SoftBank encerra parceria com a startup de hospedagens Oyo na América Latina

A Oyo afirma que continuará a operar na região com atendimento principalmente digital e administração direto da Índia; empresa vai demitir quase toda a sua equipe na América Latina

Os negócios da Oyo vêm sendo impactados desde o início da pandemia

O SoftBank deixará as operações comerciais da startup indiana de hospedagens Oyo na América Latina. O anúncio foi feito pelas empresas nesta quinta-feira, 11, e o fim da parceria acontece seis meses após as duas partes firmarem uma parceria focada na região.

O grupo japonês injetou US$ 75 milhões nas operações da Oyo na América Latina. Em setembro do ano passado, em meio às dificuldades impostas pela pandemia, a Oyo passou o controle de suas operações na América Latina para o SoftBank.

Apesar do fim da joint venture latino-americana com o SoftBank, a Oyo afirma que suas operações na região continuam. Porém, a empresa anunciou que passará a adotar um modelo de serviço principalmente digital, com atendimento remoto a clientes e proprietários de hotéis. A Oyo disse também que as mudanças vão exigir a demissão de quase toda a sua equipe na região – a startup não revela números. Os poucos funcionários que ficarão serão os responsáveis pelo contato diário com hoteleiros. Hoje, a Oyo possui cerca de 1 mil hotéis parceiros na América Latina, sendo 450 no Brasil.

Desde o início da pandemia, os dois escritórios da startup na região, no Brasil e no México, estão fechados. Agora, a empresa confirma que as atividades na região serão gerenciadas diretamente da Índia.

O SoftBank disse que a decisão foi tomada em conjunto com a Oyo devido aos desafios trazidos pela pandemia do coronavírus, e que não iria mais investir na empresa na região.

A Oyo tem enfrentado dificuldades em seus mercados em todo o mundo devido à crise do coronavírus, que atingiu em cheio a indústria do turismo e reduziu drasticamente sua força de trabalho. De acordo com o Wall Street Journal, a empresa agora vai focar sua atenção nos mercados em que sua operação é mais forte, como a Índia, a Europa e o Sudeste Asiático. / COM REUTERS

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