Tudo o que você precisa saber sobre a AZ Factory, nova marca de Alber Elbaz

Com apoio do grupo Richemont, a label consagra o retorno do ex-diretor criativo da Lanvin
ALICE COY (@ALICECOY)

AZ Factory (Foto: Divulgação)

Desde que deixou a Lanvin, em 2015, após 14 anos na grife, o retorno de Elbaz é aguardado por fashionistas. “Recebi ofertas de empregos de diferentes casas. Mas eu queria criar, não recriar dentro de códigos definidos”, conta ele, que nesse meio tempo lançou algumas colaborações, com marcas como Tod’s e LeSportSac

1. A AZ Factory é uma start up desenvolvida com o grupo Richemont
Em 2019, Elbaz anunciou a joint venture com o conglomerado suíço Richemont (dono de marcas como Chloé e Cartier). A AZ Factory (AZ simboliza também a primeira letra do nome do estilista e a última de seu sobrenome) une moda, tecnologia e entretenimento

2. A numeração vai do XXS ao 4XL
“Há tantas mulheres que são pequenas e não querem comprar roupas infantis, e há mulheres que são maiores e não encontram roupas que lhe sirvam. Estamos aqui para todas elas.”

3. Tecnologia e sustentabilidade estão no core
“Eu percebi que precisava ser um engenheiro, além de um estilista”, conta Alber, que desenvolveu tecidos que se adaptam ao corpo e à temperatura. Também foram usadas matérias-primas recicladas e ecológicas, tingidas com pigmentos naturais

4. A marca desenvolve “projetos”, não coleções-cápsulas
“Cápsulas são para remédios”, diz Elbaz, conhecido hipocondríaco. Os “projetos” serão apresentados em ritmo próprio, sem se ater a estações

5. Feedback e engajamento serão importantes
“Não queremos que os consumidores apenas vistam os produtos; queremos que eles co-criem conosco.” Os parceiros comerciais terão que ser flexíveis para que novas ideias sejam testadas. Uma parte da coleção já está disponível no e-commerce próprio, na Farfetch e no Net-A-Porter – mas a ideia é ter parceiros pelo resto do mundo e atingir para além “do pessoal tradicional da moda”

6. A marca será impulsionada pelo conteúdo e pelo entretenimento
Em um momento “moda meets Netflix”, o “desfile virtual” na verdade simulava a gravação de um talk show, com direito a palavras carinhosas de Alber como locutor e esquetes bem-pensadas e humoradas para apresentar os produtos. Já o lançamento no Net-A-Porter vai reunir convidados para discutir moda, ciência e positividade corporal

AZ Factory (Foto: Divulgação)
AZ Factory (Foto: Divulgação)

7. O plano sempre foi que ela fosse lançada através de uma apresentação digital
Mesmo antes das restrições da pandemia, o plano já era fazer o lançamento oficial através de um fashion film. “O mundo é digital”, diz

8. É um novo olhar sob a alta-costura
“Para mim, esta é a minha nova alta-costura”, conta Elbaz, ainda que suas peças estejam prontas para a venda, e não sejam feitas sob medida. “O que a alta-costura representa é experimentação e individualidade, e acho que é isso que a AZ

A reestreia da irresistível ‘Dix pour cent’

PATRÍCIA KOGUT

Camille Cottin e Fanny Sidney na quarta temporada de ‘Dix pour cent’, no ar na Netflix (Foto: Christophe Brachet-FTV/Mon Voisin Productions/Mother Production)

Quem achava que o “jeitinho” é uma prerrogativa brasileira pode rever conceitos depois de conferir “Dix pour cent”. A irresistível comédia francesa está de volta na Netflix. Na quarta temporada, reencontramos as mesmas adoráveis figuras no cenário da agência ou naquelas locações parisienses que fazem sonhar. E a estrutura dos roteiros segue intocada. Há sempre uma situação impossível envolvendo uma estrela temperamental. E ela é invariavelmente superada com estratagemas inventados de improviso pelos personagens. Diferentemente do que acontece nas mais audazes séries americanas, para a felicidade do público, não mataram um protagonista nem mexeram na fórmula da dramaturgia.

A cada capítulo, um ator famoso faz uma participação. Isso também continua igual. Desta vez, os mais conhecidos são a americana Sigourney Weaver e o francês Jean Reno (nos dois últimos episódios, ainda não cheguei lá). Na estreia, Charlotte Gainsbourg diverte como uma atriz escalada para um filme ruim. Como é amiga de infância do diretor, “uma pessoa muito sensível”, não sabe como se desvencilhar da enrascada. Sua agente, Andréa (Camille Cottin), inventa saídas. Em outro capítulo, Sandrine Kiberlain faz uma especialista em dramas que quer tentar o stand up comedy. Como não leva o menor jeito para a comédia, dá tudo errado. Por aí vai. Paralelamente a essas aventuras mais breves, seguimos os conflitos que atravessam tudo: a agência está em péssimo momento, recompondo seu elenco; e Andréa lida com dilemas da maternidade.

“Dix pour cent” é imperdível.

Crítica I Fate: A Saga Winx se inspira em desenho para criar série de fantasia adolescente

Apesar de ser cheia de clichês, produção executa bem sua proposta
CAMILA SOUSA

Imagine a seguinte história: um protagonista que cresceu longe do mundo ao qual realmente pertence. Há um mistério sobre seus pais biológicos e esse herói possui uma força imensa que o torna extremamente importante, mas ele ainda não sabe disso. Essa premissa é comum a várias obras do entretenimento e também a Fate: A Saga Winx, nova série da Netflix inspirada no desenho O Clube dos Winx. No entanto, a produção contorna a falta de criatividade ao entregar uma trama bem executada.

Bem diferente do desenho transmitido nos anos 2000 na TV aberta brasileira, o seriado tem um tom de suspense ao apresentar Bloom (Abigail Cowen) e sua chegada a Alfea, a escola para fadas e especialistas localizada em Otherworld. Com apenas seis episódios, o seriado acertou ao pular algumas etapas iniciais da apresentação de Bloom, que são apenas pinceladas em flashbacks. Aqui, acompanhamos a protagonista chegando na escola após descobrir que é uma fada e já conhecendo parte de seus poderes, embora tenha receio de usá-los em sua totalidade.

Além da protagonista, a série desenvolve bem grande parte dos personagens coadjuvantes, embora incomode com algumas construções. Do lado positivo, Stella (Hannah van der Westhuysen) tem um dos arcos mais interessantes da produção. Inicialmente apresentada como uma jovem arrogante e possível rival de Bloom, ela tem suas camadas desenvolvidas e explicadas ao longo dos episódios, desde a relação de codependência com Sky (Danny Griffin), até seus traumas e a pressão da mãe por perfeição. Musa (Elisha Applebaum) é outro bom exemplo de uma personagem que teve um espaço interessante, especialmente nos episódios finais.

Fate: A Saga Winx derrapa realmente ao construir Terra (Eliot Salt) e Aisha (Precious Mustapha). A primeira é extremamente carismática, mas causa muito incômodo no começo. O seriado da Netflix passa muito perto de cair no estereótipo da personagem “gorda e simpática”, que é constantemente vítima de bullying e faz amizades sendo meio “atrapalhada e fofa”. As primeiras interações entre Terra e Stella, por exemplo, são cheias desses clichês e por pouco não repetem o lugar-comum das comédias adolescentes dos anos 1990. Felizmente, os roteiristas parecem ter se dado conta de que precisavam oferecer mais e corrigiram esses pontos ao longo do caminho, fazendo de Terra um dos nomes mais queridos ao final da primeira temporada.

Já o caso de Aisha é mais complicado, já que a jovem não tem uma personalidade bem definida ao longo dos episódios. Tirando o fato de ser uma fada da água, pouco é dito sobre ela, que parece ter sido colocada no grupo apenas para movimentar o roteiro, mas sem ter espaço para uma narrativa própria. A jovem fica constantemente reclamando com Bloom sobre os planos para descobrir mais sobre seu passado e chega até a “dedurar” as amigas em certo momento. O problema é que nada disso tem uma construção clara. Não entendemos as motivações de Aisha e seus sentimentos sobre tudo o que está acontecendo. E, ao contrário do que acontece com Terra, isso não é corrigido ao longo do caminho.

Magia e transformação

Curiosamente, um dos pontos que mais perde espaço ao longo dos seis episódios de Fate: A Saga Winx é a contextualização do mundo das fadas. Com tanta coisa para explicar e o desenvolvimento do grupo de amigas, a série ficou sem tempo de falar mais sobre o mundo paralelo em que Alfea se encontra e até explicar mais sobre os Queimados, os grandes inimigos desta primeira temporada. Por conta disso, há certa sensação de que tudo é meio genérico, como se o mundo das Winx fosse apenas mais um universo pouco desenvolvido da cultura pop. Se for renovado para a segunda temporada, o seriado pode ganhar bastante ao explorar mais esses conceitos e dar ao público, de fato, uma sensação de imersão naquele mundo.

Colocando tudo isso na balança, Fate: A Saga Winx termina mediana, o que não é necessariamente ruim, especialmente para uma primeira temporada. A produção apostou em conceitos mais seguros e conhecidos dos fãs para desenvolver a base da história, mas fez isso com competência, incluindo um fan service que alegrou bastante os fãs do desenho no episódio final. No entanto, se quiser continuar relevante em uma realidade com cada vez mais séries lançadas a cada semana, a produção vai precisar arriscar mais no futuro, amadurecendo tanto personagens, quanto a trama.

Nota do crítico: *** Bom

Um olhar sobre o escritório biofílico da Transurban em Brisbane

Uma equipe de arquitetos e designers da Cox Architecture concluiu recentemente um novo escritório para a operadora de estradas com pedágio Transurban Group em Brisbane, Austrália

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Lobby

“Em 2019, a Transurban contratou a COX para projetar sua nova rede de centros de trabalho e operações em Queensland. Este projeto faz a transição de seu ambiente de trabalho existente de cinco locais em Brisbane para três locais centrais – reduzindo sua pegada enquanto expande suas oportunidades.

Transurban tem tudo a ver com ‘mantê-lo em movimento’, pesquisando, projetando e operando alguns dos maiores projetos de infraestrutura do mundo. Sua conexão com o ambiente urbano é explorada em todo o nosso design, criando um espaço que reflete a presença e propósito global da Transurban. Trabalhando na Austrália, Estados Unidos e Canadá, o escritório de Brisbane mantém o caráter global abrangente da empresa – mas através de uma lente distinta de Queensland.
“Nosso projeto para o novo local de trabalho de Transurban reflete as cidades que eles moldam e apoiam, através das lentes da Brisbane subtropical. O local de trabalho é uma combinação dinâmica de tecnologia e design biofílico com um forte foco em nutrir um senso de comunidade e facilitar a troca inesperada de ideias ”, Diretor COX, Brooke Lloyd.

Uma camada biofílica expressa através da forma, paleta e plantio reflete a localização subtropical. Os tetos expostos são pintados de verde escuro com uma copa digital e plantada pendurada acima. As salas de reuniões são propositadamente afastadas da fachada para criar momentos de pausa tranquilos e reforçar a sensação de transparência.

Projetado em três andares, o espaço de trabalho é conectado por um grande átrio e escada. O nível superior inclui uma cozinha social e espaço colaborativo, salas de treinamento e prefeitura.

Querendo acabar com o mito de que a infraestrutura é entediante – a Transurban usa seu mais novo espaço de trabalho para nutrir um futuro progressivo. O resultado é um espaço que apóia o bem-estar, a sustentabilidade, a tecnologia otimizada e uma cultura de inovação da equipe ”, afirma Cox Arquitetura.

  • Location: Brisbane, Australia
  • Date completed: 2020
  • Size: 34,229 square feet
  • Design: Cox Architecture
  • Photos: Christopher Frederick Jones
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Stairway
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Café / Communal space
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Communal space / Corridor
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Meeting room
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Meeting room
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Meeting room
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Meeting room / Communal space
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Communal space
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Lounge
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Communal space

Imagem da ativista negra Harriet Tubman vai substituir ex-presidente americano na nota de 20 dólares

Projeto criado pelo governo de Barack Obama e engavetado por Donald Trump é retomado por Joe Biden: ‘É importante que nosso dinheiro reflita a história do país”, disse porta-voz da Casa Branca
AFP

Imagem da ativista Hariet Tubman vai estar nas notas de 20 dólares Foto: Reprodução

WASHINGTON – A Casa Branca anunciou que vai retomar o projeto de incluir o retrato da ativista negra Harriet Tubman nas notas de 20 dólares. A ideia tinha sido abandonada pelo governo do Republicano Donald Trump.

“O Tesouro está tomando as medidas para reativar os esforços e colocar Harriet Tubman nas novas notas de 20 dólares”, afirmou a porta-voz do governo do democrata Joe Biden Jen Psaki. “É importante que as nossas notas, o nosso dinheiro (…) reflitam a história e a diversidade do nosso país”, disse.

O projeto de ter Harriet Tubman na nota de 20 dólares nasceu no governo do democrata Barack Obama e tornará a ativista na primeira pessoa negra a ter sua imagem em uma nota de dólar americano.

Harriet Tubman nasceu em 1822, no estado do Maryland. Escravizada desde o nascimento, foi açoitada e espancada durante a infância e a juventude, incluindo uma lesão craniana que a fez ter tonturas e dores por toda a vida. Depois de fugir para a Philadelphia, ela voltou ao seu estado natal para resgatar familiares e amigos. Em cerca de 20 fugas para o norte dos EUA ou para o Canadá, Tubman ajudou mais de 300 pessoas a conquistarem a liberdade.

Durante a Guerra Civil (1860-1865), ela trabalhou para o exército da União como cozinheira e enfermeira e chegou a liderar uma expedição armada que libertou mais de 700 escravizados. Tubman lutou pelo direito das mulheres ao voto até que a doença a fez se retirar para um asilo para afro-americanos idosos que ela mesma tinha criado. Ela morreu em 1913.

O rosto de Harriet Tubman substituirá o do ex-presidente americano Andrew Jackson, admirado por Trump, na nota de 20 dólares.

Gunther | Fall Winter 2021/2022 | Menswear

Gunther | Fall Winter 2021/2022 (Widescreen – Exclusive Video/1080p – PFW/Paris Fashion Week Men’s)

MadeiraMadeira abrirá 120 lojas físicas em 2021

Estratégia visa conquistar mais confiança do consumidor
Por Talita Nascimento – O Estado de S. Paulo

MadeiraMadeira terá 120 novos pontos físicos em 2021 
MadeiraMadeira terá 120 novos pontos físicos em 2021 

A MadeiraMadeira, startup curitibana que ganhou status de “unicórnio” ao ser avaliada em US$ 1 bilhão neste início de ano, pretende abrir 120 lojas durante 2021. A marca tem atualmente 10 pontos de venda físicos e deve, portanto, chegar a 130 até dezembro. Chamadas de guide shops, elas são espaços pequenos que permitem conhecer ao vivo alguns produtos e fazer encomendas online. Os lançamentos serão nas regiões Sul e Sudeste do País, onde já funcionam as lojas atuais.

Essa estratégia é uma forma mais barata de ganhar presença física e, assim, conquistar mais confiança do consumidor. “Depois da primeira visita, o cliente perde o medo, entende como funciona e passa a comprar sozinho no site”, diz Eduardo Yamashita, diretor de operações da consultoria de varejo Gouvêa. Para ele, este é um modelo que faz sentido para outras marcas com apelo digital e que também precisam educar o cliente à cultura do e-commerce.

Um estudo sobre o comportamento do consumidor brasileiro realizado pela plataforma integrada de pagamentos da empresa Adyen, o Adyen Retail Report, mostra que, de fato, a variedade de canais é importante para esse público. Perguntados se seriam mais leais a um varejista que permitisse comprar online e devolver na loja física, 71% dos pesquisados concordaram com essa afirmação. Apenas 5% discordaram e 24% ficaram neutros.

Já 77% disseram que seriam mais fiéis a um varejista que permitisse comprar, de dentro da loja, um item esgotado no local, porém disponível online. Nesse caso, o item seria enviado diretamente para sua residência. Apenas 6% discordaram da afirmação e 18% ficaram neutros. A Adyen é parceira da MadeiraMadeira na expansão das guide shops.

“Essa é mais uma etapa no repensar do papel da loja. Estar mais próximo do consumidor com custo menor de implantação e mais pontos de contato”, considera Yamashita. Das principais empresas de e-commerce presentes no Brasil, apenas o Mercado Livre e a Amazon não têm lojas físicas como parte de sua logística.

Para o Magazine Luiza, a Via Varejo e a própria Lojas Americanas – controladora do filhote digital B2W – a integração dos pontos de venda físicos e a compra online tem sido fundamental para facilitar a logística de entregas e fazer o produto viajar menos até o cliente.