New York Times chega a 7,5 milhões de assinaturas em 2020, para versões digital e impressa

Só de assinantes on-line, jornal americano adicionou 2,3 milhões no ano. Receita com esses leitores ultrapassou meio bilhão de dólares
Do New York Times

A sede do New York Times, em Manhattan – Johannes Eisele – 30.jun.20/AFP

NOVA YORK – O jornal ameriano The New York Times bateu um recorde para seu negócio de assinaturas em 2020, um ano em que uma pandemia, agitação social e uma corrida presidencial sem precedentes nos Estados Unidos chegaram às manchetes, diz a empresa em um relatório de lucros nesta quinta-feira.

Depois de adicionar 2,3 milhões de assinaturas digitais em 2020, mais do que em qualquer ano anterior, o Times ultrapassou 7,5 milhões de assinaturas para seus produtos digitais e impressos, segundo o relatório do quarto trimestre da companhia.

Os maiores ganhos de 2020 ocorreram durante dois períodos de grande volume de notícias. No trimestre que começou em abril, quando um grande número de americanos estava  há semanas em uma rotina de trabalho remoto por causa da pandemia do coronavírus, a empresa adicionou 669 mil assinaturas digitais. No quarto trimestre, que incluiu o dia da eleição presidencial nos EUA, o Times teve um aumento de cerca de 627 mil assinaturas digitais.

“Em 2020, atingimos dois marcos importantes, e esperamos que sejam duradouros: a receita digital ultrapassou a do impresso pela primeira vez, e a receita de assinatura digital, há muito tempo nosso fluxo mais rápido de receita de crescimento, agora também é o maior”, explica em comunicado Meredith Kopit Levien, a presidente-executiva da empresa.

“Esses dois marcos, e nosso melhor ano já registrado para assinaturas, marcam o fim da primeira década de transformação do Times em uma empresa que prioriza o digital e as assinaturas”, destaca ela.

Meredith Kopit Levien, nova presidente do NYT: expansão da estratégia digital do jornal. Foto: RACHEL MURRAY / AFP

No ano, a oferta digital principal do NYT, que é seu site de notícias, ganhou 1,7 milhão de assinantes, um aumento de 48% em relação a 2019. Mais de 5 milhões de assinaturas do Times são apenas para o site de notícias, afirma o jornal.

Outras ofertas digitais, como os aplicativos Cooking and Games, ganharam mais de 600 mil assinaturas em 2020, um aumento de 66%, chegando a um total de cerca de 1,6 milhão. As assinaturas restantes — cerca de 833 mil — são para o jornal impresso.PUBLICIDADE

No quarto trimestre, a receita de assinatura digital foi de US$ 167 milhões, um salto de 37% em relação aos meses finais de 2019. No ano, foi de US$ 598,3 milhões, um aumento de 30%. A receita total de assinaturas em 2020 aumentou 10%, para US$ 1,195 bilhão.

Meta de dez milhões de assinantes

Os ganhos de assinaturas no ano passado colocaram o Times no caminho para atingir sua meta declarada de chegar a dez milhões até 2025. O aumento de assinaturas ocorreu mesmo quando o jornal, que começou a cobrar pelo conteúdo on-line em 2011, aumentou os preços de algumas assinaturas de notícias digitais.

“Com um bilhão de pessoas lendo notícias digitais e esperados cem milhões dispostos a pagar por isso em inglês, não é difícil imaginar que, com o tempo, a base de assinantes do Times poderia ser substancialmente maior do que [o patamar] em que estamos hoje”, diz Levien.

Em seu relatório, o The Times projetou um aumento de cerca de 15% na receita total de assinaturas no trimestre atual a partir do primeiro trimestre de 2020, e um salto de 35% a 40% na receita de assinaturas digitais. A receita de anúncios neste trimestre deve cair um pouco menos de 20%, acrescentou a empresa.

A empresa também anunciou um aumento em seus pagamentos de dividendos aos investidores, de 6 centavos de dólar por ação, o que custará à empresa cerca de US$ 46,8 milhões por ano. Foi a segunda vez em um ano em que o conselho concordou em aumentar os dividendos, uma medida que beneficiará a família Ochs-Sulzberger, que controla o Times.

Pandemia afetou publicidade

O senão do trimestre e do ano de 2020 foram as vendas de anúncios. O fechamento e a suspensão de atividades de empresas durante a pandemia afetaram a indústria da mídia, cortando os orçamentos de marketing de muitas que compram anúncios. A receita total de anúncios do The Times recuou 26% em 2020, para US$ 392,4 milhões, com queda de 39% na receita de anúncios impressos, relata a empresa.

No quarto trimestre, a receita de publicidade digital caiu 2% em relação ao ano anterior, para US$ 90,1 milhões. A receita de anúncios impressos caiu 38% no período, para US$ 49,1 milhões. Nos anúncios impressos, o movimento foi acelerado pela pandemia, mas também estava relacionado a tendências mais amplas, explica o Times. No trimestre, 65% da receita total de anúncios veio do digital, em comparação com 54% no ano anterior.

A receita do quarto trimestre foi de US$ 509,4 milhões, um aumento de 0,2% em relação a 2019. O lucro operacional ajustado aumentou 1,4% em relação ao quarto trimestre de 2019, para US$ 97,7 milhões, e 0,9% no ano, para US$ 250,6 milhões.

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