Consumo consciente: como reaproveitar o vestido de noiva pós casamento

O vestido de noiva não precisa ficar eternamente guardado no armário após a cerimônia. Estilistas dão dicas de como repaginar a peça e usá-la em diferentes ocasiões, seja no dia a dia ou até mesmo em outro casamento
LARISSA CUNEGUNDES

Antes e depois (Foto: Tauana Sofia/ Acervo Vogue)

Até pouco tempo, aquele vestido de noiva incrível que você levou meses para escolher, depois outros meses fazendo provas no ateliê da estilista, tinha destino certo após o casamento: o fundo do closet ou uma loja de vestidos de segunda mão (para as mais desapegadas). Pois em vez de deixar a peça guardada para sempre, por que não seguir as boas práticas do consumo consciente e transformá-la em outro modelo? “Não há como negar o quanto esta roupa é especial e cheia de significados para a mulher, porém gosto de saber que aquela peça não será usada apenas uma vez. Sempre que posso, crio algo multifuncional. Teve uma noiva que reaproveitou o vestido na lua de mel nas Maldivas. No dia seguinte ao casamento, eu retirei o forro, feito de renda, e ela o levou para a viagem”, conta o estilista Lucas Anderi.

Famoso pelos modelos exuberantes e de tecidos nobres, ele volta e meia reaproveita as matérias- primas de criações antigas. “Abri meu acervo de modelos que já foram feitos para desfiles, campanhas e mostruários a fimde reciclar todos os tecidos e transformá-los em peças novas. Sobras de tule viraram saias e sobressaias, por exemplo”, conta. Esses tecidos também serviram para criar novas texturas e volumes da coleção Beleza Orgânica, lançada este ano.

Para estimular a sustentabilidade no universo bridal, a estilista Patrícia Granha, do Jardim Secreto Atelier, em São Paulo, lançou no ano passado sua primeira coleção de vestidos que podem ser totalmente repaginados após o casamento A noiva pode voltar ao ateliê no período de um ano depois da cerimônia e transformar o modelo original em uma peça para usar no dia a dia: saia, blusa e até uma calça. “Dar um novo propósito para o vestido é algo muito gratificante. A noiva vai sempre se lembrar da energia de seu casamento. Reaproveitar tecidos nobres é fantástico e transformador”, afirma Patrícia.https://15ce5da18cc06e9e62e1707fb45cc49c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Customizar roupas é uma das coisas mais divertidas da moda, como escreveu Emannuelle Junqueira em seu site. E essa máxima, vale, claro para as noivas. A estilista dá dicas de como transformar o vestido em uma peça mais casual, seja para usá-lo como madrinha ou para eventos mais sofisticados no dia a dia. Se o modelo tiver adereços como pérolas e outros tipos de conta, é possível retirá-las e inserir novas aplicações no tecido. Outra sugestão é cortar as mangas, tornando o vestido mais justo ou solto, dependendo dos ajustes. Por fim, você pode alterar a cor (opte pelas colorações mais claras para preservar o toque suave do tecido) e usá-lo como convidada em outro casamento.

Mais sustentável ainda é escolher de antemão um modelo que possa ser usado em diferentes eventos. Foi o caso de Daniela Douat, coordenadora de marketing de um estúdio de dança. Ela estava em uma loja comprando um vestido de madrinha, quando se deparou com um modelo off-white clássico. Achou que seria perfeito para sua cerimônia civil, adiada por causa da pandemia. “Por ser versátil e com um caimento incrível, eu já o usei em outros eventos. Mas meu plano continua: me casar comesse vestido, escolhido no começo do ano, e que o noivo já conhece”, conta ela, zero supersticiosa.

Waikiki | Resort 2020 | Full Show

Waikiki | Resort 2020 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – Art Hearts Fashion/Miami Swim Week)

Joshua Alan Barlow – Bring That Heat

Produtora de moda Naiara Albuquerque afirma que sofreu racismo na loja Lool, no Shopping Iguatemi, em São Paulo

Episódio teria ocorrido quando Naiara Albuquerque foi escolher peças que seriam usadas pela atriz Taís Araujo em série

Fachada do Shopping Iguatemi, na região da avenida Faria Lima, em São Paulo – Gabriel Cabral – 26.mar.2020/Folhapress

A produtora de moda Naiara Albuquerque acusa a loja de acessórios de luxo Lool, localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo, da prática de racismo. O episódio teria ocorrido na última quinta-feira (21), quando Naiara foi ao estabelecimento escolher peças que seriam usadas pela atriz Taís Araujo na série “Aruanas”, da TV Globo.

O empréstimo dos acessórios para a produção da série tinha sido acordado previamente com o marketing da loja. Quando Naiara, que é uma mulher negra, chegou ao local para retirá-los, uma vendedora solicitou a ela que ficasse do lado de fora. Como uma senhora estava sendo atendida naquele momento, a produtora de moda supôs que o pedido atendia a protocolos de segurança contra a Covid-19.

Naiara deixou a loja e circulou pelo shopping enquanto aguardava seu atendimento. Quando retornou à Lool, no entanto, viu quatro clientes não negras sendo recebidas pela mesma vendedora —que teria dito que não atenderia a produtora e recomendado que voltasse em outro momento.

O relato foi feito à coluna pela advogada Juliana Souza, que representa Naiara junto com a advogada Silvia Souza. “Esse caso extrapola o que a gente está acostumado a ver em episódios de racismo. Se trata de uma discriminação direta. É racismo porque ela não pôde permanecer dentro da loja”, afirma Souza.

A marca publicou um comunicado em seu perfil nas redes sociais no qual pede desculpas à produtora de moda e afirma que a denúncia “está completamente em desacordo com os valores da Lool”.

“Nunca compactuamos com qualquer ação discriminatória, seja ela racial, de gênero, sexualidade ou classe e seguimos não compactuando”, segue o comunicado. O texto ainda diz que a empresa está refletindo sobre políticas internas de contratação e treinamento de colaboradores e que a fundadora da marca, Luiza Setúbal, entrou em contato com Naiara Albuquerque.

A advogada Juliana Souza afirma que serão tomadas medidas legais a respeito do caso e que a defesa da produtora está à disposição para construir uma proposta de reparação não apenas individual, mas que também sirva à comunidade negra. “Como a gente está tratando de racismo institucional, a marca precisa construir, de fato, uma série de medidas para a revisão dessas práticas racistas”, diz.

Mônica Bergamo é jornalista e colunista.

Larry King, popular apresentador de talk shows, morre aos 87 anos por COVID-19

Um dos mais marcantes hosts da TV, King estava internado com o vírus desde janeiro

Jornalista icônico dos EUA morre aos 87 anos

Larry King, um dos mais importantes apresentadores de talk show da TV norte-americana, morreu aos 87 anos de idade. A causa da morte foi por conta de COVID-19.

Após contrair o vírus, King foi internado no Centro Médico Cedars-Sinais, em Los Angeles, logo em 2 de janeiro de 2021. O apresentador tinha um longo histórico de doenças e complicações de saúde. A informação de sua morte foi revelada em seu perfil oficial no Twitter.

Durante 63 anos, através do rádio, TV e mídia digital, as milhares entrevistas, prêmios e aclamação global de Larry servem como testamento para seu talento único e duradouro como apresentador. Além disso, enquanto seu nome sempre aparecia no título dos programas, Larry sempre viu seus convidados como os verdadeiros astros, e ele mesmo apenas como um condutor imparcial entre o convidado e o público. Seja entrevistando um presidente dos Estados Unidos, um líder internacional, celebridades, personalidades envolvidas em escândalos, ou cidadãos comuns, Larry gostava de fazer perguntas curtas, diretas e simples. Ele acreditava que questões concisas puxavam as melhores respostas, e não estava errado nessa crença”, afirmou o comunicado.

pic.twitter.com/x0Hl0X6vqU— Larry King (@kingsthings) January 23, 2021

Além de seu trabalho como apresentador, Larry King também marcou presença em inúmeros filmes e séries, muitas vezes interpretando a si próprio, como em Caça-Fantasmas(1984), Bee Movie(2007), American Crime Story, entre muitos outros.

Máscaras não vão desaparecer, então considere uma com corrente

Acessório adiciona toque de estilo ao visual pandêmico e vem sendo usado por Jennifer Lopez e Elle Fanning
Valeriya Safronova, The New York Times

Karen Perez usa uma de suas correntes de máscaras do projeto Second Wind. Foto: Nick Paton via The New York Times

Logo depois que máscaras se tornaram um acessório essencial, os estilistas lançaram suas próprias versões: máscaras feitas de seda, tweed e cetim; decorada com franjas, laços e lantejoulas; para o dia e a noite; para casamentos e comícios políticos.

Quando ficou claro que usaríamos máscaras por um tempo, alguns adicionaram outro elemento: uma corrente ou cordão por segurança (e charme extra).

“É um acessório bacana que combina com os outros colares, mas também é funcional”, disse Karen Perez, cuja empresa, Second Wind, ajudou a catalisar a tendência com correntes de ouro, prata, bronze e acrílico penduradas em máscaras de linho e seda cortadas à mão.

Anteriormente reservados para bibliotecários e pessoas extremamente atléticas, esses retentores têm ganhado popularidade entre os usuários de máscaras elegantes. Designers de joias e outros profissionais da área da moda vêm criando suas próprias peças. Grandes varejistas como J. Crew, Free People, Fossil, Ann Taylor e Banana Republic as vendem e milhares de opções podem ser encontradas no Etsy. Celebridades como Jennifer LopezMindy KalingElle Fanning e Busy Philipps foram vistas usando-as. (Depois de perder várias máscaras de tecido, também me tornei uma entusiasta das máscaras com corrente.)

Lele Sadoughi, que desenha joias e acessórios, começou a produzir máscaras nesta primavera. Depois de um lampejo de inspiração, ela fez sua equipe tirar novas fotos de sua linha de correntes de óculos de sol para mostrar que elas também podiam ser usadas para carregar máscaras.

“Deixamos de vender algumas dezenas por semana para vender centenas por semana”, disse Lele. “É quase um item gerador de um milhão de dólares para nós agora.”

Karen começou a Second Wind no verão, depois de meses vivendo de economias, pois seu trabalho como estilista havia diminuído muito no início da pandemia. Em 21 de julho, ela anunciou uma pré-venda no Instagram, esperando cerca de 100 pedidos. Em 24 horas, ela vendeu 10 mil produtos.

“Eu não tinha esse estoque”, disse Karen. “Eu nem tinha tanto tecido.” Para preparar os pedidos, ela trabalhou 20 horas por dia durante sete semanas, com familiares ajudando pela manhã e à noite.

O burburinho realmente aumentou quando famosos souberam da Second Wind. A deputada democrata de Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez, por exemplo, visitou o estúdio de Karen em agosto. Neste mês, ela usou uma máscara e uma corrente da Second Wind quando fez o juramento para seu segundo mandato no Congresso. Jennifer Lopez também foi fotografada com uma criação da Second Wind. Karen disse que Bloomingdale’sAmazon e Selfridges estão entre os principais varejistas que pediram para vender seus produtos, mas ela os recusou. Ela não está pronta para escalar seu negócio a esse nível. (Atualmente, Karen trabalha com 40 artesãos e suas irmãs cuidam da logística e do marketing.)

A vida útil de uma máscara com corrente pode parecer limitada, mas Lele acredita que o acessório será útil mesmo quando mais pessoas forem vacinadas. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças recomenda que mesmo aqueles que foram vacinados usem uma máscara e se distanciem socialmente por enquanto: os testes mostram que as máscaras são incrivelmente eficazes, e as pessoas ainda podem contrair o vírus e possivelmente propagá-lo enquanto as vacinas fazem efeito.

Corrente de máscaras da designer de joias e acessórios Lele Sadoughi. Foto: Lele Sadoughi via The New York Times

Mesmo com a queda das taxas de infecção pelo novo coronavírus, Lele está apostando que as pessoas vão querer usar tanto máscaras comuns como essas com correntes em aviões ou no transporte público. Karen disse que a deputada Alexandria fez uma observação semelhante. “Ela disse que continuaria a usar máscara quando não estivesse se sentindo bem”, disse Karen. “É uma forma de mostrar respeito pelas outras pessoas.”

Aconteça o que acontecer no futuro, a empresa de Lele já se beneficiou imensamente de todos os novos clientes que as máscaras e correntes trouxeram. Em 2020, a empresa teve um aumento de 80% nas vendas e cinco vezes mais clientes novos no site do que em 2019. Parte disso veio de pessoas que compraram máscaras e correntes, disse Lele, mas muitos também compraram tiaras ou brincos de pérola para combinar com seus novos acessórios de proteção.

“A demanda de produtos de todas as categorias cresceu”, disse Lele. “Nosso negócio direto realmente explodiu. Tivemos um ano de receita recorde.”

TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Aprenda quatro maneiras de aproveitar a câmera do seu smartphone

Com os recursos existentes hoje, é possível ir além de selfies e vídeos rápidos
Por J.D. Biersdorfer – The New York Times

Uma das possibilidades é criar imagens em formato panorâmico

Mesmo se você não tiver o melhor e mais moderno dos smartphones, as ferramentas para fotografias podem ir além das mais comumente usadas, como o modo retrato e vídeos rápidos. Com um sistema operacional razoavelmente atualizado, você pode ter sessões de fotos ativadas por voz, criar imagens em formato panorâmico, gravar vídeo em diferentes velocidades de reprodução e até fazer pesquisas na internet a partir de uma imagem.

O conjunto de recursos exato, é claro, depende do software da câmera que você está usando e também do hardware do seu celular. Confira abaixo quatro dicas de como aproveitar os recursos dos aplicativos de câmera do Google (para Android) e da Apple (para iPhones).

Tire fotos sem usar as mãos

assistente virtual do seu smartphone pode controlar parte do trabalho de captura de imagem. Com a assistente do Google, por exemplo, basta dizer “Ok, Google, tire uma foto” ou “Ok, Google, tire uma selfie” e a câmera será ativada – ela exibirá uma contagem regressiva e tirará a foto. Você também pode pedir à assistente para compartilhar as fotos, começar a gravar um vídeo, entre outras coisas. A assistente do Google está disponível para Android e iOS.

Siri, assistente da Apple, também responde a muitos pedidos. O software abre o aplicativo de câmera do iPhone se você disser “E aí, Siri, tire uma foto”, mas fica com você a tarefa de tocar no botão para tirar a foto. Os telefones com iOS 12 ou posterior podem usar o aplicativo Shortcuts gratuito da Apple para estabelecer comandos que a Siri pode executar quando instruída – como abrir a câmera e enviar a imagem automaticamente por e-mail depois de tirar a foto.

A Bixby, assistente presente em muitos aparelhos Galaxy, da Samsung, também tira fotos e grava vídeos sob comando.

Aproveite o modo panorâmico

Quer tirar uma foto que é grande demais para o espaço do visor da câmera? Não é preciso um aplicativo extra ou um celular com lente grande angular: basta usar o modo panorâmico da câmera. Com a ferramenta, é possível tirar uma série de fotos e o software as combina em uma única imagem.

No Android, abra o app de câmera do Google e deslize para a esquerda ao longo do menu horizontal na parte inferior da tela. Toque no botão Modos, selecione Panorama e pressione o botão do obturador enquanto move lentamente o telefone para capturar a imagem. No aplicativo de câmera do iPhone, deslize para a esquerda, selecione Pano e siga as instruções na tela. Você também pode pedir às assistentes de voz para abrir a câmera diretamente no modo panorâmico.

O menu Modos no Android também inclui uma opção chamada Photo Sphere para realizar uma volta completa e capturar uma cena em 360 graus. Para usar essa função, toque no botão do obturador e deixe o software guiá-lo. Aqui vale uma observação: embora o modo Pano para iOS não chegue a 360 graus, o aplicativo Google Street View possibilita o modo Photo Sphere no iPhone.

Altere a velocidade do vídeo

Tanto no celular Android quanto no iPhone é possível incluir modos para adicionar efeitos cinematográficos ao seu vídeo. A opção time lapse acelera a reprodução de eventos lentos, como o pôr do sol ou tempestades. Já a função de câmera lenta grava em velocidade normal e diminui a velocidade da ação no clipe gravado, o que dá um tom de drama aos vídeos.

Para acessar as configurações no app de câmera do Google, deslize para a esquerda no menu horizontal até Vídeo e selecione o modo de gravação – câmera lenta, normal ou time lapse – junto com a velocidade desejada; ritmos menores, como 5x, geralmente são melhores para gravações mais curtas. No aplicativo da Apple, deslize para a direita no menu até chegar a time lapse ou câmera lenta; toque no botão de alternância rápida no canto superior para ajustar a resolução e a velocidade.

Manter o telefone parado, sem mexer, resulta em um vídeo com time lapse melhor, então considere um tripé se você não tiver um lugar para apoiar o dispositivo. E a câmera lenta normalmente funciona melhor em ambientes externos, longe de certos tipos de iluminação interna que podem causar oscilações no vídeo.

Pesquise informações a partir de uma imagem

Google Lens é um aplicativo de reconhecimento de imagem movido por inteligência artificial. Ele pode já estar instalado no seu celular, já que faz parte do cardápio de plataformas para Android. Quem tem um iPhone pode encontrá-lo no Google Fotos ou no Google app. Além disso, a Samsung tem um aplicativo Bixby Vision semelhante para seus telefones.

Quando você aponta sua câmera para algo (ou abre uma foto que você já tirou) e toca no ícone quadrado do Google Lens, o software analisa a imagem e procura informações relacionadas por meio de sua conexão com a internet. O Google Lens é capaz de identificar animais e plantas, pesquisar produtos, reconhecer pontos de referência e muito mais.

O Google Lens também pode traduzir texto em uma imagem e usa realidade aumentada para mostrar as palavras em seu idioma preferido. Não é bem um “tradutor universal” como aquele das histórias de ficção científica, mas está chegando lá. /TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA