Aos 76 anos, Zezé Motta desabafa sobre envelhecimento: ‘Já tive todas as crises que uma mulher tem direito, agora cansei’

À Revista ELA, a artista ainda chegou a revelar detalhes sobre sua vida movida a paixões

Zezé Motta Foto: Reprodução

Zezé Motta está numa boa fase da vida. Depois de ser vacinada contra a Covid-19 no final de janeiro, na ação realizada no Retiro dos Artistas, a atriz, de 76 anos, vem demonstrando plenitude em seu perfil nas redes sociais. 

Há uma semana, a atriz publicou uma série de quatro fotos em seu Instagram para falar sobre o envelhecimento como um processo natural da vida, e revelou que já passou por crises envolvendo a idade. Como ela mesma diz, “virou doutora no assunto”.  

“Eu e minhas versões “Estou de bem com a vida”. Já tive todas as crises que uma mulher tem direito, agora cansei. Estou de bem com a vida. Fiquei pensando sobre o que a saudosa Tônia Carreiro me disse uma vez, que achava péssima a história de envelhecer, mas por outro lado, quem não envelhece morre cedo. Então envelhecer é uma dádiva, ou você preferia morrer cedo?”, indaga ela, que continua:

“Uma das coisas que lamento nesse país é que as pessoas não valorizam o idoso que tem muito a acrescentar e ensinar. Tenho muito a contribuir para as pessoas que estão passando por crise de idade. Posso me considerar uma Doutora no assunto… Axé meu povo!”.

Em outra série de cliques publicados na rede social há quatro dias, a atriz detalhou sobre sua rotina corrida e mostrou que tem disposição de sobra.

“22:38pm, digam-me, tô com cara de quem levantou às 6h, fez fisioterapia, leu um roteiro com mais de 150 páginas, colocou ordem no barraco (a minha agenda), participou de um podcast e ainda deu uma entrevista que durou 4h? Encerrando por aqui o meu dia de hoje e ainda posando exclusivamente procês aqui da minha rede social… Estou me sentindo MARAvilhosa… Aquele beijo pra todxs vocês!”, escreveu ela na legenda.

Mas encarar a vida com leveza não é uma qualidade de Zezé que surgiu recentemente. Em 2019, a atriz despiu-se para a Revista ELA e falou sobre ser uma mulher movida à paixão.

“Fui casada cinco vezes. Quando não estou apaixonada, eu invento; às vezes dá certo, às vezes, não. Nunca assinei papel. O curioso é que fico emocionada em casamentos, choro e tudo, e adoro usar aliança. Mas não aconteceu comigo. Também fui muito namoradeira e tive outras relações importantíssimas. Vivi uma grande paixão com o Pitanga (Antonio Pitanga, ator ), quando éramos jovens, e com o Afilofio Filho (cineasta ). Ih, foram tantos romances… Para mim, amor não tem gênero. Também sou capaz de me apaixonar por uma mulher, o que não aconteceu até hoje. Mas, enquanto a gente está vivo, tudo é possível.”

Quinn Mora By Amy Troost – Harper’s Bazaar US February 2021

Bright Idea   —   Harper’s Bazaar US February 2021   —   www.harpersbazaar.com
Photography: Amy Troost Model: Quinn Mora Styling: Sydney Rose Thomas Hair: Tina Outen Make-Up: Sally Branka Manicure: Michina Koide  Set Design: Kadu Lennox

Agência de viagens wellness Omm Journeys ressignifica o turismo convencional com roteiros focados em autoconhecimento

Os itinerários oferecem conteúdo e atividades de bem-estar
LUANDA VIEIRA

(Foto: Vogue Brasil)

“Você acredita que a mudança acontece para desestruturar ou para construir um futuro melhor?”, pergunta a coach de vida e carreira Ana Raia. Isso para explicar sobre “aceitação radical”, conceito da psicóloga Marsha M. Linehan que define qual seria a atitude mais sensata perante adaptações a adversidades, como a pandemia que estamos enfrentando mundialmente. “A ideia é aceitar tudo o que a vida traz, seja uma questão positiva ou negativa. Quando evitamos a parte ruim, vivemos pela metade e deixamos de evoluir”, explica Ana.

A mesma vontade de querer repensar as minhas atitudes do dia a dia imediatamente, ao conversar com a profissional pelo telefone, foi a da empresária Carla Palermo após participar de um curso de Ana Raia. “Ter saído da minha zona de conforto me fez entender que o caminho que eu gostaria de seguir estava relacionado ao meu trabalho com viagens e essa questão de desenvolvimento pessoal, que sempre fui muito ligada. Junto com a Chris Biagioni criamos a Omm Journeys”, conta Carla.

Vista da área externa do hotel Six Senses Botanique (Foto: Divulgação)

Separadamente, a dupla possui agências de viagem de luxo e agora unem as expertises para incluir experiências wellness no roteiro. O primeiro capítulo desta jornada acontece entre os dias 22 e 25 de março no hotel Six Senses Botanique, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, para 25 mulheres. “O projeto começa no Brasil por conta do cenário e para fomentar o turismo nacional, mas já estamos programando retiros na Índia, Butão, Japão, Indonésia e Atacama. A data só depende da vacina para o novo coronavírus”, explica Chris.

“O nosso modelo de negócio mistura ideias de hotelaria, como a do grupo Canyon Ranch, que é uma das nossas inspirações; plataformas de bem-estar e pinceladas de turismo porque seria um desperdício não aprender com a cultura local. Tudo com conteúdo ligado à saúde, à espiritualidade, ao desenvolvimento humano e ao conhecimento filosófico.”

Spa da Água localizado no hotel (Foto: Divulgação)

Com a estrutura organizada, Carla e Chris passaram o comando da programação para Ana, claro, e a especialista referência em ayurveda, ioga e meditação Márcia De Luca, que estarão neste encontro para ministrar atividades que promovem o resgate da autoconfiança, como exercícios de reconexão e rituais de passagem, além de caminhadas na natureza, aulas de meditação e ioga.

“Sugerimos uma transformação para que essas mulheres encontrem suas melhores versões. Essa é a nossa maior responsabilidade perante o universo para criar um mundo mais pleno, justo e feliz”, explica Márcia. Ainda que no futuro o plano seja ter outros grupos que incluam a presença masculina, começar só com mulheres foi uma escolha de empoderamento. “Costumo dizer que uma mágica acontece quando mulheres estão reunidas. Lembrando que empoderar não é ter poder sobre o outro, mas assumir nosso próprio poder nato de realização. Quando uma mulher é autoconfiante, todas as outras se beneficiam. É uma cura que vem através da aceitação da diversidade e igualdade. Exercitamos a escuta e nos colocamos no lugar da outra. A partir disso, encontramos força para estabelecer limites e dizer não. É um processo bonito de possibilidades e novos caminhos”, explica Ana.

Mesmo com a proposta de mergulho interior, a coach alerta que mudanças acontecem a partir das nossas decisões. “Sempre trago conhecimento como sugestão ou convite, nunca como uma verdade absoluta. Os problemas vão acontecer, mas é o indivíduo que escolhe seu caminho. Espero que esse encontro possa gerar equilíbrio”, diz.

Os valores para os três dias (de R$11.360 até R$ 28.190, de acordo com a acomodação escolhida) incluem acesso livre a todas as atividades, alimentação, hospedagem e teste de PCR domiciliar para a COVID-19. “Nós que trabalhamos com viagem há muito tempo sabemos da potência de conexão individual e de famílias nesses momentos. Por que não agregar outras vivências e informação? As pessoas entenderam a importância de investir em saúde, autoconhecimento e busca por propósito”, finaliza Carla.

Escalda-pés, Ôchá; óleo para massagem relaxante, By Samia; floral para sono, Alkhemy Lab; spray de travesseiro, Terra Dourada; óleo roll-on, Be.Or, gua sha; kit de pedras energéticas (Foto: Divulgação)
Escalda-pés, Ôchá; óleo para massagem relaxante, By Samia; floral para sono, Alkhemy Lab; spray de travesseiro, Terra Dourada; óleo roll-on, Be.Or, gua sha; kit de pedras energéticas (Foto: Divulgação)

FORA DA CAIXA
Conhecido por seus retiros espirituais, o Sowing passou pelo desafio de migrar essas experiências para ações digitais. “Gravamos cursos de cabala, medicina da consciência, alquimia, astrologia e reprogramação”, diz Carolina Valle, criadora da plataforma junto com Catarina Pires e Nathalia Barbosa. Com curadoria impecável (nacional e internacional), elas acabaram de lançar sete tipos de caixas com itens (acima) que trabalham de acordo com as necessidades do momento, como ter alegria ou tranquilidade. “Estamos aqui para semear as possibilidades de transformação.”

Jeff Bezos, fundador da Amazon, anuncia que vai deixar direção da empresa no segundo semestre

Varejista on-line americana informou que segundo homem mais rico do mundo será substituído por Andy Jassy

Jeff Bezos, fundador da Amazon, está na lista dos 10 maiores bilionários do mundo

A varejista on-line americana Amazon informou nesta terça feira que o seu fundador, Jeff Bezos, vai deixar o comando direto da empresa.

Segundo homem mais rico do mundo, ele será substituído à frente da Amazon por Andy Jassy, executivo responsável pela area de computação em nuvem da empresa americana. 

A transição será concluída no terceiro trimestre de 2021, informou a companhia.

“A Amazon é o que é por causa da invenção. Nós fazemos coisas malucas juntos e depois as tornamos normal”, afirmou Bezos no comunicado divulgado nesta terça-feira pela companhia com os resultados do quarto trimestre de 2020.

Bezos, que ocupava a liderança do ranking de bilionários desde 2017, perdeu o posto para Elon Musk.

Ele citou inovações nas quais a Amazon foi pioneira, como avaliações de clientes sobre produtos, 1-Click (compras em um clique), recomendações personalizadas, entrega insanamente rápida do Prime e loja Just Walk Out, que não precisa de caixas.

Também apontou inovações tecnológicas que se tornaram populares e alçaram a Amazon ao rol de gigantes da tecnologia global, como o leitor de livros Kindle e a assistente virtual Alexa.

No texto, citou o próprio conceito de marketplace, uma tendência que se aprofunda no comércio eletrônico em todo o mundo.

“Se você faz bem, alguns anos depois de uma invenção surpreender, a coisa nova se torna normal”, afirmou Bezos.

“Pessoas bocejam. Esse bocejo é o maior elogio que um inventor pode receber. Quando você olha para nossos resultados financeiros, o que você realmente está vendo são os resultados acumulados no longo prazo da invenção. Neste momento, vejo a Amazon no seu estado mais criativo de sempre, tornando-se um momento ideal para esta transição”, concluiu o bilionário.

ss21 Off-White™ runway show titled “Adam is Eve” at “Imaginary TV”.

ss21 Off-White™ runway show titled “Adam is Eve” at “Imaginary TV”.

Em anúncio do Squarespace no Super Bowl, Dolly Parton transforma versão de “9 to 5” em hino dos freelas

Agora chamada “5 to 9”, canção faz referência aos profissionais que trabalham com o que realmente gostam paralelamente aos seus empregos formais
Por Soraia Alves

Seguindo os anúncios especiais para o Super Bowl LV, o Squarespace convidou Dolly Parton para recriar a música “9 to 5” em uma versão que a transforma em um hino dos freelas. Agora chamada “5 to 9”, a canção faz referência aos profissionais que trabalham com o que realmente gostam paralelamente aos seus empregos formais.

De acordo com David Lee, diretor de criação da Squarespace, 2020 fez com que mais pessoas começassem a empreender, especialmente através de atividades que também lhes dão prazer. Assim, o objetivo do anúncio é mostrar como o Squarespace pode fornecer ferramentas úteis para que qualquer pessoa transforme sua atividade preferida em um negócio.

O filme retrata as diversas atividades que os funcionários de um escritório tradicional realizam no período pós-expediente, e brinca com a a alteração do refrão da música de Dolly Parton de “9 to 5” para “5 to 9”. “Com tudo o que está acontecendo no mundo, queríamos tentar lançar um conteúdo que injetasse otimismo, em vez de seguir um caminho mais sério”, disse Lee. “Queríamos dar às pessoas um empurrãozinho para irem atrás de seus sonhos”, conclui.

Como parte da campanha, o Squarespace também está lançando um site para o próprio negócio “extra” de Dolly Parton, uma linha de fragrâncias.

Angelina Jolie Covers The March Issue Of British Vogue

BY EDWARD ENNINFUL

© Craig McDean

A promessa de uma nova temporada já foi tão atraente quanto a primavera que se aproxima? Depois de um inverno longo e sombrio – um ano longo e sombrio, francamente – pensamentos de manhãs brilhantes, ar fresco, nova moda e uma mudança de cenário quase parecem maravilhas impossíveis.

Este mês de março, é claro, traz consigo o aniversário do primeiro bloqueio por pandemia no Reino Unido. Na maioria dos dias, pelo menos me sinto grato pelo quão longe chegamos, e especialmente por todas as pessoas extraordinárias – na profissão médica e além – que continuam a se manter unidas para um bem maior. Estou impressionado com nossos vacinologistas, com o esforço científico global que trouxe muita esperança a uma situação que muitas vezes parece sem esperança.

No entanto, também há dias difíceis em que ainda parece que as coisas mal mudaram. Enquanto escrevo isto em minha casa em Londres, muitos de nós estamos mais uma vez confinados em nossas casas, monitorando nervosamente as estatísticas do hospital e os números R, nos preocupando com nossa família e amigos e imaginando se alguma daquelas promessas muito ousadas que se tornaram tais uma característica perturbadora da vida política sempre se revelará verdadeira. Foi difícil. Duro com a indústria da moda, duro com as artes, duro com todos.

Mas nunca para de me surpreender como, para muitas mentes criativas que trabalham hoje, isso não significou o fim da inspiração. Qualquer um que me conhece sabe que o que mais me atraiu é o talento. Mais do que beleza, mais do que agitação, é a emoção e a esperança instiladas nas pessoas que usam sua criatividade para nos inspirar, reformular nossas opiniões e levar a sociedade para melhor que realmente fazem meu coração disparar.

É o maior privilégio do meu trabalho defender inovadores, iniciantes ou estabelecidos. À medida que vivemos mais um capítulo desta pandemia, parece cada vez mais urgente fazê-lo, especialmente para a geração mais jovem, muitos dos quais passaram por um período tão complicado no ano passado. E assim, designei alguns de nossos estimados editores e colaboradores para que cada um indicasse um jovem criativo de uma variedade de áreas para um portfólio da nova guarda definida para dominar e levantar nosso ânimo nos meses e anos seguintes. Desde o designer que encontra novas formas colaborativas de trabalhar até o fotógrafo talentoso e o curador que estão fazendo ondas, até as próximas grandes coisas na arte, música, cinema, tecnologia e beleza, é uma chamada promissora.

Fotografados em três continentes, esses jovens me dão fé na resiliência do espírito criativo – e, em dias mais sombrios, tornam o futuro mais fácil e mais emocionante de imaginar. Eles são um lembrete bem-vindo de que isso também passará. Além de minhas funções como editor-chefe da Vogue britânica, recentemente assumi o papel de diretor editorial europeu da Vogue em nossas edições na Grã-Bretanha, França, Itália, Alemanha e Espanha. Estou muito animado para trabalhar com as equipes, e com certeza a criatividade continuará sendo a base de tudo o que fazemos.

© Craig McDean

Com o início da primavera, uma nova temporada da moda começa a sério. Certamente, nossos hábitos de estilo permanecem um tanto ajustados, mas há muito o que adorar. Finalmente, após um ano de debates, oferecemos a versão definitiva sobre o vestuário para o escritório em casa, cortesia da fotógrafa e estilista Venetia Scott. A fotógrafa Charlotte Wales monta um elenco vibrante, de Ajok Daing a Yasmin Le Bon, em uma ode à confiança corporal, e você também encontrará um resumo dos acessórios mais procurados da temporada.

Sou especialmente grato ao designer Kim Jones, recém-nomeado diretor artístico de moda feminina da Fendi, que nos deu um primeiro olhar exclusivo para sua primeira coleção de alta costura para a casa italiana. Viajando para Sussex com Kate Moss, junto com os fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott, nos imergimos nas longas sombras do Grupo Bloomsbury; Virginia Woolf, que já morou a algumas portas da casa de infância de Jones, perto de Lewes, forneceu inspiração indelével para a coleção. Em outro lugar, em Truth Be Told, o escritor e editor colaborador da Vogue Afua Hirsch conhece a autora americana Isabel Wilkerson. Se você ainda não leu Caste, você absolutamente deve. Impressionantemente pesquisado e bem escrito, há meses vem atraindo fãs para suas importantes teses. Em uma rara entrevista, a esquiva vencedora do Prêmio Pulitzer nos mostra seu processo de escrita.

© Craig McDean

Então, no final do ano passado, tive o grande prazer de entrevistar a incandescente Angelina Jolie, bem como de estilizá-la para a matéria de capa deste mês. Ela é uma mulher que sempre admirei – uma performer e diretora destemida que, por 20 anos, também trabalhou incansavelmente como ativista e humanitária (muito antes de se tornar comum para os olhos do público fazê-lo). Vê-la e seus filhos maravilhosos em casa juntos foi uma alegria, e ela tem muito a dizer sobre maternidade, filmes e fazer a diferença. “Estou tentando ter esperança”, ela me disse enquanto considerava os próximos meses.

© Craig McDean

Não somos todos – embora às vezes a esperança possa parecer muito desafiada. Quando chegou a notícia, pouco antes do Natal, de que Stella Tennant – modelo pioneira, mãe amorosa e também uma criativa brilhante – havia falecido aos 50 anos, isso abalou profundamente muitos de nós na indústria. O editor colaborador Ronnie Cooke Newhouse escreve em homenagem a Stella e tudo o que ela representou. Rara é a modelo que define uma era, quanto mais uma que, como Stella, passou 30 anos no topo de seu jogo sem nunca perder um grama de bondade ou cool. Desde nossos primeiros dias trabalhando juntos como adolescentes até nossas filmagens mais recentes juntos em nossos quarenta anos, ela foi uma mulher notável que toda uma indústria está de luto. Sua extraordinária contribuição para a moda britânica continuará viva.

A edição de março da Vogue britânica chega às bancas no dia 5 de fevereiro.

Tony Bennett fez novo álbum com Lady Gaga após diagnóstico de Alzheimer

Tony Bennett com Lady Gaga – Instagram/#tonybennett

NOVA YORK REUTERSA família do Tony Bennett revelou que o lendário cantor sofre do Mal de Alzheimer, rompendo o silêncio a respeito de seu estado quatro anos depois de ele ser diagnosticado com a doença progressiva que destrói a memória.

Sua esposa, Susan, disse à AARP Magazine em uma entrevista publicada nesta segunda-feira que o artista de 94 anos, cujo primeiro sucesso, “Because of You”, foi lançado em 1951, vem perdendo a capacidade de tomar decisões.

Ele vinha tentando ocultar o diagnóstico na tentativa de continuar trabalhando, contou ela. Apesar do diagnóstico em 2016, Bennett gravou um novo álbum com a cantora Lady Gaga que é esperado para este ano, afirmou a revista e o assessor de Bennett.

O álbum, uma sequência para a colaboração entre os dois artistas de 2014, “Cheek to Cheek”, foi gravado entre 2018 e 2020. A AARP Magazine disse que imagens brutas de um documentário mostram Gaga e Bennett, que canta em boa voz, mas às vezes parecendo perdido e perplexo, em uma passagem solo de uma canção romântica.

“Gaga olha adiante, por de trás de seu microfone, seu sorriso começa a estremecer, seus olhos começam a transbordar antes dela colocar as mãos no rosto e chorar”, disse a revista. Bennett continua otimista, mas seu estado está se deteriorando cada vez mais, disse sua esposa.

“Ele me perguntava ‘o que é Alzheimer?’ Eu explicava, mas ele não entendia”, explicou ela à revista. Gayatri Devi, neurologista do Hospital Lenox Hill de Manhattan e autor de “The Spectrum of Hope”, que trata do Alzheimer, diagnosticou Bennett em 2016.

Devi incentivou enfaticamente a família de Bennett a fazer com que ele continue cantando e se apresentando enquanto ele conseguir desfrutar disso. “Isso o manteve alerta, e também estimulou seu cérebro de uma maneira considerável”, disse Devi, segundo citação da AARP Magazine.

A doença torna suas vítimas dependentes de cuidadores, mas até agora Bennett foi poupado da desorientação que às vezes leva pacientes a se afastarem de casa ou sentir terror, fúria ou depressão, disse a AARP Magazine. Ele pode nunca desenvolver esses sintomas. Mas há poucas dúvidas de que a doença havia avançado, disse a revista.

Receita de dona do Google cresce e ações sobem 7%

O crescimento foi puxado pelo retorno dos anunciantes ao Google
Por Giovanna Wolf, Gabriel Caldeira e Iander Porcella – O Estado de S.Paulo

Alphabet, dona do Google, reportou desaceleração nos lucros em 2020, de 12,8%

Depois de uma queda no começo da pandemia, o negócio de publicidade do Google segue se recuperando. A Alphabet, controladora da empresa, registrou um aumento de receita de 23% no último trimestre de 2020, chegando a US$ 56,9 bilhões. O lucro da companhia também cresceu, alcançando US$ 15,2 bilhões — no mesmo período de 2019, os ganhos líquidos foram de US$ 10,7 bilhões. 

Os números fazem parte dos resultados financeiros divulgados pela Alphabet nesta terça-feira, 2. As ações da dona do Google operavam em alta de 7,4% após o fechamento do pregão americano, às 19h35 do horário de Brasília. 

O crescimento em receita foi puxado pelo retorno dos anunciantes ao Google, que tiveram dificuldades financeiras no começo da pandemia — a Alphabet teve sua primeira queda de receita da história no segundo trimestre de 2020. Agora, a empresa tem visto novos gastos de clientes de varejo e de outros serviços online que foram impulsionados na quarentena. 

O negócio de publicidade do Google, incluindo o YouTube, foi responsável por 81% do faturamento da Alphabet no trimestre. A receita com anúncios do YouTube, especificamente, foi de US$ 6,8 bilhões, um avanço ante o resultado de US$ 4,7 bilhões do quarto trimestre de 2019. 

No balanço anunciado nesta terça, a Alphabet divulgou pela primeira vez os resultados do seu negócio de nuvem. Segundo a companhia, o Google Cloud registrou prejuízo operacional de US$ 1,2 bilhão no período e US$ 5,6 bilhões ao todo em 2020 — os números mostram que houve um prejuízo 21% maior do que em 2019.

Passos lentos

Diferente de outras gigantes de tecnologia, como Apple e Amazon, que só aceleraram na pandemia, o Google sentiu o impacto do cenário em seus negócios. Em 2020, a alta na receita da Alphabet foi de 12,8%, muito abaixo dos 20% anuais vistos nos anos anteriores. Esse é o menor valor desde a crise econômica de 2009, quando o grupo reportou receita de 8,5%.

A Alphabet continua subvalorizada em relação a algumas rivais do setor de tecnologia. Enquanto nesta terça a companhia tinha valor de mercado de US$ 1,3 trilhão, a Microsoft já valia US$ 1,8 trilhão e a Apple, US$ 2,2 trilhões. 

A empresa disse que espera um aumento de US$ 2,1 bilhões nos resultados operacionais em 2021. /COLABOROU GUILHERME GUERRA E REBECA SOARES