acesso a capital e conselhos necessários. “A Endeavor é como se fosse um sócio que não tem equity, tiramos um pouco a solidão do empreendedor”, afirma. A seguir, os principais trechos da entrevista. 

Como vocês conseguiram reunir uma rede de empreendedores tão forte no Brasil?

Normalmente, são os grandes empresários de cada país que decidem levar o modelo da Endeavor para suas regiões. E eles patrocinam esse começo: a primeira fonte de receita de qualquer operação da Endeavor são os conselheiros. No caso do Brasil, algumas dessas pessoas foram Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Pedro Passos. Com eles, foi mais fácil convencer que o projeto fazia sentido. A partir daí, a rede cresceu naturalmente. Também há muita troca entre outros países, o que incentiva a entrada de empreendedores e faz com que eles queiram estar perto desse movimento. Um processo importante ao longo dos últimos anos também foi atrair empreendedores que são referências na área de tecnologia – se não tivéssemos feito isso, teríamos ficado ultrapassados.

Qual a diferença da Endeavor em relação a outros agentes do ecossistema de inovação, como investidores e aceleradoras?

Cada organização do ecossistema tem um papel importante. Acho que uma coisa que a Endeavor tem de muito única é o fato de estar sempre ao lado do empreendedor, de uma forma mais “neutra”. Há outra relação com o investidor, porque foi colocado dinheiro no negócio. A Endeavor é como se fosse um sócio que não tem equity. Tiramos um pouco essa solidão do empreendedor.

Nas últimas duas décadas, as startups brasileiras ganharam força. Como a Endeavor acompanhou isso?

Quando começamos nos EUA, já existia a referência da ‘máfia do PayPal’. No Brasil, algo do tipo era quase inexistente. Por aqui, antes de falar de tecnologia e inovação, tínhamos de falar sobre empreendedorismo. Nos últimos sete anos, porém, surgiram empreendedores de tecnologia. A Endeavor ajudou a construir uma nova geração de exemplos. Tivemos de valorizar a velocidade de crescimento para virar um unicórnio, por exemplo. Foi uma coisa que mudou a característica da rede da Endeavor. Mas foi uma mudança que partiu do ecossistema. 

Vocês têm focado em ajudar startups a ganharem escala e a se internacionalizarem. Por que este é o momento para isso?

A Endeavor sempre teve a responsabilidade de ajudar os empreendedores a pensar globalmente. No começo, era natural que as empresas brasileiras fossem mais fechadas, considerando o tamanho do mercado nacional e as características dos negócios. Os próprios mentores falavam que era importante crescer por aqui primeiro. Porém, houve uma transformação do ecossistema. Os empreendedores hoje começam criando soluções inovadoras que têm a capacidade de competir globalmente. Podemos ter grandes companhias de um tamanho de Apple e Amazon – mas, para isso, precisamos ter empreendedores se ajudando cada vez mais.

Muitos negócios sofreram na pandemia. Como a Endeavor conseguiu ajudar?

A primeira coisa que fizemos foi apoiar as empresas da nossa rede. Fizemos mentorias coletivas e individuais. Cada empreendedor teve um desafio diferente: um estava em um setor muito prejudicado, mas tinha dinheiro no caixa, enquanto outro estava em um setor beneficiado pela pandemia, mas não tinha caixa. Entendemos também que tínhamos uma responsabilidade com o ecossistema como um todo. Temos uma rede com muito conteúdo e disponibilizamos digitalmente para qualquer empreendedor os principais materiais de referência de como eles poderiam lidar com a crise – desde como negociar com o banco, até como entrar em trabalho remoto com todos os funcionários. Foram quase 300 mil acessos. 

Quais são os principais planos da Endeavor para 2021?

Neste ano, temos como foco melhorar o acesso a capital e estimular o trabalho de inovação aberta com grandes corporações e startups. Outro plano é em diversidade. Estamos estimulando as empresas do nosso portfólio a olharem para esse tema. Se queremos construir um ecossistema diverso em dez anos, precisamos começar hoje. A Endeavor nasceu dos maiores empresários do Brasil, que são homens brancos. É natural que ela tenha se formado assim, mas isso não quer dizer que a gente não possa olhar para isso com mais atenção para tentar reverter o quadro. 

Para todos os garotos: Agora e Para Sempre ganha 1º trailer romântico

Último filme da franquia será lançado em 12 de fevereiro
JULIA SABBAGA

Para todos os garotos: Agora e Para Sempre teve o seu primeiro trailer revelado pela Netflix, que mostra Lara Jean Covey entrando em uma nova fase de sua vida, questionando suas escolhas de futuro e assustada pelos riscos de sua relação com Peter. A prévia pode ser conferida acima. 

A plataforma revelou também a sinopse oficial do longa: “Lara Jean Covey está prestes a se formar e iniciar uma nova fase de sua vida. Durante duas viagens marcantes, ela começa a avaliar como ficará sua relação com a família, os amigos e o namorado após a formatura”.

O longa será lançado em 12 de fevereiro na Netflix.

Do carão à careta, Taís Araujo posta um álbum com fotos de cara lavada: ‘me amando’

A atriz está com o cabelo trançado para as gravações de ‘Aruandas’: ‘Já no Rio, já trampando’

Taís Araujo Foto: Reprodução

Taís Araújo posta um álbum com fotos fazendo carão e caretas. Com cabelos trançados para as gravações de “Aruandas” e cara lavada, ela contou que continua se “amando em selfies e testando caras e bocas”.

Ela ainda brincou com penteados diferentes nas tranças, deixando-as soltas, em forma de coques, em meio rabo… Para completar, Taís colocou a hashtag #hotmamma na legenda.

Taís Araujo Foto: Reprodução
Taís Araujo Foto: Reprodução
Taís Araujo Foto: Reprodução
Taís Araujo Foto: Reprodução

Com maioria conservadora, Suprema Corte dos EUA aprova restrição a medicamentos abortivos

Primeira decisão desde a chegada da juíza Amy Coney Barrett apoia exigência do FDA para que mulheres se desloquem até unidades de saúde para pegar medicamentos, apesar da pandemia e da entrega em domicílio realizada por farmácias. Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas se opôs à medida
New York Times

Com maioria conservadora, Suprema Corte dos EUA reintegrou requerimento para que mulheres que desejam interromper a gestação usando medicamentos se apresentem pessoalmente no hospital ou consultório médico Foto: NYT

WASHINGTON — Em sua primeira decisão sobre aborto desde a chegada da juíza conservadora Amy Coney Barrett, a Suprema Corte dos EUA aprovou um requerimento federal para que as mulheres que desejam interromper uma gestação usando medicamentos se apresentem pessoalmente no hospital ou consultório médico.

A ordem da Suprema Corte não foi assinada, e os três juízes progressistas discordaram. O único integrante da maioria conservadora a oferecer uma explicação foi o presidente da Suprema Corte, juiz John Roberts, que afirmou que a medida é limitada e está de acordo com a visão de especialistas.

A questão, ele escreveu, não era se o requerimento impõe “uma carga desnecessária no direito da mulher ao aborto de maneira geral.” Ao contrário, ele escreveu, era se um juiz federal deveria palpitar sobre uma determinação do FDA (órgão do governo dos EUA que controla medicamentos e alimentos)  “por causa da avaliação da Corte sobre o impacto da pandemia de Covid-19.”

“Aqui, como em contextos relacionados em respeito as respostas do governo à pandemia”, escreveu o juiz, citando uma opinião anterior, “a minha visão é que a Corte deve consideração significativa as entidades políticas responsáveis e que têm “a experiência, a competência e a perícia para avaliar a saúde pública.”

Voz discordante, a juíza Sonia Sotomayor, acompanhada da juíza Elena Kagan, afirmou que a maioria está gravemente errada.

“Manter o requerimento do FDA” para pegar pessoalmente a pílula abortiva “durante a pandemia não apenas trata o aborto excepcionalmente, como impõe uma carga desnecessária, irracional e injustificável as mulheres que buscam exercer seu direito de escolha”, escreveu Sotomayor.

Ela sugeriu que o próximo governo reconsidere o tema:

“Podemos apenas esperar que o governo reconsidere e mostre mais cuidado e empatia com as mulheres que procuram uma medida de controle sobre suas saúdes e vidas reprodutivas nesses tempos inquietantes”, escreveu Sotomayor.

Julia Kaye, advogada da União Americana pelas Liberdades Civis, disse que a Suprema Corte deu um passo incomum.

“A decisão da Corte rejeita a ciência, a compaixão e décadas de precedentes legais em serviço da agenda anti-aborto do governo Trump”, disse Kaye em comunicado. “É incompreensível que a prioridade do governo Trump em fim de mandato seja, sem necessidade, colocar em risco ainda mais pessoas durante esse sombrio inverno da pandemia — e é arrepiante que a Suprema Corte o tenha permitido.”

‘Fardo desnecessário ao direito constitucional ao aborto’

O juiz Theodore D. Chuang, da Corte distrital de Maryland, bloqueou o requerimento federal por causa da pandemia de Covid-19, afirmando que a ida desnecessária a uma unidade de sáude durante a crise sanitária certamente impõe um fardo desnecessário ao direito constitucional ao aborto.

O caso se refere a uma restrição aos medicamentos abortivos, que são permitidos nas primeiras dez semanas de gestação. Cerca de 60% dos abortos realizados nos EUA nessas semanas usam dois medicamentos em vez de uma cirurgia.

O primeiro medicamento, Mifepristone, bloqueia o efeito da progesterona, sem o qual o revestimento do útero se desfaz. O segundo medicamento, Misoprostol, tomado entre 24 e 48 horas depois do primeiro, induz a contração do útero e o faz expelir conteúdo.

A medida da Suprema Corte requer que as mulheres vão pessoalmente a unidades de saúde pegar o Mifepristone e que assinem um formulário, mesmo que elas já tenham consultado seus médicos remotamente. As mulheres podem tomar os medicamentos quando e onde quiserem. Não há requerimento para que elas peguem o Misoprostol pessoalmente, e este medicamento está disponível em farmácias e também pode ser entregue em casa.

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas e outros grupos representados pela entidade entrou com um processo para suspender a exigência para que mulheres retirem pessoalmente os medicamentos abortivos durante a pandemia. Não há uma boa razão, o grupo diz, para exigir a ida a uma unidade de saúde se o medicamento pode ser entregue.

O juiz Chuang bloqueou a medida em julho, afirmando que pedir a mulheres grávidas, muitas delas pobres, para se deslocarem impõe um risco desnecessário e também um atraso, particularmente quando a pandemia forçou muitas clínicas a reduzirem seus horários de funcionamento.

Ele impôs uma restrição nacional, ponderando que o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas tem mais de 60 mil membros que exercem a medicina em todos os 50 estados americanos e que esses membros formam cerca de 90% dos obstetras e ginecologistas dos EUA.

Um painel de três juízes da Quarta Corte de Apelação, em Richmond, na Virginia, recusou por unanimidade a determinação do juiz Chuang enquanto uma apelação seguia adiante. O governo Trump, que costuma procurar a intervenção emergencial da Suprema Corte quando perde em cortes mais baixas, pediu, em agosto, para que os juízes barrassem a decisão de Chuang.

Em outubro, quando viu o caso pela primeira vez, a Suprema Corte emitiu uma ordem incomum devolvendo o caso ao juiz Chuang, afirmando que um relatório mais compreensivo ajudaria a revisão da Corte” e o instruindo a decidir em 40 dias. Enquanto isso, o requerimento do FDA continuou suspenso.

Chuang emitiu sua opinião pela segunda vez no dia 9 de dezembro, mais uma vez bloqueando o requerimento: “O risco à saúde se tornou mais grave”, escreveu.

O governo Trump voltou à Suprema Corte. Seu documento evidenciava principalmente dados dos estados de Indiana e Nebraska, onde as leis continuavam a exigir que as mulheres fossem pessoalmente às unidades de saúde buscar os medicamentos.

Nesses estados, o governo afirmou à Corte, o número de abortos aumentou em comparação ao ano anterior. Isso mostrava, segundo o governo Trump, que a exigência não representava uma carga inconstitucional ao direito ao aborto.

O argumento, responderam advogados do Colégio de Obstetras e Ginecologistas, “desafia princípios rudimentares da análise de estatística”. Muitos fatores poderiam ser os responsáveis pelo aumento no número de abortos nesses dois estados durante a pandemia, escreveram, incluindo complicações no acesso a contraceptivos, desemprego e outras circunstâncias “que tornaram a gravidez indesejada mais provável e a chegada de um filho menos sustentável para alguns.”

A juíza Sotomayor também não ficou impressionada com o argumento do governo:

“Ler a estatística insignificante e os dados escolhidos a dedo pelo governo não é mais informativo do que ler folhas de chás”, declarou.

Bruce Willis é expulso de farmácia ao se recusar usar máscara e pede desculpas em comunicado

Hoje aos 65 anos, o astro de ‘Duro de Matar’ encontra-se no grupo de risco da pandemia do novo coronavírus

Foto feita por um paparazzi do New York Post enquanto o ator deixava a farmácia da qual foi expulso:

O ator Bruce Willis divulgou um comunicado público pedindo desculpas por sua recusa em usar uma máscara em uma farmácia de Los Angeles. A recusa do astro de 65 anos, presente no grupo de risco da pandemia do novo coronavírus, fez com que ele fosse expulso do estabelecimento por um funcionário da loja. O pedido de desculpas do protagonista da franquia ‘Duro de Matar’ foi compartilhado no site da revista People.

A expulsão de Willis da farmácia foi noticiada pelo jornal New York Post. A publicação relata que ele fazia compras com uma bandana presa em seu pescoço e sem nenhuma proteção no rosto, o que gerou incômodo em outros clientes da loja. Um funcionário pediu que o ator colocasse uma máscara e Willis se recusou. Então ele ouviu o pedido para deixar o local, o que foi prontamente atendido pelo ator.

O breve comunicado do ator enviado à People pelos assessores pessoais de Willis afirma: “Foi um erro de julgamento. Vamos nos manter seguros e continuar usando máscaras”.

O ocorrido chamou atenção pelo fato de Los Angeles ser uma das cidades dos Estados Unidos com maior número de casos de COVID-19. As autoridades norte-americanas já registraram mais de 944 mil testes positivos para a doença em Los Angeles, com mais de 12,6 mil vítimas fatais até o momento.

Willis passou grande parte de seu período de isolamento social decorrente da pandemia, no primeiro semestre de 2020, na casa da ex-esposa, a atriz Demi Moore, no estado de Idaho. Ele ficou no local na companhia da ex e das três filhas do primeiro casamento – Rumer (32 anos), Scout (29 anos) e Tallulah (26 anos).

Bruce Willis e Demi Moore com uma das filhas durante a quarentena da pandemia do coronavírus (Foto: Instagram)
Bruce Willis e Demi Moore com uma das filhas durante a quarentena da pandemia do coronavírus (Foto: Instagram)

Ele estava de passagem pelo estado quando foram impostas restrições de deslocamento que o impediram de se reunir com a atual esposa, Emma Heming, e as duas filhas caçulas dele, Mabel (8 anos) e Evelyn (5 anos).

Bruce Willis com a filha Tallulah Willis em quarentena durante a pandemia do coronavírus na casa da ex, a atriz Demi Moore (Foto: Instagram)
Bruce Willis com a filha Tallulah Willis em quarentena durante a pandemia do coronavírus na casa da ex, a atriz Demi Moore (Foto: Instagram)

Alguns meses após seu período isolado com a ex e as filhas mais velhas, ele acabou ganhando a companhia no local de Emma e as duas filhas mais novas. Eles ficaram em Idaho durante algumas semanas, ainda na companhia de Demi Moore, até finalmente voltarem para Los Angeles.

Bruce Willis celebrando o aniversário da esposa, Emma Heming, na companhia da ex, a atriz Demi Moore, de três das filhas e amigos da família (Foto: Instagram)
Bruce Willis celebrando o aniversário da esposa, Emma Heming, na companhia da ex, a atriz Demi Moore, de três das filhas e amigos da família (Foto: Instagram)

Ativista do clima Greta Thunberg aparece em selos da Suécia

Ela vai se juntar a personalidades suecas como Zlatan Ibrahimovic e Greta Garbo
COLM FULTON
PHIL O’CONNOR

A ativista Greta Thunberg – Instagram-11.dez.2020/@gretathunberg

ESTOCOLMO – A ativista do clima Greta Thunberg fará parte de uma série de selos emitidos pelos correios suecos. Ela vai se juntar a personalidades suecas, de Zlatan Ibrahimovic a Greta Garbo, que foram retratadas nos selos postais do país.

Os selos estarão à venda pela PostNord na quinta-feira (14) e mostram Thunberg em sua conhecida capa de chuva amarela em uma costa rochosa olhando para uma revoada de pássaros.

“Esperamos que, como uma grande empresa, possamos lançar luz para a tão importante questão climática, com a ajuda de um pequeno selo”, disse Kristina Olofsdotter, chefe da divisão de selos da PostNord.

Vários milhões de selos serão emitidos, afirmou Olofsdotter, acrescentando: “Haverá muitas Gretas voando por aí.”

Greta Thunberg alcançou fama global em 2018 depois que começou a faltar às aulas para protestar, sozinha com uma placa feita em casa, em frente ao Parlamento sueco em Estocolmo, exigindo que o governo tomasse medidas contra a mudança climática.

Em poucos meses, mais de 2 milhões de estudantes em 135 países estabeleceram suas próprias manifestações, juntando-se à campanha de Thunberg.

O movimento de Thunberg, “Sextas-feiras pelo Futuro”, aprovou a imagem no selo, mas não desempenhou nenhum papel em seu design, disse Olofsdotter.

Uma Nova York muito pessoal em ‘Pretend it’s a city’, de Scorsese

Martin Scorsese e Fran Lebowitz em ‘Pretend it’s a city’ (Foto: Netflix)

Mesmo quem nunca esteve em Nova York é capaz de reconhecê-la numa foto. São muitos os símbolos que se universalizaram: da Estátua da Liberdade ao Empire State e o Central Park. Por isso, “Pretend it’s a city” (finja que é uma cidade), série documental de Martin Scorsese que chegou à Netflix esta semana, é tão interessante. A produção explora um olhar único sobre paisagens tão manjadas.

Esse olhar é o da escritora Fran Lebowitz. Dona de um pensamento veloz, de espírito crítico e de humor refinado, ela vai conversando com o diretor. Detalha sua relação com o lugar que adotou para morar nos anos 1970. Descreve panoramas, sabores e até cheiros. Assim, vai construindo um painel imenso. É uma visão pessoal, que diverte e envolve. Há imagens de arquivo e externas. Mas elas são largamente superadas pela palavra dela. Somos convidados a participar de uma jornada pessoal. A série abre com a escritora observando que as multidões que circulam nas ruas raramente estão prestando atenção ao entorno. Moradores, apressados, caminham indiferentes. E os turistas preferem se concentrar num mapa pelo celular.

A narrativa de Fran, de alguma forma, busca apontar esse alheamento coletivo. E propõe uma compensação ao apresentar a cidade dela, que ninguém enxerga. É assim quando descreve o cheiro (ruim) do metrô; ou quando trata das calçadas lotadas da Times Square. Scorsese, genial como sempre, evita as imagens ilustrativas redundantes. É uma cidade toda nova que se abre com sutileza em sete episódios. Vale conferir. [PATRÍCIA KOGUT]