Hometown — Shot on iPhone by Phillip Youmans homenageia fotógrafos negros

Em homenagem ao Mês da História Negra, 32 dos fotógrafos Negros mais visionários do país nos mostram suas cidades natais. Phillip Youmans, o mais jovem diretor a vencer no Tribeca Film Festival, segue vários de nossos criadores de imagens enquanto cada um deles celebra a experiência negra, a excelência negra, o amor e a imaginação.

00:08​ Lawrence Agyei, Chicago, Illinois @lawrenceagyei https://apple.co/3pY5c7t

01:33​ Gabriella Angotti-Jones, Los Angeles, CA @ga.briella https://apple.co/3uv1Ts5

03:06​ Lauren Woods, Charlotte, North Carolina @_portraitmami https://apple.co/3bHcmYO

04:24​ Julien James, Washington, D.C @sirjulienjames https://apple.co/2ZTTv7k

Elisabetta Franchi | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

Elisabetta Franchi | Fall Winter 2021/2022 | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week Women’s)

Jessica Greenfield – Pretty Little Thing
Nik Kershaw – From Cloudy Bay To Malibu
Jason Pedder – Words Hit Me
Barrie Gledden – Vamp

Vogue Japan March 2021 – Georgia Palmer, Kayako Higuchi, Loli Bahia, Merlijne Schorren, Sculy Mejia By Nathaniel Goldberg

When Creator Meets Creator   —   Vogue Japan March 2021   —   www.net-a-porter.com
Photography: Nathaniel Goldberg Model: Georgia Palmer, Kayako Higuchi, Loli Bahia, Merlijne Schorren, Sculy Mejia Hair: Stephane Lancien Make-Up: Tom Pecheux Styling: Sissy Vian  Manicure: Sophie A.

Globo de Ouro 2021: conheça as cineastas Regina King, Chloé Zhao e Emerald Fennell que podem levar o prêmio de melhor direção nesta noite e quebrar jejum de 37 anos

Regina King, Chloé Zhao e Emerald Fennell: pela primeira vez na história da premiação, mulheres são maioria entre os indicados ao Globo de Ouro de melhor direção

From left: Emerald Fennell, Chloe Zhao and Regina King. Composite: Invision/AP

O Globo de Ouro fez história ao revelar os indicados ao prêmio de 2021, no início do mês. Pela primeira vez em 78 anos, a categoria de melhor direção é disputada por três mulheres e dois homens. A cerimônia de premiação acontece neste domingo, 28, às 22h, horário de Brasília, em formato online por causa da pandemia.

Concorrem ao Globo de Ouro de melhor direção a americana Regina King, por “Uma Noite em Miami”, a chinesa Chloé Zhao, por “Nomadland” e a britânica Emerald Fennel, por “Bela Vingança”. Elas disputam com Aaron Sorkin por “Os 7 de Chicago” e David Fincher por “Mank”.

A escassa presença feminina — e não branca — há muito é criticada nas principais premiações do cinema mundial. Fazia cinco anos que uma mulher não disputava a categoria. A última cineasta a concorrer ao prêmio foi Ava DuVernay, em 2015, pelo filme “Selma”

Se uma das atuais indicadas levar o prêmio neste domingo, ela quebrará um jejum ainda maior. A última — e única — diretora a vencer um Globo de Ouro foi Barbra Streisand, por “Yentl”, em 1984.

Somente outras três diretoras apareceram na categoria ao longo dos anos da premiação: Jane Campion, em 1994, por “O Piano”, Sofia Coppola, em 2004, por “Encontros e Desencontros”, e Kathryn Bigelow, em 2010, por “Guerra ao Terror”, e “A hora mais escura”, em 2013.

Conheça as diretoras indicadas ao Globo de Ouro 2021:

Chloé Zhao

Chloé Zhao

Chloé Zhao tem 38 anos, nasceu em Pequim, na China, mas se mudou ainda na adolescência para Los Angeles, nos EUA. Apaixonada pela sétima arte desde muito nova, levou um tempo até Zhao começar a trabalhar no mundo do cinema. Ela estudou arte conciliando com outros empregos informais como promotora de eventos, corretora de imóveis e bartender.

Já no seu curta de estreia, em 2010, foi premiada, mas seu trabalho como cineasta chamou atenção do mundo em 2017, com o filme independente “Domando o Destino”.  Em 2020, ela se tornou a primeira mulher a conquistar o principal prêmio do Festival de Veneza em 10 anos, com o longa “Nomadland”, que agora concorre ao Globo de Ouro.

Estrelado por Frances McDormand, “Nomadland”, que também foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme e Melhor Roteiro – assinado por Chloé -, retrata a vida de uma mulher que passa a viver como nômade.

Até agora, este é seu longa de maior destaque, mas a diretora tem um blockbuster em vista, que deve tornar seu nome bem mais conhecido. Zhao é o nome por trás da direção do filme da Marvel “Os Eternos”, que traz no elenco nomes como Angelina Jolie, Salma Hayek e Kit Harington.

Frances McDormand em cena de Nomadland, de Chloé Zhao Foto: Reprodução
Frances McDormand em cena de Nomadland, de Chloé Zhao Foto: Reprodução

Emerald Fennell

A britânica de 35 anos Emerald Fennell faz sua estreia como diretora de longa-metragens com a”Bela Vingança” (“Promising Young Woman”), longa também indicado nas categorias melhor filme e melhor roteiro, de sua autoria.

Formada em Inglês pela universidade de Oxford, Fennell atua, dirige e produz. Seu primeiro papel de destaque como atriz aconteceu em 2013, mas sua carreira entrou nos holofotes do mundo quando ela assumiu o papel de Camilla Parker Bowles, a esposa do Príncipe Charles, na premiada série “The Crown”, em 2019. Com quatro livros publicados, ela também se destacou como roteirista e, posteriormente, produtora executiva da aclamada “Killing Eve”, criada por sua parceira de longa data, a premiada Phoebe Waller-Bridge.

Emerald Fennell como Camilla Parker-Bowles em "The Crown" Foto: Divulgação
Emerald Fennell como Camilla Parker-Bowles em “The Crown” Foto: Divulgação

Agora Fennell agora se consagra como diretora com um longa que vem fazendo sucesso nos festivais internacionais. Estrelado por Carey Mulligan, “Bela Vingança” (que deve estrear no Brasil em 18 de março) conta a história de uma mulher que tem sua vida destruída pelo trauma de um estupro e arquiteta uma vingança.

“Queria fazer um filme sobre vingança, mas também sobre uma mulher real, que é diferente de como nós normalmente as vemos. É um thriller de vingança, uma comédia romântica, e subverte muitos clichês que estamos acostumados a ver”, disse a diretora ao Los Angeles Times.

Regina King

“Uma noite em Miami” marca a estreia de Regina King, 50 anos, na cadeira de diretora de longas-metragem. Antes, a atriz havia dirigido episódios de séries como “The Good Doctor” e “This Is Us”.

Nascida em Los Angeles, King iniciou sua bem sucedida carreira de atriz em 1985, aos 15 anos. Desde então já venceu quatro Emmy’s — a única atriz negra a atingir esse patamar no maior prêmio da TV americana —, o mais recente por sua atuação na série “Watchmen”, da HBO, em 2020, e um Oscar e um Globo de Ouro  como atriz coadjuvante em “Se a Rua Beale Falasse”, em 2019.

Regina King recebe prêmio de melhor atriz na 72ª edição do Emmy vestindo uma camiseta com o rosto de Breonna Taylor, jovem negra americana morta a tiros pela polícia dos EUA em março de 2020 Foto: Reprodução
Regina King recebe prêmio de melhor atriz na 72ª edição do Emmy vestindo uma camiseta com o rosto de Breonna Taylor, jovem negra americana morta a tiros pela polícia dos EUA em março de 2020 Foto: Reprodução

O longa dirigido por King que concorre ao Globo de Ouro nesta noite narra um encontro fictício entre quatro ícones afro-americanos do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos: Malcolm X, Muhammad Ali, Jim Brown e Sam Cooke. “Uma Noite em Miami” foi o primeiro filme dirigido por uma mulher negra americana a ser exibido no Festival de Veneza.

‘Soulmates’ tem bons roteiros, mas falta emoção

PATRÍCIA KOGUT

Cena de ‘Soulmates’ (Foto: Divulgação)

Durante mais de uma década, a televisão buscou “o novo ‘Lost’”. A série da ABC foi fundadora de um tipo de narrativa. Ela misturava aventura com suspense, tecnologia e doses de sobrenatural. Um grupo de sobreviventes se via numa ilha da qual era impossível escapar. Talvez estivessem em uma geografia perdida, mas o mais provável é que tivessem passado para outra dimensão. Atores bonitos, paisagens lindas (a locação era o Havaí) e muitos mistérios compunham essa fórmula irresistível. Foi um fenômeno pop que deixou muita saudade quando terminou, em 2010. “Black mirror”, lançada em 2011 no Channel 4 e logo comprada pela Netflix, é o “novo ‘Lost’”. Inventou uma linguagem e conquistou legiões de fãs. Ela é copiada por outras séries que estrearam posteriormente. “Soulmates” (a tradução literal é almas gêmeas), recém-lançada pela Amazon Prime Video, se inscreve nessa categoria. É recomendada como “o novo ‘Black mirror’”. Só esse aposto já diz muito. “Soulmates” tem qualidades, mas chegou depois e não encanta pela novidade.

São seis episódios de histórias independentes com um tema comum: o encontro com a alma gêmea. É um futuro indefinido, mas a busca pelo amor romântico ainda move tudo. E falando em futuro, a ideia de que estamos em outra cronologia se estabelece em recados eventuais. Eles são menos radicais do que os de “Black mirror”. Há aparelhos de celular diferentes, assim como as telas de computador. Mas, no geral, o mundo parece familiar. Os carros são os de hoje, as aulas numa universidades, também. Uma estética de propaganda embala tudo. É uma realidade ideal, sem poluição, com casas confortáveis e paisagens verdes. Aquela noção de que o planeta não deu certo passa longe daqui. O mundo já é quase perfeito. Só falta encontrar o par ideal. Até isso soa fácil porque uma empresa, a Soul Connex, oferece os testes e busca a resposta em seu cadastro. É uma versão evoluída dos aplicativos de encontro.

O elenco é cheio de estrelas. Sarah Snook (a Shiv de “Succession”) estrela o primeiro episódio; David Costabile (o Wags de “Billions”), o segundo; a espanhola Laia Costa Bertrán está no terceiro. Por aí vai.

Cada episódio é uma fábula em torno da ideia do “felizes para sempre”. Os roteiros são bem-construídos e os desfechos trazem pequenas lições, mas elas não são necessariamente moralizantes. Menos do que os textos, incomoda a realização. É tudo muito limpinho, chapado. Falta emoção. “Soulmates” merece a sua atenção, sim, mas com o aviso: ela é um “queijo tipo gorgonzola”, uma “Black mirror” que passou pela máquina de lavar com muito amaciante.

Kristen Wiig retoma parceria de ‘Missão Madrinha de Casamento’ após 10 anos

Annie Mumolo contracena com atriz em ‘Duas Tias Loucas de Férias’
DAVE ITZKOFF

Kristen Wiig em Veneza Tiziana Fabi-30.ago.2017/AFP

THE NEW YORK TIMES – Já se passou mesmo uma década desde que “Missão Madrinha de Casamento” virou de cabeça para baixo o mundo das comédias de cinema? O filme de 2011, escrito por Kristen Wiig e Annie Mumolo, e estrelado por Wiig como uma mulher cuja vida entra em parafuso quando sua melhor amiga (Maya Rudolph) decide se casar, foi um imenso sucesso.

Colocando um elenco principal feminino em uma comédia ousada e proibida para menores de 16 anos, e dando início a um debate sobre o papel das mulheres na comédia, o filme arrecadou mais de US$ 288 milhões nas bilheterias mundiais. “Missão Madrinha de Casamento” ajudou a elevar Wiig do elenco de “Saturday Night Live” ao estrelato, e valeu a ela e Mumolo uma indicação ao Oscar de melhor roteiro.

Em lugar de reaparecerem imediatamente em uma nova colaboração, as duas, que são amigas há muito tempo, se dedicaram a projetos individuais. Wiig trabalhou como atriz em filmes como “Perdido em Marte”, “Irmãos Desastre” e “Mulher-Maravilha 1984”, e Mumolo trabalhou em comédias como “Perfeita É a Mãe” e “Bem-vindo aos 40”.

Mas Wiig e Mumolo não tiraram férias de sua parceria. Dedicaram diversos anos a desenvolver um novo filme, “Duas Tias Loucas de Férias”, lançado nos serviços on-demand de vídeo pelo estúdio Lionsgate em meados de fevereiro. Escrito por Wiig e Mumolo e dirigido por Josh Greenbaum, o filme é estrelado pelas duas roteiristas, como um par de mulheres bem intencionadas mas completamente desavisadas, do Meio-Oeste dos Estados Unidos, cuja viagem a um resort de luxo inesperadamente as coloca em uma aventura de vida ou morte.

Comparado à comédia mais convencional de “Missão Madrinha de Casamento”, afirmam Wiig e Mumolo em uma entrevista por vídeo, elas queriam que o novo filme fosse mais livre e farsesco. É o tipo de humor que criavam em seus sketches para os Groundlings, o grupo de humoristas de Los Angeles no qual elas se conheceram, e que caracteriza filmes que elas adoravam quando eram crianças, como “Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu” e “Top Secret! Superconfidencial”.

“Às vezes as pessoas não dão valor ao humor bobo”, explica Wiig. “É divertido, e não se leva a sério demais”. Mumolo acrescentou que “era nessa direção que estávamos pensando, por alguns anos –porque demoramos muito para fazer o filme”.

Wiig e Mumolo falaram mais sobre a realização de “Duas Tias Loucas de Férias”, sobre a maneira pela qual o projeto nasceu de “Missão Madrinha de Casamento”, e sobre seu afeto pelas personagens de meia-idade que interpretam. Abaixo, trechos editados de conversa.​

Sua amizade e parceria começou no Groundlings?
Mumolo Kristen e eu fizemos muito sucesso lá. Nosso senso de humor era muito parecido. Eu sempre adorei escrever com ela, desde o primeiro minuto.
Wiig Nós com certeza gravitamos na direção de personagens do reino da meia-idade. Mas só percebemos anos depois que, uau, todas as nossas personagens são mulheres de meia-idade com perucas insanas.
Mumolo Elas são invisíveis e não têm representação suficiente no cinema e TV, mas nos parecem muito reais. Como a mulher que trabalhava no balcão do consultório de dentista do meu pai, e era obcecada por Fabio, e entrou em um concurso para ganhar uma viagem de esqui com Fabio.

Foi difícil continuar colaborando quando Kristen saiu para integrar o “Saturday Night Live”?
Mumolo Nunca contei isso a Kristen, mas na verdade fiquei muito triste quando ela saiu para fazer “Saturday Night Live”. Porque sentia falta dela.
Wiig [com olhos tristonhos]: Owww.
Mumolo Senti que talvez tivéssemos chegado ao final de uma era, mesmo que ainda tivéssemos muitas ideias que gostaríamos de fazer juntas. Mas senti de verdade a falta dela.
Wiig E eu a sua! Mas nós nos reencontramos, como amantes (criativas) há muito tempo separadas. Começamos a escrever “Missão Madrinha de Casamento” durante meu segundo ano no programa, acho.

“Missão Madrinha de Casamento” começou com um humor mais absurdo, como o que vemos em “Duas Tias Loucas de Férias”?
Wiig Oh, sim. Tínhamos um par de ideias para números musicais.
Mumolo A primeira chefe que Kristen teve era uma pessoa parecida com as mulheres do filme. Era obcecada por bonecas.
Wiig Quando estávamos correndo para procurar Lillian [a noiva, interpretada por Maya Rudolph], encontraríamos uma mulher caída no chão. E diríamos, “meu Deus, é Lillian, ela morreu!”, e logo em seguida diríamos “não, não é Lillian”. E sairíamos correndo de novo.

E depois do sucesso de “Missão Madrinha de Casamento” vocês não receberam um monte de propostas para escrever novos filmes?
Wiig Tivemos oportunidades de escrever mais, e a coisa ainda nos parecia uma novidade. Escrever um filme é assunto bem diferente de qualquer coisa que tivéssemos tentado antes.
Mumolo Todo mundo te procura e diz, ei tenho uma ideia para você. Minha vida vai ser sua próxima comédia. Muita gente procurou nossos pais para lhes entregar coisas. Meu pobre pai, os pacientes dele lhe entregavam roteiros. E ele me perguntava o que devia dizer às pessoas.

“Missão Madrinha de Casamento” ajudou a iniciar o diálogo sobre igualdade para as mulheres no cinema, mas também atraiu alguns elogios na verdade insultuosos, do tipo, “eu não sabia que mulheres podem ser engraçadas”. Isso as surpreendeu?
Mumolo Nós nem tínhamos ideia dessa percepção de que “mulheres não conseguem ser engraçadas”, até que começamos a divulgação do filme e a imprensa levantou a questão. E aí ela ganhou força. Foi bem estranho.
Wiig A falta de oportunidades para mulheres roteiristas, atrizes e diretoras sempre existiu. E porque o assunto se tornou importante, a reação foi um pouco “mas por que isso é assunto? Por que continuamos a falar disso?” Estamos realmente discutindo se mulheres são capazes de ser engraçadas?

Houve um momento em que vocês souberam que “Duas Tias Loucas de Férias” seria o projeto seguinte, depois de “Missão Madrinha de Casamento”? Vocês sentiram a obrigação de voltar rapidamente com um novo filme?
Wiig Nunca chegamos a dizer que, opa, precisamos escrever alguma coisa nova rapidinho. Isso só aconteceu quando Annie e eu estávamos conversando sobre besteiras e aí veio a ideia de, ei, talvez devêssemos escrever alguma coisa.
Mumolo “Missão Madrinha de Casamento” demorou cinco anos e meio para sair. É quase como engravidar e ter o filho. Se você descobrisse que engravidou de novo um dia depois de fazer o parto de um bebê, seria difícil aceitar. É preciso tempo para que seu cérebro se descomprima e para viver a vida, simplesmente.
Wiig Também há muito mais alegria em escrever quando a coisa não parece uma missão. Escrevemos o primeiro rascunho [de “Duas Tias Loucas de Férias”] muito rápido. Escrevemos sem pensar em qualquer coisa maior, e ficamos avaliando se era engraçado ou esquisito. Depois, pedimos que oito ou dez pessoas lessem o roteiro todo. E aí concluímos que aquilo talvez fosse algo em que devêssemos continuar trabalhando.

De onde vêm os personagens Barb e Star?
Mumolo Em “Missão Madrinha de Casamento”, nós estávamos escrevendo cenas para Lillian e sua mãe [interpretada por Lynne Marie Stewart], e criávamos diálogos em que a mãe desembestava a falar sobre o supermercado. [Com sotaque exagerado do Meio-Oeste]: “Amo isso, onde você encontrou essa saída de praia? É maravilhosa!”. E a resposta era “comprei no Costco”. Mas aquelas conversas não tinham nada a ver com coisa alguma. A ideia cresceu com o tempo, e é engraçado porque, quanto mais falávamos a respeito, mais percebíamos que esses personagens na verdade somos nós.
Wiig A parte que não mostramos a ninguém. As versões verdadeiras de nós, quando conversamos pelo telefone.

Vocês admiram o fato de que elas são tão desligadas da realidade?
Wiig O que amo nelas é que simplesmente filtram, inconscientemente, aquilo que os outros pensam sobre elas. Elas entram em uma sala e as pessoas podem reagir dizendo “vocês não foram convidadas”, e elas sairiam dizendo algo como “mas que festa divertida”. Elas vivem em uma bolha de inocência onde tudo é maravilhoso, e novidade para elas.
Mumolo Invejo a maneira pela qual elas encontram alegria nas menores coisas –na revista de bordo que recebem no avião. Seria ótimo se pudéssemos engarrafar esse sentimento e carregá-lo conosco.

“Duas Tias Loucas de Férias” foi concebido para dar a Annie mais tempo de tela do que ela teve em “Missão Madrinha de Casamento”?
Wiig O filme com certeza é bem dividido entre nós. Eu sempre achei que o mundo precisava ver mais de Annie. Porque ela é literalmente a pessoa mais engraçada que conheço.
Mumolo Escrevemos um papel para mim em “Missão Madrinha de Casamento”, como uma das madrinhas. Mas por conta do processo do filme, a incerteza sobre se ele seria ou não feito, que durou muitos anos, eu decidi tocar minha vida, formar uma família. Engravidei. O filme tinha sido arquivado, mais ou menos, mas eles telefonaram duas semanas depois para dizer que seria feito. E eu estava grávida. Que ótimo.
Wiig Você estava grávida de quantos meses?
Mumolo Estava grávida de sete meses quando começamos a filmar, e meu filho nasceu dez dias depois que terminamos. Eu não podia mais fazer o papel, e por isso o alteramos e escalamos outra pessoa. Mas agora tenho meu maravilhoso filho de 10 anos de idade, que eu não trocaria por filme algum.

Por que vocês decidiram escalar Jamie Dornan como o interesse romântico do filme?
Wiig Poderíamos falar disso por uma hora. Você nunca sabe como as coisas vão ser, quando escala alguém. E aí ele apareceu no set e nós… “Nossa, você é maravilhoso”.
Mumolo No dia em que conhecemos Jamie, estávamos sentadas com o figurino das personagens, perucas e tudo mais, e eu comentei que “temos de ser as garotas dos seus sonhos”. E ele respondeu que “eu adorava ‘As Super Gatas’, e era apaixonado por Estelle Getty”. Não é algo que faz você amar o sujeito?

Filmar em um resort luxuoso de praia teve algo de agradável para vocês?
Wiig Posso dizer que estava muito calor. Se você der um zoom em qualquer cena que nos mostre ao ar livre, vamos estar sempre suando.
Mumolo Havia cenas em que estávamos na areia, olhando uma para a outra, e o comentário era “olha, vou avisar que estou desmaiando – nem consigo te ver”.

Vocês tiveram de treinar para as cenas com o jet-ski?
Wiig Vi uma versão de Annie que nunca tinha visto. Ela me mandou subir e tomou o controle daquela coisa como tivesse pilotado um jet-ski a vida toda. E eu me segurando desesperada.
Mumolo Foi minha cena favorita, com certeza. Voar pelo oceano aberto, foi muito emocionante. E Kristen me agarrando, aos gritos.
Wiig Tenho medo de tubarões e coisas que saiam da água para me agarrar. Fiquei apavorada.

Foi uma decepção para vocês que “Duas Tias Loucas de Férias”, que deveria sair nos cinemas, esteja sendo lançado só on-demand?
Wiig Em termos de satisfação, não há nada que se compare a a assistir a um filme no cinema, com outras pessoas. Estar em uma sala com um grupo de pessoas alegres, e escapar por um minuto da vida, é um sonho. Claro que queríamos o nosso filme nos cinemas, mas essa escolha inevitável foi feita em nosso nome, não apenas pelo estúdio, mas pela situação do mundo. Queremos que as pessoas fiquem seguras, e elas podem assistir em casa. Tudo bem, assim.
Mumolo De um jeito esquisito, talvez as coisas devessem ser assim. Parece loucura, agora –meu Deus, imagine fazer uma viagem. Quando você pensa que Barb e Star nunca saíram da cidade em que nasceram, e que eu começo a sentir que nunca saí da minha casa…

Vocês já decidiram qual será sua próxima colaboração?
Wiig Falarei por nós duas ao afirmar que sempre trabalharemos juntas. Mas quem sabe qual vai ser a próxima coisa? Não sei. Haverá alguma coisa no horizonte. Dentro de mais 10 anos? Não sei [risos].
Mumolo Temos sonhos de levar Barb e Star a algum outro lugar.
Wiig Mas teria de rimar com seus nomes.
Mumolo Precisamos de um globo terrestre e de um dicionário de rimas.

Tradução de Paulo Migliacci.Final do conteúdo

Giorgio Armani | Fall Winter 2021/2022 | Full Show

Giorgio Armani | Fall Winter 2021/2022 by Giorgio Armani | Full Fashion Show in High Definition. (Widescreen – Exclusive Video/1080p – MFW/Milan Fashion Week Women’s)

Alex Arcoleo – Kind/Old Days/Further

‘New York Times’ anuncia plano de diversidade e inclusão no jornal

Denise Mota

Mais de 400 funcionários do New York Times foram entrevistados para a reportagem sobre diversidade e inclusão na organização de mídia de notícias. Crédito … Zack DeZon para The New York Times

Após levantamento feito com 400 funcionários ao longo dos últimos oito meses, o jornal norte-americano “New York Times”, que chega aos 170 anos em setembro, anunciou que começará a implementar mudanças, tanto na redação como em outros departamentos da companhia, para que se torne mais “diverso e inclusivo”.

Algumas das conclusões enumeradas pelos executivos da publicação e resumidas em reportagem do jornal são que as estruturas da organização não oferecem possibilidades plenas de desenvolvimento levando-se em consideração “distintos tipos de diferença: gênero, raça, orientação sexual, deficiência, origem econômica, posição ideológica e outras”.

Negros e latinos estão “subrepresentados em cargos de liderança”, informam, e muitos dos funcionários “descreveram experiências de trabalho cotidianas desconcertantes e às vezes dolorosas”. Mulheres de origem asiática, por exemplo, expressaram sua “invisibilidade”, diz a pesquisa: “Ao ponto de serem chamadas, com regularidade, pelos nomes de outras colegas, da mesma raça, algo que outras pessoas de cor descreveram também”.

“Pessoa de cor”, nos Estados Unidos, é um termo que vem sendo ressignificado para descrever uma identidade ampla e é utilizado hoje por aqueles que se veem ou são vistos como “não-brancos”: negros, indígenas, imigrantes, latinos, asiáticos ou mesmo seguidores de religiões minoritárias entre os norte-americanos, como muçulmanos ou católicos. Essa compreensão “guarda-chuva”, usada de forma estratégica para construir unidade ao redor de pautas como o combate à violência policial, não está isenta de críticas, como a de que é uma concertação artificial que achata as experiências e problemas enfrentados por cada grupo que a compõe.

“Uma cultura que funcione para todos”

Apesar de apresentar estatísticas que mostram o crescimento do número de mulheres e não-brancos no jornal, e em lugares de liderança, a partir da análise de como e quanto está sendo feita essa inclusão, o “New York Times” expressa que assumiu o compromisso de encarar sua falta de diversidade “de forma contundente” e aumentar a quantia de negros em posições de chefia, por exemplo, dos atuais 9% do total de funcionários, para 13,5% até o final de 2025.

O plano de ação tem como objetivo final “construir uma cultura que funcione para todos”, como resume o título do documento. Entre as medidas elencadas para “a criação de um ambiente corporativo com diversidade, equidade e inclusão”, estão um novo programa de treinamento para os que hoje ocupam cargos de liderança, a expansão do programa de bolsas em jornalismo e o estabelecimento de parâmetros claros sobre as expectativas da companhia em relação a comportamentos e valores dos seus integrantes.

A cobertura e o negócio jornalísticos, preveem, também serão beneficiados por essas mudanças: “Nossas práticas editoriais serão mais inclusivas, e nossas reportagens vão oferecer um retrato do mundo com mais nuanças, mais verdadeiro e mais rico. Assim, vamos atrair uma base de leitores e assinantes que refletirá de forma mais completa a amplitude da sociedade à qual servimos”.

Os passos foram elaborados a partir de “conversas profundas com colegas”, análises de dados sobre a demografia do staff e orientações de especialistas nesse tipo de processo no mundo empresarial, informa o documento. “As ações vão demandar o maior investimento que o ‘Times’ já fez – em termos de tempo, dinheiro e energia – para impulsar o avanço da nossa cultura. Acreditamos que esse trabalho representa um passo importante e necessário rumo a uma evolução mais ampla da companhia.”

Taylor Swift cancela turnê que passaria pelo Brasil por conta da pandemia

Tickets For Fun não fará reembolso em dinheiro dos ingressos comprados, e o valor será convertido em créditos

Taylor Swift (Photo by John Salangsang/Invision/AP)

cantora norte-americana Taylor Swift foi mais uma que decidiu cancelar os shows que faria no Brasil por conta da pandemia da covid-19. As apresentações faziam parte da turnê “Lover Fest”, que já tinha sido parcialmente cancelada anteriormente.

Em comunicado divulgado em seu Instagram oficial, a cantora afirmou que vivemos uma pandemia sem precedentes e, portanto, não há como afirmar quando esses shows poderiam ser realizados.

“Eu amo vir aqui contar boas notícias e contar sobre um novo projeto pra vocês. Contar notícias que me deixam triste não é a minha coisa preferida no mundo. Eu sinto muito, mas eu não posso remarcar os shows que nós havíamos adiado. Ainda que o reembolso tenha ficado disponível desde que eu adiei shows da ‘Lover Fest’, muitos de vocês seguraram os ingressos e eu mesma me ative à ideia de que nós poderíamos reagendar as apresentações.”

Reembolso

E por falar em reembolso, a Tickets For Fun —empresa responsável pela realização dos shows no Brasil— não fará o reembolso em dinheiro dos ingressos comprados, mas oferecerá o valor da compra em créditos para serem gastos em compras futuras.

A gente sabe que essa situação toda é um baita inconveniente. Mas a gente só consegue seguir com o planejamento do segundo semestre de 2021 e de todo o 2022, e trazer os artistas que a gente ama tanto, com o apoio da Lei 14.046/2020 que foi criada pra esse momento sem precedentes— T4F (@t4f) February 26, 2021

A regulamentação segue a Lei nº 14.046, que prevê que o valor gasto em ingressos para eventos que foram cancelados ou adiados em razão da pandemia de coronavírus deve ser reembolsado em crédito para o cliente.

O prazo para entrar com o pedido de reembolso em crédito é de 120 dias corridos a partir da data do cancelamento do evento. A partir daí, a Tickets For Fun tem 30 dias para dar acesso ao crédito para o cliente, que terá que usá-los em até 12 meses após o fim do decreto de calamidade pública.